Mo'orea, Polinésia Francesa

A Irmã que Qualquer Ilha Gostaria de Ter


Pacífico celestial

Vista aérea de Mo'orea a partir de um avião da Air Tahiti que faz a ligação entre várias ilhas do arquipélago das Sociedade.

De molho

Coqueiro praticamente deitado sobre o mar tranquilo da baía de Cook.

Litoral de coral

Panorâmica de Mo'orea com a linha de costa envolvida por um recife de coral amplo.

Tatoo

Músico tatuado com tatuagens inspiradas na tradição polinésia taitiana.

Uma superfície dentada

Alguns dos muitos picos aguçados de Mo'orea, uma ilha de origem vulcânica esculpida por uma intensa erosão. 

Modo resort

Estrutura de cabanas-palafitas sofisticadas de um dos hotéis requintados instalado sobre a lagoa aquém do recife de coral de Mo'orea.

Espécie de cavaquinho

Músico toca um instrumento de corda tradicional.

Tons de azul

Forte contraste de tons marinhos entre o interior e o exterior da lagoa coralífera. Ao fundo, o verde das montanhas de Taiti.

De molho II

A Baía de Cook, um dos muitos recortes geológicos de Mo'orea, em tempos navegado pelo descobridor inglês James Cook.

Quase lá

Visitante caminha nao longo da costa norte de Mo'orea, à beira da lagoa interior 

A meros 17km de Taiti, Mo’orea não conta com uma única cidade e abriga um décimo dos habitantes. Há muito que os taitianos veem o sol pôr-se e transformar a ilha ao lado numa silhueta enevoada para, horas depois, lhe devolver as cores e formas exuberantes. Para quem visita estas paragens longínquas do Pacífico, conhecer também Mo’orea é um privilégio a dobrar.

Descansamos e preparamos a exploração do Taiti à beira da piscina de Carole e das duas amigas, ambas Caroline, com quem a anfitriã partilhava a vivenda de Puna’auia. Elas, por sua vez, experimentam hulas tradicionais polinésias, as saias vegetais que, com o tempo, evoluíram e deram lugar aos populares páreos. Eram peças de vestuário essenciais para a sua participação na heiva, o festival e competição local de dança, em que entrariam como metros (francesas da metrópole) e assim se procuravam integrar na sociedade taitiana. As amigas tinham acabado de regressar de umas férias no Havai. Queixavam-se com frequência de que Caró estava sempre atrasada.  Com a melhor das intenções, de lá lhe trouxeram um presente, um espelho que versava “I am not retarded”. Compraram-lhe o souvenir com base no significado francês de “retardé”. Ao receber a prenda, Carole – bem mais dotada na língua inglesa – percebeu de imediato que alguma coisa não batia ali bem. Questionou-as sobre o que acharam que lá estava escrito. Quando lhes explicou o quê, entregaram-se as três a longas gargalhadas.

Por aquela hora, as amigas partilhavam ainda um compromisso. Saem à pressa. Nós, constatamos que o ocaso nos apanhava desprevenidos. Rumamos a uma praia nas imediações da ponta de Nu’uroa, na orla da lagoa delimitada pela barreira de recife que protegia a maior parte da ilha. Banhamo-nos. Conversamos imersos naquele mar amornado pela tropicalidade. Apreciamos a ilha ao largo. Reconstituímos nas mentes o mapa do grupo Barlavento do arquipélago das Sociedade. Concluímos que, pelo menos em consciência, contemplávamos Mo’orea pela primeira vez.

Carole reaparece a passear o seu labrador negro. Como o cão, o sol mergulha com estardalhaço sobre o horizonte. O súbito arrebol transforma o verde exuberante da ilha irmã de Taiti num contorno escuro e caprichoso envolto de dourado, o celeste e o marinho seu reflexo. À aparente distância de uma boa natação, a vinte minutos de barco, Mo’orea parecia-nos mais intrigante que nunca. Dias depois, em vez de desembarcarmos do ferry, acabamos por lá aterrar, chegados de Huahine, uma ilha mais distante do grupo.

O curto voo revelou-nos vistas aéreas de três dos vários cogumelos insulares característicos da Polinésia Francesa, o da Huahine de que descolamos, o de Mo’orea e também de Taiti, a irmã mais velha, ilha fulcral do arquipélago das Sociedade. Nos três casos, montanhas pontiagudas e luxuriantes despontavam de lagoas incríveis com tons de azul que mudavam do ciano a um quase petróleo consoante a profundidade do leito arenoso marinho. Delimitavam estas lagoas, atóis que combinavam orlas terrestres com secções de recife. Tal como nos permitira suspeitar a observação a partir do litoral oeste de Taiti, o maciço montanhoso no âmago de Mo’orea, podia até ser menor e menos elevado, revelava-se, todavia, uma esplendorosa obra de arte geológica, entrecortada e afiada até aos limites da imaginação pela actividade vulcânica e pela erosão milenar, em particular, das chuvadas tropicais que mantêm as montanhas cobertas de uma floresta viçosa.

O avião pousa na ponta nordeste, ao longo de uma zona excepcional de laje que concedeu a construção da pista singular da ilha.

Recebe-nos Vanessa Boulais, outra jovem francesa apostada na vida alternativa, bem mais solarenga, livre e melhor remunerada da Polinésia Francesa. Vanessa tinha comprado um Twingo há apenas três semanas. É nele que seguimos para a sua casinha com jardim. Vanessa era enfermeira em Papeete, a capital do Taiti e de todo aquele território insular ultramarino. Só fazia os turnos da noite, de maneira a poder apanhar, na ida e na volta, o Aremiti 5, o ferry que ligava Mo’orea à capital. A nova anfitriã instala-nos. Faz questão de nos levar a um rent a scooter. De lá, ela segue para os seus afazeres. Nós, inauguramos o anseado modo de exploração.

Não há, em Mo’orea, uma Papeete ou sequer um centro urbano que se lhe assemelhe. Em vez, os seus dezasseis mil habitantes surgem dispersos por pequenas vilas, aldeias e lugarejos, com centro administrativo, vá lá que seja, em Afareaitu e Vaiare, communes a meio da costa leste.

Fazemo-nos à estrada circular que percorre o litoral recortado. Dela partem outras, íngremes, que conduzem a pontos elevados na encosta. Uma destas vias interna-se mais que as afins. É por ela que cruzamos os vales profundos de Opunohu e de Paopao, massacramos o motor fraco da scooter e seguimos montanha acima até passarmos o pitoresco Colégio Agrícola e atingirmos o miradouro Belvedere, o ponto mais elevado da ilha acessível por veículo. Nas suas alturas verdejantes, deleitamo-nos com a imponência pseudo-piramidal do monte Rotui (899m), com as suas muitas arestas aguçadas. Este monte mantém apartadas, sem apelo, as baías profundas de Opunohu e de Cook. Para trás e para o interior, ergue-se a montanha suprema de Mo’orea, o monte Tohivea (1207m), em tempos, parte da borda sul da cratera pré-histórica da ilha.

Mo’orea está como que dividida em três mundos distintos. Afareaitu e Vaiare, mais urbanas sem serem verdadeiras cidades, formam um deles. As aldeolas e povoações congéneres por que passamos enquanto damos a volta à ilha são outro. Nelas vadiam galinhas, porcos e restantes animais domésticos que os nativos entregam à natureza circundante. Estas povoações são formadas por agrupamentos de casas mais ou menos tradicionais, de fares com telhados de junco ou fibras de palmeira a outras, derivadas, já todas em madeira ou com materiais menos orgânicos. Sejam como forem os domicílios, os terrenos contíguos surgem ajardinados e florados com tal afinco que nos fazem suspeitar de contágio de um excessivo perfeccionismo colonial francófono.

A povoação da ilha é diminuta. Só de quando em quando nos cruzamos com um ou outro nativo por norma demasiado entregue aos seus afazeres ou indiferente para saudar os popas (estrangeiros) de passagem. Aliás, em poucos lugares do mundo sentimos tanta dificuldade como nas Ilhas Sociedade para conhecermos nativos e com eles convivermos. Terá sido igual ou pior nas comparáveis ilhas Cook.

Apesar de algumas excepções, continua a provar-se bipolar a relação dos polinésios das ilhas Sociedade com os seus colonos históricos. Vanessa não tarda a descrever-nos o que vive: “no exterior, os polinésios são o mais simpáticos que conseguem para com os metros. Nos locais de trabalho, a coisa muda de figura. Mantêm a educação necessária às funções mas durante as horas de pausa, por exemplo, é raro juntarem-se aos de fora. Nós, achamos que eles não gostam de nós que vimos da França metrópole porque consideram que lhes tiramos os postos de trabalho. O que até pode ser verdade mas não deve ser visto só assim. É a França que injecta dinheiro na Polinésia Francesa onde pouca gente paga impostos relevantes. A ideia que nos dá é que o trabalho desagrada aos polinésios. As mulheres, em grande número, ficam em casa. Os homens trabalham, mas não todos, nem de perto nem de longe e, quando trabalham, nem sempre o fazem com vontade.”

O que é certo é que os nativos não parecem estar suficientemente insatisfeitos com o sacrifício da sua independência e integridade cultural. Os movimentos de separação têm-se revelado inexpressivos. Os polinésios sabem que a qualidade de vida que preservam há décadas depende da França. E, isto, apesar de as ilhas com menos expressão turística sofrerem uma séria falta das infraestruturas, cuidados de saúde e outros direitos abundantes em Taiti, em Mo’orea e noutras ilhas mais relevantes. Vanessa conta-nos o caso de uma mulher de vinte anos que havia dado à luz em Papeete, regressou de avião à sua casa na ilha de Maupiti e lá se viu vítima de uma infecção. Sem centro hospitalar em Maupiti ou voos frequentes para Taiti, já não conseguiu voltar a Papeete com vida.

Mesmo assim, os indígenas toleram a sua progressiva submissão à administração e cultura gaulesa, bem patente na proliferação das baguetes, dos Carrefours e dos inúmeros veleiros atracados nas marinas em redor da ilha pelos metros abastados.

E, no entanto, se o rumo histórico dos descobrimentos europeus tivesse sido distinto, hoje, a Polinésia Francesa seria espanhola ou inglesa.

Crê-se que o primeiro navegador ocidental a avistar Mo’orea foi, em 1606, Pedro Fernandes de Queirós, um eborense ao serviço de Espanha, mas os primeiros europeus a ancorarem e a permanecerem com sérias intenções de exploração foram Samuel Wallis e o bem mais famoso capitão James Cook, em 1769. A Baía de Cook local continua a honrar o explorador homónimo. Cook, por sua vez, foi o autor do baptismo das Ilhas Sociedade. Fê-lo em função do patrocínio da sua expedição concedido pela Real Sociedade de Londres (para o melhoramento do Conhecimento Natural). Também Charles Darwin viria a estudar tanto Taiti como Mo’orea.

Na ressaca destas primeiras abordagens, verificou-se uma verdadeira corrida ao domínio das inúmeras ilhas polinésias, disputada entre britânicos, espanhóis e franceses. Após sucessivos e intrincados eventos, os últimos anexaram Taiti e decretaram um Protectorado Francês que incluía já diversas outras ilhas em redor. Desrespeitaram uma tal de Convenção Jarnac, assinada em 1847, para contentamento dos britânicos. Daí em diante, não cessaram de alargar o seu domínio no Pacífico. Como os restantes, Mo’orea, um dos seus redutos mais próximos de Taiti, foi-se afrancesando.

O “terceiro mundo” de Mo’orea, também ele produto deste contexto histórico, é ainda mais complexo. Com o tempo, seduzidos pela sumptuosidade esmeralda-turquesa dos cenários divinais, os franceses fomentaram que a Polinésia Francesa se transformasse no mais requintado recreio insular do Pacífico do Sul. Mo’orea não fugiu à norma. Malgrado o amplo litoral da ilha, enquanto a circundamos, constatamos que as verdadeiras praias, com areais vastos, são incomuns, excepção feita às de Hauru Point e à de Temae – das raras públicas – a última nas imediações do aeroporto. Essa lacuna não impediu que dezenas de resorts luxuosos se tenham apoderado da beira-mar com acessos directos e luxuosos à lagoa turquesa no interior da barreira de recife. Por um lado, os resorts furtam aos habitantes e aos visitantes não hóspedes um convívio fácil e saudável com a incrível orla marinha. Por outro, mesmo se são empresas da metrópole e de outras partes do mundo a ficar com os lucros, os hotéis feitos de cabanas geminadas quase flutuantes dão emprego a uma boa parte dos nativos. Formam um reduto divulgado no resto do mundo como “chaves do paraíso” perfeitas para luas-de-mel e escapadas românticas. Como seria de esperar, é assim que o resto do mundo vê a mítica Bora Bora e, por extensão, Mo’orea. Demasiados forasteiros visitam estas ilhas por uns meros dias e têm contacto com pouco mais que o resort e lagoa circundante. Como qualquer outra das Ilhas Sociedade, Mo’orea é uma criação da Natureza demasiado longínqua e prodigiosa para ser desperdiçada.

Tonga, Samoa Ocidental, Polinésia

Pacífico XXL

Durante séculos, os nativos das ilhas polinésias subsistiram da terra e do mar. Até que a intrusão das potências coloniais e a posterior introdução de peças de carne gordas, da fast-food e das bebidas açucaradas geraram uma praga de diabetes e de obesidade. Hoje, enquanto boa parte do PIB nacional de Tonga, de Samoa Ocidental e vizinhas é desperdiçado nesses “venenos ocidentais”, os pescadores mal conseguem vender o seu peixe.

Taiti, Polinésia Francesa

Taiti Para lá do Clichê

As vizinhas Bora Bora e Maupiti têm cenários superiores mas o Taiti é há muito conotado com paraíso e há mais vida na maior e mais populosa ilha da Polinésia Francesa, o seu milenar coração cultural.

Papeete, Polinésia Francesa

O Terceiro Sexo do Taiti

Herdeiros da cultura ancestral da Polinésia, os mahu preservam um papel incomum na sociedade. Perdidos algures entre os dois géneros, estes homens-mulher continuam a lutar pelo sentido das suas vidas.

Maupiti, Polinésia Francesa

Uma Sociedade à Margem

À sombra da fama quase planetária da vizinha Bora Bora, Maupiti é remota, pouco habitada e ainda menos desenvolvida. Os seus habitantes sentem-se abandonados mas quem a visita agradece o abandono.

Seydisfjordur
Arquitectura & Design

Seydisfjordur, Islândia

Da Arte da Pesca à Pesca da Arte

Quando a frota pesqueira de Seydisfjordur foi comprada por armadores de Reiquejavique, a povoação teve que se adaptar. Hoje captura discípulos de Dieter Roth e outras almas boémias e criativas.

Aterragem sobre o gelo
Aventura

Mount Cook, Nova Zelândia

A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.

Cerimónias e Festividades
Sósias, actores e figurantes

Estrelas do Faz de Conta

Protagonizam eventos ou são empresários de rua. Encarnam personagens incontornáveis, representam classes sociais ou épocas. Mesmo a milhas de Hollywood, sem eles, o Mundo seria mais aborrecido.
Glamour vs Fé
Cidades

Goa, Índia

O Último Estertor da Portugalidade Goesa

A proeminente cidade de Goa já justificava o título de “Roma do Oriente” quando, a meio do século XVI, epidemias de malária e de cólera a vetaram ao abandono. A Nova Goa (Pangim) por que foi trocada chegou a sede administrativa da Índia Portuguesa mas viu-se anexada pela União Indiana do pós-independência. Em ambas, o tempo e a negligência são maleitas que agora fazem definhar o legado colonial luso.

Vendedores de Tsukiji
Comida

Tóquio, Japão

No Reino do Sashimi

Num ano apenas, cada japonês come mais que o seu peso em peixe e marisco. Uma parte considerável é processada e vendida por 65 mil habitantes de Tóquio no maior mercado piscícola do mundo.

Intersecção
Cultura

Hungduan, Filipinas

Filipinas em Estilo “Country”

Os GI's partiram com o fim da 2a Guerra Mundial mas a música do interior dos EUA que ouviam ainda anima a Cordillera de Luzon. É de tricycle e ao seu ritmo que visitamos os terraços de arroz Hungduan.

Recta Final
Desporto

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A Corrida Mais Louca do Topo do Mundo

Há séculos que os lapões da Finlândia competem a reboque das suas renas. Na final Kings Cup, confrontam-se a grande velocidade, bem acima do Círculo Polar Ártico e muito abaixo de zero.

Num equilíbrio fluvial
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Fotografia
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O programa de TV “Meet the Natives” levou representantes tribais de Tanna a conhecer a Grã-Bretanha e os E.U.A. De visita à sua ilha, percebemos porque nada os entusiasmou mais que o regresso a casa.

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Não é Nenhum “Barco do Amor” mas Quebra Gelo desde 1961

Construído para manter vias navegáveis sob o Inverno árctico mais extremo, o “Sampo” cumpriu a sua missão entre a Finlândia e a Suécia durante 30 anos. Em 1988, reformou-se e dedicou-se a viagens mais curtas que permitem aos passageiros flutuar num canal recém-aberto do Golfo de Bótnia, dentro de fatos que, mais que especiais, parecem espaciais.

De visita
Literatura

Rússia

O Escritor que Não Resistiu ao Próprio Enredo

Alexander Pushkin é louvado por muitos como o maior poeta russo e o fundador da literatura russa moderna. Mas Pushkin também ditou um epílogo quase tragicómico da sua prolífica vida.

Santas alturas
Natureza

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Deus nas Alturas do Cáucaso

No século XIV, religiosos ortodoxos inspiraram-se numa ermida que um monge havia erguido a 4000 m de altitude e empoleiraram uma igreja entre o cume do Monte Kazbegi (5047m) e a povoação no sopé. Cada vez mais visitantes acorrem a estas paragens místicas na iminência da Rússia. Como eles, para lá chegarmos, submetemo-nos aos caprichos da temerária Estrada Militar da Geórgia.

Aposentos dourados
Outono

Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Entusiasmo Vermelho
Parques Naturais

Lijiang e Yangshuo, China

Uma China Impressionante

Um dos mais conceituados realizadores asiáticos, Zhang Yimou dedicou-se às grandes produções ao ar livre e foi o co-autor das cerimónias mediáticas dos J.O. de Pequim. Mas Yimou também é responsável por “Impressions”, uma série de encenações não menos polémicas com palco em lugares emblemáticos. 

As forças ocupantes
Património Mundial Unesco

Lhasa, Tibete

A Sino-Demolição do Tecto do Mundo

Qualquer debate sobre soberania é acessório e uma perda de tempo. Quem quiser deslumbrar-se com a pureza, a afabilidade e o exotismo da cultura tibetana deve visitar o território o quanto antes. A ganância civilizacional Han que move a China não tardará a soterrar o milenar Tibete. 

Lenha
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Um Lobo Pouco Solitário

Jukka “Era-Susi” Nordman criou uma das maiores matilhas de dog sledding do mundo. Tornou-se numa das personagens mais emblemáticas do país mas continua fiel ao seu cognome: Wilderness Wolf

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De 1954 a 1983, Gérard Pierre projectou muitos dos filmes famosos que chegavam à Martinica. 30 anos após o fecho da sala em que trabalhava, ainda custava a este nativo nostálgico mudar de bobine.

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