Ilha Hailuoto, Finlândia

Um Refúgio no Golfo de Bótnia


Doca gelada

Embarcações no porto gelado de Marjaniemi.

Linha de vida

Sampo desenrola a linha que permitirá puxar a rede sob o gelo.

Pesca a dois

Sampo e Iiris recolhem os peixes capturados sob as águas geladas do Golfo de Bótnia.

Pesca abaixo de 0º

Marko mostra um dos muitos peixes que pesca todas as manhãs.

Recolha abaixo de 0º

As mãos nuas de Sampo retiram peixes da rede estendida por debaixo da superfície gelada.

Estrada de frio

Trilhos deixados por uma moto de neve, sobre a beira-mar gelada da ilha de Hailuoto.

Acidente na Neve

Marko e um vizinho tentam libertar a moto de neve que o primeiro enterrou numa vala oculta.

Local de trabalho

Buraco no golfo gelado de Bótnia e uma protecção contra o vento forte que torna a tarefa ainda mais dolorosa.

A caminho da pescaria

Sampo prepara-se para escavar o buraco que lhe permitirá retirar os peixes da longa rede.

Peixe à Kievari

Prato de peixe acabado de pescar, puré e vegetais, uma refeição simples mas nutritiva da pousada-restaurante Kievari.

Velho moínho

Moínho de madeira sobressai do cenário crespuscular de Hailuoto.

S.O.S.

Boia estrategicamente colocada para situações de emergência, durante o Verão e o período traiçoeiro do degelo.

Pontão camuflado

Pontão difícil de identificar no meio da paisagem branca, em Marjaniemi.

Olhar V70

Iiris aguarda pelo pôr-do-sol no seu carro, em Marjaniemi.

Doca Gelada II

Recanto envolto em neve e gelo do porto de Marjaniemie.

Estação Gelada

Bombas de combustível perdidas e inactivas, em Marjaniemi.

Crepúsculo rosado

Dia termina de forma exuberante na ilha gelada de Hailuoto.

Durante o Inverno, Hailuoto está ligada à restante Finlândia pela maior estrada de gelo do país. A maior parte dos seus 986 habitantes estima, acima de tudo, o distanciamento que a ilha lhes concede.

Não conseguimos evitar um ligeiro engolir em seco face ao último dos reparos de Iiris: “o homem já não me queria deixar passar à vinda mas lá se deixou convencer. Vamos outra vez agora mas duvido que amanhã ainda seja possível voltar por aqui. Vêem essas rachas e poças nas extremidades? Querem dizer que a superfície está a ficar demasiado frágil. Por isso estão prestes a fechá-la.”

Percorríamos a estrada de gelo oficial mais longa da Finlândia que, durante o longo Inverno, liga o continente à Ilha de Hailuoto sobre as águas pouco salgadas do Golfo de Bótnia que o frio intenso desta latitude solidifica com relativa facilidade.

Perguntamos à condutora se, com toda a tecnologia nórdica, não tinham inventado ainda um qualquer sistema para corrigir aquelas falhas e garantir o uso da estrada por mais tempo. A resposta leva-nos ao cerne da alma alternativa e contraditória de Hailuoto. “Não, não existe máquina nenhuma desse tipo. Depende tudo da meteorologia. Há, no entanto, uma discussão já com vários anos sobre a construção de uma ponte. Muitas pessoas da ilha estão contra. Querem mantê-la isolada e tranquila. Mas umas boas centenas trabalham em Oulu. Se forem de ferry, demoram 1h30. São 3 horas por dia em deslocação e isto quando não têm que esperar porque o ferry só leva 6 carros.

Questionamos porque essas pessoas não se mudam para Oulu. Iiris assegura que já não trabalha em Oulu mas que nem assim para lá voltaria e passa a explanar uma série de vantagens da sua nova vida insular com destaque para a segurança suplementar, para a tranquilidade e autonomia. Desde o pequeno-almoço no hotel de Oulu que estamos com ela. Sabemos que uma outra razão de coração teve influência no retiro.

“Fizeram a viagem do “Sampo”? Eu também tenho o meu próprio Sampo. Vão gostar de o conhecer”.

Segundo a mitologia finlandesa, sampo era um artefacto mágico difícil de qualificar mas que trazia boa sorte ao seu possuidor. Tinha sido construído por Seppo Ilmarinen, um espécie de deus rapaz, ferreiro, eterno martelador da mitologia finlandesa.

Mais a norte, em Kemi, “Sampo” foi também o nome dado a um quebra-gelo que deixou de ser útil para abrir caminho às embarcações cada vez mais largas a sulcar o Golfo de Bótnia e, por isso, adaptado por uma empresa para pequenos percursos turísticos demonstrativos do seu poder fragmentador e da beleza da paisagem marítima gelada.  

Entramos em Hailuoto. Entre florestas de coníferas polvilhadas pela neve e campos agrícolas enregelados, chegamos à pequena fazenda do casal. Iiris entra em casa. Pouco depois, regressa acompanhada do seu quebra-gelo cara metade. Sampo não faz jus à analogia. Começa por se mostrar intimidado pela presença destes forasteiros do sul e pouco fala enquanto reúne o que necessita para a manhã de pesca à rede que íamos acompanhar. O tempo na região manteve-se sempre sub-árctico. Em breve, à sua maneira, o anfitrião conceder-nos-ia um tratamento bem mais caloroso.

Metemo-nos os quatro na carrinha Volvo do casal, também carregada de instrumentos rurais e de pelos de animais. Um curto percurso conduz-nos de novo ao litoral congelado. Iiris prepara uma fogueira para nos despertar de uma certa inércia matinal com café e bolachas. Enquanto isso, Sampo regressa a casa para recuperar algo de que se havia esquecido e esperamos por Marko, um amigo da família e um dos verdadeiros pescadores profissionais da ilha.

Sampo demora-se. Marko, pelo contrário, aproxima-se a grande velocidade na sua mota de neve, sobre a superfície resistente mas nevada do golfo. Viramos-lhe as costas por momentos para responder a um qualquer repto de Iiris. Quando menos esperamos, ouvimos estalar os troncos e galhos de uma sebe natural. Entusiasmado com a sensação de liberdade sugerida pela ligeireza e pelo branco sem fim, o aventureiro tinha decidido meter-se terra adentro por uma abertura paralela ao trilho normal. Para seu infortúnio, a neve acumulada camuflava uma vala. Foi essa a última paragem do snowmobile, que ficou atascado entre árvores juvenis.

Marko entrou em choque. Como qualquer um faria, tentou emendar a mão antes que o incidente chamasse demasiada atenção mas, malgrado a sua enorme estatura, depressa percebeu que ia necessitar de ajuda.

Juntamo-nos aos seus esforços inglórios. Por largos minutos, escavamos enormes blocos de neve da vala para abrir uma trajectória de escape para a mota. Tudo em vão.

Sampo aparece finalmente com algumas pás. E um vizinho cinquentão, com força hercúlea, completa a equipa de salvamento. Enquanto manipula o volante o acelerador da mota, Marko auto-insulta-se e roga pragas à sua falta de discernimento. Mais cedo do que esperava, o grupo liberta-o daquela inusitada humilhação para uma foto comemorativa e para a já muito atrasada pescaria.

Agradecido, sobre a mota-de-neve também incólume, o finlandês organiza então um vai-e-vem que nos poupa a caminhadas extenuantes com neve pelos joelhos, até ao local em que Sampo mantinha as redes. Quando lá chegamos, o nativo instala um toldo rudimentar que o protege do vento cortante, cava um buraco redondo e descobre uma das pontas da longa malha estendida sob o gelo. Sampo veste uma camisola de pesca típica de Hailuoto que termina numas luvas do mesmo tom beije com os dedos cortados. Sem vestígio de pieguice, mete as mãos na água frígida e começa a puxar a rede, retirando os peixes nela emaranhados.

Marko conhece o ofício de cor. “Durante 15 anos, fui engenheiro da Nokia. Só que, em 2012, fartei-me de vez das viagens sem fim e de toda a instabilidade.” A ruptura foi tal que, mesmo consciente das suas habilitações e do salário generoso, optou por se retirar com a esposa tailandesa para a vida de Hailuoto que, como Sampo e Iiris considerava bem mais genuína e honesta que a subjugação corporativa predominante nas maiores cidades finlandesas. Também na ilha encontrou forma de subsistência.

Há muito que os restaurantes de Oulu e arredores pagavam bom dinheiro pelo peixe fresco. Marko não esteve para meias medidas. Comprou 1 km de redes e passou a vender as centenas de espécimes que recolhia todas as manhas, desde que a meteorologia o permitisse.

Começamos a tarde a degustar a iguaria numa mesa da Kievari, uma pousada-restaurante acolhedora de Hailuoto. Durante o repasto, surge um casal de vizinhos e amigos que viajavam com frequência para Goa. “Qual é mesmo o teu apelido?” perguntam. “Pereira?” Ah sim, já me lembro. É esse mesmo. Ainda o usam muito! Vamos voltar para lá em Abril.”

Depois do almoço, Sampo e Marko retornam aos seus afazeres. Iiris conduz-nos a Marjaniemi, uma península-doca da ilha que, malgrado o cenário frígido e inóspito, a anfitriã nos assegura ser uma praia divinal no Verão. O sol mergulha sobre o horizonte. Aquece ligeiramente os tons dos barcos de pesca em doca gelada e uma outra haste de vegetação que resiste ao Inverno implacável.

“Estas botas estão-me a falhar.” confessa-nos. “Tenho que ir a casa trocá-las. Estou com os pés encharcados.”

Pelo caminho, o lusco-fusco instala-se e tinge o céu de magenta. Passamos por alguns velhos moinhos de madeira e, por eles enfeitado, o cenário encanta-nos a dobrar. Pedimos à condutora para nos abandonar à beira da estrada e nos recuperar quando tivesse resolvido o problema do calçado. Nesse tempo, ainda sem raquetes de neve, resistimos a uma caminhada cruel com a neve quase pela cintura, só para chegarmos mais próximo das estruturas.

Quando Iiris nos resgata da berma, estamos de rastos. O regresso ao lar e o convívio descontraído no curral compartimentado em que ela, Sampo e a filha Elli criam porcos, ovelhas, cabras, galinhas e outras espécies menos usuais, surge como uma recompensa e faz-nos perder dois ferries de regresso. O casal convida-nos ainda para o conforto do seu lar e brinda-nos com chávenas de chá revigorantes. Faz-se tarde e o cansaço aperta mas conversamos sobre a ilha e os seus projectos de eco-turismo até ao limite.

Iiris reclama as últimas energias e leva-nos ao barco seguinte e a Oulu. Aproveita a viagem para contar outras peripécias da vida do casal em Hailuoto. A sua desinibição volta a parecer-nos bem mais latina que nórdica. Soa, no entanto, com o ritmo tranquilo e vagaroso com que os finlandeses aprendem a falar e hipnotiza-nos.

”Sabem que quando conheci o Sampo, estava sempre preocupada com a consanguinidade aqui da ilha. Como devem calcular, antes não existiam estas estradas nem os ferries. Isolados em Hailuoto, sempre foi inevitável que, de uma forma ou de outra, tudo ficasse mais ou menos em família. Envolvemo-nos depressa mas a última coisa que queria era ter filhos com problemas. Até que ele me disse que a mãe dele era do continente. Foi tudo o que precisava de ouvir. Agora temos a vida que queremos. Com todas as contas e mensalidades a acumularem-se, claro que não é fácil mas pelo menos lutamos à nossa maneira e, apesar de vivermos com um certo afastamento, gostamos muito de mostrar a ilha aos visitantes.”

Iiris conduz o carro para bordo do ferry. A embarcação zarpa para a imensidão álgida do Golfo de Bótnia. Três derradeiras horas e esta recém-convertida a Hailuoto estará de novo a salvo das luzes excessivas de Oulu e das agruras sociais da Finlândia cínica e competitiva.

Kemi, Finlândia

Não é Nenhum "Barco do Amor" mas Quebra Gelo desde 1961

Construído para manter vias navegáveis sob o Inverno árctico mais extremo, o “Sampo” cumpriu a sua missão entre a Finlândia e a Suécia durante 30 anos. Em 1988, reformou-se e dedicou-se a viagens mais curtas que permitem aos passageiros flutuar num canal recém-aberto do Golfo de Bótnia, dentro de fatos que, mais que especiais, parecem espaciais.

Lapónia Finlandesa

Em Busca da Raposa de Fogo

São exclusivas dos píncaros da Terra as auroras boreais ou austrais, fenómenos de luz gerados por explosões solares. Os nativos Sami da Lapónia acreditavam tratar-se de uma raposa ardente que espalhava brilhos no céu. Sejam o que forem, nem os quase 30º abaixo de zero que se faziam sentir no extremo norte da Finlândia nos demoveram de as admirar.

Ilha Hailuoto, Finlândia

À pesca do verdadeiro peixe fresco

Abrigados de pressões sociais indesejadas, os ilhéus de Hailuoto sabem sustentar-se. Sob o mar gelado de Bótnia capturam ingredientes preciosos para os restaurantes de Oulu, na Finlândia continental.

Lapónia, Finlândia

Sob o Encanto Gélido do Árctico

Estamos a 66º Norte e às portas da Lapónia. Por estes lados, a paisagem branca é de todos e de ninguém como as árvores cobertas de neve, o frio atroz e a noite sem fim.

Saariselka, Finlândia

O Delicioso Calor do Árctico

Diz-se que os finlandeses criaram os SMS para não terem que falar. Mas o imaginário dos nórdicos frios perde-se na névoa das suas amadas saunas, verdadeiras sessões de terapia física e social.

PN Oulanka, Finlândia

Um Lobo Pouco Solitário

Jukka “Era-Susi” Nordman criou uma das maiores matilhas de dog sledding do mundo. Tornou-se numa das personagens mais emblemáticas do país mas continua fiel ao seu cognome: Wilderness Wolf

Gentlemen Club & Steakhouse
Arquitectura & Design

Las Vegas, E.U.A.

Onde o Pecado tem Sempre Perdão

Projectada do Deserto Mojave como uma miragem de néon, a capital norte-americana do jogo e do espectáculo é vivida como uma aposta no escuro. Exuberante e viciante, Vegas nem aprende nem se arrepende.

Radical 24h por dia
Aventura

Queenstown, Nova Zelândia

Digna de uma Raínha

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades extremas reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.

Cerimónias e Festividades
Pueblos del Sur, Venezuela

Os Pauliteiros de Mérida e Cia

A partir do início do século XVII, com os colonos hispânicos e, mais recentemente, com os emigrantes portugueses consolidaram-se nos Pueblos del Sur, costumes e tradições bem conhecidas na Península Ibérica e, em particular, no norte de Portugal.
Assento do sono
Cidades

Tóquio, Japão

Os Hipno-Passageiros de Tóquio

O Japão é servido por milhões de executivos massacrados com ritmos de trabalho infernais e escassas férias. Cada minuto de tréguas a caminho do emprego ou de casa lhes serve para passarem pelas brasas

Comida
Margilan, Usbequistão

Um Ganha-Pão do Usbequistão

Numa de muitas padarias de Margilan, desgastado pelo calor intenso do forno tandyr, o padeiro Maruf'Jon trabalha meio-cozido como os distintos pães tradicionais vendidos por todo o Usbequistão
Intersecção
Cultura

Hungduan, Filipinas

Filipinas em Estilo “Country”

Os GI's partiram com o fim da 2a Guerra Mundial mas a música do interior dos EUA que ouviam ainda anima a Cordillera de Luzon. É de tricycle e ao seu ritmo que visitamos os terraços de arroz Hungduan.

Bola de volta
Desporto

Melbourne, Austrália

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Apesar de praticado desde 1841, o AFL Rules football só conquistou parte da grande ilha. A internacionalização nunca passou do papel, travada pela concorrência do râguebi e do futebol clássico.

Mini-dinossauro
Em Viagem
Iucatão, México

A Lei de Murphy Sideral que Condenou os Dinossauros

Cientistas que estudam a cratera provocada pelo impacto de um meteorito há 66 milhões de anos chegaram a uma conclusão arrebatadora: deu-se exatamente sobre uma secção dos 13% da superfície terrestre suscetíveis a tal devastação. Trata-se de uma zona limiar da península mexicana de Iucatão que um capricho da evolução das espécies nos permitiu visitar.
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Étnico

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O Recreio do Belize

Madonna cantou-a como La Isla Bonita e reforçou o mote. Hoje, nem os furacões nem as disputas políticas desencorajam os veraneantes VIPs e endinheirados de se divertirem neste refúgio tropical.

Luminosidade caprichosa no Grand Canyon
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Luz Natural (Parte 1)

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Timothy Treadwell conviveu Verões a fio com os ursos de Katmai. Em viagem pelo Alasca, seguimos alguns dos seus trilhos mas, ao contrário do protector tresloucado da espécie, nunca fomos longe demais.

Filhos da Mãe-Arménia
Outono

Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.

Correria equina
Parques Naturais
Castro Laboreiro, Portugal  

No Cimo Raiano-Serrano de Portugal

Chegamos à eminência da Galiza, a 1000m de altitude e até mais. Castro Laboreiro e as aldeias em redor impõem-se à monumentalidade granítica das serras e do Planalto da Peneda e de Laboreiro. Como o fazem as suas gentes resilientes que, entregues ora a Brandas ora a Inverneiras, ainda chamam casa a estas paragens deslumbrantes.
Passerelle secular
Património Mundial Unesco

Galle, Sri Lanka

Nem Além, Nem Aquém da Lendária Taprobana

Camões eternizou o Ceilão como um marco indelével das Descobertas onde Galle foi das primeiras fortalezas que os portugueses controlaram e cederam. Passaram-se cinco séculos e o Ceilão deu lugar ao Sri Lanka. Galle resiste e continua a seduzir exploradores dos quatro cantos da Terra.

Acima de tudo e de todos
Personagens

Harare, Zimbabwe

O Último Estertor do Surreal Mugabué

Em 2015, a primeira-dama do Zimbabué Grace Mugabe afirmou que o presidente, então com 91 anos, governaria até aos 100, numa cadeira-de-rodas especial. Pouco depois, começou a insinuar-se à sua sucessão. Mas, nos últimos dias, os generais precipitaram, por fim, a remoção de Robert Mugabe que substituiram pelo antigo vice-presidente Emmerson Mnangagwa.

Promessa?
Praia
Goa, Índia

Para Goa, Rapidamente e em Força

Uma súbita ânsia por herança tropical indo-portuguesa faz-nos viajar em vários transportes mas quase sem paragens, de Lisboa à famosa praia de Anjuna. Só ali, a muito custo, conseguimos descansar.
Passagem
Religião

Tanna, Vanuatu

Daqui se Fez Vanuatu ao Ocidente

O programa de TV “Meet the Natives” levou representantes tribais de Tanna a conhecer a Grã-Bretanha e os E.U.A. De visita à sua ilha, percebemos porque nada os entusiasmou mais que o regresso a casa.

Colosso Ferroviário
Sobre carris

Cairns-Kuranda, Austrália

Comboio para o Meio da Selva

Construído a partir de Cairns para salvar da fome mineiros isolados na floresta tropical por inundações, com o tempo, o Kuranda Railway tornou-se no ganha-pão de centenas de aussies alternativos.

Mini-snorkeling
Sociedade

Ilhas Phi Phi, Tailândia

De regresso a “A Praia”

Passaram 15 anos desde a estreia do clássico mochileiro baseado no romance de Alex Garland. O filme popularizou os lugares em que foi rodado. Pouco depois, alguns desapareceram temporária mas literalmente do mapa mas, hoje, a sua fama controversa permanece intacta.

Vida Quotidiana
Enxame, Moçambique

Área de Serviço à Moda Moçambicana

Repete-se em quase todas as paragens em povoações dignas de aparecer nos mapas. O machimbombo (autocarro) detém-se e é cercado por uma multidão de empresários ansiosos. Os produtos oferecidos podem ser universais como água ou bolachas ou típicos da zona. Nesta região a uns quilômetros de Nampula, fruta tropical é coisa que não falta.
Glaciar Meares
Vida Selvagem

Prince William Sound, Alasca

Alasca Colossal

Encaixado contra as montanhas Chugach, Prince William Sound abriga alguns dos cenários descomunais do 49º estado. Nem sismos poderosos nem uma maré negra devastadora afectaram o seu esplendor natural.

Vale de Kalalau
Voos Panorâmicos

Napali Coast, Havai

As Rugas Deslumbrantes do Havai

Kauai é a ilha mais verde e chuvosa do arquipélago havaiano. Também é a mais antiga. Enquanto a exploramos por terra, mar e ar, espantamo-nos ao vermos como a passagem dos milénios só a favoreceu.