Taiti, Polinésia Francesa

Taiti Para lá do Clichê


Tambores e tatoos

Nativo taitiano faz uma pausa numa actuação em que ajudou a animar um concurso de misses no mercado municipal de Papeete Maputu a Paraita.

Polinésia dourada

Casal anda de caiaque no mar entre Taiti e a ilha vizinha de Moorea.

Trópicos no meio dos Trópicos

Nativos refrescam-se num cenário luxuriante e vulcânico entre Taiti Nui e Taiti Iti.

Polinésia na Penumbra

Cão banha-se na maré vazia que banha o litoral de Puna’auia, na costa oeste de Tahiti Nui.

Airsurf

Nativo treina manobras de surf numa pequena rebentação de Tahiti Nui, pouco ou nada comparável com a poderosíssima de Teahupoo.

Um Percalço musical

Tocadores de tambor deparam-se com umas escadas rolantes do mercado de Papeete Maputu a Paraita avariadas e preparam-se para carregar um grande tambor degraus acima.

Água das alturas

Uma das muitas cascatas que fluem das terras altas do centro da ilha para o oceano Pacífico.

Taiti Tatoo

Pormenor das tatuagens de um dos músicos a actuar no evento do mercado de Papeete.

Um Pacífico Luxuriante

Braço de mar penetra entre os penhascos verdejantes de Taiti Nui.

Tropicalismo

Vendedora na sua banca do mercado de Papeete

Sorriso e boa disposição

Uma das muitas frequentadoras do mercado Maputu a Paraita, trajada à boa moda arejada e colorida da Polinésia Francesa. 

As vizinhas Bora Bora e Maupiti têm cenários superiores mas o Taiti é há muito conotado com paraíso e há mais vida na maior e mais populosa ilha da Polinésia Francesa, o seu milenar coração cultural.

Aterramos a meio da tarde no aeroporto Fa’a’a de Papeete, a capital de Taiti e da Polinésia Francesa. Espera-nos Carole Folliard, uma francesa que se fartara da vida padronizada da metrópole. Depois de tirar um ano para viajar por África e pela América do S

ul, arranjou trabalho. Assim que pôde, mudou-se para o Ultramar gaulês.

A nós, acolheu-nos de braços abertos. Primeiro no seu pequeno Fiat Panda em que mal conseguíamos ver o caminho tal era a quantidade de colares polinésios com conchinhas e flores pendurados no retrovisor. Depois, na vivenda situada no PK (Point Kilometrique) 15 de Puna’auia que alugava a dividir com duas colegas, ambas, por essa altura, de férias, mais para norte, no Havai.

Carole instalou-nos, deu-nos uma miríade de indicações logísticas e regressou aos seus afazeres profissionais nos arredores da cidade. Não tardámos a sair também. Andámos até à estrada principal – a única que circunda toda a ilha – e esperámos que passasse o transporte mais tradicional e mais económico do Taiti. Na fila, não tarda até que nos abordem. “São de que parte da metrópole?” pergunta-nos uma senhora intrigada. “ah, não são franceses… Então ainda mais bem-vindos.” Pouco depois, a conversa vira para o muito atrasado le truck e a senhora desabafa: “estão a planear substituí-los por autocarros modernos. Daqui a uns tempos não sobra nada típico de cá. Parece que tem que ficar tudo igual à França europeia.” acrescenta com ironia. Nem de propósito, o camião decorado com motivos e paisagens polinésias aparece. Subimos a bordo da sua caixa de madeira arejada e apreciamos as vistas nos quase 10 km que nos separavam do centro de Papeete.

A imagem do paraíso imaculado de Taiti é desfeita em pedaços nesta capital abrasiva e húmida. Aqui, os mais pacientes e curiosos resistem e investigam a sua alma caótica. Quem tem menos tempo ou menos abertura de espírito, parte em busca de paragens naturais bem mais encantadoras.

Começámos por espreitar a Praça Vaiete que ainda tinha alguma animação de rua. Demos uma outra olhada na marina e no parque Bougainville, uma espécie de oásis verdejante na selva de betão. Passámos em frente à Catedral da Imaculada e percorremos a rua General de Gaulle. Entretanto anoiteceu. Quando regressámos a Vaiete, a praça estava mudada. Tinham-na invadido as esplanadas de uma série de roulottes de petiscos. Cansados de tanto caminhar, sentámo-nos a saborear peixe cru com molho de coco e arroz branco. O pequeno pitéu de rua servido em bandeja de plástico teve um preço de Polinésia Francesa com que só volvidos alguns dias deixámos de nos escandalizar: 2000 francos do Pacífico, 18 euros.

Aproximam-se as dez horas e vamos ter com Carole a um sítio em que tinha ensaios regulares de dança tradicional heiva para um concurso anual prestes a realizar-se. Quando chegamos, mais de cem nativos polinésios e alguns metros (franceses da metrópole) ainda abanavam as ancas e as suas saias hulas, no caso da nossa anfitriã e dos restantes europeus, parte da coreografia do seu grupo e de um processo contínuo de integração no distante e exótico Taiti que, apesar de administrado e financiado pela França, a um nível popular, sempre resistiu aos seus modos polidos e requintados.

As explorações europeias aventuraram-se nestas paragens apenas a partir da segunda metade do século XVI. Os historiadores dividem-se quanto a quem terá sido o primeiro navegador a ancorar ao largo da ilha. Entre as hipóteses mais prováveis e em períodos distintos contam-se o tenente francês Samuel Walis que circum-navegava o mundo, o explorador espanhol Juan Fernández e, antes de rumar ao arquipélago melanésio de Vanuatu, o piloto português Pedro Fernandes de Queirós, ao serviço de Don Alvaro de Mendaña e da Coroa Espanhola que tinham o objectivo primordial comum das potências marítimas de então de mapear a Terra Australis Incognita.

Aquilo que encontraram os navegadores de então não terá diferido muito do que nos comprometemos a explorar num dia seguinte de circum-condução da ilha, já com um carro alugado na véspera.

Despertamos cedo e entramos na estrada circular em Puna’auai. Taiti divide-se em duas. A ilha maior, Taiti Nui, acolhe o majestoso monte Orohena (2241m) e uma série de outros picos altivos, aguçados e verdejantes ao máximo, dois deles, com para cima de dois mil metros. Para sudeste, a Presque’ Ile (quase ilha) de Taiti Iti, uma versão diminuta e selvagem de Taiti Nui. São ambas consequência de um forte vulcanismo, da erosão que se seguiu e se continua a verificar.

Percorremos Nui contra o sentido dos ponteiros do relógio com paragens estratégicas em praias e longas quedas d’água, sempre que os recortes mais profundos do relevo dramático e luxuriante nos permitiram entrar o que quer que fosse para o interior. Quando chegamos à baía de Phaeton, aproveitamos a benesse da estrada asfaltada para prosseguir até cerca da metade sul de Taiti Iti.

O fim do asfalto corresponde a Teahupoo. Por si só, este nome pouco diz ao comum visitante mas qualquer surfista ou adepto de surf delira só de o ouvir pronunciar.

Ali, a umas meras centenas de metros do recife que dá origem à onda mais pesada (apesar de atingir apenas de 3 a 7 metros de altura) e uma das mais conceituadas e respeitadas à face da Terra, também nos sentimos privilegiados mesmo sabendo que apenas os profissionais ou realmente aptos se atrevem a surfá-la já que a força da rebentação semi-circular e a pouca profundidade do leito costeiro podem resultar em sérios ferimentos e até na morte. Dezenas de surfistas já pereceram vítimas do seu poder.

Na costa em frente, vieram-nos à mente imagens dos seus tubos amplos e volumosos e, no prolongamento do imaginário, a letra de “Tahitian Moon” dos Porno for Pyros, em que vocalista nova-iorquino Perry Farrel que se mudou para Los Angeles, nos anos 80, para viver do surf canta uma desventura marítima que lhe aconteceu por estes lados “I don’t know if I’ll make it home tonight, but I know I can swim under the Tahitian Moon”.

Hoje, um desporto universal, o surf foi, à imagem das tatuagens e durante séculos, um elemento fulcral da cultura polinésia. Tal como a descoberta do Taiti, também o primeiro europeu a apreciar a prática do surf é motivo de debate. Essa visão inaugural e excêntrica ter-se-á igualmente verificado nesta ilha que o Mundo não tardou a associar a paraíso devido a sucessivos testemunhos escritos da beleza tropical dos cenários e da afabilidade do acolhimento dos nativos, propalada como nunca em “Revolta na Bounty”. Na longa-metragem, enquanto esperam por melhor altura para colherem fruta-pão com que os ingleses planeavam passar a alimentar de forma mais económica os escravos das Índias Ocidentais, os marinheiros sob o comando do capitão cruel William Bligh, incluindo o 1º Tenente Fletcher Christian (Marlon Brando) desvairam-se por seis meses na vida aprazível e no amor livre das nativas. O próprio Christian apaixona-se por Maimiti, a filha do rei. Dezasseis homens trocam a pena de prosseguir a bordo da “Bounty” pelo regozijo taitiano.

Neste mesmo périplo pelas Ilhas Sociedade, explorámos cinco outras ilhas do arquipélago incluindo Bora Bora e Maupiti. Não demorámos a confirmar que, mesmo protegida por uma barreira de recife que lhe concede uma auréola azul-turquesa, a bem mais elevada Taiti não era um atol. Por este motivo, fosse de avião ou do cimo das elevações no centro destas formações geológicas, pudemos também concluir que a maior parte das vizinhas se revelaram, em termos visuais, bem mais atractivas. E, no entanto, Taiti, sempre foi a grande líder e sempre teve a maior fama de paraíso na Terra. Regressamos à base de Puna’auai. Carole tem que tratar de outros detalhes das vestes para o concurso de heiva. Nós, insistimos com Papeete. No mercado municipal Maputu a Paraita somos recompensados com muitas das personagens e da vivência que terá encantado os marinheiros da “Bounty”, feito Paul Gauguin assentar arraiais na ilha e pintar como nunca.

Repleto de fruta e de vegetais de todas as cores e organizados de forma imaculada em bancas, o mercado é animado por vendedoras em vestidos tradicionais polinésios com tonalidades fortes, enfeitados por folhos, grinaldas colares e sabe-se lá mais o quê. Tem lugar um concurso local de misses. Um mestre de cerimónias efeminado e cercado de nativas e vários outros mahus (homens-mulheres da Polinésia francesa) apresenta  candidatas em catadupa ao ritmo dos tambores tocados por homens só homens de tronco nu, musculados e cobertos de tatuagens de estilo taitiano. Desdobrada em ritos cuidados, a festa entrou pela tarde dentro.

Nesse tempo, Papeete também cumpriu as suas funções mais executivas. Dezenas de ferries zarparam para outras ilhas da Polinésia Francesa, chegaram e partiram incontáveis turistas ansiosos por explorar o arquipélago afrodisíaco em redor e concretizaram-se inúmeros negócios com a metrópole e outras cidades do Mundo.

Tonga, Samoa Ocidental, Polinésia

Pacífico XXL

Durante séculos, os nativos das ilhas polinésias subsistiram da terra e do mar. Até que a intrusão das potências coloniais e a posterior introdução de peças de carne gordas, da fast-food e das bebidas açucaradas geraram uma praga de diabetes e de obesidade. Hoje, enquanto boa parte do PIB nacional de Tonga, de Samoa Ocidental e vizinhas é desperdiçado nesses “venenos ocidentais”, os pescadores mal conseguem vender o seu peixe.

Mo'orea, Polinésia Francesa

A Irmã que Qualquer Ilha Gostaria de Ter

A meros 17km de Taiti, Mo’orea não conta com uma única cidade e abriga um décimo dos habitantes. Há muito que os taitianos veem o sol pôr-se e transformar a ilha ao lado numa silhueta enevoada para, horas depois, lhe devolver as cores e formas exuberantes. Para quem visita estas paragens longínquas do Pacífico, conhecer também Mo’orea é um privilégio a dobrar.

Lifou, Ilhas Lealdade

A Maior das Lealdades

Lifou é a ilha do meio das três que formam o arquipélago semi-francófono ao largo da Nova Caledónia. Dentro de algum tempo, os nativos kanak decidirão se querem o seu paraíso independente da longínqua metrópole.

Cilaos, Reunião

Refúgio sob o tecto do Índico

Cilaos surge numa das velhas caldeiras verdejantes da ilha de Reunião. Foi inicialmente habitada por escravos foragidos que acreditavam ficar a salvo naquele fim do mundo. Uma vez tornada acessível, nem a localização remota da cratera impediu o abrigo de uma vila hoje peculiar e adulada.

Grande Terre, Nova Caledónia

O Grande Calhau do Pacífico do Sul

James Cook baptizou assim a longínqua Nova Caledónia porque o fez lembrar a Escócia do seu pai, já os colonos franceses foram menos românticos. Prendados com uma das maiores reservas de níquel do mundo, chamaram Le Caillou à ilha-mãe do arquipélago. Nem a sua mineração obsta a que seja um dos mais deslumbrantes retalhos de Terra da Oceânia.

Papeete, Polinésia Francesa

O Terceiro Sexo do Taiti

Herdeiros da cultura ancestral da Polinésia, os mahu preservam um papel incomum na sociedade. Perdidos algures entre os dois géneros, estes homens-mulher continuam a lutar pelo sentido das suas vidas.

Maupiti, Polinésia Francesa

Uma Sociedade à Margem

À sombra da fama quase planetária da vizinha Bora Bora, Maupiti é remota, pouco habitada e ainda menos desenvolvida. Os seus habitantes sentem-se abandonados mas quem a visita agradece o abandono.

Île-des-Pins, Nova Caledónia

A Ilha que se Encostou ao Paraíso

Em 1964, Katsura Morimura deliciou o Japão com um romance-turquesa passado em Ouvéa. Mas a vizinha Île-des-Pins apoderou-se do título "A Ilha mais próxima do Paraíso" e extasia os seus visitantes.

Ouvéa, Nova Caledónia

Entre a Lealdade e a Liberdade

A Nova Caledónia sempre questionou a integração na longínqua França. Em Ouvéa, encontramos uma história de resistência mas também nativos que preferem a cidadania e os privilégios francófonos.

Cocquete
Arquitectura & Design

Napier, Nova Zelândia

De Volta aos Anos 30

Devastada por um sismo, Napier foi reconstruida num Art Deco quase térreo e vive a fazer de conta que parou nos thirties. Os seus visitantes rendem-se à atmosfera Great Gatsby que a cidade encena.

Aurora fria II
Aventura
Circuito Anapurna: 3º- Upper Pisang, Nepal

Uma Inesperada Aurora Nevada

Aos primeiros laivos de luz, a visão do manto branco que cobrira a povoação durante a noite deslumbra-nos. Com uma das caminhadas mais duras pela frente, adiamos a partida tanto quanto possível. Contrariados, deixamos Upper Pisang rumo a Ngawal quando a derradeira neve se desvanecia.
A galope
Cerimónias e Festividades

Jaisalmer, Índia

Há Festa no Deserto do Thar

Mal o curto Inverno parte, Jaisalmer entrega-se a desfiles, a corridas de camelos e a competições de turbantes e de bigodes. As suas muralhas, ruelas e as dunas em redor ganham mais cor que nunca. Durante os três dias do evento, nativos e forasteiros assistem, deslumbrados, a como o vasto e inóspito Thar resplandece afinal de vida.

Sonhos e Cocktails
Cidades

Las Vegas, E.U.A.

O Berço da Cidade do Pecado

Nem sempre a famosa Strip concentrou a atenção de Las Vegas. Muitos dos seus hotéis e casinos replicaram o glamour de néon da rua que antes mais se destacava, a Freemont Street.

Vendedores de Tsukiji
Comida

Tóquio, Japão

No Reino do Sashimi

Num ano apenas, cada japonês come mais que o seu peso em peixe e marisco. Uma parte considerável é processada e vendida por 65 mil habitantes de Tóquio no maior mercado piscícola do mundo.

Sapphire
Cultura

Tóquio, Japão

Fotografia Tipo-Passe à Japonesa

No fim da década de 80, duas multinacionais nipónicas já viam as fotocabines convencionais como peças de museu. Transformaram-nas em máquinas revolucionárias e o Japão rendeu-se ao fenómeno Purikura.

Sol nascente nos olhos
Desporto

Busselton, Austrália

2000 metros em Estilo Aussie

Em 1853, Busselton foi dotada de um dos pontões então mais longos do Mundo. Quando a estrutura decaiu, os moradores decidiram dar a volta ao problema. Desde 1996 que o fazem, todos os anos, a nadar.

Épico Western
Em Viagem

Monument Valley, E.U.A.

Índios ou cowboys?

Realizadores de Westerns emblemáticos como John Ford imortalizaram aquele que é o maior território indígena dos E.U.A. Hoje, na Navajo Nation, os navajos também vivem na pele dos velhos inimigos.

Em manobras
Étnico

Fianarantsoa-Manakara, Madagáscar

A Bordo do TGV Malgaxe

Partimos de Fianarantsoa às 7a.m. Só às 3 da madrugada seguinte completámos os 170km para Manakara. Os nativos chamam a este comboio quase secular Train Grandes Vibrations. Durante a longa viagem, sentimos, bem fortes, as do coração de Madagáscar.

Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
História
São Nicolau, Cabo Verde

Sodade, Sodade

A voz de Cesária Verde cristalizou o sentimento dos caboverdeanos que se viram forçados a deixar a sua ilha. Quem visita São Nicolau percebe porque lhe chamam, para sempre e com orgulho, "nha terra".
Baía profunda
Ilhas

Santa Maria, Açores

Ilha-Mãe dos Açores há só Uma

Foi a primeira do arquipélago a emergir do fundo dos mares, a primeira a ser descoberta, a primeira e única a receber Cristovão Colombo e um Concorde. Estes são alguns dos atributos que fazem de Santa Maria especial. Quando a visitamos, encontramos muitos mais.

Tempo de aurora
Inverno Branco

Lapónia Finlandesa

Em Busca da Raposa de Fogo

São exclusivas dos píncaros da Terra as auroras boreais ou austrais, fenómenos de luz gerados por explosões solares. Os nativos Sami da Lapónia acreditavam tratar-se de uma raposa ardente que espalhava brilhos no céu. Sejam o que forem, nem os quase 30º abaixo de zero que se faziam sentir no extremo norte da Finlândia nos demoveram de as admirar.

Silhueta e poema
Literatura

Goiás Velho, Brasil

Uma Escritora à Margem do Mundo

Nascida em Goiás, Ana Lins Bretas passou a maior parte da vida longe da família castradora e da cidade. Regressada às origens, continuou a retratar a mentalidade preconceituosa do interior brasileiro

Meandros do Matukituki
Natureza

Wanaka, Nova Zelândia

Que Bem que Se Está no Campo dos Antípodas

Se a Nova Zelândia é conhecida pela sua tranquilidade e intimidade com a Natureza, Wanaka excede qualquer imaginário. Situada num cenário idílico entre o lago homónimo e o místico Mount Aspiring, ascendeu a lugar de culto. Muitos kiwis aspiram a para lá mudar as suas vidas. 

Aposentos dourados
Outono

Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Praia Islandesa
Parques Naturais

Islândia

O Aconchego Geotérmico da Ilha do Gelo

A maior parte dos visitantes valoriza os cenários vulcânicos da Islândia pela sua beleza. Os islandeses também deles retiram calor e energia cruciais para a vida que levam às portas do Árctico.

Património Mundial Unesco
Circuito Annapurna: 5º- Ngawal-Braga, Nepal

Rumo a Braga. A Nepalesa.

Passamos nova manhã de meteorologia gloriosa à descoberta de Ngawal. Segue-se um curto trajecto na direcção de Manang, a principal povoação no caminho para o zénite do circuito Annapurna. Ficamo-nos por Braga (Braka). A aldeola não tardaria a provar-se uma das suas mais inolvidáveis escalas.
Curiosidade ursa
Personagens

Katmai, Alasca

Nos Passos do Grizzly Man

Timothy Treadwell conviveu Verões a fio com os ursos de Katmai. Em viagem pelo Alasca, seguimos alguns dos seus trilhos mas, ao contrário do protector tresloucado da espécie, nunca fomos longe demais.

Magníficos Dias Atlânticos
Praia

Morro de São Paulo, Brasil

Um Litoral Divinal da Bahia

Há três décadas, não passava de uma vila piscatória remota e humilde. Até que algumas comunidades pós-hippies revelaram o retiro do Morro ao mundo e o promoveram a uma espécie de santuário balnear.

Sombra vs Luz
Religião

Quioto, Japão

O Templo que Renasceu das Cinzas

O Pavilhão Dourado foi várias vezes poupado à destruição ao longo da história, incluindo a das bombas largadas pelos EUA mas não resistiu à perturbação mental de Hayashi Yoken. Quando o admirámos, luzia como nunca.

A todo o vapor
Sobre carris

Ushuaia, Argentina

O Derradeiro Comboio Austral

Até 1947, o Tren del Fin del Mundo fez incontáveis viagens para que os condenados do presídio de Ushuaia cortassem lenha. Hoje, os passageiros são outros mas nenhuma outra composição passa mais a Sul

Aos repelões
Sociedade

Perth, Austrália

Cowboys da Oceania

O Texas até fica do outro lado do mundo mas não faltam vaqueiros no país dos coalas e dos cangurus. Rodeos do Outback recriam a versão original e 8 segundos não duram menos no Faroeste australiano.

Vida Quotidiana
Profissões Árduas

O Pão que o Diabo Amassou

O trabalho é essencial à maior parte das vidas. Mas, certos trabalhos impõem um grau de esforço, monotonia ou perigosidade de que só alguns eleitos estão à altura.
Recanto histórico
Vida Selvagem

Tasmânia, Austrália

À Descoberta de Tassie

Há muito a vítima predilecta das anedotas australianas, a Tasmânia nunca perdeu o orgulho no jeito mais rude que aussie de ser e mantém-se envolta em mistério no seu recanto meridional dos antípodas.

Os sounds
Voos Panorâmicos

The Sounds, Nova Zelândia

Os Fiordes dos Antipodas

Um capricho geológico fez da região de Fiordland a mais crua e imponente da Nova Zelândia. Ano após anos, muitos milhares de visitantes veneram o subdomíno retalhado entre Te Anau e o Mar da Tasmânia.