PN Oulanka, Finlândia

Um Lobo Pouco Solitário


Lenha

Era Susi junta lenha a uma fogueira acabada de acender.

Café quente

Jukka Nordman serve café acabado de ferver.

Perfil Husky

Um dos mais de 200 cães de dog sled de Era Susi.

Cão e Lobo

Jukka Nordman e um dos seus huskies.

Pausa gelada

Cães aguardam o recomeço da marcha durante um trecho de dog sled.

Fogo e Gelo

Pormenor da fogueira acesa por Era Susi próximo do rio Oulankajokki.

Descanso Forçado

Era Susi prende os seus cães para uma pausa na caminhada pelo Parque Nacional Oulanka.

Abrigo do Árctico

Refúgio ecológico estrategicamente colocado em pleno Parque Nacional Oulanka.

A bebida Predilecta

Um pacote de Jukha Mokka. O café estimula milhões de finlandeses a reagir à falta de luz e de Sol.

Mais Lenha

Era Susi traz mais lenha para junto da fogueira.

Crespúsculo sub-árctico

Pôr-do-sol sobre o Parque Nacional Oulanka.

Caminhada a reboque

Jukka Nordman caminha puxado por um dos seus huskies.

Vigia Invernal

Gaio Siberiano mantém-se de olho em oportunidades alimentares, durante um pequeno churrasco na neve.

Breve Separação

Era Susi mima o seu husky que ficará preso à parte durante algum tempo.

Jukka “Era-Susi” Nordman criou uma das maiores matilhas de dog sledding do mundo. Tornou-se numa das personagens mais emblemáticas do país mas continua fiel ao seu cognome: Wilderness Wolf

O pequeno-almoço robusto e bem quente de papa de aveia deixa-nos aconchegados para novo dia boreal. Uma viagem sobre estradas semi-nevadas em redor de Kuusamo leva-nos ao Centro de Visitantes do Parque Nacional Oulanka. O normal, por estas paragens, no início do Inverno, é sermos recebidos por gente com trajes sintéticos sofisticados que os protegem da frigidez que se apodera dos cenários. Também surgem equipados com a mais recente tecnologia de telecomunicações, nem sempre de produção nacional, para mal das finanças e auto-estima finlandesas. Quando nos deparamos com Era-Susi, a excepção salta de tal maneira à vista que nos chega a inquietar.

Vemos pela frente um espécime humano de baixa estatura, algo raro para a população suomi. Longas barbas castanho-claras ligeiramente grisalhas pendem-lhe da face rosada de que se destacam olhos de um azul profundo. As barbas fundem-se com uma gola e colarinho quase da mesma cor e roçam numa camisola de pele integral que faz conjunto com calças já gastas e luvas amarelo-torradas. A vestimenta vem toda na mesma matéria-prima de origem animal e confecção artesanal. Remete para uma espécie de estilo Crocodile Dundee do árctico. Percebemos que o modelo a usa há muito tempo. Que nela se sente confortável e integrado na Natureza que nos rodeia.

“Olá, eu sou o Jukka Nordman, mais conhecido por Wolf, sejam bem-vindos. Estive a ver como evoluía o tempo e… começou a nevar a sério tarde demais. Só vai chegar para um passeio a pé mas puxados pelos cães. E, por falar neles, estes são o Miska e a Funny, os vossos motores. Como podem ver, estão desejosos de correr. Vamos embora?“

Wolf passa-nos dois arneses para as mãos. Colocamo-los e o dono atrela-nos aos seus huskies. Miska é um líder alasquense, Funny é siberiana. À vontade no cenário florestado e polvilhado de branco mas destacados das habituais equipas de oito ou dez outros cães, a dupla arranca tresloucada caminho fora. O percurso começa por se revelar plano ou a subir o que nos ajuda a controlar o seu ímpeto mas as primeiras descidas não tardam. Nas mais íngremes, perdemos a tracção. Somos forçados a correr e a patinar para evitarmos quedas eminentes e trechos a reboque mas espojados no chão gélido.

Avançamos desta forma trôpega por alguns quilómetros ao longo do rio Oulanka que, por sua vez, serpenteia pelo parque nacional a que deu nome. Vencida uma distância considerável, Wolf rejubila por termos todos os membros intactos e constata a desadequação das botas que usávamos. Aproveita e dita uma pausa já merecida para descanso e reaquecimento. Instalamo-nos numa clareira humilde, cercados de faias enregeladas e a pouca distância do caudal fluvial azulado. Ali, sob a vigilância ansiosa de vários gaios da Sibéria, apressa-se a trazer cavacos de lenha de uma cabana próxima e prepara uma fogueira piramidal que acende em três tempos. Instantes depois, já tem uma cafeteira chamuscada ao lume. Despeja parte de um saco de Paulig Juhla Mokka que abre com uma faca até então enfiada num coldre pendurado das calças.

“Café está bem para vocês?”, pergunta-nos. “Cá na Finlândia bebemos em quantidades industriais. Sabem como é. Há pouca luz, metade do ano faz frio a sério, nós próprios não somos lá muito expansivos. Com o café lá vamos mantendo o ânimo mais elevado.”

O fumegar vaporoso da cafeteira indicia um ponto de quase ebulição. Wolf dá-nos canecas com visual e textura orgânica, serve-nos a bebida escura e espessa, passa-nos o açúcar e sandes de salmão. Também nos prenda com salsichas que espetamos em varas para as assarmos no fogo, um dos rituais de convívio ao ar livre incontornáveis da Lapónia.

A partir dos ramos mais próximos, os gaios ganham confiança e aventuram-se em raides calculados sobre pedaços de pão oferecidos ou extraviados. Susi também recompensa os três canídeos pelo seu empenho.

São mais de duzentos e cinquenta os cães que Jukka Nordman e a sua parceira Mirja Pyysiainen criam em três bases distintas, com o covil principal no Parque Oulanka, a apenas dois quilómetros da fronteira com a Rússia. Por ano, só de Novembro a Abril, o casal leva mais de 5000 visitantes a passear nos seus trenós.

Wolf diz-nos que sabem os nomes de todos os cães e que os conseguem reconhecer pelos seus visuais e pelos uivos. “Mas, na realidade, o seu carácter tem mais importância que os nomes. “É o que determina onde os colocamos nas equipas que puxam os trenós.” Continuamos a falar dos cães, por largo tempo, polvilhados por flocos de neve flutuantes que entretanto haviam começado a cair.

Falamos-lhe de experiências nossas de dog sledding em Ushuaia e em diferentes partes do Alasca e os olhos do criador-tratador brilham ainda mais. “Mas esses são os meus grandes rivais!” Encontro-os quando participamos nas maiores provas internacionais. Já ouviram falar na Iditarod, certo? “ Já tínhamos ouvido e de que maneira.

“Pois eu participo com os meus melhores cães. Mas são competições duríssimas. E, no Alasca, cruzam os huskies e outras raças com lobos. Em Ushuaia, a última moda é cruzarem-nas com dingos australianos. Dão origem a cães incríveis, os mais rápidos de todos! “

À imagem dos flocos de neve cada vez mais abundantes, a conversa flui e deriva. Confessamos-lhe que nos fascina há muito um animal  da tundra em particular, o glutão. Wolf compreende a nossa admiração e professa-nos a sua. “É um animal realmente incrível. Se os conhecem sabem por certo que podem matar dezenas de renas só numa noite. Arrancam-lhes os olhos e mordem-lhes os tendões de Aquiles até ficarem muito feridas. Depois, perseguem-nas o tempo que for necessário e acabam por comer as que conseguem. Os criadores de renas odeiam-nos. E não há lobo ou urso que os consiga derrotar”.

Voltamos a falar da Iditarod e Wolf confessa-nos ainda que se considera um privilegiado. Já viajou por 25 países. “Gosto muito da Rússia. Ao contrário de muitos finlandeses que preferem cultivar o ressentimento pela perda de parte da Carélia no fim da 2a Guerra Mundial, tenho até muita admiração por eles. “A Rússia tem as suas particularidades burocráticas, chamemos-lhe assim. Eu vejo-as como uma boa maneira de o país se proteger dos ricos e ambiciosos. São Petersburgo é uma cidade cultural incrível. Moscovo é mais uma espécie de grande aldeia. Têm que lá ir o quanto antes.”

Não demorou muito. No ano seguinte fizemos uma longa viagem pelo lado de lá da fronteira e descobrimos ambas as cidades e a maior parte da Carélia agora russa, infelizmente não a zona remota do parque Panajarvi que se prolonga para lá dos limites orientais do Oulanka.

Também regressámos à Finlândia, em pleno Inverno. Em Rokua – nos arredores de Oulu – como por todo país, a neve era já muito mais abundante. Voltámos andar de dog sled. Não tardámos a perceber que até ali, a centenas de quilómetros do quartel-general de Oulanka, os cães que nos puxavam eram do grande Era Susi.

Kemi, Finlândia

Não é Nenhum "Barco do Amor" mas Quebra Gelo desde 1961

Construído para manter vias navegáveis sob o Inverno árctico mais extremo, o “Sampo” cumpriu a sua missão entre a Finlândia e a Suécia durante 30 anos. Em 1988, reformou-se e dedicou-se a viagens mais curtas que permitem aos passageiros flutuar num canal recém-aberto do Golfo de Bótnia, dentro de fatos que, mais que especiais, parecem espaciais.

Lapónia Finlandesa

Em Busca da Raposa de Fogo

São exclusivas dos píncaros da Terra as auroras boreais ou austrais, fenómenos de luz gerados por explosões solares. Os nativos Sami da Lapónia acreditavam tratar-se de uma raposa ardente que espalhava brilhos no céu. Sejam o que forem, nem os quase 30º abaixo de zero que se faziam sentir no extremo norte da Finlândia nos demoveram de as admirar.

Ilha Hailuoto, Finlândia

À pesca do verdadeiro peixe fresco

Abrigados de pressões sociais indesejadas, os ilhéus de Hailuoto sabem sustentar-se. Sob o mar gelado de Bótnia capturam ingredientes preciosos para os restaurantes de Oulu, na Finlândia continental.

Inari, Finlândia

A Assembleia Babel da Nação Sami

A nação sami é afectada pela ingerência das leis de 4 países, pelas suas fronteiras e pela multiplicidade de sub-etnias e dialectos. Mesmo assim, no parlamento de Inari, lá se vai conseguindo governar

Lapónia, Finlândia

Sob o Encanto Gélido do Árctico

Estamos a 66º Norte e às portas da Lapónia. Por estes lados, a paisagem branca é de todos e de ninguém como as árvores cobertas de neve, o frio atroz e a noite sem fim.

Saariselka, Finlândia

O Delicioso Calor do Árctico

Diz-se que os finlandeses criaram os SMS para não terem que falar. Mas o imaginário dos nórdicos frios perde-se na névoa das suas amadas saunas, verdadeiras sessões de terapia física e social.

Ilha Hailuoto, Finlândia

Um Refúgio no Golfo de Bótnia

Durante o Inverno, Hailuoto está ligada à restante Finlândia pela maior estrada de gelo do país. A maior parte dos seus 986 habitantes estima, acima de tudo, o distanciamento que a ilha lhes concede.

Glaciar de Godwin, Alasca

Dog mushing estival

Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, os cães e os trenós não podem parar.

Seydisfjordur
Arquitectura & Design

Seydisfjordur, Islândia

Da Arte da Pesca à Pesca da Arte

Quando a frota pesqueira de Seydisfjordur foi comprada por armadores de Reiquejavique, a povoação teve que se adaptar. Hoje captura discípulos de Dieter Roth e outras almas boémias e criativas.

Aurora fria II
Aventura
Circuito Anapurna: 3º- Upper Pisang, Nepal

Uma Inesperada Aurora Nevada

Aos primeiros laivos de luz, a visão do manto branco que cobrira a povoação durante a noite deslumbra-nos. Com uma das caminhadas mais duras pela frente, adiamos a partida tanto quanto possível. Contrariados, deixamos Upper Pisang rumo a Ngawal quando a derradeira neve se desvanecia.
Parada e Pompa
Cerimónias e Festividades

São Petersburgo, Rússia

A Rússia Vai Contra a Maré mas, Siga a Marinha.

A Rússia dedica o último Domingo de Julho às suas forças navais. Nesse dia, uma multidão visita grandes embarcações ancoradas no rio Neva enquanto marinheiros afogados em álcool se apoderam da cidade.

Paz & Amor
Cidades

Guwahati, India

A Cidade Prolífica que Venera o Desejo e a Fertilidade

Guwahati é a maior cidade do estado de Assam e do Nordeste indiano. Também é uma das que mais se desenvolve do mundo. Para os hindus e crentes devotos do Tantra, não será coincidência lá ser venerada Kamakhya, a deusa-mãe da criação.

Basmati Bismi
Comida

Singapura

A Capital Asiática da Comida

Eram 4 as etnias condóminas de Singapura, cada qual com a sua tradição culinária. Adicionou-se a influência de milhares de imigrados e expatriados numa ilha com metade da área de Londres. Apurou-se a nação com a maior diversidade e qualidade de víveres do Oriente. 

Ilha menor
Cultura

Tonga, Samoa Ocidental, Polinésia

Pacífico XXL

Durante séculos, os nativos das ilhas polinésias subsistiram da terra e do mar. Até que a intrusão das potências coloniais e a posterior introdução de peças de carne gordas, da fast-food e das bebidas açucaradas geraram uma praga de diabetes e de obesidade. Hoje, enquanto boa parte do PIB nacional de Tonga, de Samoa Ocidental e vizinhas é desperdiçado nesses “venenos ocidentais”, os pescadores mal conseguem vender o seu peixe.

Recta Final
Desporto

Inari, Lapónia, Finlândia

A Corrida Mais Louca do Topo do Mundo

Há séculos que os lapões da Finlândia competem a reboque das suas renas. Na final Kings Cup, confrontam-se a grande velocidade, bem acima do Círculo Polar Ártico e muito abaixo de zero.

Platipus = ornitorrincos
Em Viagem

Atherton Tablelands, Austrália

A Milhas do Natal (parte II)

A 25 Dezembro, exploramos o interior elevado, bucólico mas tropical do norte de Queensland. Ignoramos o paradeiro da maioria dos habitantes e estranhamos a absoluta ausência da quadra natalícia.

Deserto (Pouco) Branco
Étnico
Deserto Branco, Egipto

O Atalho Egípcio para Marte

Numa altura em que a conquista do vizinho do sistema solar se tornou uma obsessão, uma secção do leste do Deserto do Sahara abriga um vasto cenário afim. Em vez dos 150 a 300 dias que se calculam necessários para atingir Marte, descolamos do Cairo e, em pouco mais de três horas, damos os primeiros passos no Oásis de Bahariya. Em redor, quase tudo nos faz sentir sobre o ansiado Planeta Vermelho.
Luminosidade caprichosa no Grand Canyon
Fotografia
Luz Natural (Parte 1)

E Fez-se Luz na Terra. Saiba usá-la.

O tema da luz na fotografia é inesgotável. Neste artigo, transmitimos-lhe algumas noções basilares sobre o seu comportamento, para começar, apenas e só face à geolocalização, a altura do dia e do ano.
Tsumago em hora de ponta
História

Magome-Tsumago, Japão

O Caminho Sobrelotado Para o Japão Medieval

Em 1603, o shogun Tokugawa ditou a renovação de um sistema de estradas já milenar. Hoje, o trecho mais famoso da via que unia Edo a Quioto é frequentemente invadido por uma turba ansiosa por evasão.

Baie d'Oro
Ilhas

Île-des-Pins, Nova Caledónia

A Ilha que se Encostou ao Paraíso

Em 1964, Katsura Morimura deliciou o Japão com um romance-turquesa passado em Ouvéa. Mas a vizinha Île-des-Pins apoderou-se do título "A Ilha mais próxima do Paraíso" e extasia os seus visitantes.

Solidariedade equina
Inverno Branco

Husavik a Myvatn, Islândia

Neve sem Fim na Ilha do Fogo

O nome mítico desencoraja a maior parte dos viajantes de explorações invernais. Mas quem chega fora do curto aconchego estival, é recompensado com a visão dos cenários vulcânicos sob um manto branco.

Sombra vs Luz
Literatura

Quioto, Japão

O Templo que Renasceu das Cinzas

O Pavilhão Dourado foi várias vezes poupado à destruição ao longo da história, incluindo a das bombas largadas pelos EUA mas não resistiu à perturbação mental de Hayashi Yoken. Quando o admirámos, luzia como nunca.

Pura Nova Zelândia
Natureza

Península de Banks, Nova Zelândia

Divinal Estilhaço de Terra

Vista do ar, a mais óbvia protuberância da costa leste da Ilha do Sul parece ter implodido vezes sem conta. Vulcânica mas verdejante e bucólica, a Península de Banks confina na sua geomorfologia de quase roda-dentada a essência da sempre invejável vida neozelandesa.

Filhos da Mãe-Arménia
Outono

Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.

Parques Naturais

Glaciares

Planeta Azul-Gelado

Formam-se nas grandes latitudes e/ou altitudes. No Alasca ou na Nova Zelândia, na Argentina ou no Chile, os rios de gelo são sempre visões impressionantes de uma Terra tão frígida quanto inóspita.

Fuga de Seljalandsfoss
Património Mundial Unesco

Islândia

Ilha de Fogo, Gelo e Quedas d’água

A catarata suprema da Europa precipita-se na Islândia. Mas não é a única. Nesta ilha boreal, com chuva ou neve constantes e em plena batalha entre vulcões e glaciares, despenham-se torrentes sem fim.

Verificação da correspondência
Personagens

Rovaniemi, Finlândia

Árctico Natalício

Fartos de esperar pela descida do velhote de barbas pela chaminé, invertemos a história. Aproveitamos uma viagem à Lapónia Finlandesa e passamos pelo seu furtivo lar. 

Insólito Balnear
Praia

Sul do Belize

A Estranha Vida ao Sol do Caribe Negro

A caminho da Guatemala, constatamos como a existência proscrita do povo garifuna, descendente de escravos africanos e de índios arawaks, contrasta com a de vários redutos balneares bem mais airosos.

Resistência
Religião

Jaffa, Israel

Protestos Pouco Ortodoxos

Uma construção em Jaffa, Telavive, ameaçava profanar o que os judeus radicais pensavam ser vestígios dos seus antepassados. E nem a revelação de se tratarem de jazigos pagãos os demoveu da contestação

Sobre carris
Sobre Carris

Sempre Na Linha

Nenhuma forma de viajar é tão repetitiva e enriquecedora como seguir sobre carris. Suba a bordo destas carruagens e composições díspares e aprecie cenários imperdíveis dos quatro cantos do mundo.
Aos repelões
Sociedade

Perth, Austrália

Cowboys da Oceania

O Texas até fica do outro lado do mundo mas não faltam vaqueiros no país dos coalas e dos cangurus. Rodeos do Outback recriam a versão original e 8 segundos não duram menos no Faroeste australiano.

Vida Quotidiana
Profissões Árduas

O Pão que o Diabo Amassou

O trabalho é essencial à maior parte das vidas. Mas, certos trabalhos impõem um grau de esforço, monotonia ou perigosidade de que só alguns eleitos estão à altura.
Hipo-comunidade
Vida Selvagem

PN Chobe, Botswana

Um Rio na Fronteira da Vida com a Morte

O Chobe marca a divisão entre o Botswana e três dos países vizinhos, a Zâmbia, o Zimbabwé e a Namíbia. Mas o seu leito caprichoso tem uma função bem mais crucial que esta delimitação política.

Radical 24h por dia
Voos Panorâmicos

Queenstown, Nova Zelândia

Digna de uma Raínha

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades extremas reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.