Ilhas Solovetsky, Rússia

A Ilha-Mãe do Arquipélago Gulag


Solovestsky Outonal

Vista do Mosteiro de Solovetsky a partir de uma margem oposta.

Sombra de um passado cruel

Visitante dentro de um dos cárceres usados enquanto Solovetsky se manteve parte dos gulags soviéticos.

A caminho do mosteiro

Religiosas aproximam-se de uma das entradas que servem o mosteiro de Solovetsky.

Pioneira Ortodoxa

A pequena capela de Alexandr Nevsky, em frente da fachada principal do mosteiro.

Verde em tons de trabalho

Alexey Sidnev e Andrey Ignatvev, geólogos ao serviço da região de Archangelsk e a trabalhar em Solovestky.

História fúnebre

Monge ortodoxo passa junto ao cemitério da Igreja da Anunciação, onde jazem algumas das personalidades mais importantes da história de Solovestky.

Gang caprino

Cabras repousam num cenário algo soviético em redor do mosteiro.

No meio do Mar Branco

Panorâmica solarenga do Mosteiro de Solovetsky.

Fila de Crentes

Fiéis ortodoxos fazem fila para se benzerem no altar da Igreja da Anunciação.

Doca-Espelho

Barcos ancorados na imediação da muralha do mosteiro de Solovetsky.

Encontro de Fé

Padres e crentes cruzam-se no interior do Mosteiro.

Gado à solta

Cabra numa rua da povoação de Solovestsky.

Tempo de pesca

Morador zarpa de barco de uma marina junto ao mosteiro.

Estacionamento Soviético

Tres carrinhas UAZ (Ulyanovsky Avtomobilny Zavod) estacionadas junto a habitações de Solovetsky.

Acolheu um dos domínios religiosos ortodoxos mais poderosos da Rússia mas Lenine e Estaline transformaram-na num gulag cruel. Com a queda da URSS, Solovestky recupera a paz e a sua espiritualidade.

A longa viagem chuvosa e perigosa de São Petersburgo cobrava-nos, havia já muito, um cansaço cada vez mais difícil de disfarçar e que o cochilar no carro pouco aligeirava. Chegaram como enorme alívio o raiar do dia e o momento em que pudemos subir a bordo

do pequeno ferry. De igual modo, aquele em que a embarcação zarpou de Kem para as águas frígidas do Mar Branco com destino final na ilha maior do arquipélago Solovetsky.

O frio atroz no exterior e a distância considerável das margens n&atild

e;o nos incitaram a subir ao convés mais que um par de vezes.

Foi com surpresa que após duas horas de navegação com partida em Kem, vimos definir-se, na projecção da proa, a silhueta imponente do mosteiro de Solovetsky, à imagem da ilustra&c

cedil;ão que havíamos encontrado várias vezes nas notas de 500 rublos ainda em circulação.

O barco atraca a uma dezena de metros das suas muralhas. Somos recebidos pelos donos da casa em que nos íamos alojar. Mal entramos naquele lar de aluguer, percebemos que o íamos partilhar com hóspedes russos, então ausentes.

Descansamos algumas horas. Recuperados da directa rodoviária atroz da noite anterior, saímos para uma primeira exploração.

Contornamos a marina humilde que a serve e também as águas escuras em que se reflectem as cúpulas do edifício majestoso.

Cruzamo-nos com cabras à solta, gatos vadios, com freiras ciclistas e com moradores absortos nas suas tarefas. Num extremo da baía frontal à muralha, um  russo com olhar rasputiniano, cultiva vegetais no jardim de uma vivenda de madeira que mantinha em restauro.

Um súbito repicar místico dos sinos do mosteiro quebra o silêncio, até então, religioso. Minutos antes de terminar, vemos um batalhão de homens das obras aparecerem do portal que dá acesso ao domínio ortodoxo e refastelarem-se sobre a relva num breve repouso-convívio.

A sua presença tinha uma razão de ser superior mas que tardava em resolver o problema: Solovki, como é também conhecido o arquipélago foi o primeiro lugar russo a ser reconhecido pela UNESCO mas continuava a necessitar de mais e mais renovações.

Quando seguíamos no barco, um dos passageiros do país dos czares queixava-se, aliás a outros visitantes: “aqueles andaimes estão colocados nas cúpulas já nem sei há quanto. Os estrangeiros aborrecem-se porque lhes estragam as fotografias. Desilude-me muito que as coisas por cá, se façam sempre desta maneira!”.

A escuridão e o frio reinstalados convidam-nos a regressar aos aposentos. Quando entramos, cheira a refeição. Ficamos a conhecer os russos com quem dividíamos a casa e a saber que tinham feito jantar para todos. 

Alexey Kravchenko, o anfitrião que nos trouxera de São Petersburgo depressa nos põe à vontade, mesmo se, eram apenas umas poucas as palavras inglesas que os seus compatriotas articulavam. “Estão desejosos para saber como se diz “lobster” em português, mas os mais pequenos, sabem?”, comunica-nos e mostra-nos um papel que tinham desenhado. “Lagost…im? “ Não sei se vou conseguir dizer-lhes isto mas tenho que fazer um esforço. É o sonho de qualquer russo empanturrar-se com os peixes e mariscos frescos lá de Portugal!”

Sentamo-nos e partilhamos uma longa entrada de vodka, rodelas de pepino em picles e de tomate fresco, ainda enriquecida por pedaços de saló, uma banha de porco esfriada que os russos se habituaram a consumir para aligeirarem os efeitos imediatos do muito álcool que ingerem.

Conversa puxa conversa, apuramos que Andrey Ignatvev – o ex-estudante de chefe de cozinha que havia confeccionado o jantar – e Alexey Sidnev formavam uma dupla de geólogos da vizinha cidade de Archangelsk, ao serviço da região. E que de lá viajavam com frequência para trabalharem em Solovetsky.

Considerada património mundial UNESCO há mais de 20 anos a povoação continuava a ver os seus esgotos desaguarem na baía em frente do mosteiro e carecia de um verdadeiro saneamento básico. A dupla estava munida de uma velha carrinha soviética UAZ (Ulyanovsky Avtomobilny Zavod) verde militar e repleta de ferramentas gastas. Tinha como missão examinar o solo e recolher amostras para facilitar a decisão do tipo de canalizações (e profundidades ideais) a implementar. Uma obra menor se tivermos em conta a verdadeira epopeia por detrás do assentamento do mosteiro naquelas paragens boreais da Rússia.

Em 1429, dois monges do mosteiro Kirillo-Belozersky fundaram um novo mosteiro na área da ilha grande de Solovetsky agora chamada de Savvatevo. Um terceiro monge de Valaam chamado Zosima juntou-se-lhes. Este trio, criou as bases para que o novo reduto religioso se tornasse abastado e poderoso na protecção de uma fortaleza de pedra construída entre 1582 e 1594 e viesse a deter terras vastas em redor do Mar Branco.

No século XVI, quando já acolhia mais de 350 monges e entre 600 a 700 servos, artesãos e camponeses, sucumbiu ao cerco de 7 anos e consequentes pilhagens das forças governamentais czaristas. Nesse mesmo século e no seguinte, o mosteiro repeliu ataques da ordem Livónia (um ramo da Teutónica), da Suécia e, durante a guerra da Crimeia, de navios britânicos.

Não resistiria, todavia, à revolução bolchevique e aos caprichos ateístas das autoridades soviéticas. Em 1921, foi encerrado e substituído por uma quinta estatal. Dois anos depois, em pleno mandato de Lenine, seria transformado num campo de trabalho para inimigos do povo, em que, apenas no início relativamente perdulário, os prisioneiros se limitavam a manter o jardim botânico e as bibliotecas.

Ausentes durante décadas, os monges começaram a regressar em 1980, com a iminência da queda da U.R.S.S.

Nos dias que correm já são mais de dez. Encontramo-los a toda a hora nas áreas interiores da fortaleza, sempre bem identificados pelos trajes negros e barbas longas e ocupados com os seus inúmeros afazeres eclesiásticos. Enquanto exploramos o complexo, reparamos que um deles ora junto ao cemitério da Igreja da Anunciação, onde jazem os corpos de condenados mais importantes ao exílio no mosteiro.

Juntamo-nos a um grupo de visitantes russos e, com traduções cirúrgicas de Alexey da narração na sua língua, impressionamo-nos com a crueldade lúgubre também eternizada nos calabouços pedregosos em que entrávamos.

Em 1937, Estaline transformou o mosteiro de Solovetsky num dos seus gulags mais severos, a mãe de todos, como o apelidou Aleksandr Solzhenitsyn em “Arquipélago Gulag” a obra em que descreve a vida e morte sub-humanas a que foram submetidas dezenas de milhares de intelectuais, padres ortodoxos, membros de seitas religiosas e velhos bolcheviques e culaques, destes, cerca de 40 mil executados ou mortos por doença.

Ainda assim, por estranho que pareça, a espiritualidade da ilha parece sanada e atrai inclusivamente gente à procura de sentido para as suas existências.

Passeamos em redor das muralhas quando nos deparamos com um acordeonista que dá um recital de ocasião a moradores e visitantes em troca de alguns rublos para vodka. Curiosa pelo interesse destes forasteiros, Ludmila aborda-nos. Acabamos a falar em francês. A senhora tinha trabalhado muitos anos emigrada em Nimes, onde acabou por deixar filhos e as suas famílias, de tal forma desiludida com a vida que só encontrou conforto entre a comunidade religiosa e as orações de Solovetsky. “Já não suportava mais aquilo. Tratavam-me como gente de segunda” lamenta-se sem esconder uma óbvia saudade dos seus. “Aqui sim. Aqui estou com Deus.”

Quando a ouvimos proferir aquelas palavras, vem-nos à mente a conclusão destemida de Solzhenitsyn para a revolução que tinha permitido a morte de 60 milhões de compatriotas, muitos em Gulags como aquele: “Os homens esqueceram-se de Deus. É por isso que tudo isto aconteceu.”

Rostov Veliky, Rússia

Sob as Cúpulas da Alma Russa

É uma das mais antigas e importantes cidades medievais, fundada durante as origens ainda pagãs da nação dos czares. No fim do século XV, incorporada no Grande Ducado de Moscovo, tornou-se um centro imponente da religiosidade ortodoxa. Hoje, só o esplendor do kremlin moscovita suplanta o da cidadela da tranquila e pitoresca Rostov Veliky.

Harare, Zimbabwe

O Último Estertor do Surreal Mugabué

Em 2015, a primeira-dama do Zimbabué Grace Mugabe afirmou que o presidente, então com 91 anos, governaria até aos 100, numa cadeira-de-rodas especial. Pouco depois, começou a insinuar-se à sua sucessão. Mas, nos últimos dias, os generais precipitaram, por fim, a remoção de Robert Mugabe que substituiram pelo antigo vice-presidente Emmerson Mnangagwa.

Novgorod, Rússia

A Avó Viquingue da Mãe Rússia

Durante quase todo o século que passou, as autoridades da U.R.S.S. omitiram parte das origens do povo russo. Mas a história não deixa lugar para dúvidas. Muito antes da ascensão e supremacia dos czares e dos sovietes, os primeiros colonos escandinavos fundaram, em Novgorod, a sua poderosa nação.

Uplistsikhe e Gori, Geórgia

Do Berço da Geórgia à Infância de Estaline

À descoberta do Cáucaso, exploramos Uplistsikhe, uma cidade troglodita antecessora da Geórgia. E a apenas 10km, em Gori, damos com o lugar da infância conturbada de Joseb Jughashvili, que se tornaria o mais famoso e tirano dos líderes soviéticos.

São Petersburgo, Rússia

A Rússia Vai Contra a Maré mas, Siga a Marinha.

A Rússia dedica o último Domingo de Julho às suas forças navais. Nesse dia, uma multidão visita grandes embarcações ancoradas no rio Neva enquanto marinheiros afogados em álcool se apoderam da cidade.

Fortalezas

O Mundo à Defesa

Sob ameaça dos inimigos desde os confins dos tempos, os líderes de povoações e de nações ergueram castelos e fortalezas. Um pouco por todo o lado, monumentos militares como estes continuam a resistir.

Suzdal, Rússia

Em Suzdal, é de Pequenino que se Celebra o Pepino

Com o Verão e o tempo quente, a cidade russa de Suzdal descontrai da sua ortodoxia religiosa milenar. A velha cidade também é famosa por ter os melhores pepinos da nação. Quando Julho chega, faz dos recém-colhidos um verdadeiro festival. 

Suzdal, Rússia

1000 Anos de Rússia à Moda Antiga

Foi uma capital pródiga quando Moscovo não passava de um lugarejo rural. Pelo caminho, perdeu relevância política mas acumulou a maior concentração de igrejas, mosteiros e conventos do país dos czares. Hoje, sob as suas incontáveis cúpulas, Suzdal é tão ortodoxa quanto monumental.

São Petersburgo, Rússia

Na Pista de "Crime e Castigo"

Em São Peterburgo, não resistimos a investigar a inspiração para as personagens vis do romance mais famoso de Fiódor Dostoiévski: as suas próprias lástimas e as misérias de certos concidadãos.

Port Arthur, Austrália

Uma Ilha Condenada ao Crime

O complexo prisional de Port Arthur sempre atemorizou os desterrados britânicos. 90 anos após o seu fecho, um crime hediondo ali cometido forçou a Tasmânia a regressar aos seus tempos mais lúgubres.

São Francisco, E.U.A.

De Volta ao Rochedo

40 anos passados sobre o fim da sua pena, o ex-presídio de Alcatraz recebe mais visitas que nunca.Alguns minutos da sua reclusão explicam porque o imaginário do The Rock arrepiava os piores criminosos

Gentlemen Club & Steakhouse
Arquitectura & Design

Las Vegas, E.U.A.

Onde o Pecado tem Sempre Perdão

Projectada do Deserto Mojave como uma miragem de néon, a capital norte-americana do jogo e do espectáculo é vivida como uma aposta no escuro. Exuberante e viciante, Vegas nem aprende nem se arrepende.

Lagoas fumarentas
Aventura

Tongariro, Nova Zelândia

Os Vulcões de Todas as Discórdias

No final do século XIX, um chefe indígena cedeu os vulcões de Tongariro à coroa britânica. Hoje, parte significativa do povo maori continua a reclamar aos colonos europeus as suas montanhas de fogo.

Portal para uma ilha sagrada
Cerimónias e Festividades

Miyajima, Japão

Xintoísmo e Budismo ao Sabor das Marés

Quem visita a ilha de Itsukushima admira um dos três cenários mais reverenciados do Japão. Ali, a religiosidade nipónica confunde-se com a Natureza e renova-se com o fluir do Mar interior de Seto.

Nacionalismo Colorido
Cidades

Cartagena de Índias, Colômbia

Cidade Apetecida

Muitos tesouros passaram por Cartagena antes da entrega à Coroa espanhola - mais que os piratas que os tentaram saquear. Hoje, as muralhas protegem uma cidade majestosa sempre pronta a "rumbear".

Muito que escolher
Comida

São Tomé e Príncipe

Que Nunca Lhes Falte o Cacau

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Verão Escarlate
Cultura

Valência a Xàtiva, Espanha

Do outro Lado da Ibéria

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Sol nascente nos olhos
Desporto

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Via caribenha
Em Viagem

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Santas alturas
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De visita
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Cores Argentinas
Natureza

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Filhos da Mãe-Arménia
Outono

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Antes da chuva
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Arranha-céus maltês
Património Mundial Unesco

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Personagens
Sósias, actores e figurantes

Estrelas do Faz de Conta

Protagonizam eventos ou são empresários de rua. Encarnam personagens incontornáveis, representam classes sociais ou épocas. Mesmo a milhas de Hollywood, sem eles, o Mundo seria mais aborrecido.
Baie d'Oro
Praia

Île-des-Pins, Nova Caledónia

A Ilha que se Encostou ao Paraíso

Em 1964, Katsura Morimura deliciou o Japão com um romance-turquesa passado em Ouvéa. Mas a vizinha Île-des-Pins apoderou-se do título "A Ilha mais próxima do Paraíso" e extasia os seus visitantes.

Àgua doce
Religião

Maurícias

Uma Míni-Índia nos Fundos do Índico

No século XIX, franceses e britânicos disputaram um arquipélago a leste de Madagáscar antes descoberto pelos portugueses. Os britânicos triunfaram, re-colonizaram as ilhas com cortadores de cana-de-açúcar do subcontinente e ambos admitiram a língua, lei e modos francófonos precedentes. Desta mixagem, surgiu a exótica Maurícia.    

À pendura
Sobre carris

São Francisco, E.U.A.

Uma Vida aos Altos e Baixos

Um acidente macabro com uma carroça inspirou a saga dos cable cars de São Francisco. Hoje, estas relíquias funcionam como uma operação de charme da cidade do nevoeiro mas também têm os seus riscos.

Erika Mae
Sociedade

Filipinas

Os Donos da Estrada

Com o fim da 2ª Guerra Mundial, os filipinos transformaram milhares de jipes norte-americanos abandonados e criaram o sistema de transporte nacional. Hoje, os exuberantes jeepneys estão para as curvas

O projeccionista
Vida Quotidiana

Sainte-Luce, Martinica

Um Projeccionista Saudoso

De 1954 a 1983, Gérard Pierre projectou muitos dos filmes famosos que chegavam à Martinica. 30 anos após o fecho da sala em que trabalhava, ainda custava a este nativo nostálgico mudar de bobine.

Vida Selvagem

Cape Cross, Namíbia

A Mais Tumultuosa das Colónias Africanas

Diogo Cão desembarcou neste cabo de África em 1486, instalou um padrão e fez meia-volta. O litoral imediato a norte e a sul, foi alemão, sul-africano e, por fim, namibiano. Indiferente às sucessivas transferências de nacionalidade, uma das maiores colónias de focas do mundo manteve ali o seu domínio e anima-o com latidos marinhos ensurdecedores e intermináveis embirrações.

Aterragem sobre o gelo
Voos Panorâmicos

Mount Cook, Nova Zelândia

A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.