Mar de Aral, Usbequistão

O Lago que o Algodão Absorveu


Barcos em seco

Barcos perdidos no leito seco antes coberto pelo Mar de Aral.

Monumento

Monumento ao Mar de Aral Integral.

Puro espanto

Visitante usbeque examina a carcaça enferrujada de um dos navios que antes sulcava o Mar de Aral.

Sinal desactualizado

Sinalização de estrada a indicar Kizi-Jar, uma povoação antes a meias com as margens do Mar de Aral.

Herança do Algodão

Sequência de barcos enferrujados, alinhados junto à antiga margem do Mar de Aral.

Aral de Arquivo

Imagens de um album num museu dedicado à história do Mar de Aral e de Muynaq.

Recordações dos Velhos Tempos

Funcionária Saltanak mostra um álbum com imagens antigas de Moynaq e do Mar de Aral.

À Entrada de Moynaq

Sinalização de estrada antecipa a chegada a Moynaq.

Ancoradouro sobre duna

Barco enferrujado e encalhado sobre pequena duna.

Conserva

Latas de conservas produzidas pelas fábricas antes instaladas nas margens de um Mar de Aral repleto de peixe.

Saltanak

Funcionária Saltanak.

Aral Expo

Quadros que retratam a antiga vida em redor do Mar de Aral.

Barcos em seco II

Barcos perdidos no leito seco antes coberto pelo Mar de Aral.

Dias de fartura

Pintura exibe o quotidiano piscatório dos velhos dias do Mar de Aral.

Nem Sinal de Mar

Vista do interior de outra embarcação abandonada.

Em 1960, era um dos 4 maiores lagos do mundo mas projectos de irrigação secaram grande parte da água e do modo de vida dos pescadores. Em troca, a URSS inundou o Usbequistão com ouro branco vegetal.

Alguns mapas mostram em tons de verde a vastidão que vai de Nukus a Moynaq. Assinalam, assim, o delta do rio Amu Darya e as suas distintas ramificações que irrigam o estremo oeste da república do Karakalpaquistão, uma região autónoma do Usbequistão. Tínhamos partido da capital, Nukus havia três horas mas continuávamos entregues à aridez poeirenta do deserto de Qizil Qum.

Apesar do percurso algo monótono e de só termos  conhecido recentemente a guia e o motorista, a conversa fluía bem mais que os caudais que continuávamos sem ver: “Se cada visitante estrangeiro trouxesse um balde de água, o Mar de Aral seria salvo” diz-nos Nilufar com a concordância sorridente de Ravshan, mais preocupado em evitar os buracos que minam o quase asfalto. Tão naif como improvável, esta crença depressa se popularizou e foi retida na cultura usbeque, ao mesmo tempo que a comunidade científica e os habitantes da Ásia Central viam o lago mirrar ano após ano, iludidos de que a comunidade internacional acabaria por intervir e convencer os líderes da região a evitar a tragédia anunciada.

Aproximamo-nos de Moynaq, a única cidade portuária do Usbequistão, se alguém se atrever a mencionar tal título nos dias que correm. Passamos um desvio para a fronteira com o Cazaquistão e, mais à frente, surgem portais que anunciam a iminência de outras povoações. “Kizil Jar – Shirkat Xojaligi”: o primeiro comunica o caminho para uma aldeia convertida em associação de produtores agrícolas. Por estranho que pareça, o portal é coroado por uma bandeira do Usbequistão que faz também de barco. Algumas dezenas de quilómetros depois, damos com o que estabelece os limites geográficos de Moynaq, decorado com um peixe a saltar, por ondas e uma ave sobre a água. Não tardamos a encontrar o líquido precioso mas a visão prova-se tão efémera como estranha.

Pequenas manadas de vacas anfíbias percorrem um paul raso e devoram pasto semi-ensopado. O cenário perde-se no horizonte e deixa-nos a pensar se tratará de uma qualquer franja do grande lago. Ravshan recorre ao seu alemão quase fluente, dispensa a tradução e antecipa-se à inevitável questão: “Não, ainda não chegámos ao Aral. Estamos na foz do Amu Darya.” Nilufar restabelece a ordem. “É que foi e é tirada tanta água ao rio que já não tem força para chegar ao leito do lago e espraia-se. Ainda estamos longe de Moynaq e das antigas margens do Aral. É uma velha história, entretanto ficam a perceber tudo.” Nessa altura, já estávamos a par do essencial.

Por volta de 1960, Nikita Krushchev liderava uma União Soviética em plena ascensão na esfera político-económica mundial. Os imensos Cazaquistão e Usbequistão quase passavam despercebidos no território vermelho sem fim mas não aos dirigentes sem escrúpulos do Kremlin.

Desde os tempos de Estaline que o regime ambicionava concretizar projectos agrícolas megalómanos que envolviam o desvio de parte dos caudais dos rios Amu Darya e Syr Darya para irrigação de plantações de algodão conquistadas aos desertos de Qizil Qum e Qara Qum. Apesar de parte considerável da água se perder no transvase devido à má qualidade dos canais, tal como previsto, o cultivo do ouro branco deu origem a enormes lucros. O algodão tornou-se numa das grandes produções da União Soviética e continua a ser a principal exportação do Usbequistão.

Enquanto isso, o tributo milenar dos rios diminuía, como o Mar de Aral que tem hoje cerca de 10% da sua dimensão original e se dividiu em quatro lagos mais pequenos. 

A água afastou-se gradualmente das antigas margens e as comunidades que prosperavam com a pesca viram-se arredadas do seu modo de subsistência tradicional. Mas esse não foi o único problema.

Internamo-nos na povoação sob um calor atroz. O lugar parece deserto e só encontramos vivalma no museu local instalado paredes meias com outras repartições públicas de inspiração soviética, decoradas com murais populistas. “Azis jas jubaylar, sizlerge baxt kulip baqsin” comunica um deles que é como quem diz: “Jovens casais, que Deus vos abençoe”.

Em Moynaq, as palavras dificilmente poderiam fazer sentido. Em tempos, a cidade acolhia dezenas de milhares de habitantes protegidos pela pujança da indústria pesqueira e conserveira. Nos dias que correm, são menos de 9.000 os resistentes, vítimas de um desastre ecológico agravado de cada vez que as tempestades de areia cobrem as ruas e os edifícios de poeiras contaminadas de químicos resultantes da acumulação de fertilizantes e pesticidas no leito seco do Aral.

Os poucos que se atreveram a ficar – a maior parte karakalpaques – estão à mercê de um conjunto de doenças crónicas e agudas, de tal maneira que as mulheres ganharam consciência de que, para protegerem os seus filhos, não os devem amamentar.

Saltanak Aimanova recebe-nos no museu com simpatia protocolar apresenta-nos o que estamos prestes a ver. Mapas explicam a diminuição drástica do lago. Pinturas de Raphael Matevosyan e Fahim Madgazin, entre outros, cobrem as paredes altas. Exibem cenários portuários produtivos e pitorescos, com as tonalidades e texturas – areias, neves e vegetação – ditadas pelos profundos contrastes climatéricos da região. Noutro sector, surgem empilhadas centenas de latas de conserva com designs soviéticos, resultados coloridos e artísticos da faina e da indústria que davam sentido a tantas vidas.

Junto à entrada, folheamos um álbum repleto de grandes fotografias a preto e branco do dia-a-dia de Moynaq, a bordo das embarcações e nas fábricas em que a pescaria era processada.

Saltanak vê-nos examinar o livro com interesse redobrado, intervém e pede a ajuda de Nilufar que nos traduz a sua mistura de usbeque com karakalpaque: “Eu era bem pequena, mas lembro-me de o meu pai me levar para o trabalho e de me maravilhar com as descargas dos enormes esturjões e peixes-gato.”

À medida que o caudal dos grandes rios tributários foi desviado para os campos de algodão, a água ligeiramente salobra em que aquelas e outras 20 espécies de peixes proliferavam, tornou-se cada vez mais escassa e salina. A determinada altura, recuou tanto que não mais se via do litoral e deixou as embarcações de pesca encalhadas no leito seco, num estado, ainda assim, não tão decadente como o que estávamos prestes a encontrar.

Despedimo-nos e deixamos o museu. Ravshan  e Nilufar conduzem-nos ao limite oposto da povoação e a um promontório encimado por um monumento aguçado de cimento que remete para os tempos fartos do Aral, e em cuja sombra dormita um homem karakalpaque.

Dali, avistamos o areal sem fim aparente e salpicado de arbustos, em tempos coberto pelo lago e, no sopé da encosta, uma série de carcaças de embarcações alinhadas. Descemos e exploramos de perto e sobre os convés retorcidos aquela misteriosa herança de ferrugem que as autoridades da região resolveram mover da sua posição original no lago para melhor satisfazerem a curiosidade dos visitantes. É algo que, segundo apuramos mais tarde, o tal homem raramente se presta a fazer.

Já em Tashkent, a capital usbeque, falamos com Temur, o chefe de Nilufar e de Ravshan sobre a viagem e, por alguma razão, mencionamos o monumento e o nativo karakalpaque.

“Ah já sei de quem é que estão a falar, exclama entusiasmado, Temur. Esse homem está sempre por ali mas quase nunca fala com quem chega. Uma vez, sem eu saber muito bem porquê, engraçou comigo e contou-me uma série de coisas sobre os velhos tempos de Moynaq: que o Mar de Aral era tão profundo que chegava quase ao topo do miradouro onde colocaram agora o monumento. Que os nativos se deslocavam a partir dali, de helicóptero, para outras povoações lacustres distantes. Que, no pino do Inverno, as extremidades do lago gelavam de tal maneira que os pescadores usavam cavalos para ir buscar as redes às zonas interiores ainda desbloqueadas.  Que chegaram a acontecer acidentes e vários cavalos e pessoas se afogaram na água gélida ou foram salvos in extremis pelos helicópteros que as vítimas avisavam com disparos de sinalização e dispositivos de radar de segurança.

De si, o tal karakalpaque falou pouco. Contou apenas a Temur que o barco em que trabalhava se chamava ‘Буйный’ (revoltoso ou tempestuoso). Como fez ao Mar de Aral, o algodão usbeque secou-lhe a identidade.

Usbequistão

Viagem Pelo Pseudo-Alcatrão do Usbequistão

Os séculos passaram. As velhas e degradadas estradas soviéticas sulcam os desertos e oásis antes atravessados pelas caravanas da Rota da Seda. Sujeitos ao seu jugo durante uma semana, vivemos cada paragem e incursão nos lugares e cenários usbeques como recompensas rodoviárias históricas.

Tbilissi, Geórgia

Geórgia ainda com Perfume a Revolução das Rosas

Em 2003, uma sublevação político-popular fez a esfera de poder na Geórgia inclinar-se do Leste para Ocidente. De então para cá, a capital Tbilisi não renegou nem os seus séculos de história também soviética, nem o pressuposto revolucionário de se integrar na Europa. Quando a visitamos, deslumbramo-nos com a fascinante mixagem das suas passadas vidas.

Uplistsikhe e Gori, Geórgia

Do Berço da Geórgia à Infância de Estaline

À descoberta do Cáucaso, exploramos Uplistsikhe, uma cidade troglodita antecessora da Geórgia. E a apenas 10km, em Gori, damos com o lugar da infância conturbada de Joseb Jughashvili, que se tornaria o mais famoso e tirano dos líderes soviéticos.

Samarcanda, Usbequistão

O Sultão Astrónomo

Neto de um dos grandes conquistadores da Ásia Central, Ulugh Beg preferiu as ciências. Em 1428, construiu um observatório espacial em Samarcanda. Os seus estudos dos astros levaram-lhe o nome a uma cratera da Lua. 

Margilan, Usbequistão

Um Ganha-Pão do Usbequistão

Numa de muitas padarias de Margilan, desgastado pelo calor intenso do forno tandyr, o padeiro Maruf'Jon trabalha meio-cozido como os distintos pães tradicionais vendidos por todo o Usbequistão

Vale da Morte, E.U.A.

O Ressuscitar do Lugar Mais Quente

Desde 1921 que Al Aziziyah, na Líbia, era considerado o lugar mais quente do Planeta. Mas a polémica em redor dos 58º ali medidos fez com que, 99 anos depois, o título fosse devolvido ao Vale da Morte.

Vale de Fergana, Usbequistão

A Nação a Que Não Falta o Pão

Poucos países empregam os cereais como o Usbequistão. Nesta república da Ásia Central, o pão tem um papel vital e social. Os Usbeques produzem-no e consomem-no com devoção e em abundância.

Samarcanda, Usbequistão

Um Desvio na Rota da Seda

Em Samarcanda, o algodão é agora o bem mais transaccionado e os Ladas e Chevrolets substituíram os camelos. Hoje, em vez de caravanas, Marco Polo iria encontrar os piores condutores do Usbequistão.

Wilkommen in Africa
Arquitectura & Design

Lüderitz, Namibia

Wilkommen in Afrika

O chanceler Bismarck sempre desdenhou as possessões ultramarinas. Contra a sua vontade e todas as probabilidades, em plena Corrida a África, o mercador Adolf Lüderitz forçou a Alemanha assumir um recanto inóspito do continente. A cidade homónima prosperou e preserva uma das heranças mais excêntricas do império germânico.

Alturas Tibetanas
Aventura

Mal de Altitude: não é mau. É péssimo!

Em viagem, acontece vermo-nos confrontados com a falta de tempo para explorar um lugar tão imperdível como elevado. Ditam a medicina e a experiência que não se deve arriscar subir à pressa.
Natal de todas as cores
Cerimónias e Festividades
Shillong, India

Selfiestão de Natal num Baluarte Cristão da Índia

Chega Dezembro. Com uma população em larga medida cristã, o estado de Meghalaya sincroniza a sua Natividade com a do Ocidente e destoa do sobrelotado subcontinente hindu e muçulmano. Shillong, a capital, resplandece de fé, felicidade, jingle bells e iluminações garridas. Para deslumbre dos veraneantes indianos de outras partes e credos.
Marcha Patriota
Cidades

Taiwan

Formosa mas Não Segura

Os navegadores portugueses não podiam imaginar o imbróglio reservado à ilha que os encantou. Passados quase 500 anos, Taiwan prospera, algures entre a independência e a integração na grande China.

Muito que escolher
Comida

São Tomé e Príncipe

Que Nunca Lhes Falte o Cacau

No início do séc. XX, São Tomé e Príncipe geravam mais cacau que qualquer outro território. Graças à dedicação de alguns empreendedores, a produção subsiste e as duas ilhas sabem ao melhor chocolate.

Casal Gótico
Cultura

Matarraña a Alcanar, Espanha

Uma Espanha Medieval

De viagem por terras de Aragão e Valência, damos com torres e ameias destacadas de casarios que preenchem as encostas. Km após km, estas visões vão-se provando tão anacrónicas como fascinantes.

Desporto
Competições

Uma Espécie Sempre à Prova

Está-nos nos genes. Seja pelo prazer de participar, por títulos, honra ou dinheiro, os confrontos dão sentido à vida. Surgem sob a forma de modalidades sem conta, umas mais excêntricas que outras.
Em Viagem
Enxame, Moçambique

Área de Serviço à Moda Moçambicana

Repete-se em quase todas as paragens em povoações dignas de aparecer nos mapas. O machimbombo (autocarro) detém-se e é cercado por uma multidão de empresários ansiosos. Os produtos oferecidos podem ser universais como água ou bolachas ou típicos da zona. Nesta região a uns quilômetros de Nampula, fruta tropical é coisa que não falta.
Étnico
Pueblos del Sur, Venezuela

Os Pauliteiros de Mérida e Cia

A partir do início do século XVII, com os colonos hispânicos e, mais recentemente, com os emigrantes portugueses consolidaram-se nos Pueblos del Sur, costumes e tradições bem conhecidas na Península Ibérica e, em particular, no norte de Portugal.
Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
Pedra vs Planta
História

Grande Zimbabwe

Grande Zimbabwe, Mistério sem Fim

Entre os séculos XI e XIV, povos Bantu ergueram aquela que se tornou a maior cidade medieval da África sub-saariana. De 1500 em diante, à passagem dos primeiros exploradores portugueses chegados de Moçambique, a cidade estava já em declínio. As suas ruínas que inspiraram o nome da actual nação zimbabweana encerram inúmeras questões por responder.

Cabana de Brando
Ilhas

Apia, Samoa Ocidental

A Anfitriã do Pacífico do Sul

Vendeu burgers aos GI’s na 2ª Guerra Mundial e abriu um hotel que recebeu Marlon Brando e Gary Cooper. Aggie Grey faleceu em 1988 mas o seu legado de acolhimento perdura no Pacífico do Sul.

Verificação da correspondência
Inverno Branco

Rovaniemi, Finlândia

Árctico Natalício

Fartos de esperar pela descida do velhote de barbas pela chaminé, invertemos a história. Aproveitamos uma viagem à Lapónia Finlandesa e passamos pelo seu furtivo lar. 

Suspeitos
Literatura

São Petersburgo, Rússia

Na Pista de “Crime e Castigo”

Em São Peterburgo, não resistimos a investigar a inspiração para as personagens vis do romance mais famoso de Fiódor Dostoiévski: as suas próprias lástimas e as misérias de certos concidadãos.

Casinhas de outros tempos
Natureza

Chã das Caldeiras, Cabo Verde

Um Clã “Francês” à Mercê do Fogo

Em 1870, um conde nascido em Grenoble a caminho de um exílio brasileiro, fez escala em Cabo Verde onde as beldades nativas o prenderam à ilha do Fogo. Dois dos seus filhos instalaram-se em plena cratera do vulcão e lá continuaram a criar descendência. Nem a destruição causada pelas recentes erupções demove os prolíficos Montrond do “condado” que fundaram na Chã das Caldeiras.

Aposentos dourados
Outono

Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Esqui
Parques Naturais

Lapónia, Finlândia

Sob o Encanto Gélido do Árctico

Estamos a 66º Norte e às portas da Lapónia. Por estes lados, a paisagem branca é de todos e de ninguém como as árvores cobertas de neve, o frio atroz e a noite sem fim.

Água grande
Património Mundial Unesco

Cataratas Iguaçu, Brasil/Argentina

O Grande Splash

Após um longo percurso tropical, o rio Iguaçu dá o mergulho dos mergulhos. Ali, na fronteira entre o Brasil e a Argentina, formam-se as cataratas maiores e mais impressionantes à face da Terra.

Palestra
Personagens

Christchurch, Nova Zelândia

O Feiticeiro Amaldiçoado

Apesar da sua notoriedade nos antípodas, Ian Channell o bruxo da Nova Zelândia não conseguiu prever ou evitar vários sismos que assolaram Christchurch. O último obrigou-o a mudar-se para casa da mãe.

Cap 110
Praia

Martinica, Antilhas Francesas

Caraíbas de Baguete debaixo do Braço

Circulamos pela Martinica tão livremente como o Euro e as bandeiras tricolores esvoaçam supremas. Mas este pedaço de França é vulcânico e luxuriante. Surge no coração insular das Américas e tem um delicioso sabor a África.

Budismo XXL
Religião

Tawang, Índia

O Vale Místico da Profunda Discórdia

No limiar norte da província indiana de Arunachal Pradesh, Tawang abriga cenários dramáticos de montanha, aldeias de etnia Mompa e mosteiros budistas majestosos. Mesmo se desde 1962 os rivais chineses não o trespassam, Pequim olha para este domínio como parte do seu Tibete. De acordo, há muito que a religiosidade e o espiritualismo ali comungam com um forte militarismo.

White Pass & Yukon Train
Sobre carris

Skagway, Alasca

Uma Variante da Corrida ao Ouro do Klondike

A última grande febre do ouro norte-americana passou há muito. Hoje em dia, centenas de cruzeiros despejam, todos os Verões, milhares de visitantes endinheirados nas ruas repletas de lojas de Skagway.

Solidão andina
Sociedade

Mérida, Venezuela

A Renovação Vertiginosa do Teleférico mais Alto do Mundo

Em execução desde 2010, a reconstrução do teleférico de Mérida chegou à sua estação terminal. Foi levada a cabo nas montanhas andinas por operários intrépidos que sofreram na pele a grandeza da obra.

O projeccionista
Vida Quotidiana

Sainte-Luce, Martinica

Um Projeccionista Saudoso

De 1954 a 1983, Gérard Pierre projectou muitos dos filmes famosos que chegavam à Martinica. 30 anos após o fecho da sala em que trabalhava, ainda custava a este nativo nostálgico mudar de bobine.

Refeição destemida
Vida Selvagem

Norte de Queensland, Austrália

Uma Austrália Demasiado Selvagem

Os ciclones e as inundações são só a expressão meteorológica da rudeza tropical de Queensland. Quando não é o tempo, é a fauna mortal da região que mantém os seus habitantes sob alerta.

Os sounds
Voos Panorâmicos

The Sounds, Nova Zelândia

Os Fiordes dos Antipodas

Um capricho geológico fez da região de Fiordland a mais crua e imponente da Nova Zelândia. Ano após anos, muitos milhares de visitantes veneram o subdomíno retalhado entre Te Anau e o Mar da Tasmânia.