Helsínquia, Finlândia

A Páscoa Pagã de Seurasaari


Bruxinha de chaleira

Tyra, uma das muitas crianças de Helsínquia que visitam Seurasaari no sábado santo vestidas de bruxinhas ou trolls.

Fogo posto

Público admira o fogo aceso para espantar espíritos maléficos enquanto as fogueiras se elevam.

Traje fácil

Katja Soini veste a sua própria moda durante a comemoração pagã de Seurasaari.

Grelhados à finlandesa

Convivas preparam salsichas num churrasco comunitário da ilha.

Lume pouco brando

Espectadores agrupados admiram a combustão das fogueiras.

Bancada gelada

Crianças contemplam o fogo do cimo de um monte de neve.

iKids

Pai fotografa filhas vestidas de bruxinhas.

Vultos boreais

Jovens finlandeses conversam ao pôr-do-sol numa orla da floresta de Seurasaari.

Marita Nordman

Uma anciã com 80 anos, membro da Fundação Seurasaari e protectora do folclore finlandês.

Em trajes rosados

Mini Aakko e Petra Toikka a caminho das fogueiras.

Inverno Azul

Retalho gelado do Golfo da Finlândia, em redor da ilha de Seurasaari.

De geração para geração

Finlandesas de diferentes idades eternizam uma das mais fortes tradições pagãs do país.

Fogo posto II

Espectadores aquecem-se enquanto as chamas consomem ramos e folhagem de Seurasaari.

Rosas e sardas

Petra Toikka em modo de bruxinha de Seurasaari.

Rasto longínquo

Silhueta industrial quebra a homogeneidade avermelhada do céu a Oeste de Seurasaari.

Em Helsínquia, o sábado santo também se celebra de uma forma gentia. Centenas de famílias reúnem-se numa ilha ao largo, em redor de fogueiras acesas para afugentar espíritos maléficos, bruxas e trolls

À medida que a tarde e o autocarro 24 avançam, a temperatura já enregelante cai a olhos vistos e reforça a solidez do retalho do Golfo da Finlândia que se estende para oeste.

Segue a bordo um pequeno exército de crianças em fatinhos colori

dos debaixo de roupa de Inverno que, à boa maneira finlandesa, lutam para conter a ansiedade gerada pela farra iminente.

Chegamos à última paragem. Os passageiros encasacados saem para o exterior de forma ordeira, ajeitam as golas, os capuzes e os gorros e enfrentam o

cenário frígido.

Sem forma melhor de nos orientarmos, seguimo-los. Mas, como acontece a vários destes suomi em modo de descontracção, encantamo-nos com os lagos gelados, azulados devido ao esfumar precoce da luz setentrional e escondidos atrás de vedações naturais feitas de um capim alto e ressequido.

Bandos selvagens de patos, de gansos e de outras aves do frio chapinham em poças abertas pela corrente submarina, demasiado confortáveis naquela água realmente líquida para se incomodarem com a invasão humana.

Por fim, atravessamos uma ponte estreita, um acesso edificado em 1891-92, com madeira de árvores derrubadas durante as tempestades de Outono. Do outro lado, já estamos em Seurasaari.

Esta ilha foi usada durante algum tempo para pasto do gado de um senhor feudal da região. Mas, no virar para o século XX, as autoridades adaptaram-na para proporcionar tempos de evasão aos trabalhadores da cidade e de uma instituição em particular, a Serving Company. 

Esta empresa construiu, ali, mais de 30 edifícios recreativos entre bares e geladarias, barracas de vendas, fonógrafos públicos, máquinas de observação panorâmica e também a iluminação necessária. 

Durante o Inverno pouco misericordioso, a animação em Seurasaari parece aquém do que sugere tanta infra-estrutura histórica mas, mal a Primavera se impõe, a ilha ganha vida e acolhe a maioria dos seus cerca de 500.000 visitantes anuais, parte deles frequentadores de uma das três únicas praias naturistas do país dos mil lagos.

Da orla dos lagos, acedemos a um trilho de floresta sombrio, no encalço de famílias que se também se tinham deixado atrasar. Em ambos os lados do caminho, no meio das coníferas, surgem velhos moinhos e celeiros para ali levados desde 1909 de diferentes recantos da Finlândia, com o fim de integrarem um museu ao ar livre.

A espaços, estruturas intrigantes adicionais insinuam-se no meio do arvoredo despido: uma capela luterana em creme e branco sujo digna de uma Finlândia dos Pequenitos e, entre outras, uma cabine telefónica histórica verde com forro amarelo em que duas amigas se entretêm a fotografar-se.

Andamos mais algumas centenas de metros e somos aliciados com o aroma de fogo alimentado a madeira mal seca e de algum grelhado de carne ainda difícil de identificar. Até que entramos numa clareira e nos deparamos com uma multidão piqueniqueira, disposta em redor de um churrasco comunitário. 

Gente alourada grelha salsichas espetadas em galhos e reconforta-se da agrura meteorológica enquanto algumas almas alcoolizadas e à margem da sociedade bem sucedida da capital suspiram por eventuais caridades.

Os finlandeses cristãos são quase todos luteranos, só uma pequena percentagem da população segue os preceitos da Igreja Ortodoxa. Mas, muitos deles – a começar pelos samis distintos em termos étnicos e culturais do topo da Lapónia – preservam crenças ou simpatia por costumes nórdicos ancestrais. Era exactamente essa relação que reunia tantos finlandeses em Seurasaari. 

Como nos explica um avô dedicado: “Antes as pessoas do campo acreditavam muito a sério nestas coisas, que no Sábado Santo de Páscoa, os maus espíritos e as bruxas voavam sobre as quintas e os campos, que os trolls ordenhavam o leite das vacas e lhes cortavam o pelo, como às ovelhas e até aos cavalos. Pensava-se que o fumo e o fogo os afugentavam e, como tal, acendiam enormes fogueiras”.

À parte dos edifícios do museu, a fundação Seurasaari, forte defensora dos valores vernaculares finlandeses, começou também a transpor para a ilha, em 1982, uma encenação anual desta tradição e a convocar os habitantes de Helsínquia para a sua celebração. 

Quando deixamos o pequeno quiosque-café ao lado do churrasco já abastecidos de chá quente e bolos, vários funcionários tratam de acender as fogueiras, com o apoio de um carro de bombeiros estrategicamente colocado para eventuais emergências, apesar do solo nevado e molhado em redor da vegetação por queimar.

Tyra – a neta do senhor que nos explicara a origem do costume – passa por nós vestida de bruxinha sardenta, rodeada de amiguitos endiabrados acabados de conhecer. Um bando de espíritos infantis em êxtase acomoda-se sobre um monte de neve suja. Dali, como pequenos Neros deliciados, observam as chamas apoderarem-se dos troncos e folhas verdes e ganharem dimensão em poucos segundos.

O fascínio mantêm-se por algum tempo mas, com a monotonia da combustão, muitas destas crianças debandam para confrontos de bolas de neve ou em busca de ovos e outros doces que os familiares esconderam no bosque lúgubre por detrás.

Com o apogeu do fogo, é inaugurado numa estrutura montada em jeito de anfiteatro, um recital de poesia e canto que recruta dezenas de outros miúdos sob a tutela carinhosa de Marita Nordman, uma anciã com 80 anos, figura incontornável do folclore finlandês que vemos mais tarde circular em redor das fogueiras com uma pequena cesta com tricotados, bordados e outros adereços típicos dos modos antigos da Finlândia.

O festival termina. Pouco depois, os bombeiros de serviço extinguem as fogueiras já moribundas. A condizer, também o dia anuncia o seu último estertor. Como por obra divina, enquanto o frio aperta como nunca, o céu nas redondezas abre de um azul petróleo para tons de laranja e magenta que se adensam.

Dezenas de convivas resilientes procuram a bola incandescente do Sol. Seguimos mais uma vez os nativos por um trilho de que não nos tínhamos apercebido e que termina na orla da floresta, de frente para uma outra enseada gelada do Golfo da Finlândia.

Do lado oposto, o grande astro afunda-se lentamente e cria um fundo avermelhado decorado pelas silhuetas de árvores e estruturas longínquas, também pelo fumo de uma chaminé que se destaca acima da vegetação.

Após o desaparecimento ilusório do Sol, a escuridão instala-se de vez. Regressamos à paragem do autocarro com auxílio de lanternas e, pouco depois, ao braços aconchegantes da Helsínquia sofisticada.

Kemi, Finlândia

Não é Nenhum "Barco do Amor" mas Quebra Gelo desde 1961

Construído para manter vias navegáveis sob o Inverno árctico mais extremo, o “Sampo” cumpriu a sua missão entre a Finlândia e a Suécia durante 30 anos. Em 1988, reformou-se e dedicou-se a viagens mais curtas que permitem aos passageiros flutuar num canal recém-aberto do Golfo de Bótnia, dentro de fatos que, mais que especiais, parecem espaciais.

Ilha Hailuoto, Finlândia

À pesca do verdadeiro peixe fresco

Abrigados de pressões sociais indesejadas, os ilhéus de Hailuoto sabem sustentar-se. Sob o mar gelado de Bótnia capturam ingredientes preciosos para os restaurantes de Oulu, na Finlândia continental.

Helsínquia, Finlândia

Uma Via Crucis Frígido-Erudita

Chegada a Semana Santa, Helsínquia exibe a sua crença. Apesar do frio de congelar, actores pouco vestidos protagonizam uma re-encenação sofisticada da Via Crucis por ruas repletas de espectadores.

Marinduque, Filipinas

Quando os Romanos Invadem as Filipinas

Nem o Império do Oriente chegou tão longe. Na Semana Santa, milhares de centuriões apoderam-se de Marinduque. Ali, se reencenam os últimos dias de Longinus, um legionário convertido ao Cristianismo.

Gasan, Filipinas

A Paixão Filipina de Cristo

Nenhuma nação em redor é católica mas muitos filipinos não se deixam intimidar. Na Semana Santa, entregam-se à crença herdada dos colonos espanhóis.A auto-flagelação torna-se uma prova sangrenta de fé

Pirenópolis, Brasil

Cavalgada de Fé

Introduzida, em 1819, por um padre português, a Festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis agrega uma complexa rede de celebrações. Dura mais de 20 dias, passados, em grande parte, sobre a sela.

Chiapas e Iucatão, México

Uma Estafeta de Fé

Equivalente católica da Nª Sra. de Fátima, a Virgem de Guadalupe move e comove o México. Os seus fiéis cruzam-se nas estradas do país, determinados em levar a prova da sua fé à patrona das Américas.

Jerusalém, Israel

Pelas Ruas Beliciosas da Via Dolorosa

Em Jerusalém, enquanto percorrem o caminho de Cristo para a cruz, os crentes mais sensíveis apercebem-se de como a paz do Senhor é difícil de alcançar nas ruelas mais disputadas à face da Terra.

Helsínquia, Finlândia

O Design que Veio do Frio

Com parte do território acima do Círculo Polar Árctico, os finlandeses respondem ao clima com soluções eficientes e uma obsessão pela estética e pelo modernismo inspirada pela vizinha Escandinávia.

Um
Arquitectura & Design

Talisay City, Filipinas

Monumento a um Amor Luso-Filipino

No final do século XIX, Mariano Lacson, um fazendeiro filipino e Maria Braga, uma portuguesa de Macau, apaixonaram-se e casaram. Durante a gravidez do que seria o seu 11º filho, Maria sucumbiu a uma queda. Destroçado, Mariano ergueu uma mansão em sua honra. Em plena 2ª Guerra Mundial, a mansão foi incendiada mas as ruínas elegantes que resistiram eternizam a sua trágica relação.

Radical 24h por dia
Aventura

Queenstown, Nova Zelândia

Digna de uma Raínha

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades extremas reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.

Chegada à festa
Cerimónias e Festividades

Perth, Austrália

Em Honra da Fundação, de Luto Pela Invasão

26/1 é uma data controversa na Austrália. Enquanto os colonos britânicos o celebram com churrascos e muita cerveja, os aborígenes celebram o facto de não terem sido completamente dizimados.

Cidade dourada
Cidades

Jerusalém, Israel

Mais Perto de Deus

Três mil anos de uma história tão mística quanto atribulada ganham vida em Jerusalém. Venerada por cristãos, judeus e muçulmanos, esta cidade irradia controvérsias mas atrai crentes de todo o Mundo.

Basmati Bismi
Comida

Singapura

A Capital Asiática da Comida

Eram 4 as etnias condóminas de Singapura, cada qual com a sua tradição culinária. Adicionou-se a influência de milhares de imigrados e expatriados numa ilha com metade da área de Londres. Apurou-se a nação com a maior diversidade e qualidade de víveres do Oriente. 

Cansaço em tons de verde
Cultura

Suzdal, Rússia

Em Suzdal, é de Pequenino que se Celebra o Pepino

Com o Verão e o tempo quente, a cidade russa de Suzdal descontrai da sua ortodoxia religiosa milenar. A velha cidade também é famosa por ter os melhores pepinos da nação. Quando Julho chega, faz dos recém-colhidos um verdadeiro festival. 

Sol nascente nos olhos
Desporto

Busselton, Austrália

2000 metros em Estilo Aussie

Em 1853, Busselton foi dotada de um dos pontões então mais longos do Mundo. Quando a estrutura decaiu, os moradores decidiram dar a volta ao problema. Desde 1996 que o fazem, todos os anos, a nadar.

Em Viagem
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Área de Serviço à Moda Moçambicana

Repete-se em quase todas as paragens em povoações dignas de aparecer nos mapas. O machimbombo (autocarro) detém-se e é cercado por uma multidão de empresários ansiosos. Os produtos oferecidos podem ser universais como água ou bolachas ou típicos da zona. Nesta região a uns quilômetros de Nampula, fruta tropical é coisa que não falta.
No coração amarelo de San Cristóbal
Étnico

San Cristóbal de Las Casas, México

O Lar Doce Lar da Consciência Social Mexicana

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Um Lobo Pouco Solitário

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Aposentos dourados
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Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

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Na Pele do Verdadeiro Robinson Crusoe

A principal ilha do arquipélago Juan Fernández foi abrigo de piratas e tesouros. A sua história fez-se de aventuras como a de Alexander Selkirk, o marinheiro abandonado que inspirou o romance de Dafoe

Victoria falls
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O Presente Trovejante de Livingstone

O explorador procurava uma rota para o Índico quando nativos o conduziram a um salto do rio Zambeze. As quedas d'água que encontrou eram tão majestosas que decidiu baptizá-las em honra da sua raínha

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Apesar da sua notoriedade nos antípodas, Ian Channell o bruxo da Nova Zelândia não conseguiu prever ou evitar vários sismos que assolaram Christchurch. O último obrigou-o a mudar-se para casa da mãe.

Leme Manual
Praia

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Uma comunidade de caiçaras descendentes de piratas fundou uma povoação num recanto da Ilhabela. Apesar do acesso difícil, Bonete foi descoberta e considerada uma das 10 melhores praias do Brasil.

Cortejo garrido
Religião

Suzdal, Rússia

1000 Anos de Rússia à Moda Antiga

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Assento do sono
Sobre carris

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Os Hipno-Passageiros de Tóquio

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Sociedade
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O projeccionista
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