Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso


Aposentos dourados

O velho palácio do Khan, entre dois enormes plátanos, por altura do Outono, dourados.

Um artista fotogénico

Mahmud, jovem que divertiu dois amigos com poses hilariantes para a fotografia.

Avenida Lada

Velhos Ladas na avenida principal de Sheki, uma herança colorida dos tempos da U.R.S.S.

 

Lares de Outono

Casario tradicional de Sheki, salpicado de copas de árvores amareladas.

Diálogo da frente p'atrás

Vassif Davudov, o professor de matemática que nos deu boleia na sua própria viagem de taxi Lada e que conhecia inúmeros clubes de futebol portugueses menores.

Ocaso no Cáucaso

Sol põe-se sobre o Cáucaso e tinge os cenários de tons crepusculares.

Ao sol

Clientes de um café junto à estação de autocarros local apanham ar fresco e convivem na esplanada. 

Vale dourado

Vista mais ampla do casario de Sheki, espalhado no sopé das montanhas azeris do Cáucaso.

Cicloturista cazaque

Askar Syzbayev, acabado de chegar a Sheki num projecto patrocinado de cicloturismo entre Paris e o Casaquistão.

Cores de caravanserai

Responsável do caravanserai de Sheki entra no átrio histórico da velha estalagem.

alimentada sobretudo pela situação "rebelde" do enclave de Nagorno Karabakh.

A caminho de Kis

Passageiras de um autocarro local da região de Sheki.

esticado entre dois prédios com uma enorme amplitude.

Ao sol e ao vento

Estendal de roupa à moda soviética, esticado entre dois prédios com uma enorme amplitude.

Um Soldado Conhecido

Lápide de um dos jovens soldados mortos na guerra entre a Arménia e o Azerbaijão, um conflito ainda hoje latente.

Às compras

Senhoras reflectidas na montra de uma loja peculiar na avenida principal de Sheki.

Vítimas azeris

Memorial colectivo de vítimas da guerra entre a Arménia e o Azerbaijão, no seu auge alguns anos após o término da U.R.S.S.

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Detém-nos a fronteira da Geórgia com o Azerbaijão. A atmosfera da viagem madrugadora, até então fluída e agradável, degrada-se. Apressamo-nos a percorrer o longo corredor desnivelado e dotado de repetidos degraus que separa as duas aduanas. Entramos no edifício azeri atrás de um grupo de passageiros que seguiam numa marshukta um pouco mais rápida que a nossa. Enquanto esperamos que os militares processem a sua entrada, surgem dois homens em trajes rurais conspurcados. Vinham a bordo de um camião que transportava vacas e empestam o ambiente da sala sem apelo nem agravo. Os oficiais passam-nos à nossa frente. É, assim, prendados por aquele aroma da pecuária georgiana que nos submetemos ao seu aturado escrutínio.

“Uhmmm… portugueses. Já jogámos convosco várias vezes. Ganham-nos sempre mas uma vez quase que conseguíamos… Bom…vemos aqui que estiveram há poucos dias na Arménia. Porque é que foram à Arménia? Estiveram em Nagorno Karabakh?”, interroga-nos o único funcionário que falava inglês. “Se foram, é melhor dizerem-nos já!”

Não tínhamos ido. Explicamos da forma o mais paciente e inocente possível o que tínhamos feito na Arménia. Isso não impede que nos abram as mochilas e as vasculhem de forma aturada, concentrados em encontrarem documentos, programas e mapas de viagem que nos incriminassem. Fazem-no em vão mas para desespero dos restantes passageiros da nossa marshukta e de outras que se tinham entretanto acumulado. Por fim, lá nos concedem a entrada no Azerbaijão.

Regressamos à marshukta e prosseguimos viagem até Zaqatala. Nesta cidade, negociamos a derradeira viagem até Sheki. Uma hora e meia depois, já estamos à procura do lar de Ilgar Agayev, com o condutor a fazer-se a mais alguns manats (moeda azeri) por a casa ser meio afastada do centro e o empedrado irregular lhe danificar a suspensão.

Metêmo-nos por uma ruela apertada que termina num portão. Abrimo-lo e passamos para um quintal pitoresco, adornado por um diospireiro e outras árvores. Duas mulheres descem a escadaria da vivenda e dão-nos umas boas-vindas tímidas, sob os olhares curiosos de algumas familiares. Instalamo-nos no quarto que nos tinham reservado. Reparamos, de imediato, num enorme tapete azeri a cobrir boa parte da parede. Chega Ilgar. Partilhamos um chá e conversamos sobre as suas aspirações e os planos para o turismo em Sheki. Entretanto, Ilgar desculpa-se mas tem que ir.

A tarde já vai a meio. Pouco depois de o anfitrião sair, fazemo-nos à povoação. Começamos por espreitar o palácio de Verão do Khan. Foi erguido no término do século XVIII, numa altura em que a produção e processamento da seda em Sheki, e o respectivo rendimento atingiam números impressionantes, cerca de dez milhões de rublos em 1910.

Apesar da prosperidade, Sheki situava-se numa encruzilhada de poderes. Os seus sucessivos khans procuraram a segurança que só o império russo poderia garantir sob a forma de protectorado. Só que o feitiço virou-se contra o feiticeiro. O khanato foi abolido e a área anexada por uma província russa caucasiana, o Caspian Oblast. Por volta de 1922, já fazia parte da República Federativa Soviética Socialista do TransCáucaso que não tardou a integrar-se na U.R.S.S.

Hoje, o monumento histórico mais impressionante da povoação, o palácio é apenas a estrutura que subsiste de um complexo muito mais vasto protegido pelas muralhas da fortaleza de Sheki. Chegou a incluir um palácio de Inverno, residências da família do Khan e os aposentos dos servos.

Do que sobra, encanta-nos acima de tudo a curiosa posição do edifício com visual de “Mil e Uma Noites”, disposto entre dois enormes plátanos com copas douradas, tão imponentes que parecem elevar-se acima das montanhas por detrás.

Dedicamos-lhe algum tempo e ao seu passado glorioso. Depois, saímos para o exterior das muralhas por uma porta no cimo da encosta. Mal a cruzamos, esbarramos em Abdulah Axundov e em Elvia Xamedov, dois jovens amigos aparentemente vestidos segundo uma mesma inspiração azeri. Abdulah trajava uma camisa aos quadradinhos por debaixo de um blusão de cabedal negro e calças de ganga também pretas. Elvia trazia uma camisa vermelha sob um blazer de cetim azul-escuro e calças parecidas com as do compincha. O duo usufruía de uma folga dos seus estudos. Queria aproveitar essa benesse e registar a farra. De acordo, quando demos por nós, estávamos a fotografá-los junto a um Lada grená e contra as muralhas. Não tardámos a perceber que não eram os únicos nas redondezas com vagar para aquele entretém. Duzentos metros abaixo, três outros parceiros de tempo livre, também eles vestidos com predomínio de negro, apreciavam o evento. Quando deles nos aproximamos a caminho do centro, metem-se connosco e inauguram a sua própria sessão particular, liderados por Mahmud que a, coberto da sua boina achatada, ensaia sucessivas poses cómicas que levam os companheiros à lágrima.

Dali, ainda nos dispusemos a espreitar uma igreja albanesa do século XII ou XIII cercada de mais diospireiros. Apanhamos primeiro um autocarro, depois um Lada táxi conduzido por um jovem que nos deixa à porta. No regresso, já sobre o pôr-do-sol, caminhamos por ruelas apertadas daquela povoação até que um outro Lada se detém e nos oferece boleia. Já nele seguia Vassif Davudov, professor de matemática que tinha dois dos seus filhos numa das turmas que lecionava e falava um pouco de turco, de inglês, de francês e de russo. Ora, o facto de Vassif ser apaixonado por futebol e até pelo futebol português não nos surpreendeu. O que nos desarmou foi quando começou a desbobinar, orgulhoso, nomes de clubes menores dos nossos campeonatos. “Santa Clara, Leixões… ah, esperem como se chama o outro… Paços de Ferreira!”.

Ilgar tinha-nos recomendado jantarmos no restaurante de um amigo. Ficava meio escondido numa ruela afastada da estrada principal pelo que tivemos dificuldade em achá-lo. Quando, encontrámos, por fim o Café Bahar, demos com um estabelecimento lúgubre e fumarento, frequentado apenas por homens que fumavam e bebiam chá de pequenos pires mais fundos que o normal. Pouco habituados a forasteiros, espantam-se com a entrada de um casal que em termos, étnicos, tinham dificuldade em compreender. Ignorámos a sua estranheza e a total inaptidão dos jovens empregados para falar outra língua que não o azeri. Instalamo-nos, comemos duas sopas tradicionais consistentes (piti e bors) acompanhadas de kompot, um sumo de frutas mistas com cor de groselha. Por volta das dez e meia, rendemo-nos ao cansaço e regressamos ao quarto que Ilgar já algum tempo nos aquecia. Toda a sua família convivia na sala logo ao lado que comunicava com o quarto através de uma janela fechada. Mas, estávamos de tal forma exaustos pelo despertar madrugador e pela viagem de Tbilisi que nem a ruidosa confraternização nos importunou o sono.

Despertámos e demos com um pequeno-almoço já pronto na mesa da cozinha logo à frente do quarto. Devorámos o repasto matinal e voltámos a sair à descoberta. Tínhamos curiosidade em perceber como pareceria Sheki vista de uma das encostas acima. Demorámos algum tempo para acertar com uma via que nos permitisse deixar a cidade. Sem termos ideia de para onde prosseguíamos, conseguimo-lo primeiro por ruelas repletas de folhas amarelas, vítimas da queda outonal. Logo, através do vasto cemitério da cidade.

Continuamos a subir por entre as campas e jazigos aglomerados dentro de gradeamentos familiares. Até que, a determinada altura, se revela, lá em baixo, o casario abundante disposto em redor do edifício mais gráfico e emblemático de Sheki, o seu caravancerai (estalagem) secular. Dali, o conjunto formado pelos telhados em tons de terra e pela derradeira folhagem multicolor, ligeiramente retocados pelo fumo branco de algumas fogueiras e chaminés, formavam um deslumbrante cenário outonal. Sem vivalma por perto, apreciamo-lo na paz eterna dos falecidos e durante o tempo que nos apetece que passe.

Até que descemos ao vale e, entre os cada vez mais Ladas que percorrem as suas calçadas, não tardamos a dar com o grande caravancerai que em tempos alojava os mercadores que passavam pela cidade e os animais e a carga com que seguiam.

A porta principal está aberta. Entramos e investigamos o vasto edifício, com quase 250 quartos dispostos atrás de sucessivos arcos erguidos em redor de um pátio principal. Naquela ocasião, como em grande parte do ano, o caravancerai estava praticamente vazio mesmo se, em época mais que baixa, alguns viajantes visitavam a cidade.

À saída da estalagem, detemo-nos a fotografar uma longa fila de Ladas disposta ao lado de um grande outdoor com a fotografia do presidente do Azerbaijão. Sem o esperarmos, constatamos que não éramos os únicos forasteiros nas redondezas. Um ciclista surge derreado do fundo da calçada. Quando chega perto de nós, aproveita para descansar o corpo e a alma da viagem que já seria longa. Apercebemo-nos da bandeirinha que tinha instalada sobre o volante. Conversa puxa conversa, confirmamos que Askar Syzbayev era cazaque. Ainda algo ofegante, o cicloturista conta-nos o que andava a fazer. “Tive a minha sorte. Consegui um patrocínio e planeei uma viagem de 8000 km entre a França e o Cazaquistão. Tem sido cansativo mas, ao mesmo tempo, maravilhoso.” Continuamos a falar por mais algum tempo mas Askar estava derreado e farto de pernoitar na tenda que transportava. Tinha decidido que, em Sheki, dormiria mais confortável mas precisava de encontrar um lugar com preços compatíveis com o seu orçamento. Bastou-lhe examinar a fachada e a entrada do edifício histórico para concluir que não poderia contar com o caravancerai.

Despedimo-nos. Continuamos a explorar o centro da cidade. Deliciamo-nos em particular com os grandes estendais soviéticos de roupa dispostos entre andares opostos de blocos de prédio distantes e em que as mulheres estendiam ou apanhavam a roupa operando as enormes cordas rotativas.

Antes de deixarmos Sheki em direcção à capital Baku, ainda encontramos outros pontos com vistas distintas sobre o casario e os minaretes que dele se projectavam. Nas imediações de um desses lugares, damos de caras com um monumento que lembrava os filhos de Sheki, vítimas da guerra entre o Azerbaijão e a Arménia, um conflito sempre latente e que, devido à nossa visita da Arménia, quase nos impedira de entrar no Azerbaijão.

 

Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.

Kazbegi, Geórgia

Deus nas Alturas do Cáucaso

No século XIV, religiosos ortodoxos inspiraram-se numa ermida que um monge havia erguido a 4000 m de altitude e empoleiraram uma igreja entre o cume do Monte Kazbegi (5047m) e a povoação no sopé. Cada vez mais visitantes acorrem a estas paragens místicas na iminência da Rússia. Como eles, para lá chegarmos, submetemo-nos aos caprichos da temerária Estrada Militar da Geórgia.

Tbilissi, Geórgia

Geórgia ainda com Perfume a Revolução das Rosas

Em 2003, uma sublevação político-popular fez a esfera de poder na Geórgia inclinar-se do Leste para Ocidente. De então para cá, a capital Tbilisi não renegou nem os seus séculos de história também soviética, nem o pressuposto revolucionário de se integrar na Europa. Quando a visitamos, deslumbramo-nos com a fascinante mixagem das suas passadas vidas.

Alaverdi, Arménia

Um Teleférico Chamado Ensejo

O cimo da garganta do rio Debed esconde os mosteiros arménios de Sanahin e Haghpat e blocos de apartamentos soviéticos em socalcos. O seu fundo abriga a mina e fundição de cobre que sustenta a cidade. A ligar estes dois mundos, está uma cabine suspensa providencial em que as gentes de Alaverdi contam viajar na companhia de Deus.

Arménia

O Berço do Cristianismo Oficial

Apenas 268 anos após a morte de Jesus, uma nação ter-se-á tornado a primeira a acolher a fé cristã por decreto real. Essa nação preserva, ainda hoje, a sua própria Igreja Apostólica e alguns dos templos cristãos mais antigos do Mundo. Em viagem pelo Cáucaso, visitamo-los nos passos de Gregório o Iluminador, o patriarca que inspira a vida espiritual da Arménia.

Uplistsikhe e Gori, Geórgia

Do Berço da Geórgia à Infância de Estaline

À descoberta do Cáucaso, exploramos Uplistsikhe, uma cidade troglodita antecessora da Geórgia. E a apenas 10km, em Gori, damos com o lugar da infância conturbada de Joseb Jughashvili, que se tornaria o mais famoso e tirano dos líderes soviéticos.

Istambul, Turquia

Onde o Oriente encontra o Ocidente, a Turquia Procura um Rumo

Metrópole emblemática e grandiosa, Istambul vive numa encruzilhada. Como a Turquia em geral, dividida entre a laicidade e o islamismo, a tradição e a modernidade, continua sem saber que caminho seguir

Arquitectura & Design
Napier, Nova Zelândia

De volta aos Anos 30 – Calhambeque Tour

Numa cidade reerguida em Art Deco e com atmosfera dos "anos loucos" e seguintes, o meio de locomoção adequado são os elegantes automóveis clássicos dessa era. Em Napier, estão por toda a parte.
Lenha
Aventura

PN Oulanka, Finlândia

Um Lobo Pouco Solitário

Jukka “Era-Susi” Nordman criou uma das maiores matilhas de dog sledding do mundo. Tornou-se numa das personagens mais emblemáticas do país mas continua fiel ao seu cognome: Wilderness Wolf

Via Crucis
Cerimónias e Festividades

Marinduque, Filipinas

Quando os Romanos Invadem as Filipinas

Nem o Império do Oriente chegou tão longe. Na Semana Santa, milhares de centuriões apoderam-se de Marinduque. Ali, se reencenam os últimos dias de Longinus, um legionário convertido ao Cristianismo.

Comunismo Imperial
Cidades

Hué, Vietname

A Herança Vermelha do Vietname Imperial

Sofreu as piores agruras da Guerra do Vietname e foi desprezada pelos vietcong devido ao passado feudal. As bandeiras nacional-comunistas esvoaçam sobre as suas muralhas mas Hué recupera o esplendor.

Comodidade até na Natureza
Comida

Tóquio, Japão

O Império das Máquinas de Bebidas

São mais de 5 milhões as caixas luminosas ultra-tecnológicas espalhadas pelo país e muitas mais latas e garrafas exuberantes de bebidas apelativas. Há muito que os japoneses deixaram de lhes resistir.

Smoke sauna
Cultura

Saariselka, Finlândia

O Delicioso Calor do Árctico

Diz-se que os finlandeses criaram os SMS para não terem que falar. Mas o imaginário dos nórdicos frios perde-se na névoa das suas amadas saunas, verdadeiras sessões de terapia física e social.

Bola de volta
Desporto

Melbourne, Austrália

O Futebol em que os Australianos Ditam as Regras

Apesar de praticado desde 1841, o AFL Rules football só conquistou parte da grande ilha. A internacionalização nunca passou do papel, travada pela concorrência do râguebi e do futebol clássico.

À sombra da falésia
Em Viagem

Red Centre, Austrália

No Coração Partido da Austrália

O Red Centre abriga alguns dos monumentos naturais incontornáveis da Grande Ilha. Impressiona-nos pela grandiosidade dos cenários mas também a incompatibilidade renovada das suas duas civilizações.

Étnico
Circuito Annapurna: 5º- Ngawal-Braga, Nepal

Rumo a Braga. A Nepalesa.

Passamos nova manhã de meteorologia gloriosa à descoberta de Ngawal. Segue-se um curto trajecto na direcção de Manang, a principal povoação no caminho para o zénite do circuito Annapurna. Ficamo-nos por Braga (Braka). A aldeola não tardaria a provar-se uma das suas mais inolvidáveis escalas.
Luminosidade caprichosa no Grand Canyon
Fotografia
Luz Natural (Parte 1)

E Fez-se Luz na Terra. Saiba usá-la.

O tema da luz na fotografia é inesgotável. Neste artigo, transmitimos-lhe algumas noções basilares sobre o seu comportamento, para começar, apenas e só face à geolocalização, a altura do dia e do ano.
Casal Gótico
História

Matarraña a Alcanar, Espanha

Uma Espanha Medieval

De viagem por terras de Aragão e Valência, damos com torres e ameias destacadas de casarios que preenchem as encostas. Km após km, estas visões vão-se provando tão anacrónicas como fascinantes.

Aulas de surf
Ilhas

Waikiki, Havai

A Invasão Nipónica do Havai

Décadas após o ataque a Pearl Harbour e da capitulação na 2ª Guerra Mundial, os japoneses voltaram ao Havai armados com milhões de dólares. Waikiki, o seu alvo predilecto, faz questão de se render.

Esqui
Inverno Branco

Lapónia, Finlândia

Sob o Encanto Gélido do Árctico

Estamos a 66º Norte e às portas da Lapónia. Por estes lados, a paisagem branca é de todos e de ninguém como as árvores cobertas de neve, o frio atroz e a noite sem fim.

Trio das alturas
Literatura

PN Manyara, Tanzânia

Na África Favorita de Hemingway

Situado no limiar ocidental do vale do Rift, o parque nacional lago Manyara é um dos mais diminutos mas encantadores e ricos em vida selvagem da Tanzânia. Em 1933, entre caça e discussões literárias, Ernest Hemingway dedicou-lhe um mês da sua vida atribulada. Narrou esses dias aventureiros de safari em “As Verdes Colinas de África”.

Uma Busca solitária
Natureza

Cabo da Boa Esperança, África do Sul

À Beira do Velho Fim do Mundo

Chegamos onde a grande África cedia aos domínios do “Mostrengo” Adamastor e os navegadores portugueses tremiam como varas. Ali, onde a Terra estava, afinal, longe de acabar, a esperança dos marinheiros em dobrar o tenebroso Cabo era desafiada pelas mesmas tormentas que lá continuam a grassar.

Campo de géiseres
Parques Naturais

El Tatio, Chile

Uma Ida a Banhos Andina

Envolto de vulcões supremos, o campo geotermal de El Tatio surge como uma miragem dantesca de enxofre e vapor a uns gélidos 4300 m de altitude. Os seus geiseres e fumarolas atraem hordas de viajantes. Ditou o tempo que uma das mais concorridas celebrações dos Andes e do Deserto do Atacama passasse por lá partilharem uma piscina aquecida a 30º pelas profundezas da Terra.

Glamour vs Fé
Património Mundial Unesco

Goa, Índia

O Último Estertor da Portugalidade Goesa

A proeminente cidade de Goa já justificava o título de “Roma do Oriente” quando, a meio do século XVI, epidemias de malária e de cólera a vetaram ao abandono. A Nova Goa (Pangim) por que foi trocada chegou a sede administrativa da Índia Portuguesa mas viu-se anexada pela União Indiana do pós-independência. Em ambas, o tempo e a negligência são maleitas que agora fazem definhar o legado colonial luso.

Verificação da correspondência
Personagens

Rovaniemi, Finlândia

Árctico Natalício

Fartos de esperar pela descida do velhote de barbas pela chaminé, invertemos a história. Aproveitamos uma viagem à Lapónia Finlandesa e passamos pelo seu furtivo lar. 

Tambores e tatoos
Praia

Taiti, Polinésia Francesa

Taiti Para lá do Clichê

As vizinhas Bora Bora e Maupiti têm cenários superiores mas o Taiti é há muito conotado com paraíso e há mais vida na maior e mais populosa ilha da Polinésia Francesa, o seu milenar coração cultural.

Via Conflituosa
Religião

Jerusalém, Israel

Pelas Ruas Beliciosas da Via Dolorosa

Em Jerusalém, enquanto percorrem o caminho de Cristo para a cruz, os crentes mais sensíveis apercebem-se de como a paz do Senhor é difícil de alcançar nas ruelas mais disputadas à face da Terra.

A Toy Train story
Sobre carris
Darjeeling Himalayan Railway, Índia

Ainda Circula a Sério o Comboio Himalaia de Brincar

Nem o forte declive de alguns tramos nem a modernidade o detêm. De Siliguri, no sopé tropical da grande cordilheira asiática, a Darjeeling, já com os seus picos cimeiros à vista, o mais famoso dos Toy Trains indianos assegura há 117 anos, dia após dia, um árduo percurso de sonho. De viagem pela zona, subimos a bordo e deixamo-nos encantar.
Sphynx
Sociedade

Tóquio, Japão

Ronronares Descartáveis

Tóquio é a maior das metrópoles mas, nos seus apartamentos exíguos, não há lugar para mascotes. Empresários nipónicos detectaram a lacuna e lançaram "gatis" em que os afectos felinos se pagam à hora.

Vida Quotidiana
Profissões Árduas

O Pão que o Diabo Amassou

O trabalho é essencial à maior parte das vidas. Mas, certos trabalhos impõem um grau de esforço, monotonia ou perigosidade de que só alguns eleitos estão à altura.
Vida Selvagem

Cape Cross, Namíbia

A Mais Tumultuosa das Colónias Africanas

Diogo Cão desembarcou neste cabo de África em 1486, instalou um padrão e fez meia-volta. O litoral imediato a norte e a sul, foi alemão, sul-africano e, por fim, namibiano. Indiferente às sucessivas transferências de nacionalidade, uma das maiores colónias de focas do mundo manteve ali o seu domínio e anima-o com latidos marinhos ensurdecedores e intermináveis embirrações.

Pleno Dog Mushing
Voos Panorâmicos

Glaciar de Godwin, Alasca

Dog mushing estival

Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, os cães e os trenós não podem parar.