Nelson a Wharariki, Nova Zelândia

O Litoral Maori em que os Europeus Deram à Costa


Rota de mar

Lancha percorre o litoral verde-azul do PN Abel Tasman, no norte da Ilha do Sul da Nova Zelândia.

Lagoas Pacíficas

Retalhos de beira-mar, na maré vazia. PN Abel Tasman

Vale fértil

Um vale verdejante da região de Nelson, a sul do PN Abel Tasman.

De alerta

Ovelha inspecciona os forasteiros que invadem os seus domínios ervados.

Céu vegetal

Grande feto arbóreo num trilho do PN Abel Tasman

A última curva

Meandro do ribeiro Wharakiri, na eminência da praia homónima e do limiar setentrional da Ilha do Sul da Nova Zelândia.

A caminho do mar

Caiaquers num riacho pouco profundo do PN Abel Tasman.

Mais monte que vale

Ovelhas, palma-dracena e um floco de nuvem coroam um outeiro íngreme na eminência da praia de Wharakiri.

Lagoa dos deuses

Te Waikoropupu: nascentes e lagoa que os maori consideram há muito sagrados.

Vida a 2

A vida animal asada e privilegiada das nascentes e lagoa de Te Waikoropupu, nas imediações de Takaka.

Um verde ovino

Prados "rolantes" salpicados de ovelhas e palmas-dracenas, aquém da praia de Wharakiri, e do limiar norte da Ilha do Sul.

Areal d'ouro

Praia da Golden Bay, nas imediações do PN Abel Tasman e da enseada em que o navegador holandês homónimo ancorou pela primeira vez na Nova Zelândia.

Um prado inclinado

Rebanho disperso em socalcos de pasto "roubados" à floresta endémica.

Uma ponte com vista

Caminhantes cruzam uma ponte suspensa do PN Abel Tasman.

Do cimo ao mar

Vertentes cobertas de prado, antecedem uma floresta rasteira e a Baía de Tasman, no nordeste da Ilha do Sul.

Reino vegetal

Rebanho de ovelhas partilha uma encosta ervada de Wharakiri com uma palma-dracena (cabbage tree).

Reduto ervado tomado à floresta de árvores manuka indígena destas partes da Ilha do Sul.

Abel Janszoon Tasman explorava mais da recém-mapeada e mítica "Terra Australis" quando um equívoco azedou o contacto com nativos de uma ilha desconhecida. O episódio inaugurou a história colonial da Nova Zelândia. Hoje, tanto a costa divinal em que o episódio se sucedeu como os mares em redor evocam o navegador holandês.

Abrigada dos ventos e frentes frias pelas montanhas que se projectam do cimo da Ilha do Sul, a região de Nelson goza de mais horas de sol que qualquer outra parte da Nova Zelândia. E é quase só sol que temos quando exploramos as ruelas de Nelson e enquanto viajamos pela estrada 60, apontados a Takaka e, logo, ao limite setentrional pontiagudo de Te Wai Pounamu (Águas Esmeralda), assim preferem os maori tratar a metade de baixo da nação kiwi. Uns meros quilómetros fora da área suburbana, os cenários já se revelam tão bucólicos como seria de esperar. Sucedem-se vales amplos, forrados de um pasto verde quase fluorescente e delimitados por vertentes florestadas repletas de sulcos. Quando a via se acerca à Tasman Bay, revela outros desses sulcos, invertidos, que se desenrolam até ao oceano tranquilo. Duas horas depois, chegamos a Puponga. Para oriente, estende-se o Farewell Spit, uma língua de areia que encerra a Golden Bay e, por sinal, a Ilha neozelandesa do Sul. Deixamos a 60 para a Wharariki Road. Passamos a serpentear na direcção contrária e rumo a norte, entre outeiros ora cobertos por uma floresta baixa de árvores manuka ora, em que esse mato denso foi sacrificado à erva que também ali alimenta o exército ovino da Nova Zelândia. Seguimos o caudal acastanhado do ribeiro Wharariki por meandros e ferraduras caprichosas. De um lado e do outro, os rebanhos pastam equilibrados em encostas retalhadas por vedações de que, a espaços, despontam mini-bosques de palmas-dracenas e algumas destas cabbage trees solitárias. Nesse tempo, a Wharariki Road tinha-se alinhado com a costa setentrional. Um café e um parque de estacionamento anunciam o desvio para a praia homónima. Continuamos a pé guiados pelo riacho até que o trilho abre para um reduto de dunas alvas e nos revela uma praia a perder de vista. Subimos as dunas. Num ápice, a brisa que antes fluía ligeira entre os outeiros transforma-se num vendaval furibundo. Vemos a areia seca voar a grande velocidade e cobrir o areal compactado pela maré vazia de uma névoa granulada. O retiro do mar concedia acesso temporário a um tal de trio de ilhas Archway. Avançamos na sua direcção mas mal conseguimos controlar os passos. Sentimos a cara açoitada pela areia tresmalhada e por borrifos das vagas que se espraiavam, violentas, e torcidas para leste pelos tresloucados westerlies. Rendemo-nos à agressividade da atmosfera. Espreitamos apenas um ou dois recantos intrigantes entre os grandes rochedos Archway, após o que batemos em retirada para o abrigo bucólico em que ficara o carro. Perdida nuns antípodas solitários, a Nova Zelândia está desde sempre sujeita à rudez do oceano (ali pouco) Pacífico e dos agentes em geral. Quando a vislumbraram e começaram a explorar, os navegadores europeus passaram por sucessivas aflições. Como acontecera já no limiar austral de África, contornaram as penínsulas, os cabos, todas as adversidades até levarem os seus enseios descobridores e colonizadores a bom porto. Abel Tasman, o holandês que se adiantou face à concorrência, fê-lo exactamente nestas paragens por que andávamos. Tasman deixou Batavia (actual Jacarta) em 1642. Passou pela ilha Maurícia e descobriu a Tasmânia. Prosseguiu para Leste. Avistou o litoral da Ilha do Sul que terá acompanhado até se confrontar com os imponentes Alpes do Sul e voltado a “ascender” à latitude do Cabo de Farewell, para norte. Contornou-o e ao topo da Ilha do Sul. Já do lado oriental, achou o mar tranquilo da Golden Bay. Lá detectou uma série de fogueiras e fumos indicadores da presença de indígenas da tribo maori Ngati Tumatakokiri. Quando o sol voltou a raiar, Tasman enviou barcos de apoio em busca de uma ancoragem mais favorável e de um lugar para se abastecer de água. Reancorou numa enseada hoje chamada de Wainui Inlet, no extremo sul da Golden Bay. Nesse processo, os maori acompanharam os movimentos dos recém-chegados e procuraram apurar até que ponto representavam uma ameaça. Por fim, enviaram uma das suas canoas ao encontro dos forasteiros. No seu diário de bordo, Tasman narra o que então se passou: “um guerreiro soprou várias vezes um instrumento e nós mandámos os nossos marinheiros tocar-lhes música de volta”. Os maoris não estariam, todavia, dispostos ao duelo musical. Os sons que emitiam aos holandeses teriam o objectivo de os afugentar. Os indígenas acreditariam que aqueles seres brancos seriam patupaiarehe, fantasmas mitológicos que lhes levariam as mulheres e as crianças. Outras interpretações defendem que Tasman ancorou precisamente na enseada onde ficava a gruta de uma taniwha maori, um monstro réptil imaginário que a tribo temia que os brancos despertassem. Tendo em conta estas ansiedades, a resposta de Tasman e dos seus homens revelou-se inapropriada. Mais maoris se juntaram aos primeiros. Reforçados, desafiaram, por fim, os estrangeiros. Receoso de perder o controlo da situação, Tasman ordenou um disparo preventivo de canhão. O ribombar assustou e afugentou os maori para terra. No dia seguinte, os maoris regressaram em peso e  confrontaram os holandeses, provavelmente com um intenso haka. Tasman terá interpretado que se tratava de uma cerimónia de acolhimento. Após os maori regressarem a terra, ordenou aos marinheiros que aproximassem os navios da costa. Mas, antes que o fizessem, uma canoa maori forçou a colisão com um bote holandês. Um guerreiro nativo golpeou um dos tripulantes no pescoço com um longo chuço e mandou-o borda fora. Quatro outros marinheiros foram mortos, o corpo de um deles arrastado para dentro de uma das canoa waka. Os marinheiros ripostaram com tiros de mosquetes e outras armas. Por fim, convencido de que não era ali bem-vindo, Tasman ordenou a retirada. Desiludido, baptizou o lugar de Baía dos Assassinos e registou que “o encontro os devia ensinar a considerar os habitantes daquelas terras inimigos”. Tasman prosseguiu  rumo a oriente. Ancorou no actual arquipélago de Tonga. Os maori só viriam a avistar outros ocidentais mais de cem anos depois, entre 1769 e 1770, no caso, o incontornável capitão Cook e os seus homens, a bordo do HM Bark Endeavour. Ao contrário dos holandeses, os britânicos voltariam para ficar. Enquanto pioneiro, Tasman manteve a honra de diversos baptismos da zona: o Mar de Tasman. A Baía de Tasman, logo abaixo do Wainui Inlet em que teve lugar o confronto com os maori. Também o Parque Nacional Abel Tasman deslumbrante que, em breve, nos dedicámos a explorar. Regressamos à estrada 60 e a iminência da Golden Bay. Contornamos o amplo Ruataniwha Inlet, atravessamos o rio Aorere sempre por uma manta de retalhos aluviais e rurais de diversos tons de verde. Passamos por Parapara, por Onekaka e por Puramahoi. A sucessão de povoações com nomes maori comprova-nos o predomínio histórico do povo indígena e o respeito que, nos tempos mais recentes, as autoridades pós-coloniais da Nova Zelândia granjearam aos seus condóminos Chegamos a Takaka a tempo de nos instalarmos e darmos uma volta tão curta como a povoação, talvez um pouco maior que Coriscada, a aldeia do distrito da Guarda sua antípoda. Na manhã seguinte, pequeno-almoço despachado bem cedo, fazemo-nos ao PN Abel Tasman. Conduzimos até Kaiteriteri. Lá apanhamos um barco do parque que nos revela os caprichos da costa até à enseada recortada de Anchorage, sob o olhar desconfiado de inúmeros corvos-marinhos. Dali, em diante, tomamos o trilho que serpenteia por aquele domínio costeiro, atentos ao recolher e avançar do mar nos seus sucessivos contornos. O litoral do PN Abel Tasman tem as marés mais pronunciadas de toda a Nova Zelândia. Para que os caminhantes não acabem encurralados, é-lhes requerida uma atenção redobrada. Alguns dos areais são dourados como não pensávamos ser possível. Conferem todo o crédito ao baptismo da Golden Bay acima, a tal de que Tasman se viu forçado a bater em retirada. O mar que os afaga tem um tom verde-esmeralda que parece dourar ainda mais a areia. Para o interior, o sobe e desce do trilho revela incríveis colónias de fetos arbóreos, vários, com copas bem acima das nossas cabeças. Pontes suspensas atravessam desfiladeiros profundos, alguns deles caudais de braços de mar que a maré-cheia preenche num ápice. Aqui e ali, voltamos a descer da floresta para o nível do mar. Passamos por lagoas e piscinas naturais que nos seduzem a voltar a mergulhar. É o caso da Frenchman Bay, um braço de mar em forma de vírgula cercado por vegetação frondosa que alterna entre o branco do leito arenoso drenado e um verde-esmeralda suave que, aos poucos, a entrada de mais água adensa. Seis horas e 20 km depois, entramos na Awaroa Bay. Regressamos ao barco que nos traz de volta a Kaiteriteri e ao carro. Recuperamos energias. Com algum tempo de sobra, intrigados quanto ao que havia tornado as nascentes Te Waikoropupu tão famosas, viajamos até ao seu enigmático reino de água doce. Tal como acontecera ao longo do PN Abel Tasman, voltamos a ver-nos cercados de floresta densa. Chegados ao término de novo trilho, subimos a um varandim de madeira. A vista em redor volta a surpreender-nos. Oito fontes subterrâneas mantinham a transbordar uma enorme lagoa azulada delimitada pela própria base verde do arvoredo. O seu caudal era de tal maneira translúcido que, à laia de aquário, nos permitia apreciar os mais ínfimos pormenores rochosos, arenosos ou vegetais do leito. Medições de visibilidade levadas a cabo determinaram que chegava a 63 metros, atrás apenas de uma outra lagoa subglacial da Antárctida. Alguns patos selvagens lá nadavam e chapinhavam, queríamos acreditar que com prazer redobrado. Tal como acontece na gruta do Wainui Inlet em que Abel Tasman em má hora aportou, segundo creem os maoris, também este lago cristalino é frequentado por uma taniwha. Huriawa é, aliás, uma das três principais taniwhas de Aotearoa (o termo maori para a Nova Zelândia), uma mergulhadora das profundezas da Terra e do mar, que faz do seu modo de vida desbloquear canais das profundezas. Os nativos acreditam que é nas águas sagradas de Te Waikoropupu que repousa da sua actividade frenética. Com o dia prestes a encerrar-se, resolvemos inspirar-nos na mitologia. Sentamo-nos num dos varandins e ficamos a escutar o borbulhar abafado das nascentes, o piar da passarada e o silvar da brisa na vegetação. Abel Tasman desvendou estas paragens maori aos ocidentais há quase quatro séculos. Decorrido todo este tempo, Aotearoa acolhe e recompensa os forasteiros como nunca Tasman sonhou possível.

Wanaka, Nova Zelândia

Que Bem que Se Está no Campo dos Antípodas

Se a Nova Zelândia é conhecida pela sua tranquilidade e intimidade com a Natureza, Wanaka excede qualquer imaginário. Situada num cenário idílico entre o lago homónimo e o místico Mount Aspiring, ascendeu a lugar de culto. Muitos kiwis aspiram a para lá mudar as suas vidas. 

Ilha do Norte, Nova Zelândia

A Caminho da Maoridade

A Nova Zelândia é um dos países em que descendentes de colonos e nativos mais se respeitam. Ao explorarmos a sua lha do Norte, inteirámo-nos do amadurecimento interétnico desta nação tão da Commonwealth como maori e polinésia. 

Península de Banks, Nova Zelândia

Divinal Estilhaço de Terra

Vista do ar, a mais óbvia protuberância da costa leste da Ilha do Sul parece ter implodido vezes sem conta. Vulcânica mas verdejante e bucólica, a Península de Banks confina na sua geomorfologia de quase roda-dentada a essência da sempre invejável vida neozelandesa.

Napier, Nova Zelândia

De volta aos Anos 30 - Calhambeque Tour

Numa cidade reerguida em Art Deco e com atmosfera dos "anos loucos" e seguintes, o meio de locomoção adequado são os elegantes automóveis clássicos dessa era. Em Napier, estão por toda a parte.

Queenstown, Nova Zelândia

Digna de uma Raínha

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades extremas reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.

Christchurch, Nova Zelândia

O Feiticeiro Amaldiçoado

Apesar da sua notoriedade nos antípodas, Ian Channell o bruxo da Nova Zelândia não conseguiu prever ou evitar vários sismos que assolaram Christchurch. O último obrigou-o a mudar-se para casa da mãe.

Tongariro, Nova Zelândia

Os Vulcões de Todas as Discórdias

No final do século XIX, um chefe indígena cedeu os vulcões de Tongariro à coroa britânica. Hoje, parte significativa do povo maori continua a reclamar aos colonos europeus as suas montanhas de fogo.

Nova Zelândia

Quando Contar Ovelhas Tira o Sono

Há 20 anos, a Nova Zelândia tinha 18 ovinos por cada habitante. Por questões políticas e económicas, a média baixou para metade. Nos antípodas, muitos criadores estão preocupados com o seu futuro.

Mount Cook, Nova Zelândia

O Monte Fura Nuvens

O Aoraki/Monte Cook até pode ficar muito aquém do tecto do Mundo mas é a montanha mais imponente e elevada da Nova Zelândia.

Napier, Nova Zelândia

De Volta aos Anos 30

Devastada por um sismo, Napier foi reconstruida num Art Deco quase térreo e vive a fazer de conta que parou nos thirties. Os seus visitantes rendem-se à atmosfera Great Gatsby que a cidade encena.

The Sounds, Nova Zelândia

Os Fiordes dos Antipodas

Um capricho geológico fez da região de Fiordland a mais crua e imponente da Nova Zelândia. Ano após anos, muitos milhares de visitantes veneram o subdomíno retalhado entre Te Anau e o Mar da Tasmânia.

Mount Cook, Nova Zelândia

A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.

Pela sombra
Arquitectura & Design

Miami, E.U.A.

Uma Obra-Prima da Reabilitação Urbana

Na viragem para o século XXI, o bairro de Wynwood mantinha-se repleto de fábricas e armazéns abandonados e grafitados. Tony Goldman, um investidor imobiliário astuto, comprou mais de 25 propriedades e fundou um parque mural. Muito mais que ali homenagear o grafiti, Goldman fundou o grande bastião da criatividade de Miami.

Fogo-de-artifício branco
Aventura

Seward, Alasca

O 4 de Julho Mais Longo

A independência dos E.U.A. é festejada, em Seward, de forma modesta. Para compensar, na cidade que honra o homem que prendou a nação com o seu maior estado, a data e a celebração parecem não ter fim.

Bebé entre reis
Cerimónias e Festividades

Pirenópolis, Brasil

Cruzadas à Brasileira

Os exércitos cristãos expulsaram as forças muçulmanas da Península Ibérica no séc. XV mas, em Pirenópolis, estado brasileiro de Goiás, os súbditos sul-americanos de Carlos Magno continuam a triunfar.

Cidade sem lei
Cidades

Hanói, Vietname

Sob a Ordem do Caos

A capital vietnamita ignora há muito os escassos semáforos, outros sinais de trânsito e os sinaleiros decorativos. Vive num ritmo próprio e numa sincronização de movimentos inatingível pelo Ocidente.

Vendedores de Tsukiji
Comida

Tóquio, Japão

No Reino do Sashimi

Num ano apenas, cada japonês come mais que o seu peso em peixe e marisco. Uma parte considerável é processada e vendida por 65 mil habitantes de Tóquio no maior mercado piscícola do mundo.

Cultura
Mercados

Uma Economia de Mercado

A lei da oferta e da procura dita a sua proliferação. Genéricos ou específicos, cobertos ou a céu aberto, estes espaços dedicados à compra, à venda e à troca são expressões de vida e saúde financeira.
Bola de volta
Desporto

Melbourne, Austrália

O Futebol em que os Australianos Ditam as Regras

Apesar de praticado desde 1841, o AFL Rules football só conquistou parte da grande ilha. A internacionalização nunca passou do papel, travada pela concorrência do râguebi e do futebol clássico.

À sombra da falésia
Em Viagem

Red Centre, Austrália

No Coração Partido da Austrália

O Red Centre abriga alguns dos monumentos naturais incontornáveis da Grande Ilha. Impressiona-nos pela grandiosidade dos cenários mas também a incompatibilidade renovada das suas duas civilizações.

Étnico
Espectáculos

A Terra em Cena

Um pouco por todo o Mundo, cada nação, região ou povoação e até bairro tem a sua cultura. Em viagem, nada é mais recompensador do que admirar, ao vivo e in loco, o que as torna únicas.
Luminosidade caprichosa no Grand Canyon
Fotografia
Luz Natural (Parte 1)

E Fez-se Luz na Terra. Saiba usá-la.

O tema da luz na fotografia é inesgotável. Neste artigo, transmitimos-lhe algumas noções basilares sobre o seu comportamento, para começar, apenas e só face à geolocalização, a altura do dia e do ano.
Tsumago em hora de ponta
História

Magome-Tsumago, Japão

O Caminho Sobrelotado Para o Japão Medieval

Em 1603, o shogun Tokugawa ditou a renovação de um sistema de estradas já milenar. Hoje, o trecho mais famoso da via que unia Edo a Quioto é frequentemente invadido por uma turba ansiosa por evasão.

Realidade e fantasia
Ilhas

Guadalupe

Um Delicioso Contra-Efeito Borboleta

Guadalupe tem a forma de uma mariposa. Basta uma volta por esta Antilha para perceber porque a população se rege pelo mote Pas Ni Problem e levanta o mínimo de ondas, apesar das muitas contrariedades.

Praia Islandesa
Inverno Branco

Islândia

O Aconchego Geotérmico da Ilha do Gelo

A maior parte dos visitantes valoriza os cenários vulcânicos da Islândia pela sua beleza. Os islandeses também deles retiram calor e energia cruciais para a vida que levam às portas do Árctico.

Silhueta e poema
Literatura

Goiás Velho, Brasil

Uma Escritora à Margem do Mundo

Nascida em Goiás, Ana Lins Bretas passou a maior parte da vida longe da família castradora e da cidade. Regressada às origens, continuou a retratar a mentalidade preconceituosa do interior brasileiro

Acima de tudo
Natureza

Graaf-Reinet, África do Sul

Uma Lança Bóer na África do Sul

Nos primeiros tempos coloniais, os exploradores e colonos holandeses tinham pavor do Karoo, uma região de grande calor, grande frio, grandes inundações e grandes secas. Até que a Companhia Holandesa das Índias Orientais lá fundou Graaf-Reinet. De então para cá, a quarta cidade mais antiga da nação arco-íris prosperou numa encruzilhada fascinante da sua história. 

Aposentos dourados
Outono

Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Normatior
Parques Naturais

PN Amboseli, Quénia

Uma Dádiva do Kilimanjaro

O primeiro europeu a aventurar-se nestas paragens masai ficou estupefacto com o que encontrou. E ainda hoje grandes manadas de elefantes e de outros herbívoros vagueiam ao sabor do pasto irrigado pela neve da maior montanha africana.

Sob um céu mais que dourado
Património Mundial Unesco

Goiás Velho, Brasil

Uma Sequela Da Febre do Ouro

Dois séculos após o apogeu da prospecção, perdida no tempo e na vastidão do Planalto Central, Goiás estima a sua admirável arquitectura colonial, a riqueza supreendente que ali continua por descobrir.

Cabana de Brando
Personagens

Apia, Samoa Ocidental

A Anfitriã do Pacífico do Sul

Vendeu burgers aos GI’s na 2ª Guerra Mundial e abriu um hotel que recebeu Marlon Brando e Gary Cooper. Aggie Grey faleceu em 1988 mas o seu legado de acolhimento perdura no Pacífico do Sul.

Dunas no meio do mar
Praia

Bazaruto, Moçambique

A Miragem Invertida de Moçambique

A apenas 30km da costa leste africana, um erg improvável mas imponente desponta do mar translúcido. Bazaruto abriga paisagens e gentes que há muito vivem à parte. Quem desembarca nesta ilha arenosa exuberante depressa se vê numa tempestade de espanto.

Religião
Lhasa, Tibete

Quando o Budismo se Cansa da Meditação

Nem só com silêncio e retiro espiritual se procura o Nirvana. No Mosteiro de Sera, os jovens monges aperfeiçoam o seu saber budista com acesos confrontos dialécticos e bateres de palmas crepitantes.
Em manobras
Sobre carris

Fianarantsoa-Manakara, Madagáscar

A Bordo do TGV Malgaxe

Partimos de Fianarantsoa às 7a.m. Só às 3 da madrugada seguinte completámos os 170km para Manakara. Os nativos chamam a este comboio quase secular Train Grandes Vibrations. Durante a longa viagem, sentimos, bem fortes, as do coração de Madagáscar.

Aos repelões
Sociedade

Perth, Austrália

Cowboys da Oceania

O Texas até fica do outro lado do mundo mas não faltam vaqueiros no país dos coalas e dos cangurus. Rodeos do Outback recriam a versão original e 8 segundos não duram menos no Faroeste australiano.

Vida Quotidiana
Enxame, Moçambique

Área de Serviço à Moda Moçambicana

Repete-se em quase todas as paragens em povoações dignas de aparecer nos mapas. O machimbombo (autocarro) detém-se e é cercado por uma multidão de empresários ansiosos. Os produtos oferecidos podem ser universais como água ou bolachas ou típicos da zona. Nesta região a uns quilômetros de Nampula, fruta tropical é coisa que não falta.
Perigo de praia
Vida Selvagem

Santa Lucia, África do Sul

Uma África Tão Selvagem Quanto Zulu

Na eminência do litoral de Moçambique, a província de KwaZulu-Natal abriga uma inesperada África do Sul. Praias desertas repletas de dunas, vastos pântanos estuarinos e colinas cobertas de nevoeiro preenchem esta terra selvagem também banhada pelo oceano Índico. Partilham-na os súbditos da sempre orgulhosa nação zulu e uma das faunas mais prolíficas e diversificadas do continente africano.

Vale de Kalalau
Voos Panorâmicos

Napali Coast, Havai

As Rugas Deslumbrantes do Havai

Kauai é a ilha mais verde e chuvosa do arquipélago havaiano. Também é a mais antiga. Enquanto a exploramos por terra, mar e ar, espantamo-nos ao vermos como a passagem dos milénios só a favoreceu.