Tbilissi, Geórgia

Geórgia ainda com Perfume a Revolução das Rosas


Minhocas

Os edifícios MUITO polémicos do Music Theatre and Exhibition Hall, em pleno vale do rio Mtkvari (Kura) que passa a meio da cidade.

Manobras de fé

Trabalhadores tentam colocar um cartaz religioso ortodoxo junto à Igreja da Assunção de Metekhi,  contra os caprichos do vento.

Por esse Mtkvari acima

A Igreja da Assunção de Metekhi, destacada sobre a margem elevada do rio Mtkvari (Kura). 

Crentes acendem velas no interior dourado da Igreja da Assunção de Metekhi.

Panorâmica de Tbilissi dourada pelo Outono e com o rio Mtkvari a dividi-la.

A estátua de São Jorge, no coração da Praça da Liberdade.

Dois homens concertam o telhado de um edifício histórico nas imediações dos banhos sulfúricos de Tbilissi.

Visitantes caminham no topo da fortaleza de Narikala, no cimo da encosta de Sololoaki.

A estátua do fundador de Tbilissi, Vakhtang Gorgasali, destacada entre a igreja de Metekhi e quase sobre o rio Mtkvari.

Criança observa os forasteiros durante uma missa na Igreja da Assunção de Metekhi.

Trânsito sobe um quarteirão elegante da capital georgiana.

Homens jogam gamão junto aos banhos sulfurosos de Tbilissi.

Casas históricas avarandadas à beira da margem escarpada do rio Mtkvari (Kura).

Quadros ortodoxos a enfeitar o interior da igreja da Assunção de Metekhi.

A Ponte da Paz também polémica sobre o Mtkvari, uma obra inaugurada em 2010, contra intensa contestação.

A fortaleza de Narikala dourada pelo sol prestes a pôr-se.

Fiel reza isolada a um canto da igreja da Assunção de Metekhi.

etc. II

Grande edifício habitacional soviético destacado acima do casario histórico da cidade.

U.R.S.S. (Urbanização Soviética nas Repúblicas Soviéticas)

A estátua do fundador de Tbilissi numa noite mística da cidade.

Em 2003, uma sublevação político-popular fez a esfera de poder na Geórgia inclinar-se do Leste para Ocidente. De então para cá, a capital Tbilisi não renegou nem os seus séculos de história também soviética, nem o pressuposto revolucionário de se integrar na Europa. Quando a visitamos, deslumbramo-nos com a fascinante mixagem das suas passadas vidas.

O fim-de-semana aproxima-se e as autoridades religiosas da capital preparam a zona em redor da igreja da Assunção de Metekhi para as celebrações ortodoxas do fim do dia seguinte. Nessa manhã, à laia de milagre meteorológico, a atmosfera cinzenta e chuvosa em que tínhamos chegado a dera lugar a uma oposta, límpida, de céu azul e solarenga a condizer.

O vento aumentava desde a aurora. Irritava os funcionários camarários que se debatiam com enormes cartazes iconográficos destinados a uma fixação no cimo do muro elevado junto à estátua do rei fundador de Tbilissi, Vakhtang Gorgasali. Os posters evitavam o destino final como se de um encontro com o Diabo se tratasse. Só com argúcia e persistência mecânica, conseguiram os homens dominá-los, ainda assim, antes do término da missa a decorrer no interior místico do templo.

Um padre volumoso, de batina negra e longa barba branca caída acima de dois enormes crucifixos dependurados deixa-o no momento em que nos preparávamos para entrar. Mesmo apressado, examina-nos de alto a baixo e confirma que dificilmente faríamos parte do seu rebanho.

Lá dentro, as dezenas de velinhas que os fiéis acendiam, acentuavam um dourado sagrado. Geravam o ambiente acolhedor em que cresceram a rezar, de bíblia ou caderninhos bíblicos nas mãos, ou de olhar esperançoso nas imagens de Cristo e dos santos.

O sacerdote de serviço ressurge das profundezas da nave. Reúne o rebanho diante de si e retoma o serviço religioso onde o tinha deixado. Uma das suas crentes segura uma criança ao colo, de costas para o altar. Intrigada pela nossa azáfama fotográfica, a bebé fixa o olhar em nós minutos a fio, sem nunca reclamar da conversão invertida em que a mãe a mantinha.

A cena que observávamos fazia parte da Tbilissi de sempre mas tanto o país do sul do Cáucaso como a sua capital secular passaram por mudanças bruscas recentes.

De 1921 a 1991, a Geórgia integrava a esfera soviética. O mais notório e maquiavélico dos líderes soviéticos, Joseph Stalin, fora um georgiano de Gori, com o nome original de Iosif Vissarionovich Dzhugashvili. Eduard Shevardnadze, outro georgiano, manteve-se como Ministro dos Negócios Estrangeiros da União Soviética de 1985 a 1991. Foi responsável por muitas das decisões marcantes da presidência perestroikika de Mikhail Gorbachev. Sem surpresa, quatro anos após a independência georgiana de Dezembro de 1991, Shevardnadze obteve a segunda presidência da Geórgia. Outros oito anos passaram. A população georgiana fartou-se daquilo em que a sua nação se estava a tornar, um estado virtualmente falhado. Em Novembro de 2003, o povo georgiano saturou-se de vez. Saiu para as ruas em sucessivas manifestações concentradas em frente ao parlamento de Tbilissi. A determinada altura, um grupo de manifestantes conduzido pelo líder da revolução Mikheil Saakashvili invadiu o parlamento de forma pacífica. Munidos de rosas, os intervenientes interromperam um discurso de Eduard Shevardnadze. Este, fugiu com os seus seguranças, declarou o Estado de Emergência e procurou, em vão, mobilizar as forças armadas e a polícia. Acabou por anunciar a sua demissão. Na sequência, uma multidão de mais de cem mil pessoas celebrou o sucesso revolucionário com fogo de artifício e concertos de rock.

Em 2004, o apoio generalizado dos E.U.A., de vários países europeus e do magnata auto-proclamado filantropo George Soros e da sua Open Society Foundation, garantiu a eleição de Saakashvili como terceiro presidente da Geórgia. Saakashvili implementou de imediato políticas de secessão com a esfera russa e de aproximação à Europa Ocidental. Malgrado diversos revezes, estimulada por uma forte expansão do sector bancário, a economia do país recuperou e entrou na linha, enquanto a praga da corrupção foi mitigada.

No ranking do Banco Mundial, a Geórgia subiu de 122º país para o 18º. Durante um largo período, o investimento estrangeiro manteve-se em redor dos três biliões de dólares e o crescimento anual do país em 9.5%. Esta súbita escalada de prosperidade não tornou os georgianos ricos de um dia para o outro mas gerou um desafogo há muito esperado tendo em conta que, antes da revolução, o salário oficial de um ministro georgiano era de 75 dólares americanos.

A abertura social e o empreendedorismo então gerados continuam a florir nas ruas antigas e elegantes de Tbilissi. Os edifícios soviéticos mantêm o seu lugar. Ficamos alojados num hotel um pouco acima do parlamento pelo que, quando descemos rumo ao centro, as sucessivas colunas do edifício massivo são o primeiro elemento arquitectónico dessa era que nos assalta. Muitos mais vão surgindo, com destaque para os da actual sede do Banco da Geórgia, em tempos o Ministério da Construção de Auto-Estradas georgiano, terminado em 1975, com visual de obra excêntrica de legos.

Os “monos” soviéticos são, no entanto, desafiados por outros mais arrojados do que muitos dos habitantes da cidade desejavam. É o caso do novo Music Theatre and Exhibition Hall, no parque Rhike, um par de estruturas tubulares desenhado pelo casal italiano Maximiano e Doriana Fuksas. Vladimir, o motorista arménio que, por vezes, nos pareceu bastante saudoso dos tempos soviéticos, informa-nos que lhe chamavam “as minhocas” e que a construção havia sido suspensa. Durante um bom tempo após os descobrimos, os transeuntes continuaram a passar por diante, meio desconfiados das intenções das “bocas” de “Aliens” em que terminavam os enormes e invasivos edifícios.

O rio Mtkvari flui logo ali em frente, ao longo vale que cavou século após século. É atravessado por uma ponte não menos polémica. Apesar do nome, e tal como o Music Theatre and Exhibition Hall, a Ponte da Paz suscitou uma onda de criticismo vinda de diversos quadrantes. Gerou acusações, em particular, de ser demasiado exuberante para o distrito histórico da cidade e de obscurecer as suas atracções históricas. Não obstante, os amigos e jovens casais, sejam forasteiros ou gente da cidade atravessam-na deliciados com a iluminação que se acende à sua passagem e com as formas curvilíneas que aproveitam para compor novas selfies.

O coração histórico de Tbilissi surge do lado de lá de quem vem da margem ocupada pelos “vermes” do Music Theatre and Exhibition Hall. Estende-se entre a margem oposta e a encosta íngreme de Sololoaki em que se instalou a fortaleza de Narikala. As suas ruas e ruelas foram moldadas nos tempos em que acolhiam uma encruzilhada de rotas euroasiáticas de comércio. São delimitadas por edifícios medievais, clássicos, Art Nouveau, mesmo nesta área anciã, também por alguns Estalinistas e Modernistas.

Subimos de teleférico às alturas da fortaleza sobranceira. Deixamos a cabine aos pés da estátua prateada Kartlis Deda, a Mãe da Geórgia dos tempos soviéticos que dali contempla a grande urbe da nação. Dali admiramos o casario antigo, colorido e harmonioso, “as minhocas” e a Ponte da Paz. Também a igreja de Metekhi e a sucessão de mansões avarandadas históricas encaixadas sobre o cimo da margem elevada e escarpada do rio. E, uns metros atrás, a fachada de um prédio soviético hiperbólico, desdobrado em incontáveis janelas azuis e brancas.

Na Cidade Velha, multiplicaram-se os bares, cafezinhos, casas de vinho e de artesanato, pousadas e até discotecas, uns negócios mais pitorescos que os outros, todos com uma mesma missão: conquistar a atenção dos mochileiros que disseminaram a fama de Tbilissi, proclamada sem cerimónias, a mais aberta e dinâmica das capitais do Cáucaso.

Ainda assim, muito voltou a mudar. A economia deixou de crescer aos níveis dos anos seguintes à revolução. Com a desaceleração em pleno modelo capitalista, aumentaram tanto o individualismo e a ganância como o desemprego e a instabilidade geral das vidas dos georgianos. Tamara Giorgadze nasceu em Tbilissi, em 1985 e é nossa anfitriã na sua cidade. Explica-nos que uma certa nostalgia se tem apoderado sobretudo das gerações dos seus pais e avós. “Vejam só a diferença: o meu pai é de uma aldeia do ocidente da Geórgia, veio para cá estudar. Arranjou casa em Tbilissi mas, como o regime só permitia uma casa por família, ele e a minha mãe divorciaram-se para poderem ter uma casa cada um. Os mais velhos apreciam a vida de agora e dão com eles a suspirar pela União Soviética. A maior parte continua inclusive a respeitar o Estaline. Nessa altura, tinham o seu dinheiro mas não podiam gastá-lo porque não havia nada para comprar. Quando eu era pequena, os caramelos chegavam-nos de vez em quando da Turquia. Era tão raro que quase nos parecia Natal. Eu e a minha geração já vemos as coisas de outra maneira. Desde que haja dinheiro, podemos comprar tudo mas o salário médio ainda só é de 350 ou 400€. Estão a ver o que nos falta evoluir… De qualquer maneira, na Geórgia, nunca nada será fácil, muito menos garantido. Somos um país pequeno mas estamos num lugar estratégico que se farta. Toda a gente nos quer controlar.”

Descemos da fortaleza que garantiu tantas vezes a resistência de Tbilissi para o seu sopé. Detectamos uma mais óbvia influência muçulmana na mesquita de Jumah, de que se destava o seu minarete exuberante de tijolo. Na base, um cacho de homens acompanha dois outros que se confrontam numa partida de gamão jogada sobre um muro dos banhos termais históricos da cidade, em que tanto os moradores como os viajantes-comerciantes se habituaram a descontrair. Subsistem os sulfúricos e os orbeliani, estes mais próximos do sopé da encosta que albergou a fortaleza e da queda d’água de enxofre Dzveli que dela flui. Um edifício adicional congrega os banhos públicos. À moda antiga, obriga os frequentadores a separar-se consoante o sexo. É coisa já rara em Tbilissi onde, de uma forma cada vez menos arregimentada, os namorados exibem a sua paixão sem grandes restrições morais, inspirados pelos estímulos vinícolas mais cupidíneos do Cáucaso. A Geórgia leva a sério a sua reclamação de que é o berço mundial da produção de vinho. A condizer, disseminaram-se, em Tbilissi, adegas e casas de vinho que vendem e dão a provar os melhores néctares do país. Mas se o vinho é o produto de eleição nas ruas de Metekhi, outros são exibidos com igual afinco e orgulho. A fruta em geral, as uvas em particular, quando na sua época. Pelo ano fora, as coloridas churckhela, um curioso derivado de ambas. Quando as vimos pela primeira vez, pensávamos tratar-se de velas de igreja. Até que Tamara nos esclareceu e fizemos questão de as provar. Espécie de salsicha estriada, a forma daquele famoso doce georgiano é confeccionada com uma mistura de sumo de uva com farinha. Envolve um delicioso recheio de nozes.

Compramos algumas churckhelas já sobre o anoitecer. Continuamos a percorrer a Betlemi Street de novo apontados à zona da igreja de Metekhi e à enorme Praça da Europa que, do outro lado do rio, a anuncia. Quando nos aproximamos, a procissão religiosa que tínhamos visto a ser preparada seguia em pleno e atafulhava a ponte de pedra. Protagonizavam-na crentes em trajes ortodoxos pitorescos que, à luz de velas, cantavam ladainhas litúrgicas.

Por mais que a Geórgia e Tbilissi mudassem (fosse para melhor ou para pior), uma boa parte dos georgianos poderão sempre encontrar o conforto da sua milenar tradicionalidade e religiosidade.

Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.

Kazbegi, Geórgia

Deus nas Alturas do Cáucaso

No século XIV, religiosos ortodoxos inspiraram-se numa ermida que um monge havia erguido a 4000 m de altitude e empoleiraram uma igreja entre o cume do Monte Kazbegi (5047m) e a povoação no sopé. Cada vez mais visitantes acorrem a estas paragens místicas na iminência da Rússia. Como eles, para lá chegarmos, submetemo-nos aos caprichos da temerária Estrada Militar da Geórgia.

Alaverdi, Arménia

Um Teleférico Chamado Ensejo

O cimo da garganta do rio Debed esconde os mosteiros arménios de Sanahin e Haghpat e blocos de apartamentos soviéticos em socalcos. O seu fundo abriga a mina e fundição de cobre que sustenta a cidade. A ligar estes dois mundos, está uma cabine suspensa providencial em que as gentes de Alaverdi contam viajar na companhia de Deus.

Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Arménia

O Berço do Cristianismo Oficial

Apenas 268 anos após a morte de Jesus, uma nação ter-se-á tornado a primeira a acolher a fé cristã por decreto real. Essa nação preserva, ainda hoje, a sua própria Igreja Apostólica e alguns dos templos cristãos mais antigos do Mundo. Em viagem pelo Cáucaso, visitamo-los nos passos de Gregório o Iluminador, o patriarca que inspira a vida espiritual da Arménia.

Uplistsikhe e Gori, Geórgia

Do Berço da Geórgia à Infância de Estaline

À descoberta do Cáucaso, exploramos Uplistsikhe, uma cidade troglodita antecessora da Geórgia. E a apenas 10km, em Gori, damos com o lugar da infância conturbada de Joseb Jughashvili, que se tornaria o mais famoso e tirano dos líderes soviéticos.

Samarcanda, Usbequistão

O Sultão Astrónomo

Neto de um dos grandes conquistadores da Ásia Central, Ulugh Beg preferiu as ciências. Em 1428, construiu um observatório espacial em Samarcanda. Os seus estudos dos astros levaram-lhe o nome a uma cratera da Lua. 

Margilan, Usbequistão

Um Ganha-Pão do Usbequistão

Numa de muitas padarias de Margilan, desgastado pelo calor intenso do forno tandyr, o padeiro Maruf'Jon trabalha meio-cozido como os distintos pães tradicionais vendidos por todo o Usbequistão

Khiva, Usbequistão

A Fortaleza da Rota da Seda que os Soviéticos Aveludaram

Nos anos 80, dirigentes soviéticos renovaram Khiva numa versão amaciada que, em 1990, a UNESCO declarou património Mundial. A URSS desintegrou-se no ano seguinte. Khiva preservou o seu novo lustro.

Vale de Fergana, Usbequistão

A Nação a Que Não Falta o Pão

Poucos países empregam os cereais como o Usbequistão. Nesta república da Ásia Central, o pão tem um papel vital e social. Os Usbeques produzem-no e consomem-no com devoção e em abundância.

Samarcanda, Usbequistão

Um Desvio na Rota da Seda

Em Samarcanda, o algodão é agora o bem mais transaccionado e os Ladas e Chevrolets substituíram os camelos. Hoje, em vez de caravanas, Marco Polo iria encontrar os piores condutores do Usbequistão.

Mar de Aral, Usbequistão

O Lago que o Algodão Absorveu

Em 1960, era um dos 4 maiores lagos do mundo mas projectos de irrigação secaram grande parte da água e do modo de vida dos pescadores. Em troca, a URSS inundou o Usbequistão com ouro branco vegetal.

Gentlemen Club & Steakhouse
Arquitectura & Design

Las Vegas, E.U.A.

Onde o Pecado tem Sempre Perdão

Projectada do Deserto Mojave como uma miragem de néon, a capital norte-americana do jogo e do espectáculo é vivida como uma aposta no escuro. Exuberante e viciante, Vegas nem aprende nem se arrepende.

Pleno Dog Mushing
Aventura

Glaciar de Godwin, Alasca

Dog mushing estival

Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, os cães e os trenós não podem parar.

Indígena Coroado
Cerimónias e Festividades

Pueblos del Sur, Venezuela

Por uns Trás-os-Montes Venezuelanos em Festa

Em 1619, as autoridades de Mérida ditaram a povoação do território em redor. Da encomenda, resultaram 19 aldeias remotas que encontramos entregues a comemorações com caretos e pauliteiros locais.

A Crucificação em Helsínquia
Cidades

Helsínquia, Finlândia

Uma Via Crucis Frígido-Erudita

Chegada a Semana Santa, Helsínquia exibe a sua crença. Apesar do frio de congelar, actores pouco vestidos protagonizam uma re-encenação sofisticada da Via Crucis por ruas repletas de espectadores.

Basmati Bismi
Comida

Singapura

A Capital Asiática da Comida

Eram 4 as etnias condóminas de Singapura, cada qual com a sua tradição culinária. Adicionou-se a influência de milhares de imigrados e expatriados numa ilha com metade da área de Londres. Apurou-se a nação com a maior diversidade e qualidade de víveres do Oriente. 

Jingkieng Wahsurah
Cultura

Meghalaya, Índia

Pontes de Povos que Cria(ra)m Raízes

A imprevisibilidade dos rios na região mais chuvosa à face da Terra nunca demoveu os Khasi e os Jaintia. Confrontadas com a abundância de árvores ficus elastica nos seus vales, estas etnias habituaram-se a moldar-lhes os ramos e estirpes. Da sua tradição perdida no tempo, legaram centenas de pontes vegetais deslumbrantes às futuras gerações.

Bola de volta
Desporto

Melbourne, Austrália

O Futebol em que os Australianos Ditam as Regras

Apesar de praticado desde 1841, o AFL Rules football só conquistou parte da grande ilha. A internacionalização nunca passou do papel, travada pela concorrência do râguebi e do futebol clássico.

Mural Espacial
Em Viagem

Wycliffe Wells, Austrália

Os Ficheiros Pouco Secretos de Wycliffe Wells

Há décadas que os moradores, peritos de ovnilogia e visitantes testemunham avistamentos em redor de Wycliff Wells. Aqui, Roswell nunca serviu de exemplo e cada novo fenómeno é comunicado ao mundo.

Maias de agora
Étnico

Cobá, México

Das Ruínas aos Lares Maias

Na Península de Iucatão, a história do segundo maior povo indígena mexicano confunde-se com o seu dia-a-dia e funde-se com a modernidade. Em Cobá, passámos do cimo de uma das suas pirâmides milenares para o coração de uma povoação dos nossos tempos.

Luminosidade caprichosa no Grand Canyon
Fotografia
Luz Natural (Parte 1)

E Fez-se Luz na Terra. Saiba usá-la.

O tema da luz na fotografia é inesgotável. Neste artigo, transmitimos-lhe algumas noções basilares sobre o seu comportamento, para começar, apenas e só face à geolocalização, a altura do dia e do ano.
Sombra Missioneira
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Missões Impossíveis

No séc. XVIII, os jesuítas expandiam um domínio religioso no coração da América do Sul em que convertiam os indígenas guarani. Mas as Coroas Ibéricas arruinaram a utopia tropical da Companhia de Jesus

Verde sem fim
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Tempo de aurora
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Lapónia Finlandesa

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Do Red Centre ao Top End tropical, a Stuart Hwy percorre mais de 1.500km solitários através da Austrália. Nesse trajecto, a grande ilha muda radicalmente de visual mas mantém-se fiel à sua alma rude.

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À Beira do Velho Fim do Mundo

Chegamos onde a grande África cedia aos domínios do “Mostrengo” Adamastor e os navegadores portugueses tremiam como varas. Ali, onde a Terra estava, afinal, longe de acabar, a esperança dos marinheiros em dobrar o tenebroso Cabo era desafiada pelas mesmas tormentas que lá continuam a grassar.

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O Primeiro Jackpot dos Descobrimentos Portugueses

No séc. XVI, Mina gerava à Coroa mais de 310 kg de ouro anuais. Este proveito suscitou a cobiça da Holanda e da Inglaterra que se sucederam no lugar dos portugueses e fomentaram o tráfico de escravos para as Américas. A povoação em redor ainda é conhecida por Elmina mas, hoje, o peixe é a sua mais evidente riqueza.

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Alexander Pushkin é louvado por muitos como o maior poeta russo e o fundador da literatura russa moderna. Mas Pushkin também ditou um epílogo quase tragicómico da sua prolífica vida.

Mme Moline popinée
Praia

Lifou, Ilhas Lealdade

A Maior das Lealdades

Lifou é a ilha do meio das três que formam o arquipélago semi-francófono ao largo da Nova Caledónia. Dentro de algum tempo, os nativos kanak decidirão se querem o seu paraíso independente da longínqua metrópole.

Via Crucis
Religião

Marinduque, Filipinas

Quando os Romanos Invadem as Filipinas

Nem o Império do Oriente chegou tão longe. Na Semana Santa, milhares de centuriões apoderam-se de Marinduque. Ali, se reencenam os últimos dias de Longinus, um legionário convertido ao Cristianismo.

Assento do sono
Sobre carris

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Os Hipno-Passageiros de Tóquio

O Japão é servido por milhões de executivos massacrados com ritmos de trabalho infernais e escassas férias. Cada minuto de tréguas a caminho do emprego ou de casa lhes serve para passarem pelas brasas

Autoridade bubalina
Sociedade

Ilha do Marajó, Brasil

A Ilha dos Búfalos

Uma embarcação que transportava búfalos da Índia terá naufragado na foz do rio Amazonas. Hoje, a ilha de Marajó que os acolheu tem a maior manada bubalina e o Brasil já não passa sem estes bovídeos.

Dança dos cabelos
Vida Quotidiana

Longsheng, China

A aldeia chinesa dos maiores cabelos do mundo. Nutridos a arroz, claro

Numa região multiétnica coberta de arrozais socalcados, as mulheres de uma aldeia renderam-se a uma mesma obsessão capilar. Deixam crescer os seus cabelos anos a fio, até um comprimento médio de 170 a 200 cm que faz da aldeia recordista. Por estranho que pareça, para os manterem belos e lustrosos, usam apenas água e o cereal. 

Refeição destemida
Vida Selvagem

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Uma Austrália Demasiado Selvagem

Os ciclones e as inundações são só a expressão meteorológica da rudeza tropical de Queensland. Quando não é o tempo, é a fauna mortal da região que mantém os seus habitantes sob alerta.

Radical 24h por dia
Voos Panorâmicos

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No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades extremas reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.