Dunhuang, China

Um Oásis na China das Areias


Caminho para o deserto

Alameda que conduz às primeiras dunas encontradas pelo oásis de Dunhuang, na Cidade das Areias.

A mais velha Muralha

Amigas chinesas nas ruínas da secção mais antiga e mais ocidental da Muralha da China, erguida durante a dinastia Han.

Deserto vegetal

Superfície desértica coberta de hortos, conseguida pela irrigação através de canais que distribuem água de vários rios.

Tudo a postos

Camelos e pequenos carros preparados para conduzir visitantes recém-chegados às dunas de Mingshan.

PUB

Loja decorada com anúncio de um molho culinário chinês.

Yumenguan Pass I

Muralha da fortaleza do desfiladeiro de Yumenguan com as dunas do deserto de Taklamakan em fundo.

Uma bebida para o caminho

Estátua junto à fortaleza de Yumenguan Pass.

Trabalho infantil

Jovens ajudantes de cozinheiros uigures de um restaurante tradicional de Dunhuang.

DEVAGAR !

Sinal impele os condutores dos pequenos veículos de serviço às dunas a conduzirem sem pressas.

Circuito das areias

Caravana de visitantes contorna a base de uma duna de Minghsan.

Yumenguan Pass II

Torre e pórtico da fortaleza medieval do desfiladeiro de Yumenguan.

Acima de tudo

Turistas chinesas apreciam o Lago Crescente.

1 passo em frente

Visitantes chineses conquistam uma dunas íngremes de Migshan, a "Cidade das Areias" de Dunhuang.

Cimo da mesquita de Dunhuang visto para lá de um estendal de candeeiros tradicionais chineses.

Ha Fei Sai, a empregada muçulmana de uma loja de tecidos e trajes islâmicos.

O Lago Crescente, alimentado por nascentes subterrâneas abaixo das dunas do deserto de Taklamakan.

O edifício-pórtico budista do complexo das Grutas de Mogao.

Decoração de estrada com camelos de argila em corrida.

Alameda que conduz às primeiras dunas encontradas pelo oásis de Dunhuang, na Cidade das Areias.

A milhares de quilómetros para oeste de Pequim, a Grande Muralha tem o seu extremo ocidental e a China é outra. Um inesperado salpicado de verde vegetal quebra a vastidão árida em redor. Anuncia Dunhuang, antigo entreposto crucial da Rota da Seda, hoje, uma cidade intrigante na base das maiores dunas da Ásia.

Só um qualquer milagre hídrico poderia justificar o que a moldura oval do avião nos desvenda, lá em baixo. Há horas que sobrevoamos um nenhures seco e terroso, inóspito e desalmado a condizer. Às tantas, esse nada absoluto no sul da vasta província da Mongólia Interior surge polvilhado de retalhos que nos parecem hortícolas. Repetem-se de tal forma que formam uma densa grelha de minifúndios rectangulares, alguns de um verde mais profundo que a água providencial que os irrigava.

Mal deixamos o ar condicionado do aeroporto, os trinta e muitos graus enxutos que se fazem sentir começam a tostar-nos. Com o vento a soprar dos desertos para leste, a atmosfera mantem-se poeirenta. Quando as piores tempestades daqui se propagam, são este mesmo vento reforçado e a areia das imediações que chegam até Pequim e tornam o ambiente da capital mais pesado e irrespirável que nunca.

Apercebemo-nos, num ápice, o quanto o perfil e visual histórico de Dunhuang cedera à modernidade Han que, do oceano Pacífico aos confins do Tibete, há muito molda o território chinês. As antigas casas de tijolo de barro deram lugar a prédios pré-fabricados. Alguns têm dois ou três andares. Os dos arredores, até mais que isso.

Uma das ruas da cidade, a Yangguan Dong Lu, alberga o mercado esguio de Shazhou. Quando o investigamos, deparamo-nos com uma esperada mas curiosa relação entre a paisagem predominante e os produtos. Eram, na sua maioria, secos, ou ressequidos de uma forma ainda assim composta e sedutora. Numa extensão de dezenas de metros, sucedem-se receptáculos quadrados e uma fascinante abundância de avelãs, nozes, amêndoas, amendoins, pinhões, pistachos separados por variedades e calibres. Acompanham-nos tâmaras, passas de uva, pêssegos, ameixas, abrunhos, figos e sabemos lá mais o quê, enrugados, caramelizados ou salgados, dita a experiência dos habitantes destas paragens que assim sejam preparados para mais durarem sem perder sabor. Seguem-se ainda especiarias de tons, texturas e aromas mil.

Os frutos e as especiarias sempre marcaram presença na encruzilhada asiática que eternizou estas paragens. E, no entanto, ao longo da história, por aqui foram regateadas mercancias sem conta.

Em tempos conhecida por Shazhou (como o mercado) e por Dukhan, no dialecto uigur, do século VI até ao XII, Dunhuang prosperou na intersecção de duas das ramificações primordiais da Rota da Seda e tornou-se no principal ponto de contacto entre a China e o resto do mundo.

Era uma das principais cidades encontradas pelos mercadores chegados do Oeste. Destes, Marco Polo foi o mais reputado. O seu pai Niccolò e o tio Maffeo viajaram para o Oriente e encontraram-se com Kublai Khan, ainda antes de conhecerem Marco. Em 1269, regressaram com uma carta enviada pelo imperador ao Papa Clemente IV que morrera no ano anterior.

O pai e o tio obtiveram uma missiva de resposta, mas já do Papa Gregório X. Em 1271, partiram uma vez mais para a misteriosa Catai – assim era conhecida a China –  na liderança de uma caravana carregada de bens valiosos. Desta vez, levaram Marco que tinha já dezassete anos e há vários ambicionava essa viagem. Só regressariam vinte e quatro anos depois, estava Veneza em guerra.  

O trio atravessou o Mediterrâneo e o Mar Negro e, a caminho de Bagdade, o Tigres e o Eufrates. Cruzaram o Irão, as montanhas de Pamir e o terrível deserto de Gobi. Antes de se reunirem com Kublai Khan, no seu palácio de Verão de Shang Du – actual Mongólia Interior – e inaugurarem uma permanência de dezassete anos ao serviço do imperador, mantiveram-se por um ano em Dunhuang. Lá visitaram as já famosas grutas de Mogao.

Nós, encontramo-las na margem oposta do rio Dachuan, numa falésia esburacada que esconde um complexo sistema de quase quinhentas grutas-templo, átrios e passagens interiores. Uma espécie de pagode convexo de nove andares com varandins que estreitam do chão à cupula foi adaptado ao paredão de rocha e serve de portal religioso. É ali que um responsável do governo nos recebe com modos algo snobes, nos explica o contexto histórico de cada gruta e pintura e, mesmo consciente da nossa enorme frustração, se assegura que não as fotografamos nem meia vez: “Esses tempos já passaram.” comunica-nos do cimo da sua altivez Han. “Agora somos protecionistas a sério. Se querem imagens, espreitem a nossa livraria. Em vez das fotos, podem levar uns maravilhosos livros.”

Dunhuang não estava só numa encruzilhada comercial. Com as caravanas, chegavam as várias fés. Por conveniência, o Budismo já lá estava representado. Desde o século IV d.C. que as grutas começaram a ser ocupadas, multiplicadas e pintadas. Reza a história que um monge de nome Le Zun teve uma visão de mil Budas banhados por luz dourada naquele mesmo sítio e que essa visão o inspirou a contruir um pequeno santuário. Outros monges não tardaram a juntar-se-lhe. Aos poucos, a gruta inicial evoluiu para o complexo de hoje. De início, serviam apenas de retiro ermita. Mais tarde, com o contributo financeiro de crentes chegados via Rota da Seda, foram transformadas nos verdadeiros mosteiros subterrâneos que, salão após salão, nos continuavam a maravilhar.

As pinturas aqui feitas são consideradas uma verdadeira obra-prima do mundo Budista. Pela primeira vez, foram atribuídas faces chinesas, uigures e das outras etnias que por ali passavam a uma religião e ao seu sábio e profeta que, até então, eram visualmente tidos como hindus.

Regressamos ao centro de Dunhuang. Enquanto buscamos um pouso mundano para almoçarmos vemo-nos confrontados com a inauguração explosiva de um novo restaurante familiar. Segundo o ritual Han de bênção pela fortuna, os proprietários fazem rebentar centenas de bombinhas espalhadas à porta e pelo passeio. Surpreendidos (leia-se, assustados) com os inesperados festejos, nós e outros transeuntes uigures corremos para salvo da cerimónia.

Há muito que a etnia Han controla esta China ocidental. Em 111 a.C., governava-a uma dinastia homónima. Essa dinastia estabeleceu a sua autoridade em Dunhuang, enquanto um de quatro postos avançados contra as incursões da confederação de povos nómadas Xiongnu. O nome da cidade traduz-se como “Farol Flamejante”. Ficou assim conhecida devido ao hábito dos guardas imperiais acenderem enormes tochas para alertarem a população desses ataques. Terá sido, aliás, após uma incursão demolidora dos temíveis Hunos, que, entre 141 e 87 a.C., o imperador Wu ordenou a construção do primeiro segmento da Muralha da China, 1300 anos antes das secções ordenadas pela dinastia Ming.

Num outro dia de exploração, deixamos a cidade bem cedo. Aventuramo-nos pelo Taklamakan com o objectivo de nos confrontarmos com esta mesma Muralha da China, a que estabelece o seu limite oeste. Mas a muralha primordial foi feita da argila disponível em redor, não de pedra como a restante. Admiramos o pouco que dela encontramos e, a poucos quilómetros, também a fortaleza medieval do desfiladeiro de Yumenguan.

Regressamos ao asfalto, ainda conduzidos por um motorista que quase fazia o seu velho veículo voar. Cruzamos povoados perdidos na aridez do deserto. Por fim, detemo-nos no Parque Nacional Geológico de Yadan, já em pleno deserto de Gobi. Ali, admiramos os incontáveis blocos de rocha que formam uma tal de Cidade do Diabo, esculpidos pela erosão com formas caprichosas e disseminados pela areia sem fim. O vento que desde sempre sopra entre estes obstáculos continua a produzir os mesmos silvados e outros sons misteriosos que assustavam as caravanas receosas de bandidos, no seu caminho para Dunhuang, a cidade-base a que voltamos já bem depois do ocaso.

O novo dia desperta com a atmosfera desanuviada de poeiras. Aproveitamos para explorar melhor o centro urbano modernizado. Quanto mais investigamos, mais constatamos a dualidade entre a cultura muçulmana uigur e a budista ou ateia dos Han. Numa rua, um estendal decorativo de grandes candeeiros vermelho-amarelos chineses dependurados mancha a vista do minarete e da cúpula da grande mesquita da cidade. Jovens com penteados e vestes arrojadas dignas dos bairros ocidentalizados de Shangai, exploravam cabeleireiros avant-gard. Logo ao lago, Ha Fei Sai, uma jovem empregada escondida dentro de um hijab e de um véu meio translúcido subido até aos olhos amendoados, tomava conta duma casa de tecidos e trajes islâmicos.

Conversamos um pouco para logo a deixarmos entregue aos seus afazeres. Deixamos também a Dunhuang laboral. Metemo-nos num pequeno autocarro e fazemos uma curta viagem até à sua “Cidade das Areias”

Um raro semáforo detém-nos no início de uma alameda. Aproveitamos o interregno e espreitamos pelo vidro frontal. Quando o fazemos, assola-nos uma miragem: uma gigantesca montanha de areia projecta-se do piso de asfalto, afunilada entre as duas sebes arbóreas da alameda. Na sua base, um portal budista acentua a grandiosidade das dunas introdutórias, chamadas de Montanhas Cantantes de Areia. O oásis de Dunhuang submete-se, ali, à imensidão do deserto. Ansiosos por desvendarmos a sua orla massiva, compramos os bilhetes e atravessamos o pórtico.

Do lado de lá, revelam-se-nos mais e mais dunas. E uma espécie de parque de diversões que as autoridades Han prepararam para impressionar os visitantes compatriotas. Não vemos um único estrangeiro em redor. São apenas chineses quem monta os camelos que o Inverno gélido (têm uma média de – 8º) destas partes torna felpudos, em longas caravanas que sobem ao cume de certas dunas. E, são apenas chineses quem, a pé e em camara-lenta, conquista outras, vizinhas, não tão imponentes como as cimeiras que chegam aos 1715 metros de altitude.

Enquanto isso, esquadrões de asas delta panorâmicos sobrevoam-nos a todos e ao deserto amarelo para logo voltarem ao solo nas imediações de uma carcaça pretensamente emblemática de avião da Força Aérea chinesa.

Mas, os prodígios geológicos e paisagísticos de Dunhuang não se ficam por aqui. Seguimos um trilho plano. Pouco tempo depois, damos com um lago verdejante alimentado por nascentes subterrâneas e como o baptismo de Crescent Lake deixa adivinhar, com a forma de uma Lua em quarto-crescente. Um pavilhão budista surge na área côncava da Lua. Confere-lhe algum misticismo e abençoa quem, como nós, por ele passa. Visitamo-lo e vencemos a aresta de uma das dunas com a pressa de chegar ao topo antes que o sol deixasse de iluminar o cenário. Forçamos o coração e os pulmões a uma imerecida violência. Para compensar, regalamos os olhos e a mente com um descanso algures entre o contemplativo e o mágico, sobre o pôr-do-sol e bem acima do lago.

 

Dali, China

A China Surrealista de Dali

Encaixada num cenário lacustre mágico, a antiga capital do povo Bai manteve-se, até há algum tempo, um refúgio da comunidade mochileira de viajantes. As mudanças sociais e económicas da China fomentaram a invasão de chineses à descoberta do recanto sudoeste da nação.

Bingling Si, China

O Desfiladeiro dos Mil Budas

Durante mais de um milénio e, pelo menos sete dinastias, devotos chineses exaltaram a sua crença religiosa com o legado de esculturas num estreito remoto do rio Amarelo. Quem lá desembarca, pode não achar todas as esculturas mas encontra um santuário budista deslumbrante. Durante mais de um milénio e, pelo menos sete dinastias, devotos chineses exaltaram a sua crença religiosa com o legado de esculturas num estreito remoto do rio Amarelo. Quem lá desembarca, pode não achar todas as esculturas mas encontra um santuário budista deslumbrante. 

Lijiang, China

Uma Cidade Cinzenta mas Pouco

Visto ao longe, o seu casario vasto é lúgubre mas as calçadas e canais seculares de Lijiang revelam-se mais folclóricos que nunca. Em tempos, esta cidade resplandeceu como a capital grandiosa do povo Naxi. Hoje, tomam-na de assalto enchentes de visitantes chineses que disputam o quase parque temático em que se tornou.

Longsheng, China

A aldeia chinesa dos maiores cabelos do mundo. Nutridos a arroz, claro

Numa região multiétnica coberta de arrozais socalcados, as mulheres de uma aldeia renderam-se a uma mesma obsessão capilar. Deixam crescer os seus cabelos anos a fio, até um comprimento médio de 170 a 200 cm que faz da aldeia recordista. Por estranho que pareça, para os manterem belos e lustrosos, usam apenas água e o cereal. 

Kolmanskop, Namíbia

Gerada pelos Diamantes do Namibe, Abandonada às suas Areias

Foi a descoberta de um campo diamantífero farto, em 1908, que originou a fundação e a opulência surreal de Kolmanskop. Menos de 50 anos depois, as pedras preciosas esgotaram-se. Os habitantes deixaram a povoação ao deserto.

Lüderitz, Namibia

Wilkommen in Afrika

O chanceler Bismarck sempre desdenhou as possessões ultramarinas. Contra a sua vontade e todas as probabilidades, em plena Corrida a África, o mercador Adolf Lüderitz forçou a Alemanha assumir um recanto inóspito do continente. A cidade homónima prosperou e preserva uma das heranças mais excêntricas do império germânico.

Lijiang e Yangshuo, China

Uma China Impressionante

Um dos mais conceituados realizadores asiáticos, Zhang Yimou dedicou-se às grandes produções ao ar livre e foi o co-autor das cerimónias mediáticas dos J.O. de Pequim. Mas Yimou também é responsável por “Impressions”, uma série de encenações não menos polémicas com palco em lugares emblemáticos. 

Lhasa, Tibete

A Sino-Demolição do Tecto do Mundo

Qualquer debate sobre soberania é acessório e uma perda de tempo. Quem quiser deslumbrar-se com a pureza, a afabilidade e o exotismo da cultura tibetana deve visitar o território o quanto antes. A ganância civilizacional Han que move a China não tardará a soterrar o milenar Tibete. 

Dali, China

Flash Mob à Moda Chinesa

A hora está marcada e o lugar é conhecido. Quando a música começa a tocar, uma multidão segue a coreografia de forma harmoniosa até que o tempo se esgota e todos regressam às suas vidas.
Lhasa, Tibete

Quando o Budismo se Cansa da Meditação

Nem só com silêncio e retiro espiritual se procura o Nirvana. No Mosteiro de Sera, os jovens monges aperfeiçoam o seu saber budista com acesos confrontos dialécticos e bateres de palmas crepitantes.

Huang Shan, China

A Montanha dos Picos Flutuantes

Os picos graníticos de Huang Shan, de que brotam pinheiros acrobatas, surgem em ilustrações artísticas sem conta. O cenário real, além de remoto, permanece mais de 200 dias escondido acima das nuvens.

Deserto de Atacama, Chile

A Vida nos Limites

Quando menos se espera, o lugar mais seco do mundo revela novos cenários extraterrestres numa fronteira entre o inóspito e o acolhedor, o estéril e o fértil que os nativos se habituaram a atravessar.

Lhasa, Tibete

O Mosteiro da Sagrada Discussão

Em poucos lugares do mundo se usa um dialecto com tanta veemência como no mosteiro de Sera. Ali, centenas de monges travam, em tibetano, debates intensos e estridentes sobre os ensinamentos de Buda.

Pequim, China

O Coração do Grande Dragão

É o centro histórico incoerente da ideologia maoista-comunista e quase todos os chineses aspiram a visitá-la mas a Praça Tianamen será sempre recordada como um epitáfio macabro das aspirações da nação

Badaling, China

Uma Invasão Chinesa da Muralha da China

Com a chegada dos dias quentes, hordas de visitantes Han apoderam-se da maior estrutura criada pelo homem, recuam à era das dinastias imperiais e celebram o protagonismo recém-conquistado pela nação.

A pequena-grande Senglea
Arquitectura & Design

Senglea, Malta

A Cidade com Mais Malta

No virar do século XX, Senglea acolhia 8.000 habitantes em 0.2 km2, um recorde europeu, hoje, tem “apenas” 3.000 cristãos bairristas. É a mais diminuta, sobrelotada e genuína das urbes maltesas.

Aventura
Circuito Annapurna: 5º- Ngawal-Braga, Nepal

Rumo a Braga. A Nepalesa.

Passamos nova manhã de meteorologia gloriosa à descoberta de Ngawal. Segue-se um curto trajecto na direcção de Manang, a principal povoação no caminho para o zénite do circuito Annapurna. Ficamo-nos por Braga (Braka). A aldeola não tardaria a provar-se uma das suas mais inolvidáveis escalas.
Aos repelões
Cerimónias e Festividades

Perth, Austrália

Cowboys da Oceania

O Texas até fica do outro lado do mundo mas não faltam vaqueiros no país dos coalas e dos cangurus. Rodeos do Outback recriam a versão original e 8 segundos não duram menos no Faroeste australiano.

White Pass & Yukon Train
Cidades

Skagway, Alasca

Uma Variante da Corrida ao Ouro do Klondike

A última grande febre do ouro norte-americana passou há muito. Hoje em dia, centenas de cruzeiros despejam, todos os Verões, milhares de visitantes endinheirados nas ruas repletas de lojas de Skagway.

Comodidade até na Natureza
Comida

Tóquio, Japão

O Império das Máquinas de Bebidas

São mais de 5 milhões as caixas luminosas ultra-tecnológicas espalhadas pelo país e muitas mais latas e garrafas exuberantes de bebidas apelativas. Há muito que os japoneses deixaram de lhes resistir.

Transbordo
Cultura

Efate, Vanuatu

A Ilha que Sobreviveu a “Survivor”

Grande parte de Vanuatu vive num abençoado estado pós-selvagem. Talvez por isso, reality shows em que competem aspirantes a Robinson Crusoes instalaram-se uns atrás dos outros na sua ilha mais acessível e notória. Já algo atordoada pelo fenómeno do turismo convencional, Efate também teve que lhes resistir.

Recta Final
Desporto

Inari, Lapónia, Finlândia

A Corrida Mais Louca do Topo do Mundo

Há séculos que os lapões da Finlândia competem a reboque das suas renas. Na final Kings Cup, confrontam-se a grande velocidade, bem acima do Círculo Polar Ártico e muito abaixo de zero.

Las Cuevas
Em Viagem

Mendoza, Argentina

De Um Lado ao Outro dos Andes

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Tempo de surf
Étnico

Ilha do Norte, Nova Zelândia

A Caminho da Maoridade

A Nova Zelândia é um dos países em que descendentes de colonos e nativos mais se respeitam. Ao explorarmos a sua lha do Norte, inteirámo-nos do amadurecimento interétnico desta nação tão da Commonwealth como maori e polinésia. 

Luminosidade caprichosa no Grand Canyon
Fotografia
Luz Natural (Parte 1)

E Fez-se Luz na Terra. Saiba usá-la.

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Tbilissi, Geórgia

Geórgia ainda com Perfume a Revolução das Rosas

Em 2003, uma sublevação político-popular fez a esfera de poder na Geórgia inclinar-se do Leste para Ocidente. De então para cá, a capital Tbilisi não renegou nem os seus séculos de história também soviética, nem o pressuposto revolucionário de se integrar na Europa. Quando a visitamos, deslumbramo-nos com a fascinante mixagem das suas passadas vidas.

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Em 1964, Katsura Morimura deliciou o Japão com um romance-turquesa passado em Ouvéa. Mas a vizinha Île-des-Pins apoderou-se do título "A Ilha mais próxima do Paraíso" e extasia os seus visitantes.

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Inverno Branco

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Sob o Encanto Gélido do Árctico

Estamos a 66º Norte e às portas da Lapónia. Por estes lados, a paisagem branca é de todos e de ninguém como as árvores cobertas de neve, o frio atroz e a noite sem fim.

Sombra vs Luz
Literatura

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O Templo que Renasceu das Cinzas

O Pavilhão Dourado foi várias vezes poupado à destruição ao longo da história, incluindo a das bombas largadas pelos EUA mas não resistiu à perturbação mental de Hayashi Yoken. Quando o admirámos, luzia como nunca.

Contemplação
Natureza

El Chalten, Argentina

Um Apelo de Granito

Duas montanhas de pedra geraram uma disputa fronteiriça entre a Argentina e o Chile.Mas estes países não são os únicos pretendentes.Há muito que os cerros Fitz Roy e Torre atraem alpinistas obstinados

Aposentos dourados
Outono

Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Água grande
Parques Naturais

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O Grande Splash

Após um longo percurso tropical, o rio Iguaçu dá o mergulho dos mergulhos. Ali, na fronteira entre o Brasil e a Argentina, formam-se as cataratas maiores e mais impressionantes à face da Terra.

Sem corrimão
Património Mundial Unesco

Brasília, Brasil

Da Utopia à Euforia

Desde os tempos do Marquês de Pombal que se falava da transferência da capital para o interior. Hoje, a cidade quimera continua a parecer surreal mas dita as regras do desenvolvimento brasileiro.

Verificação da correspondência
Personagens

Rovaniemi, Finlândia

Árctico Natalício

Fartos de esperar pela descida do velhote de barbas pela chaminé, invertemos a história. Aproveitamos uma viagem à Lapónia Finlandesa e passamos pelo seu furtivo lar. 

Magníficos Dias Atlânticos
Praia

Morro de São Paulo, Brasil

Um Litoral Divinal da Bahia

Há três décadas, não passava de uma vila piscatória remota e humilde. Até que algumas comunidades pós-hippies revelaram o retiro do Morro ao mundo e o promoveram a uma espécie de santuário balnear.

Tédio terreno
Religião

Bhaktapur, Nepal

As Máscaras Nepalesas da Vida

O povo indígena Newar do Vale de Katmandu atribui grande importância à religiosidade hindu e budista que os une uns aos outros e à Terra. De acordo, abençoa os seus ritos de passagem com danças de homens mascarados de divindades. Mesmo se há muito repetidas do nascimento à reencarnação, estas danças ancestrais não iludem a modernidade e começam a ver um fim.

A todo o vapor
Sobre carris

Ushuaia, Argentina

O Derradeiro Comboio Austral

Até 1947, o Tren del Fin del Mundo fez incontáveis viagens para que os condenados do presídio de Ushuaia cortassem lenha. Hoje, os passageiros são outros mas nenhuma outra composição passa mais a Sul

Chegada à festa
Sociedade

Perth, Austrália

Em Honra da Fundação, de Luto Pela Invasão

26/1 é uma data controversa na Austrália. Enquanto os colonos britânicos o celebram com churrascos e muita cerveja, os aborígenes celebram o facto de não terem sido completamente dizimados.

Gado
Vida Quotidiana

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Quando a Carne é Fraca

É conhecido o sabor inconfundível da carne argentina. Mas esta riqueza é mais vulnerável do que se imagina. A ameaça da febre aftosa, em particular, mantém as autoridades e os produtores sobre brasas.

Campo de géiseres
Vida Selvagem

El Tatio, Chile

Uma Ida a Banhos Andina

Envolto de vulcões supremos, o campo geotermal de El Tatio surge como uma miragem dantesca de enxofre e vapor a uns gélidos 4300 m de altitude. Os seus geiseres e fumarolas atraem hordas de viajantes. Ditou o tempo que uma das mais concorridas celebrações dos Andes e do Deserto do Atacama passasse por lá partilharem uma piscina aquecida a 30º pelas profundezas da Terra.

Radical 24h por dia
Voos Panorâmicos

Queenstown, Nova Zelândia

Digna de uma Raínha

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades extremas reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.