Badaling, China

Uma Invasão Chinesa da Muralha da China


Rampa

Primeiros visitantes do dia vencem uma das incontáveis rampas da muralha de Badaling.

Passeio inclinado

Centenas de chineses percorrem uma secção da muralha.

Patriotismo & Comunismo

Mulher fotografa-se entre bandeiras chinesas colocadas sobre uma plataforma baixa da muralha.

Invasão Pacífica

Sector repleto de gente da muralha da China, em Badaling.

Monge em repouso

Monge budista recupera do esforço, após vencer uma subida íngreme.

Família Só

Visitantes madrugadores descem um dos meandros da muralha da China.

Chinês acoboiado

Homem chinês impõe-se ao relevo com a secção mais elevada da muralha como fundo.

Corrimão salvação

Grupo agarra-se a um corrimão num dos trechos mais inclinados de Badaling.

Ao vento

Bandeira chinesa esvoaça com a silhueta da muralha da China, em Badaling.

Vendedor nos Confins

Um vendedor de artesanato nos confins da secção sul da muralha de Badaling.

Chapéus de sol

Visitantes protegem-se do sol de Verão sob chapéus de sol garridos.

Predomínio vermelho

Turistas maioritariamente chineses convivem entre bandeiras comunistas e da nação.

Ascensão Dolorosa

Amigas sobem uma das escadarias íngremes que levam ao ponto mais alto de Beibalou.

Sino-Visitante Fatigada

Uma visitante rende-se ao cansaço provocado pelas sucessivas subidas e descidas íngremes e por degraus demasiado altos.

Muralha Moldura

Parte da grande muralha da China como vista a partir de um portal em arcada junto a Beibalou.

A Grande Muralha

Sector grandioso da muralha da China extendida pelo relevo florestado em redor de Badaling.

Num Qualquer Cimo

Grupo de visitantes chineses aprecia a paisagem do topo de uma elevação em curva da grande muralha da China.

Com a chegada dos dias quentes, hordas de visitantes Han apoderam-se da maior estrutura criada pelo homem, recuam à era das dinastias imperiais e celebram o protagonismo recém-conquistado pela nação.

Não encontramos sinal de vida quando chegamos junto às bilheteiras. Aproximamo-nos dos torniquetes para espreitar para lá da barreira e somos detectados por um segurança ensonado que, mesmo contrariado, averigua aquela presença madrugadora. “Faltam 35 minutos para abrir, informa-nos num inglês elementar e esforçado.” Perguntamos-lhe se há alguma possibilidade de nos deixar entrar de imediato e explicamos-lhe o porquê. O guarda deixa-se sensibilizar. “Muito bem. Se querem ir já, não há problema. Entregam-me uma identificação e vêm depois comprar os bilhetes.”

Mal conseguimos acreditar em tanta bondade. Tínhamos acordado com as galinhas para nos anteciparmos à enchente de visitantes esperada naquele fim-de-semana de Verão. Não só o conseguimos, como somos os primeiros do dia a subir à muralha. Durante meia-hora, exploramos e apreciamos o colosso arquitectónico-militar de uma forma pura, sob uma luz suave de início do dia que respeita as suas linhas onduladas e a vegetação luxuriante envolvente. Vencemo-lo degrau a degrau até chegarmos, ofegantes, à torre 8, o ponto mais elevado da secção norte, paragem final do teleférico e onde não tardariam a desembarcar as primeiras excursões de chineses, muitos ainda movidos pelo soar latente das palavras do  líder histórico Mao Zedong: “Aquele que nunca subiu à Grande Muralha não é um verdadeiro homem.”

Um vendedor clandestino de DVDs e livros temáticos surge de um pórtico mais abaixo e acaba-nos com a exclusividade. Examina a realidade em redor e move-se, meio desconfiado, na nossa direcção. Percebemos que tinha entrado sem autorização ou bilhete e que aproveitava para se instalar a fazer algum negócio antes que os guardas iniciassem a sua patrulha.

Foram estes e outros tipos de intrusões que os mentores da muralha quiseram evitar. Mas o propósito nunca seria cumprido na perfeição.

A construção começou entre 221 e 207 a.C.. Durante a Dinastia Qin, o imperador Qin Shi Huang selou finalmente a unificação da China. Por sua ordem, diversas muralhas antes edificadas por reinos independentes com o fim de se protegerem de tribos nómadas saqueadoras foram ligadas por centenas de milhares de operários, em grande parte prisioneiros. 

A tarefa durou 10 anos. Cerca de 180 milhões de m3 de terra formaram a base da estrutura original. Diz a lenda que os ossos dos trabalhadores falecidos terão sido outro dos materiais usados na fortificação.

Malgrado a envergadura da obra, Gengis Khan resumiu a sua fragilidade: “A força da muralha depende da coragem daqueles que a defendem”. Ao longo dos tempos, percebeu-se a facilidade com que as sentinelas eram subornadas, entre outras vulnerabilidades. E também que a fortificação tinha grande utilidade como uma espécie de estrada elevada que permitia o transporte de pessoas e bens ao longo do terreno montanhoso.

A secção de Badaling só foi erguida em 1505, durante a dinastia Ming. A partir de então, o sistema de sinalização com sinais de fumo produzidos de torre em torre permitiu uma transmissão ainda mais rápida de notícias sobre a movimentação de inimigos a Pequim,  capital do império de 1421 a 1911. Hoje, a capital continua a distar apenas 70 km. Dela partem, de comboio, autocarros e outros veículos, as multidões veraneantes desejosas de aceder à Grande Muralha.

É do ponto mais elevado de Beibalou (1015 m) que avistamos a invasão de visitantes concretizar-se, primeiro chegados a pé dos portais de entrada no vale, depois, da estação do teleférico nas nossas imediações. Num ápice, a paz e solidão matinal dá lugar a uma peregrinação inexorável e esforçada que avança rampas e degraus acima e abaixo e toma conta dos adarves amplos. Recordamo-nos, assim, de que estamos num país com 1.3 mil milhões de habitantes, a maior população do Mundo. 

Da 8a torre para o interior, a muralha mergulha em direcção às profundezas do vale. Torna-se de tal forma vertiginosa que é arriscado descê-la sem recurso aos corrimões adicionados às paredes.

Certos visitantes idosos enfrentam este trecho com óbvio receio e agarram-se aos apoios com todas as forças. Quando o percorremos, um monge budista faz uma pausa estratégica naquela romaria extrema. A sua presença hesitante abençoa mas também perturba os restantes transeuntes, já atrapalhados com o transporte forçado de chapéus de sol, sacos e restante carga. Mas o declive acentua-se ainda mais. 

Do quase sopé da encosta, apreciamos com nitidez crescente como a muralha curva e volta a curvar submissa aos caprichos do relevo. É algo que se verifica tanto em Badaling como ao longo dos seus mais de 21.196km, desde a área de Shanhaiguan que confluí com o oceano Pacífico e evitava os ataques do povo Manchu aos confins ocidentais e desérticos da província de Gansu em que Jiayuguan servia de pórtico para a secção chinesa da Rota da Seda.

Um dos primeiros ocidentais a entrar na China através desta última passagem foi o jesuíta português Bento de Góis. Chegou vindo do norte da Índia, em 1605, possivelmente informado dos relatos presentes em livros que os mercadores portugueses tinham trazido para Lisboa. Por certo também pelas descrições prévias das “Décadas da Ásia” de João de Barros, pelas narrações do frade dominicano Gaspar da Cruz e até do embaixador falhado Tomé Pires que viu gorar-se o projecto de se tornar influente na corte do imperador Ming Zhengde  mas, apesar de ter assistido ao início de uma perseguição chinesa aos comerciantes portugueses, terá vivido na China por mais alguns anos. 

O tempo também flui no dia que dedicamos a Badaling e o sol depressa fica a pique. Por volta da uma da tarde, grande parte das famílias, grupos de amigos e restantes comitivas estão extasiados, esfomeados e determinados em ultrapassarem tamanhas provações.  

Instalam-se, assim, numa zona da muralha recolhida abaixo de Beibalou e equipada com mesas e cadeiras hiper-disputadas.   Inauguram, então, incontáveis piqueniques, resolvidos à base de noodles instantâneos, outros mais caprichados mas ainda assim feitos de iguarias conservadas em embalagens de plástico: ovos cozidos, dumplings, carnes e vegetais secos, alimentos quase sempre com aspecto industrial e prazos de validade escandalosos.

Deixamos para trás a 12ª torre. Esbarramos com a estação de Qinlongqiao e a sua entrada. No exterior, há uma concentração comercial que atrai milhares de visitantes. Abandonamos temporariamente o domínio da muralha para nos juntarmos à feira.

Depressa percebemos que era ali que os vendedores se vingavam de não poderem trabalhar sobre a muralha.

Passados os torniquetes, confrontamo-nos com um batalhão de pequenos empresários que impingem recordações da muralha ou da China, em movimento ou em pequenas bancas. Encontramos igualmente um pequeno zoo improvisado com camelos que as pessoas montam para se fotografarem em poses altivas, recintos repletos de ursos-malaios acrobáticos, outros com macacos e espécies distintas que, apesar das condições lastimáveis a que são votados, vão cumprindo a sua função de entreter a multidão.

Para diante, repetem-se ainda barraquinhas com frutos frescos e secos, mini-cozinhas ao ar livre que servem todo o tipo de petiscos chineses em jeito de refeição, que aquecem e engorduram o ar escaldante e seco do Verão daquelas paragens.

Findo o repasto e o merecido descanso, alguns visitantes regressam à zona da entrada. Dali, em vez de saírem, os mais jovens e persistentes partem para a conquista da secção sul da muralha, tão ou mais demorada e extenuante que a norte.

Forçamo-nos e às pernas a fazê-lo e somos recompensados com um percurso tranquilo, dotado de torres de vigia mais grandiosas que as do ponto cardial oposto e embelezado pela luz cada vez mais suave do Sol, não tarda poente.

Já de regresso ao pórtico porque tínhamos entrado de manhã, passa por nós o funcionário encarregue de se assegurar que não são fechadas as portas com visitantes sobre os adarves.

Somos, de novo, quase os únicos na muralha e percebemos que,  junto ao vale, os merlões haviam sido enfeitados alternadamente com bandeiras nacionais ou do Partido Comunista Chinês (PCC). Durante a tarde, um qualquer representante diplomático tinha frequentado a fortificação e os anfitriões aproveitaram para exibir o vigor político da nação, em complemento à sua sumptuosidade histórica. Algumas dezenas de chineses que ali persistem aproveitam a decoração e a deixa. Fazem-se fotografar entre as bandeiras, com o cenário verdejante como fundo e orgulhosos da grandiosidade da sua pátria vermelha.

Dali, China

A China Surrealista de Dali

Encaixada num cenário lacustre mágico, a antiga capital do povo Bai manteve-se, até há algum tempo, um refúgio da comunidade mochileira de viajantes. As mudanças sociais e económicas da China fomentaram a invasão de chineses à descoberta do recanto sudoeste da nação.

Bingling Si, China

O Desfiladeiro dos Mil Budas

Durante mais de um milénio e, pelo menos sete dinastias, devotos chineses exaltaram a sua crença religiosa com o legado de esculturas num estreito remoto do rio Amarelo. Quem lá desembarca, pode não achar todas as esculturas mas encontra um santuário budista deslumbrante. Durante mais de um milénio e, pelo menos sete dinastias, devotos chineses exaltaram a sua crença religiosa com o legado de esculturas num estreito remoto do rio Amarelo. Quem lá desembarca, pode não achar todas as esculturas mas encontra um santuário budista deslumbrante. 

Dunhuang, China

Um Oásis na China das Areias

A milhares de quilómetros para oeste de Pequim, a Grande Muralha tem o seu extremo ocidental e a China é outra. Um inesperado salpicado de verde vegetal quebra a vastidão árida em redor. Anuncia Dunhuang, antigo entreposto crucial da Rota da Seda, hoje, uma cidade intrigante na base das maiores dunas da Ásia.

Lijiang, China

Uma Cidade Cinzenta mas Pouco

Visto ao longe, o seu casario vasto é lúgubre mas as calçadas e canais seculares de Lijiang revelam-se mais folclóricos que nunca. Em tempos, esta cidade resplandeceu como a capital grandiosa do povo Naxi. Hoje, tomam-na de assalto enchentes de visitantes chineses que disputam o quase parque temático em que se tornou.

Longsheng, China

A aldeia chinesa dos maiores cabelos do mundo. Nutridos a arroz, claro

Numa região multiétnica coberta de arrozais socalcados, as mulheres de uma aldeia renderam-se a uma mesma obsessão capilar. Deixam crescer os seus cabelos anos a fio, até um comprimento médio de 170 a 200 cm que faz da aldeia recordista. Por estranho que pareça, para os manterem belos e lustrosos, usam apenas água e o cereal. 

Lijiang e Yangshuo, China

Uma China Impressionante

Um dos mais conceituados realizadores asiáticos, Zhang Yimou dedicou-se às grandes produções ao ar livre e foi o co-autor das cerimónias mediáticas dos J.O. de Pequim. Mas Yimou também é responsável por “Impressions”, uma série de encenações não menos polémicas com palco em lugares emblemáticos. 

Lhasa, Tibete

A Sino-Demolição do Tecto do Mundo

Qualquer debate sobre soberania é acessório e uma perda de tempo. Quem quiser deslumbrar-se com a pureza, a afabilidade e o exotismo da cultura tibetana deve visitar o território o quanto antes. A ganância civilizacional Han que move a China não tardará a soterrar o milenar Tibete. 

Nantou, Taiwan

No Âmago da Outra China

Nantou é a única província de Taiwan isolada do oceano Pacífico. Quem hoje descobre o coração montanhoso desta região tende a concordar com os navegadores portugueses que baptizaram Taiwan de Formosa.

Huang Shan, China

A Montanha dos Picos Flutuantes

Os picos graníticos de Huang Shan, de que brotam pinheiros acrobatas, surgem em ilustrações artísticas sem conta. O cenário real, além de remoto, permanece mais de 200 dias escondido acima das nuvens.

Pequim, China

O Coração do Grande Dragão

É o centro histórico incoerente da ideologia maoista-comunista e quase todos os chineses aspiram a visitá-la mas a Praça Tianamen será sempre recordada como um epitáfio macabro das aspirações da nação

Gentlemen Club & Steakhouse
Arquitectura & Design

Las Vegas, E.U.A.

Onde o Pecado tem Sempre Perdão

Projectada do Deserto Mojave como uma miragem de néon, a capital norte-americana do jogo e do espectáculo é vivida como uma aposta no escuro. Exuberante e viciante, Vegas nem aprende nem se arrepende.

Aurora fria II
Aventura
Circuito Anapurna: 3º- Upper Pisang, Nepal

Uma Inesperada Aurora Nevada

Aos primeiros laivos de luz, a visão do manto branco que cobrira a povoação durante a noite deslumbra-nos. Com uma das caminhadas mais duras pela frente, adiamos a partida tanto quanto possível. Contrariados, deixamos Upper Pisang rumo a Ngawal quando a derradeira neve se desvanecia.
Indígena Coroado
Cerimónias e Festividades

Pueblos del Sur, Venezuela

Por uns Trás-os-Montes Venezuelanos em Festa

Em 1619, as autoridades de Mérida ditaram a povoação do território em redor. Da encomenda, resultaram 19 aldeias remotas que encontramos entregues a comemorações com caretos e pauliteiros locais.

Coração Budista do Myanmar
Cidades

Yangon, Myanmar

A Grande Capital Birmanesa (Delírios da Junta Militar à Parte)

Em 2005, o governo ditatorial do Myanmar inaugurou uma nova capital bizarra e quase deserta. A vida exótica e cosmopolita mantém-se intacta, em Yangon, a maior e mais fascinante cidade birmanesa.

Comida
Mercados

Uma Economia de Mercado

A lei da oferta e da procura dita a sua proliferação. Genéricos ou específicos, cobertos ou a céu aberto, estes espaços dedicados à compra, à venda e à troca são expressões de vida e saúde financeira.
Capacete capilar
Cultura

Viti Levu, Fiji

Velhos Passatempos de Fiji: Canibalismo e Cabelo

Durante 2500 anos, a antropofagia fez parte do quotidiano de Fiji. Nos séculos mais recentes, a prática foi adornada por um fascinante culto capilar. Por sorte, só subsistem vestígios da última moda.

Fogo-de-artifício branco
Desporto

Seward, Alasca

O 4 de Julho Mais Longo

A independência dos E.U.A. é festejada, em Seward, de forma modesta. Para compensar, na cidade que honra o homem que prendou a nação com o seu maior estado, a data e a celebração parecem não ter fim.

Bark Europa
Em Viagem

Canal Beagle, Argentina

No Rumo da Evolução

Em 1833, Charles Darwin navegou a bordo do "Beagle" pelos canais da Terra do Fogo. A sua passagem por estes confins meridionais moldou a teoria revolucionária que formulou da Terra e das suas espécies

Frescura da manhã
Étnico
Nzulezu, Gana

Uma Aldeia à Tona do Gana

Partimos da estância balnear de Busua, para o extremo ocidente da costa atlântica do Gana. Em Beyin, desviamos para norte, rumo ao lago Amansuri. Lá encontramos Nzulezu, uma das mais antigas e genuínas povoações lacustres da África Ocidental.
Luminosidade caprichosa no Grand Canyon
Fotografia
Luz Natural (Parte 1)

E Fez-se Luz na Terra. Saiba usá-la.

O tema da luz na fotografia é inesgotável. Neste artigo, transmitimos-lhe algumas noções basilares sobre o seu comportamento, para começar, apenas e só face à geolocalização, a altura do dia e do ano.
Do lado de cá do Atlântico
História

Ilha de Goreia, Senegal

Uma Ilha Escrava da Escravatura

Foram vários milhões ou apenas milhares os escravos a passar por Goreia a caminho das Américas? Seja qual for a verdade, esta pequena ilha senegalesa nunca se libertará do jugo do seu simbolismo.​

Tambores e tatoos
Ilhas

Taiti, Polinésia Francesa

Taiti Para lá do Clichê

As vizinhas Bora Bora e Maupiti têm cenários superiores mas o Taiti é há muito conotado com paraíso e há mais vida na maior e mais populosa ilha da Polinésia Francesa, o seu milenar coração cultural.

Esqui
Inverno Branco

Lapónia, Finlândia

Sob o Encanto Gélido do Árctico

Estamos a 66º Norte e às portas da Lapónia. Por estes lados, a paisagem branca é de todos e de ninguém como as árvores cobertas de neve, o frio atroz e a noite sem fim.

Baie d'Oro
Literatura

Île-des-Pins, Nova Caledónia

A Ilha que se Encostou ao Paraíso

Em 1964, Katsura Morimura deliciou o Japão com um romance-turquesa passado em Ouvéa. Mas a vizinha Île-des-Pins apoderou-se do título "A Ilha mais próxima do Paraíso" e extasia os seus visitantes.

Pura Vida em risco
Natureza

Montezuma, Costa Rica

Um Recanto Abnegado da Costa Rica

A partir dos anos 80, Montezuma acolheu uma comunidade cosmopolita de artistas, ecologistas, pós-hippies, de adeptos da natureza e do famoso deleite costariquenho. Os nativos chamam-lhe Montefuma.

Aposentos dourados
Outono

Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Foz incandescente
Parques Naturais

Big Island, Havai

À Procura de Rios de Lava

São 5 os vulcões que fazem a Big Island aumentar de dia para dia. O Kilauea, o mais activo à face da Terra, liberta lava em permanência. Apesar disso, vivemos uma espécie de epopeia para a vislumbrar.

Pesca Preciosa
Património Mundial Unesco

Colónia del Sacramento, Uruguai

Um Vaivém Colonial

A fundação de Colónia del Sacramento pelos portugueses gerou conflitos recorrentes com os rivais hispânicos. Até 1828, esta praça fortificada, hoje sedativa, mudou de lado vezes sem conta.

Cabana de Brando
Personagens

Apia, Samoa Ocidental

A Anfitriã do Pacífico do Sul

Vendeu burgers aos GI’s na 2ª Guerra Mundial e abriu um hotel que recebeu Marlon Brando e Gary Cooper. Aggie Grey faleceu em 1988 mas o seu legado de acolhimento perdura no Pacífico do Sul.

Pacífico celestial
Praia

Mo'orea, Polinésia Francesa

A Irmã que Qualquer Ilha Gostaria de Ter

A meros 17km de Taiti, Mo’orea não conta com uma única cidade e abriga um décimo dos habitantes. Há muito que os taitianos veem o sol pôr-se e transformar a ilha ao lado numa silhueta enevoada para, horas depois, lhe devolver as cores e formas exuberantes. Para quem visita estas paragens longínquas do Pacífico, conhecer também Mo’orea é um privilégio a dobrar.

Solovestsky Outonal
Religião

Ilhas Solovetsky, Rússia

A Ilha-Mãe do Arquipélago Gulag

Acolheu um dos domínios religiosos ortodoxos mais poderosos da Rússia mas Lenine e Estaline transformaram-na num gulag cruel. Com a queda da URSS, Solovestky recupera a paz e a sua espiritualidade.

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Sempre Na Linha

Nenhuma forma de viajar é tão repetitiva e enriquecedora como seguir sobre carris. Suba a bordo destas carruagens e composições díspares e aprecie cenários imperdíveis dos quatro cantos do mundo.
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Detectamo-los por todo o lado, mesmo em tempos de paz. A maior parte dos que encontramos a postos, nas cidades, cumpre apenas missões rotineiras que requerem, acima de tudo, rigor e paciência.
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O trabalho é essencial à maior parte das vidas. Mas, certos trabalhos impõem um grau de esforço, monotonia ou perigosidade de que só alguns eleitos estão à altura.
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Diogo Cão desembarcou neste cabo de África em 1486, instalou um padrão e fez meia-volta. O litoral imediato a norte e a sul, foi alemão, sul-africano e, por fim, namibiano. Indiferente às sucessivas transferências de nacionalidade, uma das maiores colónias de focas do mundo manteve ali o seu domínio e anima-o com latidos marinhos ensurdecedores e intermináveis embirrações.

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Um capricho geológico fez da região de Fiordland a mais crua e imponente da Nova Zelândia. Ano após anos, muitos milhares de visitantes veneram o subdomíno retalhado entre Te Anau e o Mar da Tasmânia.