Seward, Alasca

O 4 de Julho Mais Longo


Fogo-de-artifício branco

Por volta da meia-noite de 4 de Julho, Seward é prendada com fogo-de-artifício. Ainda é de dia.

Pés em ferida

Corredora examina os pés feridos após terminar a sua participação na prova exigente do Mount Marathon.

Tio Sam e miuda

Miúda mostra afeição pela pátria na sua casa de Seward.

Parada

Adolescentes seguem a bordo de um carro durante o desfile do 4 de Julho de Seward.

Atleta nacionalista

Corredora com as cores da "Stars & Stripes" prestes a cortar a meta da prova do Mount Marathon.

Em representação da pátria

Porta-bandeiras dos E.U.A. e da cidade de Seward na dianteira do cortejo do 4 de Julho.

Stripes'n' Stars

Participante no cortejo do 4 de Julho, trajada a rigor para a celebração.

Yukon bar

Transeuntes percorrem uma rua animada pela música do Yukon Bar.

Montra de peixe

Trabalhadores do porto de Seward terminam de expor o peixe apanhado ao largo por um grupo de pescadores do Lower 48.

Seward 501

Adolescente deixa uma vivenda nacionalista de Seward.

Chevrolets de outro tempo

Carrinhas Chevrolet antigas participam no cortejo e quebram o padrão patriota azul e vermelho do dia.

Fogo Fátuo

Alasquenses assistem a explosões contidas de fogo de artifício contra o céu de noite branca - à meia-noite - sobre Seward.

Motivos Juke

Jovens alasquenses seguem a bordo de uma camioneta do Teen & Youth Center de Seward.

Auto-Patriotismo

Decoração patriota de um bólide americano clássico, em destaque durante a parada do 4 de Julho.

Brown & Hawkins

Público aguarda uma entrega de prémios em frente a um bar famoso da pequena Seward.

A independência dos E.U.A. é festejada, em Seward, de forma modesta. Para compensar, na cidade que honra o homem que prendou a nação com o seu maior estado, a data e a celebração parecem não ter fim.

Pode soar estranho mas um dos eventos que os habitantes de Seward mais gostam de contar e explicar aos forasteiros é a destruição quase absoluta da sua antiga cidade. Às 5.36 da tarde da Sexta-Feira Santa de 1964, o Alasca foi assolado por um dos maiores tremores de terra até hoje registados. O abalo atingiu os 9.2 na escala de Richter. Além da destruição directa causada pela liquefação do solo, deu origem a um tsunami com ondas de 8 metros que submergiram e devastaram a pequena povoação instalada sobre uma planície aluvial do rio Ressurection e forçaram a sua reconstrução no sopé algo mais abrigado do Monte Marathon. Talvez devido ao medo sempre latente de a catástrofe se repetir e os obrigar a fugir montanha acima, os moradores da cidade – como os de outras partes do Alasca – valorizam o atletismo alternativo como poucos e deliram com a prova rainha tresloucada do grande estado. Assim que chegamos à baixa de Seward, percebemos como os seus participantes são os grandes heróis do Independence Day local.

Não devem chegar a cinco as avenidas da povoação esguia. A meio da manhã, a 4a concentra já uma multidão de espectadores curiosos que conquistaram os lugares ideais para apreciar a parada iminente. Estão quase todos munidos de binóculos e de máquinas fotográficas com grandes teleobjectivas que apontam para a encosta em frente. Passamos os olhos pelas alturas longínquas e só vemos pequenas nuvens de pó separadas por alguns metros. Mas a Mount Marathon Race vem mais próximo do que pensamos. Sem aviso, os corredores da dianteira irrompem de uma rua perpendicular. São brindados com aplausos e gritos entusiastas mas nem assim disfarçam o sofrimento causado pelo calor inesperado nestas latitudes e pelo percurso de 5km que os forçou a galgar 921 metros quase verticais e a descer, à máxima velocidade possível, para o nível do mar.

Vencem a recta final a cambalear. Depois cruzam a meta em jeito de mergulho e entregam-se ao reconforto horizontal do asfalto. Durante algumas horas, centenas de perseguidores juntam-se-lhes em estados tão ou mais lastimáveis. De tal maneira que, os últimos participantes a terminar a prova, se veem integrados no entretanto recém-chegado cortejo do Fourth of July.

Humilde mas arrumado, o desfile arrepia de orgulho os espectadores fervorosos. Vemo-los, vestidos de stars and stripes e a agitarem bandeiras com o inevitável padrão. Saúdam os compatriotas que seguem a cavalo, a bordo de calhambeques, bólides guiados por milionários inchados, em carrinhas agrícolas e nos veículos dos bombeiros. Apanham guloseimas atiradas com demasiada força por crianças traquinas e admiram as coreografias de um grupo de majorettes adolescentes.

“Gostávamos de pedir o vosso aplauso para estes grandes americanos que se sacrificaram em nome dos E.U.A. e do desporto” ressoa o apresentador de serviço. O último dos corredores tinha completado a Marathon Race havia pouco tempo e vários outros participantes atrasados recebiam ainda assistência no posto médico montado para o que desse e viesse. Até então, os piores casos tratáveis resumiam-se a pés em sangue, princípios de desidratação e desmaios de pura exaustão. Mas em 2009, um incidente mais extremo nunca teve remédio e a vítima até foi um médico. Aos 49 anos, Joe Hengy chegou do Minnesota entusiasmado por realizar o velho sonho de participar na corrida. 

Durante a prova, já próximo do sopé do monte, escorregou e rolou penhasco abaixo. Três dias depois, faleceu dos ferimentos que sofreu na cabeça. Mais tarde, um dos seus filhos visitou os governantes da cidade e pediu-lhes que colocassem sinalização e barreiras no trilho para evitar que novas tragédias acontecessem aos corredores pouco familiarizados com a montanha.

Placas e tabuletas foram coisas que nunca faltaram na feira que serve a comemoração. Cada núcleo associativo de Seward aproveita a ocasião para promover os seus ideais ou produtos. Acabamos por nos juntar à Igreja Adventista do Sétimo Dia que nos seduziu com as únicas  American Pies milagrosas do recinto, irresistíveis e vendidas a um só dólar.

Só William H. Seward conseguiu melhor negócio. A cidade que adoptou o seu apelido e o Alasca em geral devem-lhe o patriotismo que celebram, todos os anos, no quarto dia do sétimo mês.

Os russos dominaram Alasca até 1867. Mas os conflitos internos e com as tribos indígenas, os gastos cada vez mais excessivos com o transporte das peles que comerciavam, a manutenção da colónia em geral e o envolvimento nas guerras napoleónicas arrasaram o seu tesouro nacional. Desesperado com a situação, o Czar Alexander II decidiu vender o território aos Estados Unidos. Do lado dos americanos, Seward, Secretário de Estado de Lincoln foi o político indigitado para conduzir as negociações. Acabou por o comprar por 7.2 milhões de dólares, um valor inferior a dois cêntimos por acre. Na altura, o partido Republicano chamou à transacção “A Loucura de Seward”. Treze anos depois, prospectores norte-americanos descobriram ouro no Canal Gastineau. Esse filão e outros entretanto achados depressa renderam mais de 150 milhões de dólares. Desde então, a sorte alasquense nunca mais abandonou os Estados Unidos e o lucro continua a aumentar. Para os russos, só sobrou o arrependimento.

O Alasca prova-se generoso até no que diz respeito à sua fauna marinha e nada recompensa mais um pescador inveterado que uma boa pescaria no Dia da Independência. São já nove da noite quando caminhamos pelo passadiço sobre o mar da Ressurection Bay e damos com um exemplo perfeito.

Estamos num extremo territorial do capitalismo mas nem por isso o feriado é para todos. Três empregados da doca penduram na montra e balança do porto os espécimes apanhados por um grupo de compinchas do Lower 48. Quando a composição fica pronta, um funcionário com visual ZZ Top convoca-os para a fotografia, junto dos peixes e sob uma placa que não deixa lugar a dúvidas: “Caught At Seward, Alasca”.

Continuamos a explorar a baixa litoral, ainda bem iluminada por um sol que continua muito acima do horizonte. Por essa altura, a comemoração mudou-se para bares com música ao vivo como o Seward Alehouse da entretanto desimpedida 4a Avenida. Mas também para os jardins de inúmeras vivendas, inevitavelmente decoradas com bandeiras dos EUA.

Famílias e amigos divertem-se em churrascos generosos regados a Alaskan e a outras cervejas regionais. Num dos quintais porque passamos, os convivas discutem o estado da nação a alta voz. Noutra casa, uma miúda que veste o seu melhor vestido de Domingo, prefere refugiar-se das conversas dos adultos e brinca com um Uncle Sam insuflável.

Nem estes alasquenses em festa nem o dia dão sinais de cansaço. Ao invés, a população temporária de Seward é reforçada pela chegada de visitantes das povoações em redor que afluem para as varandas em redor da marina. Os relógios avançam para a meia-noite mas a escuridão nunca se instala. Em seu lugar, o céu e a água da baía partilham o azulão de um lusco-fusco que não se rende. O tom faz um fundo perfeito para o fogo de artifício garrido que se segue e reanima os espectadores para a comemoração. O Verão do Alasca ainda vai a meio. Este 4 de Julho boreal só acaba quando acabar.

Key West, E.U.A.

O Faroeste Tropical dos E.U.A.

Chegamos ao fim da Overseas Highway e ao derradeiro reduto das propagadas Florida Keys. Os Estados Unidos continentais entregam-se, aqui, a uma deslumbrante vastidão marinha esmeralda-turquesa. E a um devaneio meridional alentado por uma espécie de feitiço caribenho.

Ketchikan, Alasca

Aqui Começa o Alasca

A realidade passa despercebida a boa parte do mundo, mas existem dois Alascas. Em termos urbanos, o estado é inaugurado no sul do seu oculto cabo de frigideira, uma faixa de terra separada dos restantes E.U.A. pelo litoral oeste do Canadá. Ketchikan, é a mais meridional das cidades alasquenses, a sua Capital da Chuva e a Capital Mundial do Salmão.

Anchorage a Homer, E.U.A.

Viagem ao Fim da Estrada Alasquense

Se Anchorage se tornou a grande cidade do 49º estado dos E.U.A., Homer, a 350km, é a sua mais famosa estrada sem saída. Os veteranos destas paragens consideram esta estranha língua de terra solo sagrado. Também veneram o facto de, dali, não poderem continuar para lado nenhum. 

Denali, Alasca

O Tecto Sagrado da América do Norte

Os indígenas Athabascan chamaram-no Denali, ou o Grande e reverenciam a sua altivez. Esta montanha deslumbrante suscitou a cobiça dos montanhistas e uma longa sucessão de ascensões recordistas.

Busselton, Austrália

2000 metros em Estilo Aussie

Em 1853, Busselton foi dotada de um dos pontões então mais longos do Mundo. Quando a estrutura decaiu, os moradores decidiram dar a volta ao problema. Desde 1996 que o fazem, todos os anos, a nadar.

Competições

Uma Espécie Sempre à Prova

Está-nos nos genes. Seja pelo prazer de participar, por títulos, honra ou dinheiro, os confrontos dão sentido à vida. Surgem sob a forma de modalidades sem conta, umas mais excêntricas que outras.

Sitka, Alasca

Memórias de Uma América que Já foi Russa

134 anos após o início da colonização, o czar Alexandre II teve que vender parte do actual 49º estado dos EUA. Em Sitka, encontramos heranças desses colonos e dos nativos que os combateram.

Juneau, Alasca

Na Capital Diminuta do Grande Norte

De Junho a Agosto, Juneau desaparece por detrás dos navios de cruzeiro que atracam na sua doca-marginal. Ainda assim, é nesta cidade ínfima que se decidem os destinos do 49º estado norte-americano.

Talkeetna, Alasca

Vida à Moda do Alasca

Em tempos um mero entreposto mineiro, Talkeetna rejuvenesceu, em 1950, para servir os alpinistas do Monte McKinley. A povoação é, de longe, a mais alternativa e cativante entre Anchorage e Fairbanks.

Prince William Sound, Alasca

Alasca Colossal

Encaixado contra as montanhas Chugach, Prince William Sound abriga alguns dos cenários descomunais do 49º estado. Nem sismos poderosos nem uma maré negra devastadora afectaram o seu esplendor natural.

Valdez, Alasca

Na Rota do Ouro Negro

Em 1989, o petroleiro Exxon Valdez provocou um enorme desastre ambientai. A embarcação deixou de sulcar os mares mas a cidade vitimada que lhe deu o nome continua no rumo do crude do oceano Árctico.

Sirocco
Arquitectura & Design

Helsínquia, Finlândia

O Design que Veio do Frio

Com parte do território acima do Círculo Polar Árctico, os finlandeses respondem ao clima com soluções eficientes e uma obsessão pela estética e pelo modernismo inspirada pela vizinha Escandinávia.

Alturas Tibetanas
Aventura

Mal de Altitude: não é mau. É péssimo!

Em viagem, acontece vermo-nos confrontados com a falta de tempo para explorar um lugar tão imperdível como elevado. Ditam a medicina e a experiência que não se deve arriscar subir à pressa.
Voo marinho
Cerimónias e Festividades

Ilha da Páscoa, Chile

A Descolagem e a Queda do Culto do Homem-Pássaro

Até ao século XVI, os nativos da Ilha da Páscoa esculpiram e idolatraram enormes deuses de pedra. De um momento para o outro, começaram a derrubar os seus moais. Sucedeu-se a veneração de tangatu manu, um líder meio humano meio sagrado, decretado após uma competição dramática pela conquista de um ovo.

Bar sobre o grande estuário
Cidades

Sydney, Austrália

De Desterro de Criminosos a Cidade Exemplar

A primeira das colónias australianas foi erguida por reclusos desterrados. Hoje, os aussies de Sydney gabam-se de antigos condenados da sua árvore genealógica e orgulham-se da prosperidade cosmopolita da megalópole que habitam. 

Ilha menor
Comida

Tonga, Samoa Ocidental, Polinésia

Pacífico XXL

Durante séculos, os nativos das ilhas polinésias subsistiram da terra e do mar. Até que a intrusão das potências coloniais e a posterior introdução de peças de carne gordas, da fast-food e das bebidas açucaradas geraram uma praga de diabetes e de obesidade. Hoje, enquanto boa parte do PIB nacional de Tonga, de Samoa Ocidental e vizinhas é desperdiçado nesses “venenos ocidentais”, os pescadores mal conseguem vender o seu peixe.

Cultura
Lagoa de Jok​ülsárlón, Islândia

O Canto e o Gelo

Criada pela água do oceano Árctico e pelo degelo do maior glaciar da Europa, Jokülsárlón forma um domínio frígido e imponente. Os islandeses reverenciam-na e prestam-lhe surpreendentes homenagens.
Bola de volta
Desporto

Melbourne, Austrália

O Futebol em que os Australianos Ditam as Regras

Apesar de praticado desde 1841, o AFL Rules football só conquistou parte da grande ilha. A internacionalização nunca passou do papel, travada pela concorrência do râguebi e do futebol clássico.

Pórtico do tempo
Em Viagem

Usbequistão

Viagem Pelo Pseudo-Alcatrão do Usbequistão

Os séculos passaram. As velhas e degradadas estradas soviéticas sulcam os desertos e oásis antes atravessados pelas caravanas da Rota da Seda. Sujeitos ao seu jugo durante uma semana, vivemos cada paragem e incursão nos lugares e cenários usbeques como recompensas rodoviárias históricas.

Paz de "cenote"
Étnico

Iucatão, México

O Fim do Fim do Mundo

O dia anunciado passou mas o Apocalipse teimou em não chegar. Na Mesoamérica, os maias da actualidade observaram e aturaram, incrédulos, toda a histeria em redor do seu calendário.

Luminosidade caprichosa no Grand Canyon
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Luz Natural (Parte 1)

E Fez-se Luz na Terra. Saiba usá-la.

O tema da luz na fotografia é inesgotável. Neste artigo, transmitimos-lhe algumas noções basilares sobre o seu comportamento, para começar, apenas e só face à geolocalização, a altura do dia e do ano.
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Sul do Belize

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A caminho da Guatemala, constatamos como a existência proscrita do povo garifuna, descendente de escravos africanos e de índios arawaks, contrasta com a de vários redutos balneares bem mais airosos.

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A Nova Caledónia sempre questionou a integração na longínqua França. Em Ouvéa, encontramos uma história de resistência mas também nativos que preferem a cidadania e os privilégios francófonos.

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O Aconchego Geotérmico da Ilha do Gelo

A maior parte dos visitantes valoriza os cenários vulcânicos da Islândia pela sua beleza. Os islandeses também deles retiram calor e energia cruciais para a vida que levam às portas do Árctico.

Baie d'Oro
Literatura

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A Ilha que se Encostou ao Paraíso

Em 1964, Katsura Morimura deliciou o Japão com um romance-turquesa passado em Ouvéa. Mas a vizinha Île-des-Pins apoderou-se do título "A Ilha mais próxima do Paraíso" e extasia os seus visitantes.

Um rasto na madrugada
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Damaraland, Namíbia

Namíbia On the Rocks

Centenas de quilómetros para norte de Swakopmund, muitos mais das dunas emblemáticas de Sossuvlei, Damaraland acolhe desertos entrecortados por colinas de rochas avermelhadas, a maior montanha e a arte rupestre decana da jovem nação. Os colonos sul-africanos baptizaram esta região em função dos Damara, uma das suas etnias. Só estes e outros habitantes comprovam que fica na Terra.

Aposentos dourados
Outono

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Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Punta Cahuita
Parques Naturais

Cahuita, Costa Rica

Costa Rica de Rastas

Em viagem pela América Central, exploramos um litoral costariquenho tão afro quanto caribenho. Em Cahuita, a Pura Vida inspira-se numa fé excêntrica em Jah e numa devoção alucinante pela cannabis.

Victoria falls
Património Mundial Unesco

Victoria Falls, Zimbabwe

O Presente Trovejante de Livingstone

O explorador procurava uma rota para o Índico quando nativos o conduziram a um salto do rio Zambeze. As quedas d'água que encontrou eram tão majestosas que decidiu baptizá-las em honra da sua raínha

Verificação da correspondência
Personagens

Rovaniemi, Finlândia

Árctico Natalício

Fartos de esperar pela descida do velhote de barbas pela chaminé, invertemos a história. Aproveitamos uma viagem à Lapónia Finlandesa e passamos pelo seu furtivo lar. 

Praia
Gizo, Ilhas Salomão

Gala dos Pequenos Cantores de Saeraghi

Em Gizo, ainda são bem visíveis os estragos provocados pelo tsunami que assolou as ilhas Salomão. No litoral de Saeraghi, a felicidade balnear das crianças contrasta com a sua herança de desolação.
Cortejo Ortodoxo
Religião
Suzdal, Rússia

Séculos de Devoção a um Monge Devoto

Eutímio foi um asceta russo do século XIV que se entregou a Deus de corpo e alma. A sua fé inspirou a religiosidade de Suzdal. Os crentes da cidade veneram-no como ao santo em que se tornou.
White Pass & Yukon Train
Sobre carris

Skagway, Alasca

Uma Variante da Corrida ao Ouro do Klondike

A última grande febre do ouro norte-americana passou há muito. Hoje em dia, centenas de cruzeiros despejam, todos os Verões, milhares de visitantes endinheirados nas ruas repletas de lojas de Skagway.

Sociedade
Mercados

Uma Economia de Mercado

A lei da oferta e da procura dita a sua proliferação. Genéricos ou específicos, cobertos ou a céu aberto, estes espaços dedicados à compra, à venda e à troca são expressões de vida e saúde financeira.
Um
Vida Quotidiana

Talisay City, Filipinas

Monumento a um Amor Luso-Filipino

No final do século XIX, Mariano Lacson, um fazendeiro filipino e Maria Braga, uma portuguesa de Macau, apaixonaram-se e casaram. Durante a gravidez do que seria o seu 11º filho, Maria sucumbiu a uma queda. Destroçado, Mariano ergueu uma mansão em sua honra. Em plena 2ª Guerra Mundial, a mansão foi incendiada mas as ruínas elegantes que resistiram eternizam a sua trágica relação.

Acima de tudo
Vida Selvagem

Graaf-Reinet, África do Sul

Uma Lança Bóer na África do Sul

Nos primeiros tempos coloniais, os exploradores e colonos holandeses tinham pavor do Karoo, uma região de grande calor, grande frio, grandes inundações e grandes secas. Até que a Companhia Holandesa das Índias Orientais lá fundou Graaf-Reinet. De então para cá, a quarta cidade mais antiga da nação arco-íris prosperou numa encruzilhada fascinante da sua história. 

Vale de Kalalau
Voos Panorâmicos

Napali Coast, Havai

As Rugas Deslumbrantes do Havai

Kauai é a ilha mais verde e chuvosa do arquipélago havaiano. Também é a mais antiga. Enquanto a exploramos por terra, mar e ar, espantamo-nos ao vermos como a passagem dos milénios só a favoreceu.