Pentecostes, Vanuatu

Bungee Jumping para Homens a Sério


Coragem

Adolescente prepara-se para o seu salto de iniciação à idade adulta, incitado pelos cânticos de outros elementos da aldeia.

Derradeiro Apelo

Saltador eleva os braços ao céu, segundos antes de se lançar do topo da torre do Naghol.

Apreensão juvenil

Crianças observam a coreografia levada a cabo pelos adultos na base da torre de saltos de Pentecostes.

Mergulho destemido

Jovem de uma aldeia de Pentecostes a meio do seu salto para o solo.

Coreografia

Nativos levam a cabo danças repetitivas para encorajar o próximo saltador.

Super-Poderes

Saltador de Naghol com os olhos vermelhos devido ao consumo de drogas naturais que facilitam o salto Naghol.

Verificações estruturais

Homem de Pentecostes examina a solidez da torre de saltos.

Esticadores naturais

Jovens testam a resistência de lianas que suportam a torre de saltos.

Pudor tribal

Mulher da aldeia de Lonorore cobre os seios algo envergonhada entre os valores tribais e os ocidentais.

Sobre os coqueiros

Um dos saltadores no topo da torre de saltos de Lanorore.

Sobremesa Tropical

Crianças dirigem-se para o lugar da cerimónia de Pentecostes pela praia e a comerem enormes toranjas.

Na base da Cerimónia

Homens trabalham para garantir a solidez da torre de saltos de Lonorore.

Espectadoras Ansiosas

Mulheres observam o momento de mais um salto Naghol, preocupada com a sorte dos seus jovens.

Pista pública

Habitantes de Lonorore aguardam a descolagem do avião da Air Vanuatu em direcção à capital Efate.

Estrutura Orgânica

Homens verificam a solidez da torre antes de um novo salto.

Namba Colorida

Cápsula vegetal que distingue dois tipos tribais de Vanuatu, os Big Nambas e os Small Nambas, consoante o tamanho da cápsula.

Espectadores nativos

Homens de Pentecostes acompanham a cerimónia Naghol à sombra de uma árvore.

Super-Poderes II

Saltador posa junto à base da torre com óculos escuros emprestados por um espectador forasteiro da cerimónia.

Preparativos

Homens ajudam um saltador a desprender-se das lianas, após o seu salto.

Limpeza capilar

Irmã mais velha cata uma menina no intervalo de dois saltos.

Público Tribal

Nativos de todas as idades acompanham um salto do topo da torre.

Caminho mais fácil

Nativos aproximam-se de Lanorore pelo litoral com a ilha vizinha de Ambae em fundo.

Comunicação por Liana

Adolescente dá indicações aos homens que asseguram a solidez da torre de salto.

Conversa em ni-vanuatu

Um dos saltadores convive com outros jovens de Pentecostes, pouco antes do seu salto.

A caminho do solo

Saltador prepara os braços para se proteger de um eventual impacto no solo.

Novo salto

Mais um jovem em pleno ar, nesta ocasião, após saltar de uma plataforma intermédia da torre.

Digicel is Nambawan

Outdoor promove a empresa de comunicações móveis Digicel.

Impulso Urgente

Saltador projecta os braços para conseguir afastar-se dos troncos cortantes da torre.

Um sossego inesperado

Jovem repousa sobre a parte detrás da base da torre de saltos.

Saudade Prematura ?

Mulher e criança seguem a trajectória de um avião da Air Vanuatu, na pista de Lanorore.

Em 1995, o povo de Pentecostes ameaçou processar as empresas de desportos radicais por lhes terem roubado o ritual Naghol. Em termos de audácia, a imitação elástica fica muito aquém do original.

A aproximação do Harbin Y-12 à pista desvenda o monte Vulmat coberto de selva densa encharcada por dois dias de chuva intensa. E uma beira-mar exígua feita de areia negra e calhaus que a vegetação invade, quase alcançando a água azul do oceano Pacífico.

Quando o avião se imobiliza, uma pequena multidão de ni-vanuatu (os habitantes de Vanuatu) curiosos deixa a sombra das árvores e aproxima-se para saudar os novos visitantes. Somos convidados a registar-nos com os anciãos de Lonorore e, cumprida a formalidade, ficamos livres para explorar o litoral exótico que esconde a povoação.

Aos poucos, vão chegando grupos de nativos por um trilho apertado ou ao longo do areal e, também eles se aglomeram em redor dos barracões que servem o aeroporto.

Falta apenas uma hora para o início do ritual mas o recinto continua interdito, e é frequentado apenas pelos jovens saltadores e pelos homens que tratam dos derradeiros preparativos.

Estamos no fim de Maio e a época do Naghol ainda vai a meio. Em tempos, o evento tinha lugar uma vez por ano mas à medida que mais viajantes descobriam Pentecostes, a cerimónia revelou-se uma fonte de lucro incontornável para as aldeias que a praticavam e repete-se, agora, oito vezes, de Abril a Junho. Já a sua origem, se verdadeira, não podia ser mais única.

Conta-se na ilha que uma nativa se queixava da persistência dos avanços sexuais do seu marido, Tamalie. Sem o conseguir sensibilizar, fartou-se e fugiu para a floresta. Tamalie perseguiu-a obrigando-a a trepar a uma figueira-da-índia.  Encurralada, ao ver o marido subir, a mulher atou lianas aos tornozelos e lançou-se, ficando a balouçar junto ao solo, incólume, antes de se soltar.

Sentindo-se desafiado mas sem reparar nas lianas, Tamalie saltou atrás dela e perdeu a vida.

Daí em diante, os homens de Pentecostes decidiram praticar o salto com lianas para que não mais fossem enganados pelas parceiras e a prática tornou-se kastom (tradição).

À margem da lenda, o Naghol é levado a cabo como ritual de passagem dos rapazes das aldeias. Os nativos acreditam que, quando realizado com sucesso, contribui para boas colheitas de mandioca e para afastar os males próprios da época das chuvas, incluindo a malária que prevalece no arquipélago de Vanuatu, como noutras partes luxuriantes da Melanésia.

Quando é finalmente dada a permissão para avançarem, os forasteiros depressa se esquecem dos mosquitos que os incomodam e preocupam. Juntam-se ao grupo de espectadores locais e avançam pela floresta, seguindo um anfitrião apressado. A determinada altura, o trilho estreito entra numa clareira ampla de que se destacam uma encosta lamacenta e, no seu topo, uma enorme torre de troncos.

Enquanto a assistência se distribui pelo sopé e lados da encosta, vários homens amolecem o solo na projecção da base da torre. Outros, revêem e retocam a sua estrutura caótica.

Ao mesmo tempo, um grupo de apoiantes tribais – crianças à frente, seguidas de mulheres e, depois pelos homens – dançam, cantam e assobiam repetidamente para  incentivar os saltadores.

Estes, são mantidos nas imediações da torre durante dois dias, sem contacto com raparigas para garantir a requerida abstinência sexual. É também habitual que se untem de óleo de coco e que usem presas de javali como amuletos, além das nambas, cápsulas vegetais com que envolvem o pénis. Como pudemos notar mais tarde, alguns inspiram-se com recurso a substâncias naturais (leia-se drogas) e, quanto mais longo é o salto para que se preparam, maior é a inspiração.

O ritual começa com mergulhos a partir das plataformas inferiores da torre e vai evoluindo para o topo, consoante a idade dos participantes. As lianas são escolhidas pelos anciãos das aldeias. Têm que ser cortadas pouco antes da cerimónia, de acordo com o peso de cada saltador e a altura de que vai saltar mas, apesar da precisão exigida, os responsáveis continuam a dispensar qualquer instrumento moderno. Feita a selecção, desfiam-se as pontas das lianas que são presas aos tornozelos dos participantes. Se forem mal atadas ou demasiado longas, o saltador infeliz despenha-se no solo mas, caso fiquem curtas, pode colidir com a base da torre, de onde se projectam vários troncos.

Para não comprometer a elasticidade das lianas, o Naghol foi sempre realizado na época seca. Mas, em 1974, a administração colonial quis impressionar a soberana Rainha Isabel II – que visitava as então chamadas Novas Hébridas – e, contra a vontade dos indígenas, forçou uma cerimónia durante as chuvas. Foi uma vez sem exemplo. As lianas usadas por um dos saltadores quebraram-se e  causaram a única tragédia directamente provocada pelos mergulhos do Naghol.

De regresso à clareira, os saltadores intermédios cumpriram já o seu papel e a cerimónia decorre sem acidentes. O grupo de “apoiantes” volta a dançar e a cantar, desta vez, com intensidade redobrada. E um último adolescente trepa até ao topo da torre onde se posiciona sobre uma plataforma ínfima. Já no auge, junta-se aos cânticos por um minuto e acena olhando para o céu. Sem mais contemplações, impulsiona-se para diante, cobrindo a cabeça e o pescoço com os braços, sobrevoando, por momentos, a selva de Pentecostes antes de mergulhar em direcção ao solo.

As lianas quebram violentamente a queda, como a torre que se dobra ligeiramente e suaviza o esticão. E, como é esperado, as mãos do saltador tocam ligeiramente na terra mas, além de alguma dor nas pernas, depois de examinado por outros aldeãos, prova-se que está em condições de celebrar. 

Terminada a cerimónia, a assistência recebe autorização para se aproximar da torre e, em três tempos, envolve e glorifica o novo adulto. Mas a reacção é contida. Os seus olhos vermelhos explicam uma certa “ausência” que vai compensando com sorrisos sem fim.

A compensação monetária exigida pela ilha às empresas de bungee-jumping do mundo por estas terem copiado o Naghol ainda não foi paga. Mas, se um destes dias Pentecostes ganhar este caso, todos os seus nativos terão razões extra para sorrir.

Lijiang, China

Uma Cidade Cinzenta mas Pouco

Visto ao longe, o seu casario vasto é lúgubre mas as calçadas e canais seculares de Lijiang revelam-se mais folclóricos que nunca. Em tempos, esta cidade resplandeceu como a capital grandiosa do povo Naxi. Hoje, tomam-na de assalto enchentes de visitantes chineses que disputam o quase parque temático em que se tornou.

Wala, Vanuatu

Cruzeiro à Vista, a Feira Assenta Arraiais

Em grande parte de Vanuatu, os dias de “bons selvagens” da população ficaram para trás. Em tempos incompreendido e negligenciado, o dinheiro ganhou valor. E quando os grandes navios com turistas chegam ao largo de Malekuka, os nativos concentram-se em Wala e em facturar.

Efate, Vanuatu

A Ilha que Sobreviveu a "Survivor"

Grande parte de Vanuatu vive num abençoado estado pós-selvagem. Talvez por isso, reality shows em que competem aspirantes a Robinson Crusoes instalaram-se uns atrás dos outros na sua ilha mais acessível e notória. Já algo atordoada pelo fenómeno do turismo convencional, Efate também teve que lhes resistir.

Pentecostes, Vanuatu

Naghol: O Bungee Jumping sem Modernices

Em Pentecostes, no fim da adolescência, os jovens lançam-se de uma torre apenas com lianas atadas aos tornozelos. Cordas elásticas e arneses são pieguices impróprias de uma iniciação à idade adulta.

Honiara e Gizo, Ilhas Salomão

O Templo Profanado das Ilhas Salomão

Um navegador espanhol baptizou-as, ansioso por riquezas como as do rei bíblico. Assoladas pela 2a Guerra Mundial, por conflitos e catástrofes naturais, as Ilhas Salomão estão longe da prosperidade.

Competições

Uma Espécie Sempre à Prova

Está-nos nos genes. Seja pelo prazer de participar, por títulos, honra ou dinheiro, os confrontos dão sentido à vida. Surgem sob a forma de modalidades sem conta, umas mais excêntricas que outras.

Queenstown, Nova Zelândia

Digna de uma Raínha

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades extremas reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.

Tanna, Vanuatu

Daqui se Fez Vanuatu ao Ocidente

O programa de TV “Meet the Natives” levou representantes tribais de Tanna a conhecer a Grã-Bretanha e os E.U.A. De visita à sua ilha, percebemos porque nada os entusiasmou mais que o regresso a casa.

Espiritu Santo, Vanuatu

Divina Melanésia

Pedro Fernandes de Queirós pensava ter descoberto o grande continente do sul. A colónia que propôs nunca se chegou a concretizar. Hoje, Espiritu Santo, a maior ilha de Vanuatu, é uma espécie de Éden.

Malekula, Vanuatu

Canibalismo de Carne e Osso

Até ao início do século XX, os comedores de homens ainda se banqueteavam no arquipélago de Vanuatu. Na aldeia de Botko descobrimos porque os colonizadores europeus tanto receavam a ilha de Malekula

Cocquete
Arquitectura & Design

Napier, Nova Zelândia

De Volta aos Anos 30

Devastada por um sismo, Napier foi reconstruida num Art Deco quase térreo e vive a fazer de conta que parou nos thirties. Os seus visitantes rendem-se à atmosfera Great Gatsby que a cidade encena.

Aurora fria II
Aventura
Circuito Anapurna: 3º- Upper Pisang, Nepal

Uma Inesperada Aurora Nevada

Aos primeiros laivos de luz, a visão do manto branco que cobrira a povoação durante a noite deslumbra-nos. Com uma das caminhadas mais duras pela frente, adiamos a partida tanto quanto possível. Contrariados, deixamos Upper Pisang rumo a Ngawal quando a derradeira neve se desvanecia.
Bebé entre reis
Cerimónias e Festividades

Pirenópolis, Brasil

Cruzadas à Brasileira

Os exércitos cristãos expulsaram as forças muçulmanas da Península Ibérica no séc. XV mas, em Pirenópolis, estado brasileiro de Goiás, os súbditos sul-americanos de Carlos Magno continuam a triunfar.

Paz & Amor
Cidades

Guwahati, India

A Cidade Prolífica que Venera o Desejo e a Fertilidade

Guwahati é a maior cidade do estado de Assam e do Nordeste indiano. Também é uma das que mais se desenvolve do mundo. Para os hindus e crentes devotos do Tantra, não será coincidência lá ser venerada Kamakhya, a deusa-mãe da criação.

Comida
Comida do Mundo

Gastronomia Sem Fronteiras nem Preconceitos

Cada povo, suas receitas e iguarias. Em certos casos, as mesmas que deliciam nações inteiras repugnam muitas outras. Para quem viaja pelo mundo, o ingrediente mais importante é uma mente bem aberta.
Budas
Cultura

Nara, Japão

Budismo Hiperbólico

Nara deixou, há muito, de ser capital e o seu templo Todai-ji foi despromovido. Mas o Grande Salão mantém-se o maior edifício antigo de madeira do Mundo. E alberga o maior buda vairocana de bronze.

Bola de volta
Desporto

Melbourne, Austrália

O Futebol em que os Australianos Ditam as Regras

Apesar de praticado desde 1841, o AFL Rules football só conquistou parte da grande ilha. A internacionalização nunca passou do papel, travada pela concorrência do râguebi e do futebol clássico.

Budismo majestoso
Em Viagem
Circuito Anapurna: 4º – Upper Pisang a Ngawal, Nepal

Do Pesadelo ao Deslumbre

Sem que estivéssemos avisados, confrontamo-nos com uma subida que nos leva ao desespero. Puxamos ao máximo pelas forças e alcançamos Ghyaru onde nos sentimos mais próximos que nunca das Anapurnas. O resto do caminho para Ngawal soube como uma espécie de extensão da recompensa.
Promessa?
Étnico
Goa, Índia

Para Goa, Rapidamente e em Força

Uma súbita ânsia por herança tropical indo-portuguesa faz-nos viajar em vários transportes mas quase sem paragens, de Lisboa à famosa praia de Anjuna. Só ali, a muito custo, conseguimos descansar.
Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
Uma Busca solitária
História

Cabo da Boa Esperança, África do Sul

À Beira do Velho Fim do Mundo

Chegamos onde a grande África cedia aos domínios do “Mostrengo” Adamastor e os navegadores portugueses tremiam como varas. Ali, onde a Terra estava, afinal, longe de acabar, a esperança dos marinheiros em dobrar o tenebroso Cabo era desafiada pelas mesmas tormentas que lá continuam a grassar.

Aulas de surf
Ilhas

Waikiki, Havai

A Invasão Nipónica do Havai

Décadas após o ataque a Pearl Harbour e da capitulação na 2ª Guerra Mundial, os japoneses voltaram ao Havai armados com milhões de dólares. Waikiki, o seu alvo predilecto, faz questão de se render.

Lenha
Inverno Branco

PN Oulanka, Finlândia

Um Lobo Pouco Solitário

Jukka “Era-Susi” Nordman criou uma das maiores matilhas de dog sledding do mundo. Tornou-se numa das personagens mais emblemáticas do país mas continua fiel ao seu cognome: Wilderness Wolf

Sombra vs Luz
Literatura

Quioto, Japão

O Templo que Renasceu das Cinzas

O Pavilhão Dourado foi várias vezes poupado à destruição ao longo da história, incluindo a das bombas largadas pelos EUA mas não resistiu à perturbação mental de Hayashi Yoken. Quando o admirámos, luzia como nunca.

Por Chame
Natureza
Circuito Anapurna: 1º Pokhara a Chame, Nepal

Por Fim, a Caminho

Depois de vários dias de preparação em Pokhara, partimos em direcção aos Himalaias. O percurso pedestre só o começamos em Chame, a 2670 metros de altitude, com os picos nevados da cordilheira Annapurna já à vista. Até lá, completamos um doloroso mas necessário preâmbulo rodoviário pela sua base subtropical.
Filhos da Mãe-Arménia
Outono

Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.

Vai-e-vem fluvial
Parques Naturais

Iriomote, Japão

Uma Pequena Amazónia Japonesa

Florestas tropicais e manguezais impenetráveis preenchem Iriomote sob um clima de panela de pressão. Aqui, os visitantes estrangeiros são tão raros como o yamaneko, um lince endémico esquivo.

Um matrimónio espacial
Património Mundial Unesco

Samarcanda, Usbequistão

O Sultão Astrónomo

Neto de um dos grandes conquistadores da Ásia Central, Ulugh Beg preferiu as ciências. Em 1428, construiu um observatório espacial em Samarcanda. Os seus estudos dos astros levaram-lhe o nome a uma cratera da Lua. 

Palestra
Personagens

Christchurch, Nova Zelândia

O Feiticeiro Amaldiçoado

Apesar da sua notoriedade nos antípodas, Ian Channell o bruxo da Nova Zelândia não conseguiu prever ou evitar vários sismos que assolaram Christchurch. O último obrigou-o a mudar-se para casa da mãe.

Baie d'Oro
Praia

Île-des-Pins, Nova Caledónia

A Ilha que se Encostou ao Paraíso

Em 1964, Katsura Morimura deliciou o Japão com um romance-turquesa passado em Ouvéa. Mas a vizinha Île-des-Pins apoderou-se do título "A Ilha mais próxima do Paraíso" e extasia os seus visitantes.

Budismo XXL
Religião

Tawang, Índia

O Vale Místico da Profunda Discórdia

No limiar norte da província indiana de Arunachal Pradesh, Tawang abriga cenários dramáticos de montanha, aldeias de etnia Mompa e mosteiros budistas majestosos. Mesmo se desde 1962 os rivais chineses não o trespassam, Pequim olha para este domínio como parte do seu Tibete. De acordo, há muito que a religiosidade e o espiritualismo ali comungam com um forte militarismo.

A todo o vapor
Sobre carris

Ushuaia, Argentina

O Derradeiro Comboio Austral

Até 1947, o Tren del Fin del Mundo fez incontáveis viagens para que os condenados do presídio de Ushuaia cortassem lenha. Hoje, os passageiros são outros mas nenhuma outra composição passa mais a Sul

Sociedade
Profissões Árduas

O Pão que o Diabo Amassou

O trabalho é essencial à maior parte das vidas. Mas, certos trabalhos impõem um grau de esforço, monotonia ou perigosidade de que só alguns eleitos estão à altura.
Retorno na mesma moeda
Vida Quotidiana
Dawki, Índia

Dawki, Dawki, Bangladesh à Vista

Descemos das terras altas e montanhosas de Meghalaya para as planas a sul e abaixo. Ali, o caudal translúcido e verde do Dawki faz de fronteira entre a Índia e o Bangladesh. Sob um calor húmido que há muito não sentíamos, o rio também atrai centenas de indianos e bangladeshianos entregues a uma pitoresca evasão.
Recanto histórico
Vida Selvagem

Tasmânia, Austrália

À Descoberta de Tassie

Há muito a vítima predilecta das anedotas australianas, a Tasmânia nunca perdeu o orgulho no jeito mais rude que aussie de ser e mantém-se envolta em mistério no seu recanto meridional dos antípodas.

Os sounds
Voos Panorâmicos

The Sounds, Nova Zelândia

Os Fiordes dos Antipodas

Um capricho geológico fez da região de Fiordland a mais crua e imponente da Nova Zelândia. Ano após anos, muitos milhares de visitantes veneram o subdomíno retalhado entre Te Anau e o Mar da Tasmânia.