Martinica, Antilhas Francesas

Caraíbas de Baguete debaixo do Braço


Cap 110

Visitante examina o memorial Cap 110 à escravatura, erguido por altura dos 150 anos da sua abolição.

Baía dos barcos

Incontáveis pequenas embarcações aproveitam a calmaria assegurada por uma enseada do sul de Martinica.

Olhar desconfiado

Um dos idosos sóbrios da Grande Anse d’ Anses-d’Arlets avessos a que lhe tirem fotografias com receio da fama indesejada e não paga dos postais turísticos.

Clément

Edifício da habitatión Clément uma famosa produtora histórica de rum.

Em busca de frescura

Coqueiros inclinam-se sobre o Mar das Caraíbas numa das inúmeras praias da Martinica.

Rum e mais rum

Grandes cubas da destilaria de rum da habitatión Clement.

Circulamos pela Martinica tão livremente como o Euro e as bandeiras tricolores esvoaçam supremas. Mas este pedaço de França é vulcânico e luxuriante. Surge no coração insular das Américas e tem um delicioso sabor a África.

Decorre uma pescaria tradicional na Grande Anse d’ Anses-d’Arlets. Junta-se uma pequena assistência intrigada pelos métodos pouco ortodoxos da faina. Pescadores sobre um pequeno barco soltam uma rede na água que moldam até formar um círculo. Aprisiona

m, assim, inúmeros peixes que um outro, munido de equipamento de snorkeling mergulha para ajeitar e capturar.

A enseada de que apreciamos a cena também é um pequeno porto de abrigo. Famílias inteiras de metros (franceses da metrópole) ocupam a extremidade do pontão mais longo ou acompanham a acção a partir do convés dos seus veleiros. Algumas são de Nantes, outras de Marselha e outras ainda da Córsega. Partilham o privilégio de viajar ao sabor dos ventos. Fazem longas escalas nos Départements e régions d’outre-mer.

Ao longo da história colonial das Antilhas, muitas destas famílias aventureiras aportaram na Martinica, depararam-se com o clima aconchegante e com oportunidades de negócio e condições de vida excepcionais. Já não regressaram. Instalaram-se, ocuparam terras, compraram escravos e enriqueceram com a exportação de açúcar e de rum. Ficaram conhecidos como Békés, termo com uma génese polémica. Tanto pode ter origem na expressão “eh bé qué?” que os primeiros colonos adaptaram de “eh bien quois?”, como no título “blancs des quais” (brancos dos cais, por os colonos controlarem todas as mercadorias) ou ainda na sigla BK, criada para abreviar “Blanc Kréyol”.

Seja qual for a versão real, os Békés constituem, hoje, uma ínfima parte da população da Martinica (3000 de quase 400.000 habitantes). Mesmo se só alguns preservam o estatuto de grandes patrões, a sua “classe” detém várias das empresas mais lucrativas. São os békés e os governos regionais e da metrópole os suspeitos do costume sempre que o custo de vida da ilha se torna insuportável, algo que a população se habituou a verificar nos preços praticados nos muitos supermercados, hipermercados e lojas de grandes dimensões martiniquenses e “exportadas” da metrópole, casos do Carrefour, do 8 à Huit, Leader Price, entre outros.

Hoje, os habitantes contestam as inevitáveis injustiças sociais de uma colónia com passado mais que colonial, esclavagista. Assumem com orgulho as tradições e valores africanos mas, não raras vezes, a sua famosa fineza no diálogo e no trato assimilada dos colonos, bem como outras expressões marcantes da francofonia, como é o caso da paixão pelo ciclismo, pela petanca e outros. Basta atentar na quantidade de personagens importantes com origem ou sangue martiniquense a representar a França – Nicolas Anelka, Abidal, Wiltord, Raphael Varane só no mundo do futebol – para perceber a seriedade do fenómeno. No sentido inverso, os franceses que se mudam para a Martinica para de vez, de início apenas em negócios ou de férias, acabam por desfrutar de inúmeras recompensas naturais.

A costa irregular da ilha esconde enseadas e baías profundas e idílicas e povoações com pequenas igrejas coloniais coloridas que dão para longos passadiços e areais brancos ou negros como os das Anses d’Arlets, na costa virada às Caraíbas ou as da Presqu’ile de La Caravelle, batida pelo oceano Atlântico. São estas as praias e zonas de bares e os restaurantes de areal em que os metros ocupam, ali à falta de bananeiras, sob as copas dos coqueiros, sempre guarnecidos com as suas geladeiras, chapéus de sol e equipamento de snorkeling. Fazem-no principalmente nos períodos de férias da Europa e de Dezembro a Abril, intervalo em que a chuva só cai de quando em quando.

Algures na costa leste, entre Le François e Le Robert, passamos por um reservatório de água lamacento cercado de erva. Sem o esperarmos, damos por uma manada de vacas Cebu a contornarem-no em fila e sem pressas, sem o pastor que seguira na dianteira a tentar pôr ordem num sub-grupo tresmalhado. Adiante, encontrarmos nova praia. Repete-se a cena das famílias a piquenicarem, praticarem desporto ou a dormitarem à sombra da vegetação tropical da beira-mar. Ainda nos rimos e divertimos com a canoagem improvisada de uma dupla sui generis – um dos tripulantes, branco muito pequeno, o outro negro volumosíssimo – que munida de pagaias, dá o seu máximo para compensar a falta de velas e de motor da casquinha de noz em que seguiam.

De uma forma seguramente menos balnear, Paul Gauguin provou-se um dos primeiros metros seduzido pela Martinica. Gauguin conquistou notoriedade muito graças às pinturas de mulheres taitianas. E, no entanto, foram os seus laços ancestrais peruanos e de afinidade com a América do Sul e com as Caraíbas que lhe despertaram o desejo de evasão para uma terra selvagem. Na primeira tentativa, abandonou a Paris nativa e, em 1887, escreveu à sua esposa a comunicar que partira para o Panamá. Pouco depois, viu-se forçado a trabalhar no Canal que os franceses haviam recentemente projectado e construíam. Só algum tempo volvido conseguiu instalar-se numa cabana da Martinica, predisposto a pintar o que mais o inspirasse. Foi na Martinica que passou para a tela as suas primeiras paisagens exóticas e se emancipou do Impressionismo do reconhecido mentor Pizarro. Gauguin deixou-se encantar pela beleza vulcânica de enseadas como Anse Turin, com vista para a fascinante montanha Pelée que, volta e meia, fumegava e, 15 anos mais tarde, viria a carbonizar Saint Pierre e as gentes desta povoação que Gauguin tanto admirava.

Ainda em 1887, adoeceu. Foi repatriado para a metrópole gaulesa onde ficou em convalescença antes de voltar a investir no fascínio dos longínquos trópicos, dessa feita, na Polinésia Francesa. Mesmo assim, quem sabe se no tempo que passou na Martinica não despoletou a versão local de um dos traumas recorrentes do universo francófono: a fotofobia. Antes de deixarmos a Grande Anse d’Anses-d’Arlets detectamos dois velhotes pitorescos numa conversa tranquila entre um quintal e a beira-mar. Perguntamos se os podemos fotografar. Nessa ocasião, recebemos uma resposta frontal: “Não, desculpem mas não. A minha irmã disse uma vez que sim a um turista qualquer. Agora está nos postais todos da ilha. E o que é que nós ganhamos com isso? Nada!”

Eras bem mais vetustas que aquela dupla de indignados representaram outras injustiças, essas realmente difíceis de suportar e de resistir, tal  qual, alguns quilómetros para sul, a arte e memória nos obrigam a reconstituir.

Chegamos à Anse Caffard, vizinha da vila de Diamant. Encontramos, ali, o memorial Cap 110 à escravatura, erguido, em 1998, por altura do aniversário dos 150 anos da sua abolição. A escultura inspirou-se no afundamento trágico de um barco negreiro no litoral traiçoeiro ao largo e a que sobreviveram oitenta passageiros forçados, recolhidos pelo encarregado de uma estalagem próxima. Alinha as suas figuras anónimas de pedra, de frente para o mar e para o rochedo emblemático do Diamante. Lembra, assim, o último dos naufrágios de navios negreiros verificado na Martinica. De uma forma que se reveste de ironia à medida que pequenos veleiros contornam o rochedo com a paz e a elegância da sua classe de recreio e a prepararem-se para momentos de paz e lazer.

Há muito que os britânicos exploravam outras ilhas das Caraíbas e mostravam interesse nos territórios gauleses ultramarinos. Acabaram por invadir a Martinica, em 1794. Permaneceram até 1815. Foi um período em que os fazendeiros locais – entre os quais a família de Josefina de Beauharnais, futura esposa de Napoleão Bonaparte, nascida na ilha –  aproveitaram para contornar a vaga de abolicionismo que a Revolução Francesa gerara e em que venderam o seu açúcar no mercado britânico em vez de no francês. Com o fim das Guerras Napoleónicas, os britânicos viram-se obrigados a devolver a Martinica aos colonos originais. O Império Francês recuperou a sua estabilidade. Desde então, não só não voltou a perder a adorada colónia das Antilhas, como a integrou no território esparso e pólifacetado da República a que a Revolução Francesa deu origem.

Para o interior, a Martinica também tem inúmeros encantos esquivos para lá das Flores que estiveram na confusa génese do seu nome. Nos inícios de que há registo, a ilha terá sido chamada Jouanacaera-Matinino pelos indígenas Tainos de Hispaniola e apenas de Jouanacaera pelos Caribs, o que significava ilha das Iguanas. Quando Cristovão Colombo a ela regressou após a ter avistado pela primeira vez em 1493, desencadeou um processo de adaptação dos nomes Madinina, Madiana e Matinite que levou ao nome actual de Martinique.

A cordilheira de Pitons du Carbet eleva-se aos 1100 metros. Surge coberta por uma vegetação luxuriante que, dependendo da altitude, conta com fetos, trepadeiras e até com florestas de bambu, mogno e pau-rosa. Estas áreas são demasiado sombrias para o efeito mas outras zonas vastas da ilha estão cobertas de plantações de ananases e, sobretudo, de cana-de-açúcar, a sua produção histórica por excelência e a razão de ser de inúmeras habitations (leia-se fazendas agrícolas) que, a partir do século XVIII processaram o açúcar e destilaram o rum em quantidades industriais e assim garantiram as fortunas dos donos. Hoje, o património imobiliário e cultural destas propriedades faz parte da herança inalienável da ilha. Apreciamo-lo numa das mais emblemáticas, a Clément Domaine de L’Acajou e provamo-lo igualmente em bancas de rua ou de beira de praia apelativas e repletas de garrafas de todas as cores. Mais que uma identidade da Martinique, o planteur anima corações e aproxima diferenças.

Jeán-Toti tem disso plena consciência como tem dos seus dentes de mentiroso. À medida que provamos o seu rum de frutas à procura dos aromas e sabores mais estimulantes, faz questão de nos servir incontáveis mini-shots e de alimentar uma animada cavaqueira. Quando acabamos a rodada, assalta-nos a horrível sensação de que já nos agradam todos por igual. “Bom, vou ser eu a escolher-vos umas garrafinhas, certo? Não precisam de me dizer mais, estou habituado a apoiar os clientes nestes seus dramas, principalmente os recém-chegados da Europa que aterram sem qualquer resistência à nossa pomada. Aliás, até tenho outra sugestão preciosa para você. Não vão já! Sentem-se aqui ao lado. Comam qualquer coisa, mandem uns mergulhos. Aproveitem a vida sem inibições, vão ser poucos os lugares até mesmo das Caraíbas onde encontram um dois-em- um do melhor da nossa e da vossa.”

Guadalupe

Um Delicioso Contra-Efeito Borboleta

Guadalupe tem a forma de uma mariposa. Basta uma volta por esta Antilha para perceber porque a população se rege pelo mote Pas Ni Problem e levanta o mínimo de ondas, apesar das muitas contrariedades.

Saint-Pierre, Martinica

A Cidade que Renasceu das Cinzas

Em 1900, a capital económica das Antilhas era invejada pela sua sofisticação parisiense, até que o vulcão Pelée a carbonizou e soterrou. Passado mais de um século, Saint-Pierre ainda se regenera.

Fort-de-France, Martinica

Liberdade, Bipolaridade e Tropicalidade

Na capital da Martinica confirma-se uma fascinante extensão caribenha do território francês. Ali, as relações entre os colonos e os nativos descendentes de escravos ainda suscitam pequenas revoluções.
Um
Arquitectura & Design

Talisay City, Filipinas

Monumento a um Amor Luso-Filipino

No final do século XIX, Mariano Lacson, um fazendeiro filipino e Maria Braga, uma portuguesa de Macau, apaixonaram-se e casaram. Durante a gravidez do que seria o seu 11º filho, Maria sucumbiu a uma queda. Destroçado, Mariano ergueu uma mansão em sua honra. Em plena 2ª Guerra Mundial, a mansão foi incendiada mas as ruínas elegantes que resistiram eternizam a sua trágica relação.

Fogo-de-artifício branco
Aventura

Seward, Alasca

O 4 de Julho Mais Longo

A independência dos E.U.A. é festejada, em Seward, de forma modesta. Para compensar, na cidade que honra o homem que prendou a nação com o seu maior estado, a data e a celebração parecem não ter fim.

Natal de todas as cores
Cerimónias e Festividades
Shillong, India

Selfiestão de Natal num Baluarte Cristão da Índia

Chega Dezembro. Com uma população em larga medida cristã, o estado de Meghalaya sincroniza a sua Natividade com a do Ocidente e destoa do sobrelotado subcontinente hindu e muçulmano. Shillong, a capital, resplandece de fé, felicidade, jingle bells e iluminações garridas. Para deslumbre dos veraneantes indianos de outras partes e credos.
Santuário sobre a floresta II
Cidades

Quioto, Japão

Um Japão Quase Perdido

Quioto esteve na lista de alvos das bombas atómicas dos E.U.A. e foi mais que um capricho do destino que a preservou. Salva por um Secretário de Guerra norte-americano apaixonado pela sua riqueza histórico-cultural e sumptuosidade oriental, a cidade foi substituída à última da hora por Nagasaki no sacrifício atroz do segundo cataclismo nuclear.

Comida
Comida do Mundo

Gastronomia Sem Fronteiras nem Preconceitos

Cada povo, suas receitas e iguarias. Em certos casos, as mesmas que deliciam nações inteiras repugnam muitas outras. Para quem viaja pelo mundo, o ingrediente mais importante é uma mente bem aberta.
Dança dos cabelos
Cultura

Longsheng, China

A aldeia chinesa dos maiores cabelos do mundo. Nutridos a arroz, claro

Numa região multiétnica coberta de arrozais socalcados, as mulheres de uma aldeia renderam-se a uma mesma obsessão capilar. Deixam crescer os seus cabelos anos a fio, até um comprimento médio de 170 a 200 cm que faz da aldeia recordista. Por estranho que pareça, para os manterem belos e lustrosos, usam apenas água e o cereal. 

Bola de volta
Desporto

Melbourne, Austrália

O Futebol em que os Australianos Ditam as Regras

Apesar de praticado desde 1841, o AFL Rules football só conquistou parte da grande ilha. A internacionalização nunca passou do papel, travada pela concorrência do râguebi e do futebol clássico.

Um "pequeno" Himalaia
Em Viagem
Circuito Annapurna: 2º - Chame a Upper Pisang, Nepal

(I)Eminentes Annapurnas

Despertamos em Chame, ainda abaixo dos 3000m. Lá  avistamos, pela primeira vez, os picos nevados e mais elevados dos Himalaias. De lá partimos para nova caminhada pelos sopés e encostas da grande cordilheira. Rumo a Upper Pisang.
Dunas no meio do mar
Étnico

Bazaruto, Moçambique

A Miragem Invertida de Moçambique

A apenas 30km da costa leste africana, um erg improvável mas imponente desponta do mar translúcido. Bazaruto abriga paisagens e gentes que há muito vivem à parte. Quem desembarca nesta ilha arenosa exuberante depressa se vê numa tempestade de espanto.

Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
História
Napier, Nova Zelândia

De volta aos Anos 30 – Calhambeque Tour

Numa cidade reerguida em Art Deco e com atmosfera dos "anos loucos" e seguintes, o meio de locomoção adequado são os elegantes automóveis clássicos dessa era. Em Napier, estão por toda a parte.
Passerelle secular
Ilhas

Galle, Sri Lanka

Nem Além, Nem Aquém da Lendária Taprobana

Camões eternizou o Ceilão como um marco indelével das Descobertas onde Galle foi das primeiras fortalezas que os portugueses controlaram e cederam. Passaram-se cinco séculos e o Ceilão deu lugar ao Sri Lanka. Galle resiste e continua a seduzir exploradores dos quatro cantos da Terra.

Doca gelada
Inverno Branco

Ilha Hailuoto, Finlândia

Um Refúgio no Golfo de Bótnia

Durante o Inverno, Hailuoto está ligada à restante Finlândia pela maior estrada de gelo do país. A maior parte dos seus 986 habitantes estima, acima de tudo, o distanciamento que a ilha lhes concede.

Litoral de Upolu
Literatura

Upolu, Samoa Ocidental

A Ilha do Tesouro de Stevenson

Aos 30 anos, o escritor escocês começou a procurar um lugar que o salvasse do seu corpo amaldiçoado.Em Upolu e nos samoanos, encontrou um refúgio acolhedor a que entregou a sua vida de alma e coração

Enseada escondida
Natureza

Busuanga, Filipinas

Uma Armada Pouco Secreta

Na 2a Guerra Mundial, uma frota nipónica falhou em ocultar-se ao largo de Busuanga e foi afundada pelos aviões norte-americanos. Hoje, os seus destroços subaquáticos atraem milhares de mergulhadores.

Aposentos dourados
Outono

Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Patrulha réptil
Parques Naturais
Esteros del Iberá, Argentina

O Pantanal das Pampas

No mapa mundo, para sul do famoso pantanal brasileiro, surge uma região alagada pouco conhecida mas quase tão vasta e rica em biodiversidade. A expressão guarani Y berá define-a como “águas brilhantes”. O adjectivo ajusta-se a mais que à sua forte luminância.
Voo marinho
Património Mundial Unesco

Ilha da Páscoa, Chile

A Descolagem e a Queda do Culto do Homem-Pássaro

Até ao século XVI, os nativos da Ilha da Páscoa esculpiram e idolatraram enormes deuses de pedra. De um momento para o outro, começaram a derrubar os seus moais. Sucedeu-se a veneração de tangatu manu, um líder meio humano meio sagrado, decretado após uma competição dramática pela conquista de um ovo.

Palestra
Personagens

Christchurch, Nova Zelândia

O Feiticeiro Amaldiçoado

Apesar da sua notoriedade nos antípodas, Ian Channell o bruxo da Nova Zelândia não conseguiu prever ou evitar vários sismos que assolaram Christchurch. O último obrigou-o a mudar-se para casa da mãe.

Pedaço de Maldivas
Praia

Maldivas

De Atol em Atol

Trazido de Fiji para navegar nas Maldivas, o Princess Yasawa adaptou-se bem aos novos mares. Por norma, bastam um ou dois dias de itinerário, para a genuinidade e o deleite da vida a bordo virem à tona.

Templo Kongobuji
Religião

Monte Koya, Japão

A Meio Caminho do Nirvana

Segundo algumas doutrinas do budismo, são necessárias várias vidas para atingir a iluminação. O ramo shingon defende que se consegue numa só. A partir de Koya San, pode ser ainda mais fácil.

Colosso Ferroviário
Sobre carris

Cairns-Kuranda, Austrália

Comboio para o Meio da Selva

Construído a partir de Cairns para salvar da fome mineiros isolados na floresta tropical por inundações, com o tempo, o Kuranda Railway tornou-se no ganha-pão de centenas de aussies alternativos.

Sociedade
Mercados

Uma Economia de Mercado

A lei da oferta e da procura dita a sua proliferação. Genéricos ou específicos, cobertos ou a céu aberto, estes espaços dedicados à compra, à venda e à troca são expressões de vida e saúde financeira.
Retorno na mesma moeda
Vida Quotidiana

Dawki, Índia

Dawki, Dawki, Bangladesh à Vista

Descemos das terras altas e montanhosas de Meghalaya para as planas a sul e abaixo. Ali, o caudal translúcido e verde do Dawki faz de fronteira entre a Índia e o Bangladesh. Sob um calor húmido que há muito não sentíamos, o rio também atrai centenas de indianos e bangladeshianos entregues a uma pitoresca evasão.

Um rasto na madrugada
Vida Selvagem

Damaraland, Namíbia

Namíbia On the Rocks

Centenas de quilómetros para norte de Swakopmund, muitos mais das dunas emblemáticas de Sossuvlei, Damaraland acolhe desertos entrecortados por colinas de rochas avermelhadas, a maior montanha e a arte rupestre decana da jovem nação. Os colonos sul-africanos baptizaram esta região em função dos Damara, uma das suas etnias. Só estes e outros habitantes comprovam que fica na Terra.

Aterragem sobre o gelo
Voos Panorâmicos

Mount Cook, Nova Zelândia

A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.