Lijiang e Yangshuo, China

Uma China Impressionante


Entusiasmo Vermelho

Cena do episódio “Entusiasmo” de "Impression: Liu Sanjie" com dezenas de pescadores no rio Li.

Depois da cantoria

Mulheres naxi em trajes tradicionais percorrem uma rua empedrada de Lijiang, após uma sua exibição de canto e dança.

Sérios agasalhos

Cavaleiro naxi com o gorro e colete típicos do seu povo.

Jovens Naxi

Nativos da zona de Lijiang em trajes típicos e alinhados com a neve da montanha Yulong em fundo, durante o espectáculo "Impression: Lijiang".

Sob o luar

Uma de muitas cenas nocturnas de "Impression: Liu Sanjie" realizado sobre as águas do rio Li, em Yangshuo.

Palco majestoso

Uma das cenas mais grandiosas de “Impression: Lijiang” com o palco repleto de figurantes e a montanha Yulong em fundo.

Tradição e voz

Anciã naxi canta em Lijiang, uma antiga cidade de Yunnan, hoje, uma das mais visitadas da província.

Natureza show

Cena de "Impression: Liu Sanjie" aqui com os penhascos da região de Yangshuo bem visíveis em fundo.

Jade Dragon Snow Mountain

Visitantes abaixo do pico nevado de Shanzidou, no cimo da montanha Yulong.

Em tons de azul

Cena azulada de Liu Sanjie com diversos barqueiros reunidos. 

Em honra do trilho do chá

Mulheres naxi carregam cestos "cheios de chá", uma das cenas tradicionais de "Impression: Lijiang".

Vida equestre

Cavaleiros naxi numa das velhas praças de Lijiang.

Em tons de azul II

Barqueiros rodeiam uma das estruturas que embelezam "Impressions: Liu Sanjie". 

Palco majestoso II

Figurantes nativos formam linhas sobre os socalcos quase imperceptíveis do palco de "Impressions: Lijiang".

Tempo de agradecimento

Público e figurantes assistem a uma das derradeiras cenas do espectáculo de Yangshuo.

Em tons de azul III

Outra cena azulada e feminina de "Impressions: Liu Sanjie".

Um dos mais conceituados realizadores asiáticos, Zhang Yimou dedicou-se às grandes produções ao ar livre e foi o co-autor das cerimónias mediáticas dos J.O. de Pequim. Mas Yimou também é responsável por “Impressions”, uma série de encenações não menos polémicas com palco em lugares emblemáticos. 

Ainda não eram 8h30 quando entrámos no parque nacional Jade Dragon Snow Mountain. Metemo-nos na cabine do teleférico e ascendemos aos 4600 metros do maciço montanhoso mais elevado da província de Yunnan. Ficámos a mil do seu pico supremo, o Shanzidou. Ainda assim, as condições meteorológicas logo se provaram adversas a qualquer exploração ou contemplação mais demorada.

Um vento furioso intensificava o frio que sentíamos na cara e no corpo e impedia-nos de caminhar direitos sobre o passadiço instalado na encosta nevada. Sofremos a bom sofrer para o percorrermos de alto abaixo. E qual não é o nosso espanto quanto damos com dois monges budistas do Sudeste Asiático enrolados nas suas habituais túnicas amarelo-torradas, ambos com gorros a proteger as cabeças, mas, nos pés, apenas sandálias e meias.

Nem os religiosos, com a sua fé, nem quem quer que fosse aguentou muito mais tempo exposto à ira da montanha. Tal como vários outros visitantes enregelados, mal regressámos à estação base do teleférico, recuperámos a bebericar chocolate quente e viajámos uns poucos quilómetros até a um recinto numa rua de nome Guodahuma, junto à cidade velha de Lijiang.

Ali, dezenas de autocarros, minibuses, carrinhas e outros veículos largavam inúmeros passageiros, na sua maioria chineses excitados pela evasão e diversão em que se viam. Seguimos a corrente humana para o interior de uma espécie de anfiteatro que, em vez de um mero palco, tinha, do lado oposto das bancadas, um grande paredão vermelho disposto em socalcos subtis. Estávamos a 3500 metros de altitude. Como horizonte e fundo natural víamos a mesma Jade Dragon Snow Mountain de onde tínhamos chegado.

A multidão ansiosa demorou uma eternidade a acomodar-se. Ignorou por completo as insistentes tentativas de proibição dos funcionários do recinto e armou-se de máquinas de fotografar e de filmar.

O espectáculo não aguardou pelo sossego da plateia. Teve início com uma apresentação vídeo exuberante. Uma vez terminada, entraram em cena dezenas de jovens figurantes em trajes tradicionais de que se destacavam coletes brancos felpudos. Interagiam com uma locução masculina, em mandarim, de tom quase militar.

De forma cuidadosamente coreografada, mais de quinhentos nativos de distintas aldeias e vilas, cerca de cem deles, a espaços, sobre outros tantos pequenos cavalos ou, no caso das mulheres, com enormes cestos tradicionais cheios de chá às costas, exibiam as peculiaridades dos modos de vida das minorias Naxi, Yi, Bai e Mosuo, este, o único grupo étnico matriarcal sobrevivente na China.

Os figurantes percorriam os socalcos em filas graciosas até que os preenchiam por completo ou apenas a linhas e colunas escolhidas a dedo pela equipa de Zhang Yimou. Qualquer que fosse a disposição que assumissem, o espectáculo beneficiava da sumptuosidade dos picos nevados da montanha Yulong por detrás e deixava o público em êxtase.

Mas as “Impressions” de Zhang Yimou – realizador que conhecemos por cá de filmes como “Milho Vermelho”, “O Segredo dos Punhais Voadores” e “Herói”, entre outros – estão longe de agradar a todos. Se as cerimónias de abertura e fecho dos Jogos Olímpicos de Pequim de que foi co-autor tiveram os seus detractores, com os seus espectáculos regionais e de temporada não foi diferente.

A primeira impressão de Yimou: “Impression: Liu Sanjie” teve enorme sucesso e instigou-o a criar outras. Anos depois, políticos locais continuam a acusá-lo de irresponsabilidade como fez o vice-mayor duma cidade da província de Hunan, no artigo de opinião “Zhang Yimou não é nenhum salvador; Que não crie “Impressions” às cegas.”

A longa crítica incluía o seguinte trecho: “A coberto do isco de investimentos colaterais massivos, Zhang Yimou conseguiu que diversos lugares turísticos da China competissem para que neles instalasse as suas produções, malgrado os valores astronómicos requeridos para acolher os espectáculos (n.a: 80 a 400 milhões de euros), dos bilhetes (n.a: mais de 25€) e das comissões de Yimou e sua equipa. No entanto, o festim de luz e sombra que capta o olhar não deixa nada do espectáculo para trás após a sua temporada de exibição.” 

Este mesmo autarca apontou ainda a Yimou o facto de ser responsável pelas enormes dívidas acumuladas pelos governos locais nos casos cada vez mais numerosos em que as suas “Impressions” se revelam fracassos ou sucessos desgastados pelo tempo e pela repetição exaustiva da mesma fórmula. De acordo com os padrões chineses, a própria vida de Yimou parece ir de encontro a esta denúncia.  Em 2014, o realizador teve que pagar uma multa de cerca de um milhão de euros devido a nascimentos desautorizados e respectiva “manutenção social”, isto por ter gerado sete filhos com quatro distintas mulheres e, assim, violado a Política do Filho Único com que a China procura controlar o crescimento da sua população. 

Alguns dias depois, viajámos do norte de Yunnan para leste e instalamo-nos em Yangshuo, uma região de tal maneira famosa pelos seus incontáveis penhascos de calcário disseminados em volta do rio Li que muitos dos restaurantes chineses por esse mundo fora têm ilustrações destes cenários a decorá-los.

Explorámo-la de barco e de bicicleta. Numa das noites de pós-exploração, aproveitámos ainda para espreitar a primeira das “Impressions”.

“Impression Liu Sanjie” teve estreia em 2004. Assenta numa lenda do povo Zhuang – o maior dos grupos étnicos minoritários da China – em redor de uma mulher (Liu Sanjie, a terceira irmã da família Liu) desde muito cedo dotada de um canto magnífico. Liu Sanjie conseguia, com a sua voz, acalmar a ira e animar os espíritos das pessoas em redor de si.  Era invejada por Mo Huairen, um bandido que dela queria fazer sua concubina.

Está escuro como breu quando nos sentamos à beira do rio, desta vez, com os enormes rochedos iluminados ao longe, cinzentos mas salpicados de verde vegetal para lá da silhueta de uma floresta marginal de bambu. A luz ténue também reflectida na superfície do rio não tarda a ser quebrada por feixes coloridos. A protagonista Liu Sanjie aparece a cantar sobre um pequeno barco tradicional. Gera uma onda de entusiasmo no trabalho fluvial e na vida de centenas de barqueiros de chapéu cónico simbolizada pelas ondas e outros movimentos produzidos quando estes fazem oscilar longas faixas vermelhas de plástico.

Tal como em Lijiang, a plateia não sossega e comenta entre si o enredo que prossegue com recurso a mais de seiscentos figurantes da zona – a maior parte pescadores de cinco aldeias das margens do Li – suas embarcações e utensílios.

Uma iluminação sofisticada produz os efeitos e sensações que encantam o público. À medida que o rio flui, compreendemos como, aliada à localização excêntrica do espectáculo e à mestria da navegação tradicional dos figurantes, justificou o primeiro dos grandes sucessos de Yimou.

A grande febre chinesa das “Impressions”, essa, não parece ter fim. Imune a qualquer criticismo, o realizador e produtor continua a instalar novos espectáculos em paragens visualmente merecedoras ou simplesmente mais abastadas da vasta China. 

Dali, China

A China Surrealista de Dali

Encaixada num cenário lacustre mágico, a antiga capital do povo Bai manteve-se, até há algum tempo, um refúgio da comunidade mochileira de viajantes. As mudanças sociais e económicas da China fomentaram a invasão de chineses à descoberta do recanto sudoeste da nação.

Bingling Si, China

O Desfiladeiro dos Mil Budas

Durante mais de um milénio e, pelo menos sete dinastias, devotos chineses exaltaram a sua crença religiosa com o legado de esculturas num estreito remoto do rio Amarelo. Quem lá desembarca, pode não achar todas as esculturas mas encontra um santuário budista deslumbrante. Durante mais de um milénio e, pelo menos sete dinastias, devotos chineses exaltaram a sua crença religiosa com o legado de esculturas num estreito remoto do rio Amarelo. Quem lá desembarca, pode não achar todas as esculturas mas encontra um santuário budista deslumbrante. 

Dunhuang, China

Um Oásis na China das Areias

A milhares de quilómetros para oeste de Pequim, a Grande Muralha tem o seu extremo ocidental e a China é outra. Um inesperado salpicado de verde vegetal quebra a vastidão árida em redor. Anuncia Dunhuang, antigo entreposto crucial da Rota da Seda, hoje, uma cidade intrigante na base das maiores dunas da Ásia.

Lijiang, China

Uma Cidade Cinzenta mas Pouco

Visto ao longe, o seu casario vasto é lúgubre mas as calçadas e canais seculares de Lijiang revelam-se mais folclóricos que nunca. Em tempos, esta cidade resplandeceu como a capital grandiosa do povo Naxi. Hoje, tomam-na de assalto enchentes de visitantes chineses que disputam o quase parque temático em que se tornou.

Longsheng, China

A aldeia chinesa dos maiores cabelos do mundo. Nutridos a arroz, claro

Numa região multiétnica coberta de arrozais socalcados, as mulheres de uma aldeia renderam-se a uma mesma obsessão capilar. Deixam crescer os seus cabelos anos a fio, até um comprimento médio de 170 a 200 cm que faz da aldeia recordista. Por estranho que pareça, para os manterem belos e lustrosos, usam apenas água e o cereal. 

Great Zimbabwe

Pequena Dança Bira, Grande Zimbabwe

A aldeia KwaNemamwa está situada junto ao lugar mais emblemático do Zimbabwé, aquele que, decretada a independência da Rodésia colonial, inspirou o nome da nova nação. É ali que vários habitantes de etnia Karanga exibem as danças tradicionais Bira aos visitantes privilegiados das ruínas de Great Zimbabwé.
Dali, China

Flash Mob à Moda Chinesa

A hora está marcada e o lugar é conhecido. Quando a música começa a tocar, uma multidão segue a coreografia de forma harmoniosa até que o tempo se esgota e todos regressam às suas vidas.
Espectáculos

A Terra em Cena

Um pouco por todo o Mundo, cada nação, região ou povoação e até bairro tem a sua cultura. Em viagem, nada é mais recompensador do que admirar, ao vivo e in loco, o que as torna únicas.

Huang Shan, China

A Montanha dos Picos Flutuantes

Os picos graníticos de Huang Shan, de que brotam pinheiros acrobatas, surgem em ilustrações artísticas sem conta. O cenário real, além de remoto, permanece mais de 200 dias escondido acima das nuvens.

Marinduque, Filipinas

Quando os Romanos Invadem as Filipinas

Nem o Império do Oriente chegou tão longe. Na Semana Santa, milhares de centuriões apoderam-se de Marinduque. Ali, se reencenam os últimos dias de Longinus, um legionário convertido ao Cristianismo.

Badaling, China

Uma Invasão Chinesa da Muralha da China

Com a chegada dos dias quentes, hordas de visitantes Han apoderam-se da maior estrutura criada pelo homem, recuam à era das dinastias imperiais e celebram o protagonismo recém-conquistado pela nação.

Sombra vs Luz
Arquitectura & Design

Quioto, Japão

O Templo que Renasceu das Cinzas

O Pavilhão Dourado foi várias vezes poupado à destruição ao longo da história, incluindo a das bombas largadas pelos EUA mas não resistiu à perturbação mental de Hayashi Yoken. Quando o admirámos, luzia como nunca.

Lagoas fumarentas
Aventura

Tongariro, Nova Zelândia

Os Vulcões de Todas as Discórdias

No final do século XIX, um chefe indígena cedeu os vulcões de Tongariro à coroa britânica. Hoje, parte significativa do povo maori continua a reclamar aos colonos europeus as suas montanhas de fogo.

Dia no ksar
Cerimónias e Festividades

Tataouine, Tunísia

Os Castelos de Areia que Não Desmoronam

Os ksour foram construídos como fortificações pelos berberes do Norte de África. Resistiram às invasões árabes e a séculos de erosão. A Tunísia presta-lhes, todos os anos, uma devida homenagem.

Cortejo garrido
Cidades

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1000 Anos de Rússia à Moda Antiga

Foi uma capital pródiga quando Moscovo não passava de um lugarejo rural. Pelo caminho, perdeu relevância política mas acumulou a maior concentração de igrejas, mosteiros e conventos do país dos czares. Hoje, sob as suas incontáveis cúpulas, Suzdal é tão ortodoxa quanto monumental.

Comida
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Um Ganha-Pão do Usbequistão

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Sapphire
Cultura

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Um Apocalipse Televisionado
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O Mais Mediático dos Cataclismos por Acontecer

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Filhos da Mãe-Arménia
Outono

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Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.

Mini-snorkeling
Parques Naturais

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De regresso a “A Praia”

Passaram 15 anos desde a estreia do clássico mochileiro baseado no romance de Alex Garland. O filme popularizou os lugares em que foi rodado. Pouco depois, alguns desapareceram temporária mas literalmente do mapa mas, hoje, a sua fama controversa permanece intacta.

Praia Islandesa
Património Mundial Unesco

Islândia

O Aconchego Geotérmico da Ilha do Gelo

A maior parte dos visitantes valoriza os cenários vulcânicos da Islândia pela sua beleza. Os islandeses também deles retiram calor e energia cruciais para a vida que levam às portas do Árctico.

Acima de tudo e de todos
Personagens

Harare, Zimbabwe

O Último Estertor do Surreal Mugabué

Em 2015, a primeira-dama do Zimbabué Grace Mugabe afirmou que o presidente, então com 91 anos, governaria até aos 100, numa cadeira-de-rodas especial. Pouco depois, começou a insinuar-se à sua sucessão. Mas, nos últimos dias, os generais precipitaram, por fim, a remoção de Robert Mugabe que substituiram pelo antigo vice-presidente Emmerson Mnangagwa.

Dunas no meio do mar
Praia

Bazaruto, Moçambique

A Miragem Invertida de Moçambique

A apenas 30km da costa leste africana, um erg improvável mas imponente desponta do mar translúcido. Bazaruto abriga paisagens e gentes que há muito vivem à parte. Quem desembarca nesta ilha arenosa exuberante depressa se vê numa tempestade de espanto.

Solovestsky Outonal
Religião

Ilhas Solovetsky, Rússia

A Ilha-Mãe do Arquipélago Gulag

Acolheu um dos domínios religiosos ortodoxos mais poderosos da Rússia mas Lenine e Estaline transformaram-na num gulag cruel. Com a queda da URSS, Solovestky recupera a paz e a sua espiritualidade.

À pendura
Sobre carris

São Francisco, E.U.A.

Uma Vida aos Altos e Baixos

Um acidente macabro com uma carroça inspirou a saga dos cable cars de São Francisco. Hoje, estas relíquias funcionam como uma operação de charme da cidade do nevoeiro mas também têm os seus riscos.

Fim da Viagem
Sociedade

Talkeetna, Alasca

Vida à Moda do Alasca

Em tempos um mero entreposto mineiro, Talkeetna rejuvenesceu, em 1950, para servir os alpinistas do Monte McKinley. A povoação é, de longe, a mais alternativa e cativante entre Anchorage e Fairbanks.

Um
Vida Quotidiana

Talisay City, Filipinas

Monumento a um Amor Luso-Filipino

No final do século XIX, Mariano Lacson, um fazendeiro filipino e Maria Braga, uma portuguesa de Macau, apaixonaram-se e casaram. Durante a gravidez do que seria o seu 11º filho, Maria sucumbiu a uma queda. Destroçado, Mariano ergueu uma mansão em sua honra. Em plena 2ª Guerra Mundial, a mansão foi incendiada mas as ruínas elegantes que resistiram eternizam a sua trágica relação.

Vai-e-vem fluvial
Vida Selvagem

Iriomote, Japão

Uma Pequena Amazónia Japonesa

Florestas tropicais e manguezais impenetráveis preenchem Iriomote sob um clima de panela de pressão. Aqui, os visitantes estrangeiros são tão raros como o yamaneko, um lince endémico esquivo.

Pleno Dog Mushing
Voos Panorâmicos

Glaciar de Godwin, Alasca

Dog mushing estival

Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, os cães e os trenós não podem parar.