Maldivas

De Atol em Atol


Pedaço de Maldivas

Um grande recife de coral visto de um dos muitos hidroaviões que sobrevoam o país. 

Navegação ao crepúsculo

O Yasawa Princess com a sua iluminação interior já activa numa altura em que o sol se põe sobre aquela zona do oceano Índico.

Bando de asas soltas

Aves marinhas levantam voo de um recanto dum banco de areia, prestes a esvoaçar para o recanto oposto.

Maldivas BBQ

Visitantes de um ilheu usado e tratado como "barbeque island" percorrem um longo pontão até ao local de atracagem dos barcos.

Fascinante vida aquática

Dois passageiros do Yasawa Princess entretêm-se a investigar um estranho coral ligeiramente submerso.

Fish spotting

Snorkeler explora um dos incontáveis recifes de coral do oceano Índico em que assentam as vastas Maldivas.

Conversa a três

Três amigas de Maamigli, à porta de uma loja e em trajes tradicionais muçulmanos.

Spider diver

Faya, o RP do Yasawa Princess com a sua roupa de snorkeling aracnídea.

Num mar maldiviano

O Yasawa visto à distância de um barco típico das Maldivas colorido e com a sua proa enrolada.

Passarada em debandada

Juliana afugenta um bando de aves marinhas sobre um banco de areia visitado pelos passageiros do Yasawa.

Índico alaranjado

O barco de apoio do Yasawa Princess, o "Dolphin" afasta-se sobre o pôr-do-sol para um fim de dia de pescaria.

Trazido de Fiji para navegar nas Maldivas, o Princess Yasawa adaptou-se bem aos novos mares. Por norma, bastam um ou dois dias de itinerário, para a genuinidade e o deleite da vida a bordo virem à tona.

A visão do Yasawa Princess atracado nas imediações da ilha de Villingily não tarda. O dhoni encosta-se-lhe suavemente. Permite-nos passar à escadaria de acesso e, logo, ao convés, onde nos instalamos. Como era esperado, o jantar comunal ao pôr-do-sol serve de quebra-gelo e a conversa à mesa entra em piloto-automático.

Alguns dos passageiros já repetiam a dose do Yasawa. Pelo meio, esses e outros tinham experimentado barcos e cruzeiros alternativos. Depressa perceberam que nenhum lhes concedia o à vontade e o bem-estar do Yasawa Princess. Regressaram e serviam agora de conselheiros para as dúvidas que os estreantes manifestavam. Por volta das nove da noite, o jet lag e o cansaço começaram a apoderar-se de vários deles, provenientes da Grã-Bretanha, do norte de Itália ou de Chipre.

Nós, tínhamos chegado dali do lado, da capital cingalesa Colombo. Mesmo assim, o sobresforço em que havíamos vívido as semanas de exploração do Sri Lanka, faziam com que nos sentíssemos igual ou pior. De acordo, por volta, das dez da noite, a ondulação suave do atol de Kaafu já nos embalava a todos.

Despertamos bem depois do nascer do sol mas a tempo de um pequeno-almoço partilhado entre os passageiros ainda ensonados. Era suposto o Yasawa já navegar desde a alvorada. Um problema de motor atrasara a partida e obriga-nos a mudar a primeira escala. Em vez da ilha de Kuda Bandos, levam-nos a uma língua de areia perdida entre atóis que parece flutuar num mar azul-turquesa.

Os mergulhadores são os primeiros a explorarem uma área de recife mais longínqua. A nós, conduzem-nos de lancha ao limite do recife que envolvia o banco de areia, um maravilhoso mundo subaquático que desvendamos durante quase uma hora em modo de snorkeling aventureiro. De cada vez que encontrávamos formações de corais atractivas, cardumes de peixes garridos ou espécimes mais fascinantes, fazíamos uma outra incursão a maior profundidade até que a pressão nos fustigava os tímpanos e nos víamos forçados a emergir. Ali, entre grandes peixes-papagaio e trompeta, envoltos de cardumes de incontáveis exemplares garridos e ínfimos, olhados de soslaio por moreias, tartarugas e tubarões de recife, deliciámo-nos com a incrível exuberância do oceano Índico.  

Ao mesmo tempo que a exaustão se começava a instalar, também o paredão de coral se esgotava. Recolhemos, assim, à terra pouco firme do banco de areia, hidratámo-nos e reaquecemo-nos sob o sol escaldante daquela latitude equatorial.

Nos primeiros dias, o problema de motor manteve parte da tripulação atrapalhada e de olhos postos em Malé, de onde, a correr tudo bem, chegaria a solução. Mas o barco tinha outro motor. No mar liso dos atóis ou entre atóis maldivianos, era suficiente para continuarmos a navegar e a visitar outros bancos de areia tão ou mais aliciantes. Nessas ocasiões, guiava-nos o R.P.

Por essa altura, apesar das diferenças de idades e do predomínio britânico, já praticamente todos passageiros se davam entre si e começavam a conhecer a tripulação multinacional. Havia Issey (Ismail Faysal), o proprietário maldiviano do barco, dono de um riso infanto-juvenil que nos deliciava. Apoiava-o o seu braço direito, Faya, também ele maldiviano que connosco lidava em permanência, sempre de sorriso nos lábios quer portasse boas-notícias quer as tivesse más, estas, por norma, relacionadas com o encrencado motor.

Faya tinha uma grande teia de aranha tatuadas nas costas. Usava uma licra de mergulho inspirada no homem-aranha. “Faya, essa paixão por aranhas vem de onde?” perguntamos-lhe quando regressava de um mergulho no mar delicioso. Ao que o maldiviano responde e nos surpreende: “Já as admirava há muito tempo. Entretanto, fui ver o “Homem-Aranha”. Fiquei a gostar ainda mais.”

O sempre sereno comandante Ahmed Mohamed também não se esquivava às explicações. Era igualmente das Maldivas, como o era o barman e DJ Diggy Digs.

Já o prestável cozinheiro, tinha origem em Colombo, a capital do Sri Lanka. Refeição após refeição, socorreu-se de uma paciência de guru para suportar a pergunta com que todos convivas ocidentais o massacravam: “isto é picante chefe? E isto aqui?”.

Vários outros tripulantes tinham como origem o Sri Lanka, a Índia ou o Bangladesh. Os que haviam trabalhado antes nas Maldivas já falavam um bom maldiviano, língua que combina elementos cingaleses e árabes. Noutros casos, a tripulação recorria ao sempre conveniente inglês.

A navegação evoluiu. Passámos para o atol Maafushi e detivémo-nos para novos banhos na ilha privada do resort Rannalhi.

Donald Trump ganhou as eleições presidenciais dos E.U.A. e reclamou boa parte das conversas a bordo. Nesse e noutros dias, os passageiros participaram em pescarias nocturnas a bordo do Dolphin, um dos barcos de apoio, ou a partir da popa do Yasawa Princess. Além de suscitarem festejos exuberantes, os espécimes pescados foram oferecidos ao cozinheiro que assim pôde diversificar a oferta do buffet.

Avançámos do atol Maafushi para o Felidhoo, dois dos vinte e seis das Maldivas. Entre novas doses de mergulho e snorkeling, fomos prendados pela terra-firme de uma ilha-churrasco cercada por coqueiros e por um novo recife tão ou mais exuberante que os anteriores.

Habitavam essa pequena ilha alguns bangladeshis que nela permaneciam por longos períodos, com o único propósito de acolherem visitantes de resorts, pousadas ou passageiros de cruzeiros. Tinham inclusive a sua própria mini-mesquita identificada com um crescente rabiscado na parede. Durante o tempo que passámos nesta ilha, recorreram ao seu refúgio religioso por duas vezes em que entoaram cânticos muçulmanos e oraram.

Por essa altura, fazer nada de nada e ver as mãos encarquilharem aos poucos das horas que passávamos à conversa dentro do mar eram já as actividades oficiais do cruzeiro. Dedicámos-lhe boa parte de uma das tardes, na companhia de Georgio e Juliana, um casal italo-romeno que vivia em Londres. Os dois descobriram uma rocha submersa que não demorámos a classificar de extraterrestre. Com a água pouco acima dos joelhos, dedicámo-nos a estudar o estranho comportamento dos peixes que se tinham instalado em redor e a conjecturar explicações disparatadas. Só colocámos um fim na brincadeira, quando Juliana nos confessou que adorava ser fotografada e lhe dedicámos a ela e a Geórgio uma produção fotográfica improvisada. 

À tarde, após o almoço, juntámo-nos a uma longa conversa de Giorgio com o comandante, deitados no areal de giz, à sombra clemente dos coqueiros. Ahmed Mohamed descreveu-nos algumas das suas experiências de navegação e voltou a abordar a facilidade com que se compram ilhas e atóis nas Maldivas: “Georgio, é como já te tinha dito. Com 100 mil euros arranjo-te uma ilha fabulosa!”.  Também abordámos a vivência do tsunami de 2004 naquele arquipélago do Índico e o mistério do voo MH-370 que vários habitantes das suas ilhas afirmaram ter observado a baixa altitude.

Entretanto, Georgio deixou-nos. Suave e volátil, a conversa desviou para o Corão e a Bíblia e de como, pelo menos na sua génese histórica, ambas as obras tinham tanto em comum: Abrãao, Adão e Eva, Jesus Cristo e Maria, para mencionar apenas os protagonistas mais populares.

Voltámos à ilha para jantar. Os tripulantes tinham recreado um grande tubarão-baleia na areia que fez a delícia dos passageiros e introduziu as actividades dos dias seguintes. A noite foi de absoluto delírio. DJ Diggy Digs recorreu a uma playlist em que predominavam sucessos dos anos 70 a 90. Luzes instaladas com capricho, recrearam uma discoteca sobre a areia. A resistência durou pouco. Num instante, invadimos a pista. Dançámos tema atrás de tema até à exaustão, sem abrirmos sequer excepção para os êxitos bollywoodescos que nenhum de nós tinha alguma vez ouvido mas que DJ Diggs nos impingia.

A manhã seguinte regenerou a excitação a bordo. Durante a noite, tínhamos cruzado do atol Felidhoo para o Alifu Dhaluu. Estávamos ao largo de Maamigli, uma das maiores povoações das Maldivas, rodeada de resorts imponentes e arrojados e ao largo da qual se habituaram a vaguear pequenos cardumes de tubarões-baleia.

Saímos para o mar sob o repto de ajudarmos a tripulação a procurá-los e a verdade é que os avistámos várias vezes. No entanto, de cada vez que saltámos para a água para deles nos aproximarmos, os bichos sumiam-se. Só numa quarta oportunidade, quando já ninguém esperava, vislumbrámos, alguns metros abaixo de nós, um espécime esquivo que nunca se atreveu a vir à tona.

Na derradeira tarde a bordo do Yasawa, tivemos uma incursão recompensadora ao modo de vida maldiviano. Já sobre o pôr-do-sol, a tripulação levou-nos a Maamigli. Subimos do pequeno barco para o cimo do muro que fazia de fronteira entre a povoação e o mar e, na companhia de Georgio e Juliana internamo-nos pelas ruas de terra batida da cidade. Passamos por um grupo de jovens adolescentes que suspendem o seu convívio na penumbra criada por uma grande árvore para nos analisarem como forasteiros que éramos. Prosseguimos pela rua principal. Aos poucos, vencemos a relutância que nos gerava a fama das Maldivas de promover o turismo em inúmeros resorts espalhados pelo seu território insular mas de evitarem a intrusão dos estrangeiros no seu modo de vida muçulmano tradicionalista.

Metemos conversa com quatro ou cinco mulheres de abayas e hijabs que conferenciavam à entrada de uma loja. Em cinco minutos, inspirados por uma das senhoras mais desenvolta, evoluíram de um total desconforto e receio para uma pose de grupo e risada partilhada perante as nossas máquinas fotográficas. Caminhamos em direcção ao sol que se põe no fim da rua. Algumas raparigas divertem-se a jogar netball até que um muezzin inaugura o seu chamamento cantado e lhes anuncia a hora de afluir a casa ou às mesquitas.

Escurece a olhos vistos. Regressamos por ruas mais estreitas paralelas à principal formadas por paredes de casas e por muros compostos de pedra-coral.

Já quase a chegarmos à doca, Juliana detém-se numa loja explorada por dois costureiros bangladeshis. Escolhe tecidos que a atraem e encomenda um vestido que viria buscar na tarde seguinte.

Os rapazes do Yasawa já nos esperavam há bastante tempo e não quisemos abusar. Deixámos a descoberta da vida maldiviana genuína para uns dias depois, em Malé, a sua capital.

Malé

As Maldivas a Sério

Contemplada do ar, a capital das Maldivas pouco mais parece que uma amostra de ilha atafulhada. Quem a visita, não encontra coqueiros deitados, praias de sonho, SPAs ou piscinas infinitas. Deslumbra-se com o dia-a-dia maldivano genuíno que nenhuma brochura turística poderia revelar.

Juneau, Alasca

Na Capital Diminuta do Grande Norte

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Puerto Natales-Puerto Montt, Chile

Cruzeiro num Cargueiro

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Michaelmas Cay, Austrália

A Milhas do Natal (parte I)

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Gentlemen Club & Steakhouse
Arquitectura & Design

Las Vegas, E.U.A.

Onde o Pecado tem Sempre Perdão

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Totens tribais
Aventura

Malekula, Vanuatu

Canibalismo de Carne e Osso

Até ao início do século XX, os comedores de homens ainda se banqueteavam no arquipélago de Vanuatu. Na aldeia de Botko descobrimos porque os colonizadores europeus tanto receavam a ilha de Malekula

Cerimónias e Festividades
Apia, Samoa Ocidental

Fia Fia: Folclore Polinésio de Alta Rotação

Da Nova Zelândia à Ilha da Páscoa e daqui ao Havai, contam-se muitas variações de danças polinésias. As noites samoanas de Fia Fia, em particular, são animadas por um dos estilos mais acelerados.
White Pass & Yukon Train
Cidades

Skagway, Alasca

Uma Variante da Corrida ao Ouro do Klondike

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Comida
Mercados

Uma Economia de Mercado

A lei da oferta e da procura dita a sua proliferação. Genéricos ou específicos, cobertos ou a céu aberto, estes espaços dedicados à compra, à venda e à troca são expressões de vida e saúde financeira.
Seydisfjordur
Cultura

Seydisfjordur, Islândia

Da Arte da Pesca à Pesca da Arte

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Recta Final
Desporto

Inari, Lapónia, Finlândia

A Corrida Mais Louca do Topo do Mundo

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Lento fim do dia
Em Viagem

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O Caminho Malgaxe para o Deslumbre

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Pequeno navegador
Étnico

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Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
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Foi a descoberta de um campo diamantífero farto, em 1908, que originou a fundação e a opulência surreal de Kolmanskop. Menos de 50 anos depois, as pedras preciosas esgotaram-se. Os habitantes deixaram a povoação ao deserto.

Vela ao vento
Ilhas

Zanzibar, Tanzânia

As Ilhas Africanas das Especiarias

Vasco da Gama abriu o Índico ao império luso. No século XVIII, o arquipélago de Zanzibar tornou-se o maior produtor de cravinho e as especiarias diversificaram-se, tal como os povos que o disputaram.

Frígida pequenez
Inverno Branco

Kemi, Finlândia

Não é Nenhum “Barco do Amor” mas Quebra Gelo desde 1961

Construído para manter vias navegáveis sob o Inverno árctico mais extremo, o “Sampo” cumpriu a sua missão entre a Finlândia e a Suécia durante 30 anos. Em 1988, reformou-se e dedicou-se a viagens mais curtas que permitem aos passageiros flutuar num canal recém-aberto do Golfo de Bótnia, dentro de fatos que, mais que especiais, parecem espaciais.

Sombra vs Luz
Literatura

Quioto, Japão

O Templo que Renasceu das Cinzas

O Pavilhão Dourado foi várias vezes poupado à destruição ao longo da história, incluindo a das bombas largadas pelos EUA mas não resistiu à perturbação mental de Hayashi Yoken. Quando o admirámos, luzia como nunca.

Eternal Spring Shrine
Natureza

Garganta de Taroko, Taiwan

Nas Profundezas de Taiwan

Em 1956, taiwaneses cépticos duvidavam que os 20km iniciais da Central Cross-Island Hwy fossem possíveis. O desfiladeiro de mármore que a desafiou é, hoje, o cenário natural mais notável da Formosa.

Filhos da Mãe-Arménia
Outono

Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.

Victoria falls
Parques Naturais

Victoria Falls, Zimbabwe

O Presente Trovejante de Livingstone

O explorador procurava uma rota para o Índico quando nativos o conduziram a um salto do rio Zambeze. As quedas d'água que encontrou eram tão majestosas que decidiu baptizá-las em honra da sua raínha

Água grande
Património Mundial Unesco

Cataratas Iguaçu, Brasil/Argentina

O Grande Splash

Após um longo percurso tropical, o rio Iguaçu dá o mergulho dos mergulhos. Ali, na fronteira entre o Brasil e a Argentina, formam-se as cataratas maiores e mais impressionantes à face da Terra.

Personagens
Sósias, actores e figurantes

Estrelas do Faz de Conta

Protagonizam eventos ou são empresários de rua. Encarnam personagens incontornáveis, representam classes sociais ou épocas. Mesmo a milhas de Hollywood, sem eles, o Mundo seria mais aborrecido.
Sol nascente nos olhos
Praia

Busselton, Austrália

2000 metros em Estilo Aussie

Em 1853, Busselton foi dotada de um dos pontões então mais longos do Mundo. Quando a estrutura decaiu, os moradores decidiram dar a volta ao problema. Desde 1996 que o fazem, todos os anos, a nadar.

No sopé do grande Aratat
Religião

Arménia

O Berço do Cristianismo Oficial

Apenas 268 anos após a morte de Jesus, uma nação ter-se-á tornado a primeira a acolher a fé cristã por decreto real. Essa nação preserva, ainda hoje, a sua própria Igreja Apostólica e alguns dos templos cristãos mais antigos do Mundo. Em viagem pelo Cáucaso, visitamo-los nos passos de Gregório o Iluminador, o patriarca que inspira a vida espiritual da Arménia.

A Toy Train story
Sobre carris
Darjeeling Himalayan Railway, Índia

Ainda Circula a Sério o Comboio Himalaia de Brincar

Nem o forte declive de alguns tramos nem a modernidade o detêm. De Siliguri, no sopé tropical da grande cordilheira asiática, a Darjeeling, já com os seus picos cimeiros à vista, o mais famoso dos Toy Trains indianos assegura há 117 anos, dia após dia, um árduo percurso de sonho. De viagem pela zona, subimos a bordo e deixamo-nos encantar.
Dança dos cabelos
Sociedade

Longsheng, China

A aldeia chinesa dos maiores cabelos do mundo. Nutridos a arroz, claro

Numa região multiétnica coberta de arrozais socalcados, as mulheres de uma aldeia renderam-se a uma mesma obsessão capilar. Deixam crescer os seus cabelos anos a fio, até um comprimento médio de 170 a 200 cm que faz da aldeia recordista. Por estranho que pareça, para os manterem belos e lustrosos, usam apenas água e o cereal. 

Um
Vida Quotidiana

Talisay City, Filipinas

Monumento a um Amor Luso-Filipino

No final do século XIX, Mariano Lacson, um fazendeiro filipino e Maria Braga, uma portuguesa de Macau, apaixonaram-se e casaram. Durante a gravidez do que seria o seu 11º filho, Maria sucumbiu a uma queda. Destroçado, Mariano ergueu uma mansão em sua honra. Em plena 2ª Guerra Mundial, a mansão foi incendiada mas as ruínas elegantes que resistiram eternizam a sua trágica relação.

Campo de géiseres
Vida Selvagem

El Tatio, Chile

Uma Ida a Banhos Andina

Envolto de vulcões supremos, o campo geotermal de El Tatio surge como uma miragem dantesca de enxofre e vapor a uns gélidos 4300 m de altitude. Os seus geiseres e fumarolas atraem hordas de viajantes. Ditou o tempo que uma das mais concorridas celebrações dos Andes e do Deserto do Atacama passasse por lá partilharem uma piscina aquecida a 30º pelas profundezas da Terra.

Radical 24h por dia
Voos Panorâmicos

Queenstown, Nova Zelândia

Digna de uma Raínha

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades extremas reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.