Lapónia, Finlândia

Sob o Encanto Gélido do Árctico


Esqui

Habitante de Kuusamo exercita-se nas margens do lago Kuusamo.

Rukka

Esquiadores descem uma encosta da estância de neve de Rukka.

Napapiiri

Sinal que identifica o Círculo Polar Árctico, Napapiiri, no dialecto suomi.

A solo

Rena destaca-se de uma manada que pasta sobre a neve.

Espelho Ala-Juumajarvi

Edifícios de uma quinta com a arquitectura típica da Lapónia, numa margem do lago Ala-Juumajarvi.

Rena branca

Tratadora dá de comer a uma rena branca.

Bar-Restaurante Kalakeidas

Um bar-restaurante em forma de tipi, nas imediações de Rukka, a principal estância de neve da região.

Travessia suspensa

Caminhantes cruzam o rio Oulanka, ainda pouco ou nada gelado.

Pasto gelado

Renas pastam num campo gelado da Lapónia.

Agro-fachada

Fachada do celeiro de uma quinta junto ao lago Ala-Juumajarvi.

Ciclismo sobre o gelo

Morador agasalhado percorre uma rua de Kuusamo.

Floresta Invernal

Floresta semi-gelada do Parque Nacional de Oulanka.

Exercício Boreal

Morador de Kuusamo pratica esqui de fundo em redor do lago homónimo.

Combustível Grátis

Lenha ao dispor dos caminhantes numa floresta do Parque Nacional Oulanka.

Monte dos Vendavais

Casa de campo típica da Lapónia no topo de uma elevação ventosa dos arredores de Kuusamo.

Frio

Cabine de observação congelada no cimo de uma colina no topo da colina de Ruuka.

Pontão invade o lago semi-gelado Kuusamo, nas imediações da cidade com o mesmo nome.

Uma das poucas distracções não caseiras de Kuusamo, um cinema nada hollywoodesco.

Sol começa a pôr-se sobre o lago Ala-Juumajarvi.

Estamos a 66º Norte e às portas da Lapónia. Por estes lados, a paisagem branca é de todos e de ninguém como as árvores cobertas de neve, o frio atroz e a noite sem fim.

É meia-noite e há horas que não passa vivalma nas ruas de Kuusamo. Apesar da falta de hóspedes e de clientela da cidade, o bar estranho do hotel Sokos inaugura uma nova noite de karaoke que a barwoman de serviço anima, cantando temas populares finlandeses no impenetrável dialecto suomi. As letras das canções sucedem-se no ecrã, repletas de consoantes repetidas e de tremas e as melodias atraem duas ou três almas perdidas nas salas do edifício. Aparecem e movem-se em câmara lenta, uma técnica desenvolvida ao longo dos anos para dissimular os efeitos do álcool. Aos poucos, ganham à vontade. Juntam-se à interpretação do último êxito e escolhem o que vão cantar de seguida para o que se preparam emborcando mais um vodka ou a bebida alternativa da moda, a Valkovenäläinen, uma mistura semi-doce de Kahlua 228 com vodka e leite.

Este espectáculo duvidoso repete-se e é aproveitado por casais de meia-idade que migram do restaurante Torero contíguo, onde o imaginário hispânico é servido em doses industriais. Até que o horário do bar força o seu adiamento.

Na manhã seguinte, mudamo-nos para o campo finlandês e instalamo-nos à entrada do Parque Nacional Oulanka com planos de percorrer parte do trilho de floresta mais famoso da Finlândia, o Karhunkierros. As nuvens passam cinzentas, arrefece a olhos vistos e a neve que cai a espaços vai reforçando o branco do cenário. O caminho serpenteia entre as coníferas da taiga finlandesa e acompanha o rio homónimo que resiste ao congelamento devido à força das suas águas escuras. Atravessamo-lo, algo cambaleantes, sobre pontes suspensas e voltamos a avançar entre as árvores para darmos com áreas conquistadas por vastos pântanos enregelados. Juuma surge no final de uma das direcções do percurso como uma ténue recompensa civilizacional na imensidão árctica circundante. Um núcleo de casas de madeira vermelha ocupa ali a margem do lago Ala-Juumajarvi, próximo a uma rampa de embarque onde um barco de serviço repousa sobre gelo. Quatro ou cinco carros surgem estacionados na proximidade mas o Kavhila Cafe parece nunca ter aberto e só detectamos sinais de vida numa das habitações.

Em tempos pré-históricos, o território da Finlândia foi sucessivamente atropelado e alisado por vagas de gigantescos glaciares e, ao contrário do que se possa pensar, revela-se plano e esburacado por incontáveis lagos deixados para trás pelo degelo. A algumas dezenas de quilómetros da nossa base, Ruka (Rukatunturi) chega apenas aos 500 metros de altitude mas tornou-se no principal centro de desportos de neve da região e um dos mais importantes do país. Como aconteceu no fim de semana passado, a estância acolhe com frequência provas dos campeonatos mundiais de esqui de fundo, de saltos e de outras modalidades praticadas sobre a neve. E recebe também mais de 65000 forasteiros que chegam para participar nas provas ou apoiar os competidores.

Investigamos a vila, exploramos a sua curiosa zona comercial e subimos ao ponto mais alto para apreciar a vista pintada de branco em redor. Dali, contempla-se a Rússia e o PN Paanajarvi – o prolongamento do Oulanka – tal como grande parte do território tomado pela União Soviética à Finlândia por os últimos terem alinhado pelas forças do eixo durante a 2a Guerra Mundial. Essa perda é, ainda hoje, uma frustração nacional de que falam, sem grandes complexos, finlandeses de todas as idades. E é comum encontrarmos estabelecimentos com mapas do território original ou fotos dos seus lugares emblemáticos.

No regresso ao acampamento de Oulanka, passamos por mais aldeias e por campos frígidos de beira de estrada em que pastam manadas de renas. Mas a sua existência pouco tem que ver com a impingida pelo imaginário natalício. Todos os espécimes são identificados com coleiras e chapas coloridas e, de tão habituados que estão aos proprietários, ignoram completamente a presença humana. Há décadas que não existem renas selvagens na Finlândia.

Chegados ao conforto da base, jantamos guisado de rena – noutros dias carne de alce – uma especialidade da Lapónia pouco apreciada no sul da Finlândia. “Alguns miúdos do sul vêm cá e fazem fitas porque não querem comer o Rodolfo” desabafa Satto. Outros infernizam os pais porque notam a diferença de sabor em relação à carne de vaca.”

Novo dia, nova incursão nos domínios remotos da região. A temperatura caiu abruptamente e as estradas ficam de novo cobertas de um gelo perigoso. Sari Alatossava conduz-nos com à vontade mas é surpreendida por duas vezes quando o Land Cruiser derrapa e quase inverte o sentido na estrada, apesar dos pneus especiais, repletos de espigões perfuradores. O susto é relativo. Depressa recuperamos o diálogo e a anfitriã continua a explicar a sua improvável relação com Portugal. Que, em 2001, cumpriu um intercâmbio Erasmus na Faculdade de Letras do Porto porque o queria fazer num país pequeno e porque gostava muito dos livros de Saramago. Que teve um namorado português com família madeirense disseminada pela África do Sul, Malta e até pela Finlândia.

Já a pé, Sari guia-nos ao longo de novo trilho de floresta, com a neve a cair mais abundante que nunca. O caminho é suave e curto mas revela o cenário agreste e selvagem do Canyon de Oulanka que o rio Oulankajoki continua a aprofundar. Mais uma vez, avistamos a Rússia à distância e Sari queixa-se de que, agora, as expedições finlandesas de rafting têm que se acautelar com a posição da fronteira para não trespassarem o território do grande urso. E de que os Russos são como a maior parte dos povos dos países grandes: acham que têm sempre que conseguir o que querem e, para isso, passam por cima de tudo e de todos.

De volta ao ponto de partida, avançamos para norte e cruzamos o Círculo Polar Árctico. Espera-nos Salla “In The Middle of Nowhere”.

Kemi, Finlândia

Não é Nenhum "Barco do Amor" mas Quebra Gelo desde 1961

Construído para manter vias navegáveis sob o Inverno árctico mais extremo, o “Sampo” cumpriu a sua missão entre a Finlândia e a Suécia durante 30 anos. Em 1988, reformou-se e dedicou-se a viagens mais curtas que permitem aos passageiros flutuar num canal recém-aberto do Golfo de Bótnia, dentro de fatos que, mais que especiais, parecem espaciais.

Lapónia Finlandesa

Em Busca da Raposa de Fogo

São exclusivas dos píncaros da Terra as auroras boreais ou austrais, fenómenos de luz gerados por explosões solares. Os nativos Sami da Lapónia acreditavam tratar-se de uma raposa ardente que espalhava brilhos no céu. Sejam o que forem, nem os quase 30º abaixo de zero que se faziam sentir no extremo norte da Finlândia nos demoveram de as admirar.

Ilha Hailuoto, Finlândia

À pesca do verdadeiro peixe fresco

Abrigados de pressões sociais indesejadas, os ilhéus de Hailuoto sabem sustentar-se. Sob o mar gelado de Bótnia capturam ingredientes preciosos para os restaurantes de Oulu, na Finlândia continental.

Rovaniemi, Finlândia

Árctico Natalício

Fartos de esperar pela descida do velhote de barbas pela chaminé, invertemos a história. Aproveitamos uma viagem à Lapónia Finlandesa e passamos pelo seu furtivo lar. 

Inari, Finlândia

Os Guardiães da Europa Boreal

Durante muito tempo discriminado pelos colonos escandinavos, finlandeses e russos, o povo Sami recupera o orgulho e autonomia. A 6 de Fevereiro, esta etnia indígena comemora a sua nacionalidade.

Saariselka, Finlândia

O Delicioso Calor do Árctico

Diz-se que os finlandeses criaram os SMS para não terem que falar. Mas o imaginário dos nórdicos frios perde-se na névoa das suas amadas saunas, verdadeiras sessões de terapia física e social.

PN Oulanka, Finlândia

Um Lobo Pouco Solitário

Jukka “Era-Susi” Nordman criou uma das maiores matilhas de dog sledding do mundo. Tornou-se numa das personagens mais emblemáticas do país mas continua fiel ao seu cognome: Wilderness Wolf

Ilha Hailuoto, Finlândia

Um Refúgio no Golfo de Bótnia

Durante o Inverno, Hailuoto está ligada à restante Finlândia pela maior estrada de gelo do país. A maior parte dos seus 986 habitantes estima, acima de tudo, o distanciamento que a ilha lhes concede.

Inari, Lapónia, Finlândia

A Corrida Mais Louca do Topo do Mundo

Há séculos que os lapões da Finlândia competem a reboque das suas renas. Na final Kings Cup, confrontam-se a grande velocidade, bem acima do Círculo Polar Ártico e muito abaixo de zero.

Lenha à Pressa
Arquitectura & Design

Ketchikan, Alasca

Aqui Começa o Alasca

A realidade passa despercebida a boa parte do mundo, mas existem dois Alascas. Em termos urbanos, o estado é inaugurado no sul do seu oculto cabo de frigideira, uma faixa de terra separada dos restantes E.U.A. pelo litoral oeste do Canadá. Ketchikan, é a mais meridional das cidades alasquenses, a sua Capital da Chuva e a Capital Mundial do Salmão.

Radical 24h por dia
Aventura

Queenstown, Nova Zelândia

Digna de uma Raínha

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades extremas reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.

Dragão Humano
Cerimónias e Festividades

São Francisco, E.U.A.

Com a Cabeça na Lua

Chega a Setembro e os chineses de todo o mundo celebram as colheitas, a abundância e a união. A enorme sino-comunidade de São Francisco entrega-se de corpo e alma ao maior Moon Festival californiano.

Himalaias urbanos
Cidades

Gangtok, Índia

Uma Vida a Meia-Encosta

Gangtok é a capital de Sikkim, um antigo reino da secção himalaia da Rota da Seda tornado província indiana em 1975. A cidade surge equilibrada numa vertente, de frente para a Kanchenjunga, a terceira maior elevação do mundo que muitos nativos creem abrigar um Vale paradisíaco da Imortalidade. A sua íngreme e esforçada existência budista visa, ali, ou noutra parte, o alcançarem.

Comodidade até na Natureza
Comida

Tóquio, Japão

O Império das Máquinas de Bebidas

São mais de 5 milhões as caixas luminosas ultra-tecnológicas espalhadas pelo país e muitas mais latas e garrafas exuberantes de bebidas apelativas. Há muito que os japoneses deixaram de lhes resistir.

Conversa entre fotocópias
Cultura

Inari, Finlândia

A Assembleia Babel da Nação Sami

A nação sami é afectada pela ingerência das leis de 4 países, pelas suas fronteiras e pela multiplicidade de sub-etnias e dialectos. Mesmo assim, no parlamento de Inari, lá se vai conseguindo governar

Bola de volta
Desporto

Melbourne, Austrália

O Futebol em que os Australianos Ditam as Regras

Apesar de praticado desde 1841, o AFL Rules football só conquistou parte da grande ilha. A internacionalização nunca passou do papel, travada pela concorrência do râguebi e do futebol clássico.

Um "pequeno" Himalaia
Em Viagem
Circuito Annapurna: 2º - Chame a Upper Pisang, Nepal

(I)Eminentes Annapurnas

Despertamos em Chame, ainda abaixo dos 3000m. Lá  avistamos, pela primeira vez, os picos nevados e mais elevados dos Himalaias. De lá partimos para nova caminhada pelos sopés e encostas da grande cordilheira. Rumo a Upper Pisang.
Deserto (Pouco) Branco
Étnico
Deserto Branco, Egipto

O Atalho Egípcio para Marte

Numa altura em que a conquista do vizinho do sistema solar se tornou uma obsessão, uma secção do leste do Deserto do Sahara abriga um vasto cenário afim. Em vez dos 150 a 300 dias que se calculam necessários para atingir Marte, descolamos do Cairo e, em pouco mais de três horas, damos os primeiros passos no Oásis de Bahariya. Em redor, quase tudo nos faz sentir sobre o ansiado Planeta Vermelho.
Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
Arranha-céus maltês
História

Valletta, Malta

As Capitais Não se Medem aos Palmos

Por altura da sua fundação, a Ordem dos Cavaleiros Hospitalários apodou-a de "a mais humilde". Com o passar dos séculos, o título deixou de lhe servir. Em 2018, Valletta será a Capital Europeia da Cultura mais exígua de sempre e uma das mais recheadas de história e deslumbrantes de que haverá memória.

Chocolate hills
Ilhas

Bohol, Filipinas

Filipinas do Outro Mundo

O arquipélago filipino estende-se por 300.000 km2 de oceano Pacífico. No grupo Visayas, Bohol abriga pequenos primatas com aspecto alienígena e colinas extraterrenas a que chamaram Chocolate Mountains

Solidariedade equina
Inverno Branco

Husavik a Myvatn, Islândia

Neve sem Fim na Ilha do Fogo

O nome mítico desencoraja a maior parte dos viajantes de explorações invernais. Mas quem chega fora do curto aconchego estival, é recompensado com a visão dos cenários vulcânicos sob um manto branco.

Baie d'Oro
Literatura

Île-des-Pins, Nova Caledónia

A Ilha que se Encostou ao Paraíso

Em 1964, Katsura Morimura deliciou o Japão com um romance-turquesa passado em Ouvéa. Mas a vizinha Île-des-Pins apoderou-se do título "A Ilha mais próxima do Paraíso" e extasia os seus visitantes.

Enseada do Éden
Natureza

Praslin, Seichelles

O Éden dos Enigmáticos Cocos-do-Mar

Durante séculos, os marinheiros árabes e europeus acreditaram que a maior semente do mundo, que encontravam nos litorais do Índico com forma de quadris voluptuosos de mulher, provinha de uma árvore mítica no fundo dos oceanos.  A ilha sensual que sempre os gerou deixou-nos extasiados.

Filhos da Mãe-Arménia
Outono

Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.

Pose mais à mão
Parques Naturais

Deserto de Atacama, Chile

A Vida nos Limites

Quando menos se espera, o lugar mais seco do mundo revela novos cenários extraterrestres numa fronteira entre o inóspito e o acolhedor, o estéril e o fértil que os nativos se habituaram a atravessar.

Sob um céu mais que dourado
Património Mundial Unesco

Goiás Velho, Brasil

Uma Sequela Da Febre do Ouro

Dois séculos após o apogeu da prospecção, perdida no tempo e na vastidão do Planalto Central, Goiás estima a sua admirável arquitectura colonial, a riqueza supreendente que ali continua por descobrir.

De visita
Personagens

Rússia

O Escritor que Não Resistiu ao Próprio Enredo

Alexander Pushkin é louvado por muitos como o maior poeta russo e o fundador da literatura russa moderna. Mas Pushkin também ditou um epílogo quase tragicómico da sua prolífica vida.

Praia soleada
Praia

Miami Beach, E.U.A.

A Praia de Todas as Vaidades

Poucos litorais concentram, ao mesmo tempo, tanto calor e exibições de fama, de riqueza e de glória. Situada no extremo sudeste dos E.U.A., Miami Beach tem acesso por seis pontes que a ligam ao resto da Flórida. É manifestamente parco para o número de almas que a desejam.

Sombra vs Luz
Religião

Quioto, Japão

O Templo que Renasceu das Cinzas

O Pavilhão Dourado foi várias vezes poupado à destruição ao longo da história, incluindo a das bombas largadas pelos EUA mas não resistiu à perturbação mental de Hayashi Yoken. Quando o admirámos, luzia como nunca.

Colosso Ferroviário
Sobre carris

Cairns-Kuranda, Austrália

Comboio para o Meio da Selva

Construído a partir de Cairns para salvar da fome mineiros isolados na floresta tropical por inundações, com o tempo, o Kuranda Railway tornou-se no ganha-pão de centenas de aussies alternativos.

Dança dos cabelos
Sociedade

Longsheng, China

A aldeia chinesa dos maiores cabelos do mundo. Nutridos a arroz, claro

Numa região multiétnica coberta de arrozais socalcados, as mulheres de uma aldeia renderam-se a uma mesma obsessão capilar. Deixam crescer os seus cabelos anos a fio, até um comprimento médio de 170 a 200 cm que faz da aldeia recordista. Por estranho que pareça, para os manterem belos e lustrosos, usam apenas água e o cereal. 

Vida Quotidiana
Profissões Árduas

O Pão que o Diabo Amassou

O trabalho é essencial à maior parte das vidas. Mas, certos trabalhos impõem um grau de esforço, monotonia ou perigosidade de que só alguns eleitos estão à altura.
Um rasto na madrugada
Vida Selvagem

Damaraland, Namíbia

Namíbia On the Rocks

Centenas de quilómetros para norte de Swakopmund, muitos mais das dunas emblemáticas de Sossuvlei, Damaraland acolhe desertos entrecortados por colinas de rochas avermelhadas, a maior montanha e a arte rupestre decana da jovem nação. Os colonos sul-africanos baptizaram esta região em função dos Damara, uma das suas etnias. Só estes e outros habitantes comprovam que fica na Terra.

Aterragem sobre o gelo
Voos Panorâmicos

Mount Cook, Nova Zelândia

A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.