Lijiang, China

Uma Cidade Cinzenta mas Pouco


Telhados cinza

O casario secular de Lijiang com os seus telhados uniformes.

Black Dragon Pool

A laga mais famosa de Lijiang, com a Montanha Nevada Dragão de Jade em fundo.

Em pose

Cavaleiros naxi com os seus típicos barretes de pele de panda-vermelho.

Montra de iguarias

Especialidades expostas abrem o apetite aos transeuntes.

Danças típicas

Mulheres de naxi dançam numa das praças de Lijiang. 

Telhados Cinza

Os topos do casario de Lijiang com a massiva Montanha Nevada Dragão de Jade bem acima.

Mini-banho

Menina aparentemente enfiada à força num banho durante uma das manhãs gélidas de Lijiang.

Paciência de chinês

Trabalhador de um restaurante repousa junto a um muro com uma inscrição incompleta na imagem que se traduz como "todas as pessoas tem ..." 

Budismo privado

Grande templo budista, a secção religiosa da residência faustosa da família Mu.

Tons de Natal

Duas clientes num bar da cidade resplandecente de cor.

Telhados cinza II

O casario secular de Lijiang com os seus telhados uniformes.

Visto ao longe, o seu casario vasto é lúgubre mas as calçadas e canais seculares de Lijiang revelam-se mais folclóricos que nunca. Em tempos, esta cidade resplandeceu como a capital grandiosa do povo Naxi. Hoje, tomam-na de assalto enchentes de visitantes chineses que disputam o quase parque temático em que se tornou.

A chegada na tarde anterior e os primeiros passos nas ruas empedradas deixam-nos bem claro o que tínhamos a fazer. Não estávamos sequer nos meses mais quentes e movimentados da cidade. Entramos no sábado. Uma turba de forasteiros, na sua maioria da etnia predominante Han, invade-a aos poucos, sem resistência, muito pelo contrário.

Enquanto caminhamos ao longo dos canais e cruzamos incontáveis pontes, são raros os estrangeiros ocidentais por que passamos. Os novos moradores de Lijiang aprontam-se para receber os compatriotas e para com eles lucrar. 

Mais e mais portadas de madeira escura e trabalhada se abrem ao ritmo a que a luz solar esbranquiçada nelas incide ou, pelo menos, a sua refracção do pavimento basáltico. São excepcionais as que desvendam domicílios em vez de lojas: estabelecimentos repletos de chás e especiarias, de sedas e tecidos díspares e afins ou de uma miríade de bugigangas coloridas, umas artesanais, outras nem tanto. Por entre estes comércios, surgem estalagens e bancas de comes e bebes que se aprestam para grelhar ou fritar espetadinhas condimentadas, de peixes de água doce, de gambas mas também de larvas, grilos e gafanhotos. Panelas e caixas estriadas ou perfuradas soltam vapor que mantem quentes especialidades complementares: bolinhos de feijão, de tapioca e de soja, doces e salgados, alguns, aconchegados em delicados embrulhos vegetais.

Passa do meio-dia. A fome aperta e a multidão interrompe os seus passeios. Comandada pelo apetite voraz dos Han tanto pela melhor gastronomia da nação, como pelo mero convívio sentado, a multidão toma conta dos restaurantes e das imediações das bancas. Cerca da uma da tarde, com as energias repostas, volta a deambular pelas ruelas, reforçada pelos passageiros de autocarros de tours vespertinos entretanto chegados.

Percebemos o quanto degenerara a tranquilidade e genuinidade matinal da povoação. Reagimos a condizer. Afastamo-nos das artérias ligadas ao seu coração determinados a apreciá-la no todo.

Estudamos o mapa com a devida atenção. Apontamos à Shizi Shan (Lion Hill), uma colina florestada que se destaca no limite ocidental da Cidade Velha e de que se projecta o seu famoso pavilhão Wangu, erguido sobre dezasseis colunas cada qual com vinte e dois metros e alegadamente decorado com 2.300 padrões caprichosos que representam os vinte e três grupos étnicos que habitam hoje a região de Lijiang.

Contam-se cinco os pisos do pavilhão. Subimos a escada interior até ao último e saímos para a sua varanda. Aquela altura revela-nos a vastidão do Vale Li e, à distância, a montanha de Neve Dragão de Jade, com os seus quase 5.600 metros de altitude. Para leste, nas imediações abaixo, impressionam-nos os telhados sem fim de Lijiang que formam uma vasta mancha parda, aqui e ali salpicada de branco ou pelos tons quentes de outras áreas não cobertas dos lares. Mesmo se recuperado após o sismo de magnitude 7.0 de 1996 que matou trezentas e cinquenta pessoas e deixou muitas mais sem abrigo, o cenário actual da cidade respeita os seus oitocentos anos como entreposto da rota equestre do chá, durante as dinastias Ming e Qing e, por cerca de meio milénio, controlada por uma família poderosa, a Mu.

Situada a 2500m no extremo sudoeste da China, distante de Pequim, de Shangai e de Hong Kong, como de todas as principais urbes antigas da civilização Han, até há algumas décadas atrás, Lijiang preservou-se num mundo à parte. Ergueu-a e habitou-a séculos a fio o povo Nashi (ou Naxi) que se crê ter migrado do noroeste da China para regiões contíguas ao Tibete e antes dominadas por tibetanos. Tal como estes e os Bai, os Nashi proliferaram no comércio de chá levado a cabo nos trilhos traiçoeiros Chama dos Himalaias, entre Lhasa e a Índia, na confluência com a rota da Seda que passava mais a sul.

Mesmo se vulnerável a influências trazidas pelos mercadores Han, Lijiang surgiu como expressão única econveniente e dessa mesma prosperidade reforçada. Já em tempos turísticos, a cidade cedeu à pressão esmagadora da curiosidade dos compatriotas. Continua a moldar-se para a servir.

Descemos da Lion Hill com a noite a apoderar-se do Vale Li e de toda a província de Yunnan. Distraídos com a mudança de tons da atmosfera, quase ficamos fechados na torre de madeira. Evita-o um monge que avisa o porteiro do edifício mesmo antes de este o encerrar. Do pavilhão, regressamos à pousada pitoresca que tínhamos escolhido, com os seus quartos dispostos em redor de um pátio muralhado e acesso através de uma pesado portão garrido.

Às 8h30, despertamos para a manhã frígida de Domingo ainda mal recuperados. Como era de supor, o esforço madrugador prova-se curto. A essa hora, já Lijiang estava repleta dos mesmos transeuntes entusiasmados do dia anterior. Palmilhamo-la ao sabor da multidão, conformados com o seu poder inexpugnável. Estávamos afinal na China. O âmbito populacional do país era de milhões de milhões, não de uns meros milhões.

O nome Lijiang significa Cidade das Pontes. E, travada pela sua própria dinâmica caprichosa, a multidão entrecruzava-se e progredia mais lenta que a água a fluir nos canais e sob os incontáveis passadiços e pontes do centro histórico. Com o tempo, Lijiang tornou-se num habitat que conjugou benefícios das montanhas, rios e florestas em redor. Um sistema ramificado de irrigação tinha origem nos picos nevados da Montanha Nevada Dragão de Jade e corria através das aldeias e campos de cultivo. A lagoa de Heilong – que não tardaríamos a espreitar – e inúmeras fontes e poços completavam-no e asseguravam as necessidades diárias de água e de cereais, frutos e vegetais, a prevenção de incêndios e a produção local de restantes bens. Um dos outros elementos do sistema, as azenhas, tem um derradeiro representante na ponte Yulong, junto ao que subsiste da antiga muralha massiva da cidade. Leva a um redobrado êxtase os vários hidrófilos que a visitam ano após ano. Na Black Dragon Pool, os visitantes de Lijiang conseguem conciliar numa mesma vista tanto a origem geológica da água como o seu reservatório final. Até há pouco, era possível apreciar os moradores a lavar vegetais nas correntes dos canais, no caminho entre o mercado e as suas casas. Esse hábito pertence agora ao passado. Mas, contra toda e qualquer modernidade, outros costumes e tradições persistem. Alguns deles, bem polémicos no Ocidente.

Chegamos a 2ª feira. Apesar de menos urgente que no fim-de-semana que terminara, enchemo-nos de coragem e levantamo-nos com nova aurora gélida. Espreitamos o mercado nas imediações da pousada e surpreendemo-nos com a visão de vários cães já sem pele, pendurados na barra de metal de uma banca de talho. Contemplamos os cadáveres dos animais com a estranheza de quem os costuma encontrar como mascotes ou, vá lá que seja, como espécimes vadios. Alheio a tão profundo fosso cultural, o talhante de serviço aborda-nos e pergunta-nos se os queremos levar. Rejeitamos. Em vez, compramos tangerinas.

Quando regressamos ao âmago semi-labiríntico de Lijiang, a praça Bailong entra em modo de festa. Um grupo de mulheres idosas nashi convivem trajadas com a roupa tradicional da sua etnia: saia frisada azul escura, camisa e bonés de azuis de tons celestes e coletes de malha vermelhos. As senhoras dão as mãos e começam a cantar. Pouco depois, inauguram uma dança circular que acompanha a cantoria e atrai um pequeno auditório. Logo ao lado, dois homens a cavalo e vestidos com gorros de pele de panda vermelho e coletes ainda mais felpudos levam a cabo a sua própria exibição, apenas de pose, na expectativa de que os visitantes Han da cidade lhes paguem por fotos na sua companhia. É algo que vemos repetir-se com frequência.

Com o novo ocaso, a luz suave da tarde volta a disseminar-se. Jantamos no andar cimeiro de um café de nome “Enjoy” de onde fotografamos o pavilhão Wangu iluminado e destacado, ao longe, sobre a Lion Hill e, encosta abaixo, o casario secular de Lijiang dourado por uma iluminação nocturna exuberante que combina luzes amarelas nos velhos telhados com a de candeeiros de papel chineses vermelhos.

Em seguida, dirigimo-nos ao edifício não menos antigo da Dayan Naxi Ancient Music Association e instalamo-nos para apreciar um dos concertos da Orquestra Naxi local. Os vinte e tal músicos decanos entram sem pressas. Vários deles ostentam cabelos e barbas brancas. Veteranos de tais exibições, pouco ou nada ensaiam. Inauguram, num ápice, os temas dongjing tradicionais taoistas que haviam escolhido para o alinhamento. E encantam-nos com a magia das suas flautas e de distintos instrumentos de corda asiáticos: charamelas, alaúdes chineses, plectros e cítaras, entre outros.

A música tradicional dongjing foi apurada ao longo de cinco séculos até atingir uma harmonia e uma concepção artística considerada transcendental. Em tempos, estava reservada à nobreza chinesa. Com o passar dos anos, a exclusividade cedeu perante a paixão do povo nashi pela música. Nesse dia, a orquestra oferecia-a a nós e aos restantes espectadores. E como se de nada de especial se tratasse, emprestava um pouco mais de vida e de cor a Lijiang.

 

Grande Zimbabwe

Grande Zimbabwe, Mistério sem Fim

Entre os séculos XI e XIV, povos Bantu ergueram aquela que se tornou a maior cidade medieval da África sub-saariana. De 1500 em diante, à passagem dos primeiros exploradores portugueses chegados de Moçambique, a cidade estava já em declínio. As suas ruínas que inspiraram o nome da actual nação zimbabweana encerram inúmeras questões por responder.

Dali, China

A China Surrealista de Dali

Encaixada num cenário lacustre mágico, a antiga capital do povo Bai manteve-se, até há algum tempo, um refúgio da comunidade mochileira de viajantes. As mudanças sociais e económicas da China fomentaram a invasão de chineses à descoberta do recanto sudoeste da nação.

Bingling Si, China

O Desfiladeiro dos Mil Budas

Durante mais de um milénio e, pelo menos sete dinastias, devotos chineses exaltaram a sua crença religiosa com o legado de esculturas num estreito remoto do rio Amarelo. Quem lá desembarca, pode não achar todas as esculturas mas encontra um santuário budista deslumbrante. Durante mais de um milénio e, pelo menos sete dinastias, devotos chineses exaltaram a sua crença religiosa com o legado de esculturas num estreito remoto do rio Amarelo. Quem lá desembarca, pode não achar todas as esculturas mas encontra um santuário budista deslumbrante. 

Dunhuang, China

Um Oásis na China das Areias

A milhares de quilómetros para oeste de Pequim, a Grande Muralha tem o seu extremo ocidental e a China é outra. Um inesperado salpicado de verde vegetal quebra a vastidão árida em redor. Anuncia Dunhuang, antigo entreposto crucial da Rota da Seda, hoje, uma cidade intrigante na base das maiores dunas da Ásia.

Longsheng, China

A aldeia chinesa dos maiores cabelos do mundo. Nutridos a arroz, claro

Numa região multiétnica coberta de arrozais socalcados, as mulheres de uma aldeia renderam-se a uma mesma obsessão capilar. Deixam crescer os seus cabelos anos a fio, até um comprimento médio de 170 a 200 cm que faz da aldeia recordista. Por estranho que pareça, para os manterem belos e lustrosos, usam apenas água e o cereal. 

Lijiang e Yangshuo, China

Uma China Impressionante

Um dos mais conceituados realizadores asiáticos, Zhang Yimou dedicou-se às grandes produções ao ar livre e foi o co-autor das cerimónias mediáticas dos J.O. de Pequim. Mas Yimou também é responsável por “Impressions”, uma série de encenações não menos polémicas com palco em lugares emblemáticos. 

Lhasa, Tibete

A Sino-Demolição do Tecto do Mundo

Qualquer debate sobre soberania é acessório e uma perda de tempo. Quem quiser deslumbrar-se com a pureza, a afabilidade e o exotismo da cultura tibetana deve visitar o território o quanto antes. A ganância civilizacional Han que move a China não tardará a soterrar o milenar Tibete. 

Dali, China

Flash Mob à Moda Chinesa

A hora está marcada e o lugar é conhecido. Quando a música começa a tocar, uma multidão segue a coreografia de forma harmoniosa até que o tempo se esgota e todos regressam às suas vidas.
Lhasa, Tibete

Quando o Budismo se Cansa da Meditação

Nem só com silêncio e retiro espiritual se procura o Nirvana. No Mosteiro de Sera, os jovens monges aperfeiçoam o seu saber budista com acesos confrontos dialécticos e bateres de palmas crepitantes.

Huang Shan, China

A Montanha dos Picos Flutuantes

Os picos graníticos de Huang Shan, de que brotam pinheiros acrobatas, surgem em ilustrações artísticas sem conta. O cenário real, além de remoto, permanece mais de 200 dias escondido acima das nuvens.

Pentecostes, Vanuatu

Bungee Jumping para Homens a Sério

Em 1995, o povo de Pentecostes ameaçou processar as empresas de desportos radicais por lhes terem roubado o ritual Naghol. Em termos de audácia, a imitação elástica fica muito aquém do original.

Pequim, China

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É o centro histórico incoerente da ideologia maoista-comunista e quase todos os chineses aspiram a visitá-la mas a Praça Tianamen será sempre recordada como um epitáfio macabro das aspirações da nação

Badaling, China

Uma Invasão Chinesa da Muralha da China

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Arquitectura & Design
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O Mundo à Defesa

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Rumo a Braga. A Nepalesa.

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Nana Kwame V
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Reza a história que, em tempos, uma praga devastou a população da Cape Coast do actual Gana. Só as preces dos sobreviventes e a limpeza do mal levada a cabo pelos deuses terão posto cobro ao flagelo. Desde então, os nativos retribuem a bênção das 77 divindades da região tradicional Oguaa com o frenético festival Fetu Afahye.

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Em três das suas ruas, Takayama retém uma arquitectura tradicional de madeira e concentra velhas lojas e produtoras de saquê. Em redor, aproxima-se dos 100.000 habitantes e rende-se à modernidade.

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No Reino do Sashimi

Num ano apenas, cada japonês come mais que o seu peso em peixe e marisco. Uma parte considerável é processada e vendida por 65 mil habitantes de Tóquio no maior mercado piscícola do mundo.

Tédio terreno
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O povo indígena Newar do Vale de Katmandu atribui grande importância à religiosidade hindu e budista que os une uns aos outros e à Terra. De acordo, abençoa os seus ritos de passagem com danças de homens mascarados de divindades. Mesmo se há muito repetidas do nascimento à reencarnação, estas danças ancestrais não iludem a modernidade e começam a ver um fim.

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Está-nos nos genes. Seja pelo prazer de participar, por títulos, honra ou dinheiro, os confrontos dão sentido à vida. Surgem sob a forma de modalidades sem conta, umas mais excêntricas que outras.
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Em 1956, taiwaneses cépticos duvidavam que os 20km iniciais da Central Cross-Island Hwy fossem possíveis. O desfiladeiro de mármore que a desafiou é, hoje, o cenário natural mais notável da Formosa.

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Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
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A Descolagem e a Queda do Culto do Homem-Pássaro

Até ao século XVI, os nativos da Ilha da Páscoa esculpiram e idolatraram enormes deuses de pedra. De um momento para o outro, começaram a derrubar os seus moais. Sucedeu-se a veneração de tangatu manu, um líder meio humano meio sagrado, decretado após uma competição dramática pela conquista de um ovo.

Tempo de aurora
Inverno Branco

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Silhueta e poema
Literatura

Goiás Velho, Brasil

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Moldura
Natureza

Lençois da Bahia, Brasil

Uma Liberdade Pantanosa

Escravos foragidos subsistiram séculos em redor de um pantanal da Chapada Diamantina. Hoje, o quilombo do Remanso é um símbolo da sua união e resistência mas também da exclusão a que foram votados.

Filhos da Mãe-Arménia
Outono

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Cores Argentinas
Parques Naturais

Perito Moreno, Argentina

O Glaciar Que Não se Rende

O aquecimento é supostamente global mas não chega a todo o lado. Na Patagónia, alguns rios de gelo resistem.De tempos a tempos, o avanço do Perito Moreno provoca derrocadas que fazem parar a Argentina

Wall like an Egyptian
Património Mundial Unesco

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De Luxor a Tebas: viagem ao Antigo-Egipto

Tebas foi erguida como a nova capital suprema do Império Egípcio, o assento de Amon, o Deus dos Deuses. A moderna Luxor herdou a sua sumptuosidade. Entre uma e a outra fluem o Nilo sagrado e milénios de história deslumbrante.

De visita
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Rússia

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Alexander Pushkin é louvado por muitos como o maior poeta russo e o fundador da literatura russa moderna. Mas Pushkin também ditou um epílogo quase tragicómico da sua prolífica vida.

Mini-snorkeling
Praia

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De regresso a “A Praia”

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Sombra vs Luz
Religião

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O Pavilhão Dourado foi várias vezes poupado à destruição ao longo da história, incluindo a das bombas largadas pelos EUA mas não resistiu à perturbação mental de Hayashi Yoken. Quando o admirámos, luzia como nunca.

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Até 1947, o Tren del Fin del Mundo fez incontáveis viagens para que os condenados do presídio de Ushuaia cortassem lenha. Hoje, os passageiros são outros mas nenhuma outra composição passa mais a Sul

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Um Ganha-Pão do Usbequistão

Numa de muitas padarias de Margilan, desgastado pelo calor intenso do forno tandyr, o padeiro Maruf'Jon trabalha meio-cozido como os distintos pães tradicionais vendidos por todo o Usbequistão
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Descemos das terras altas e montanhosas de Meghalaya para as planas a sul e abaixo. Ali, o caudal translúcido e verde do Dawki faz de fronteira entre a Índia e o Bangladesh. Sob um calor húmido que há muito não sentíamos, o rio também atrai centenas de indianos e bangladeshianos entregues a uma pitoresca evasão.

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