Tombstone, E.U.A.

A Cidade Demasiado Dura para Morrer


Gang de 4

A quadra de defensores da lei de Tombstone formada pelos irmãos Earp e pelo amigo Doc Holliday, aqui figurada na reencenação do duelo do OK Corral levada a cabo na cidade.

A caminho de algures

Diligência percorre a E. Allen Street, a via principal de Tombstone.

No Guns Allowed

Empregadas do Big Nose Kate saloon, um dos estabelecimentos históricos da cidade.

Tombstone de ouro

Sol doura uma das linhas de casario de arquitectura Western de Tombstone.

Confronto eminente

Momento da reencenação do duelo do OK Corral num cenário de madeira que emula o lugar do confronto.

Tempo de refrescar a alma

Interior colorido e animado do Big Nose Kate saloon.

OK Corral ON/OFF

Um dos actores do duelo aciona a locução que explica o evento do duelo do OK Corral.

R.I.P.

Lápides e sepulturas rudes dos assassinos rivais dos irmãos Earp e de Doc Holliday, abatidos durante o duelo do OK Corral.

Tempo de Duelo

Pistoleiros precipitam-se pela rua principal de Tombstone prontos para o conflito.

Filões de prata descobertos no fim do século XIX fizeram de Tombstone um centro mineiro próspero e conflituoso na fronteira dos Estados Unidos com o México. Lawrence Kasdan, Kurt Russel, Kevin Costner e outros realizadores e actores hollywoodescos tornaram famosos os irmãos Earp e o duelo sanguinário de “O.K. Corral”. A Tombstone que, ao longo dos tempos tantas vidas reclamou, está para durar.

Não somos grandes fãs de parques temáticos. Receávamos encontrar pouco mais que um em Tombstone. Fosse como fosse, ao longo dos tempos, Tombstone sempre inspirou receio. Conscientes do seu passado Western épico e fascinante, damos-lhe o beneficio da dúvida e deixamos Tucson bem cedo para lá apontados.

A menos de meia-hora da fronteira com o México, depressa temos que nos deter num posto de controlo policial. Os oficiais estranham o contexto em que nos encontraram: um casal com passaportes portugueses – ela com feições mais mexicanas que portuguesas – a bordo de um velho e clássico Buick Le Sabre não alugado, com matrícula californiana e sinais de ter recentemente percorrido muitos quilómetros num modo semi-domiciliário. Mesmo americanos, os próprios agentes têm óbvias genética e visuais mexicanos. Verificam a propriedade do carro e indagam-nos quanto à relação que mantínhamos com o dono. Após confirmarem que o Buick não estava na lista dos veículos roubados e de lhes explicarmos que o proprietário era um nosso tio, dizem-nos para seguirmos. Despedem-se com sorrisos calorosos.

Passamos por Sonoita, por Whetstone e Fairbank. Uma hora e meia de condução pela orla do Deserto de Sonora depois, damos entrada num surreal reduto acobóiado.

Diligências cruzam-se na rua principal da cidade, delimitada por duas linhas de edifícios térreos, de madeira, com extensão para um longo passadiço comunal formado por sucessivos alpendres. Uma panóplia de estabelecimentos comerciais ocupa os pisos térreos à sombra. Lojas de artesanato e recordações, bares, cervejarias e restaurantes mas também saloons e o teatro são identificados por letreiros que reforçam a peculiaridade do lugar: “Políticos limpem a merda das botas antes de entrarem.” ou “Armas Proibidas. O cemitério já está cheio.” 

As diversas personagens do Oeste com que nos cruzamos são de tal maneira fidedignas que, mais que nos deixarem perplexos, nos convencem de que recuámos ao belicoso encerrar do século XIX destas paragens inóspitas e marginais.

Mesmo no fim de um suposto Inverno, o calor desértico aperta. Bebemos cervejas geladas à sombra de um dos alpendres, na companhia do que aparentava ser o coveiro barbudo da povoação. Sem que o esperássemos, grupos rivais de pistoleiros investem de extremos opostos da E. Ellen Street até ficarem frente a frente, perante uma loja identificada como “Outlaw Outfitter”. Uma multidão de curiosos acumula-se de ambos os lados da via e acompanha o desenrolar do duelo. Nessa ocasião, como em todas as mais recentes, o tiroteio e as mortes seguiam um guião teatral mas, desde a sua conturbada gestação, durante décadas a fim, Tombstone foi palco de inúmeros destes confrontos, tão reais quanto mortais.

Tombstone foi fundada por Ed Schieffelin, em 1879, 15 anos depois do término da Guerra Civil Americana. Schieffelin era um batedor do exército dos E.U.A. estacionado em Camp Huachuca. Costumava percorrer a vastidão desértica em redor em busca de minérios valiosos. Por essa altura, três outros superintendentes tinham sido mortos por índios. Quando um colega e amigo se inteirou dos lugares que Schieffelin começara a prospectar ter-lhe-á dito: “A única pedra que vais encontrar por esses lados vai ser a tua própria lápide” ou, outra versão: “É melhor levares o teu caixão contigo; só vais encontrar a tua lápide por aí, nada mais” (lápide, em inglês, Tombstone).

Schieffelin ignorou-o. Em 1877, achou amostras de prata numa tal de meseta Goose Flats. Demorou meses a apurar a sua origem. Quando conseguiu, estimou que o filão teria 15m de comprimento por 30cm de largo. Apressou-se a registar o talhão de terra de “Tombstone”.

Mesmo distante de outras cidades, propulsionado pelos 40 a 85 milhões de dólares de prata que dele fizeram o maior distrito mineiro do Arizona, o lugar tornou-se num dos últimos polos mineiros do Faroeste Americano.

Decorridos apenas dois anos, Tombstone contava com 110 saloons, uma sala de bólingue, 14 de jogo, várias de dança, uma casa de gelo e uma gelataria, uma escola, dois bancos, uma igreja e diversos bordéis. Estes estabelecimentos e edifícios foram erguidos sobre uma série de minas aprofundadas pela ganância dos mineiros recém-chegados.

Devido à construção precipitada e negligente e às inexistentes precauções estruturais contra o fogo, Tombstone foi devastada por dois grandes incêndios em anos seguidos. O primeiro, em 1881, começou quando um cigarro aceso fez arder um barril de whisky num dos saloons. Devastou sessenta e seis negócios, toda a secção leste da área comercial da cidade.

Poderão não ser os 100% originais mas, perante a responsabilidade de justificarem o estatuto conquistado em 1961 de National Historic Landmark District, as autoridades e os habitantes de Tombstone (hoje, cerca de 1300) esforçaram-se por preservar vários dos seus edifícios emblemáticos. Foram os casos do Teatro Birdcage, do Salão e da mina Schiefflin, do restaurante Longhorn, do tribunal do distrito de Cochise, do City Hall, do saloon Big Nose Kate e, por eventos que nos cabe ainda abordar, o mais famoso que todos os restantes juntos O.K. Corral, isto apesar do segundo incêndio só ter deixado intacto o letreiro elevado.

O sol descia já do seu ápice mas a temperatura pairava bem acima dos 30º. Os visitantes mantinham-se no interior de estabelecimentos, determinados a evitar a torreira que se fazia sentir. Nós, refugiamo-nos no Big Nose Kate saloon. Ali, duas jovens figurantes de damas do prazer, em vestidos negros curtos e acetinados, com peitos subidos e espartilhados a combinar com as pernas voluptuosas rendilhadas, atendem-nos. Logo ao lado, uma visitante de meia-idade enfia-se num caixão. Faz-se fotografar a segurar uma pequena placa que versa “hooker” com uma corda de forca ao pescoço, que um xerife ajuda a segurar.

Já não sabíamos o que pensar do facto de boa parte dos clientes a sério usarem vestes de cobóis, terem postura de cobóis e de muito provavelmente o serem. Estávamos nuns confins quase mexicanos do Arizona, um dos estados norte-americanos mais fiéis ao passado conservador e pistoleiro da nação. Em Tombstone, o limiar entre o passado e o presente, entre a ficção e a realidade revelava-se cada vez mais difuso.

A confirmá-lo, chegaram as 15h30, a hora da última reencenação do dia do duelo de O.K. Corral. Mudamo-nos para a pequena bancada montada de frente para o cenário garrido e deixamos a acção decorrer. Por ano, mais de 400.000 forasteiros assistem a este teatrinho caprichado.

Se contarmos com as reconstituições cinematográficas e televisivas difundidas por todo o mundo, o número de espectadores e conhecedores dos acontecimentos precipitados de 15 de Março de 1881 a 15 de Abril de 1882 aumenta de forma exponencial. Os confrontos entre o bem e o mal, a lei e os fora-da-lei, tiveram desfechos de tal forma sanguinários e comoventes que entraram como balas perfurantes no profuso imaginário histórico Western dos E.U.A..

Na ressaca da Guerra Civil Americana, envolta em sofreguidão, ressentimento e perfídia, desde os seus primeiros dias que Tombstone via diversas tensões escalarem. A maior parte dos seus cobóis, homens da terra semi-desterrados, eram “Democratas” do Sul, em especial do Texas, afectos ao lado Confederado e derrotado do conflito que mal começara a cicatrizar. Os proprietários das minas e dos negócios, mineiros, habitantes e agentes da lei eram quase todos Republicanos capitalistas ideologicamente mais receptivos e expeditos, provenientes dos estados do Norte.

De 1880 em diante, o governo mexicano taxou gravemente as importações norte-americanas de álcool, gado e tabaco. O contrabando destes bens intensificou-se. Fez disseminar a acção criminosa de bandos fora-da-lei que se autointitulavam “Cowboys”. De tal maneira que, no Condado de Cochise a que pertencia Tombstone, passou a ser considerado insulto usar o termo para tratar os homens que lidavam com gado. Em vez, deviam ser chamados “ranchers”.

Parte desse quadro, na noite de 15 de Março de 1881, três cobóis tentaram roubar uma diligência que transportava 26.000 dólares de prata em barra. Mataram o seu popular condutor e um outro passageiro. O xerife Virgil Earp e os seus irmãos e delegados temporários Wyatt e Morgan Earp saíram no encalce dos criminosos. A perseguição acabou por envolver um clã familiar e rival de cobóis que desprezava a ascendência dos irmãos Earp em Tombstone e o contrapoder legal e moral que representavam. Despoletou uma sequência de emboscadas e contraemboscadas, assassínios e vinganças que, por sua vez, conduziram ao enfrentamento do O.K. Corral. Então, em trinta segundos, os irmãos Earp, e o amigo tísico Doc Holliday abateram Tom McLaury, Frank McLaury e Billy Clanton. Mesmo feridos de morte, os dois últimos ainda conseguiram ripostar e feriram Virgil, Morgan e Doc. Ike Clanton e Billy Claiborne fugiram. Malgrado o impacto e a notoriedade deste duelo em particular, o conflito prosseguiria. O novo xerife Beham que assistira ao duelo deteve os Earps e Holliday, acusados de assassínio. Passado um mês, após as autoridades legais de Tombstone deliberarem que os homicídios haviam sido justificados, libertou-os.

Entretanto, Virgil Earp foi vítima de uma cilada, baleado por cobóis escondidos numa rua de Tombstone. Decorridos outros três meses, o seu irmão Morgan sucumbiu a uma bala que lhe atingiu a coluna enquanto jogava bilhar. Em ambos os casos, os pistoleiros responsáveis escaparam à justiça. Frustrado com a crescente cobardia e ineficácia da Lei da cidade, Wyatt, o Earp sobrevivente, organizou um esquadrão a cavalo que perseguiu e abateu os quatro cobóis que haviam disparado contra os irmãos. Esta derradeira perseguição ficou para a história como Earp Vendetta Ride.

Desde 1939, Hollywood reforçou o poder de fogo mediático de Tombstone. “Frontier Marshall”, “Sheriff of Tombstone”, “My Darling Clementine” de John Ford com Henri Fonda, “Gunfight at the O.K. Corral”, “Hour of the Gun”, “Tombstone” e “Wyatt Earp”, estas longas-metragens e várias outras obras televisivas abordaram a sangrenta sequela. Estava previsto Kevin Costner protagonizar “Tombstone” de George P. Cosmatos, com Kurt Russel e Val Kilmer mas desagradou-lhe a recusa do argumentista Kevin Jarre em dar mais peso à personagem de Wyatt Earp. Kostner abandonou aquela diligência. Associou-se a Laurence Kasdan (o realizador do épico “Silverado” de 1985) no projecto rival “Wyatt Earp”. Segundo Kurt Russel, também fez tudo para evitar que os grandes estúdios de Hollywood distribuíssem “Tombstone”. Mas os Buena Vista boicotaram-lhe o boicote. Os dois filmes estrearam com seis meses de intervalo no seu próprio duelo comercial.

Quanto à Tombstone povoação, os censos dos E.U.A. demonstravam que, terminada a mineração da prata a população decaíra de 1900 habitantes em 1890 para menos de 700, em 1900. A partir de 26 de Outubro de 1881, Billy Clayton, Tom McLaury e Frank McClaury que, como testemunhámos, têm as suas lápides pouco abaixo do O.K. Corral, entre cactos e sob um manto de calhaus, não mais contribuíram para a saúde da demografia local.

Tombstone manteve-se, todavia, como sede do condado de Cochise até 1929 e salvou-se de se tornar uma cidade fantasma. Dez anos depois, a sua mediatização via Hollywood começou a fomentar o turismo intenso que agora a assiste. Quase 140 anos após a sua fundação, a atormentada Tombstone resiste.

Key West, E.U.A.

O Faroeste Tropical dos E.U.A.

Chegamos ao fim da Overseas Highway e ao derradeiro reduto das propagadas Florida Keys. Os Estados Unidos continentais entregam-se, aqui, a uma deslumbrante vastidão marinha esmeralda-turquesa. E a um devaneio meridional alentado por uma espécie de feitiço caribenho.

Grand Canyon, E.U.A.

América do Norte Abismal

O rio Colorado e tributários começaram a fluir no planalto homónimo há 17 milhões de anos e expuseram metade do passado geológico da Terra. Também esculpiram uma das suas mais deslumbrantes entranhas.

Sitka, Alasca

Memórias de Uma América que Já foi Russa

134 anos após o início da colonização, o czar Alexandre II teve que vender parte do actual 49º estado dos EUA. Em Sitka, encontramos heranças desses colonos e dos nativos que os combateram.

Monument Valley, E.U.A.

Índios ou cowboys?

Realizadores de Westerns emblemáticos como John Ford imortalizaram aquele que é o maior território indígena dos E.U.A. Hoje, na Navajo Nation, os navajos também vivem na pele dos velhos inimigos.

Las Vegas, E.U.A.

Onde o Pecado tem Sempre Perdão

Projectada do Deserto Mojave como uma miragem de néon, a capital norte-americana do jogo e do espectáculo é vivida como uma aposta no escuro. Exuberante e viciante, Vegas nem aprende nem se arrepende.

Navajo Nation, E.U.A.

Por Terras da Nação Navajo

De Kayenta a Page, com passagem pelo Marble Canyon, exploramos o sul do Planalto do Colorado. Dramáticos e desérticos, os cenários deste domínio indígena recortado no Arizona revelam-se esplendorosos.

Vale da Morte, E.U.A.

O Ressuscitar do Lugar Mais Quente

Desde 1921 que Al Aziziyah, na Líbia, era considerado o lugar mais quente do Planeta. Mas a polémica em redor dos 58º ali medidos fez com que, 99 anos depois, o título fosse devolvido ao Vale da Morte.

Skagway, Alasca

Uma Variante da Corrida ao Ouro do Klondike

A última grande febre do ouro norte-americana passou há muito. Hoje em dia, centenas de cruzeiros despejam, todos os Verões, milhares de visitantes endinheirados nas ruas repletas de lojas de Skagway.

Albuquerque, E.U.A.

Soam os Tambores, Resistem os Índios

Com mais de 500 tribos presentes, o "Gathering of the Nations" celebra o que de sagrado subsiste das culturas nativo-americanas. Mas também revela os danos infligidos pela civilização colonizadora.

Las Vegas, E.U.A.

O Berço da Cidade do Pecado

Nem sempre a famosa Strip concentrou a atenção de Las Vegas. Muitos dos seus hotéis e casinos replicaram o glamour de néon da rua que antes mais se destacava, a Freemont Street.

Herança colonial
Arquitectura & Design

Lençois da Bahia, Brasil

Nem os Diamantes São Eternos

No século XIX, Lençóis tornou-se na maior fornecedora mundial de diamantes. Mas o comércio das gemas não durou o que se esperava. Hoje, a arquitectura colonial que herdou é o seu bem mais precioso.

Alturas Tibetanas
Aventura

Mal de Altitude: não é mau. É péssimo!

Em viagem, acontece vermo-nos confrontados com a falta de tempo para explorar um lugar tão imperdível como elevado. Ditam a medicina e a experiência que não se deve arriscar subir à pressa.
Cansaço em tons de verde
Cerimónias e Festividades

Suzdal, Rússia

Em Suzdal, é de Pequenino que se Celebra o Pepino

Com o Verão e o tempo quente, a cidade russa de Suzdal descontrai da sua ortodoxia religiosa milenar. A velha cidade também é famosa por ter os melhores pepinos da nação. Quando Julho chega, faz dos recém-colhidos um verdadeiro festival. 

Silhuetas Islâmicas
Cidades

Istambul, Turquia

Onde o Oriente encontra o Ocidente, a Turquia Procura um Rumo

Metrópole emblemática e grandiosa, Istambul vive numa encruzilhada. Como a Turquia em geral, dividida entre a laicidade e o islamismo, a tradição e a modernidade, continua sem saber que caminho seguir

Vendedores de Tsukiji
Comida

Tóquio, Japão

No Reino do Sashimi

Num ano apenas, cada japonês come mais que o seu peso em peixe e marisco. Uma parte considerável é processada e vendida por 65 mil habitantes de Tóquio no maior mercado piscícola do mundo.

Mar-de-Parra
Cultura

Mendoza, Argentina

A Eno-Província Argentina

Os missionários espanhóis perceberam, no século XVI, que a zona estava talhada para a produção do “sangue de Cristo”. Hoje, Mendoza está no centro da maior região vinícola da América Latina.

Sol nascente nos olhos
Desporto

Busselton, Austrália

2000 metros em Estilo Aussie

Em 1853, Busselton foi dotada de um dos pontões então mais longos do Mundo. Quando a estrutura decaiu, os moradores decidiram dar a volta ao problema. Desde 1996 que o fazem, todos os anos, a nadar.

Em Viagem
Enxame, Moçambique

Área de Serviço à Moda Moçambicana

Repete-se em quase todas as paragens em povoações dignas de aparecer nos mapas. O machimbombo (autocarro) detém-se e é cercado por uma multidão de empresários ansiosos. Os produtos oferecidos podem ser universais como água ou bolachas ou típicos da zona. Nesta região a uns quilômetros de Nampula, fruta tropical é coisa que não falta.
Promessa?
Étnico
Goa, Índia

Para Goa, Rapidamente e em Força

Uma súbita ânsia por herança tropical indo-portuguesa faz-nos viajar em vários transportes mas quase sem paragens, de Lisboa à famosa praia de Anjuna. Só ali, a muito custo, conseguimos descansar.
Luminosidade caprichosa no Grand Canyon
Fotografia
Luz Natural (Parte 1)

E Fez-se Luz na Terra. Saiba usá-la.

O tema da luz na fotografia é inesgotável. Neste artigo, transmitimos-lhe algumas noções basilares sobre o seu comportamento, para começar, apenas e só face à geolocalização, a altura do dia e do ano.
Bastião Ryukyu
História

Okinawa, Japão

O Pequeno Império do Sol

Reerguida da devastação causada pela 2ª Guerra Mundial, Okinawa recuperou a herança da sua civilização secular ryukyu. Hoje, este arquipélago a sul de Kyushu abriga um Japão à margem, prendado por um oceano Pacífico turquesa e bafejado por um peculiar tropicalismo nipónico.

Recanto histórico
Ilhas

Tasmânia, Austrália

À Descoberta de Tassie

Há muito a vítima predilecta das anedotas australianas, a Tasmânia nunca perdeu o orgulho no jeito mais rude que aussie de ser e mantém-se envolta em mistério no seu recanto meridional dos antípodas.

Verificação da correspondência
Inverno Branco

Rovaniemi, Finlândia

Árctico Natalício

Fartos de esperar pela descida do velhote de barbas pela chaminé, invertemos a história. Aproveitamos uma viagem à Lapónia Finlandesa e passamos pelo seu furtivo lar. 

Baie d'Oro
Literatura

Île-des-Pins, Nova Caledónia

A Ilha que se Encostou ao Paraíso

Em 1964, Katsura Morimura deliciou o Japão com um romance-turquesa passado em Ouvéa. Mas a vizinha Île-des-Pins apoderou-se do título "A Ilha mais próxima do Paraíso" e extasia os seus visitantes.

O grande Salto Angel
Natureza

PN Canaima, Venezuela

O Rio Que Cai do Céu

Em 1937, Jimmy Angel aterrou uma avioneta sobre uma meseta perdida na selva venezuelana. O aventureiro americano não encontrou ouro mas conquistou o baptismo da queda d'água mais longa à face da Terra

Filhos da Mãe-Arménia
Outono

Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.

Caribe rosado
Parques Naturais

PN Henri Pittier, Venezuela

Entre o Mar das Caraíbas e a Cordilheira da Costa

Em 1917, o botânico Henri Pittier afeiçoou-se à selva das montanhas marítimas da Venezuela. Os visitantes do parque nacional que este suíço ali criou são, hoje, mais do que alguma vez desejou

Abastecimento
Património Mundial Unesco

PN Serengeti, Tanzânia

A Grande Migração da Savana Sem Fim

Nestas pradarias que o povo Masai diz siringet (correrem para sempre), milhões de gnus e outros herbívoros perseguem as chuvas. Para os predadores, a sua chegada e a da monção são uma mesma salvação.

Acima de tudo e de todos
Personagens

Harare, Zimbabwe

O Último Estertor do Surreal Mugabué

Em 2015, a primeira-dama do Zimbabué Grace Mugabe afirmou que o presidente, então com 91 anos, governaria até aos 100, numa cadeira-de-rodas especial. Pouco depois, começou a insinuar-se à sua sucessão. Mas, nos últimos dias, os generais precipitaram, por fim, a remoção de Robert Mugabe que substituiram pelo antigo vice-presidente Emmerson Mnangagwa.

Desembarque Tardio
Praia

Arquipélago Bacuit, Filipinas

A Última Fronteira Filipina

Um dos cenários marítimos mais fascinantes do Mundo, a vastidão de ilhéus escarpados de Bacuit esconde recifes de coral garridos, pequenas praias e lagoas idílicas. Para a descobrir, basta uma bangka.

Cortejo Ortodoxo
Religião
Suzdal, Rússia

Séculos de Devoção a um Monge Devoto

Eutímio foi um asceta russo do século XIV que se entregou a Deus de corpo e alma. A sua fé inspirou a religiosidade de Suzdal. Os crentes da cidade veneram-no como ao santo em que se tornou.
A todo o vapor
Sobre carris

Ushuaia, Argentina

O Derradeiro Comboio Austral

Até 1947, o Tren del Fin del Mundo fez incontáveis viagens para que os condenados do presídio de Ushuaia cortassem lenha. Hoje, os passageiros são outros mas nenhuma outra composição passa mais a Sul

Chegada à festa
Sociedade

Perth, Austrália

Em Honra da Fundação, de Luto Pela Invasão

26/1 é uma data controversa na Austrália. Enquanto os colonos britânicos o celebram com churrascos e muita cerveja, os aborígenes celebram o facto de não terem sido completamente dizimados.

Fim da Viagem
Vida Quotidiana

Talkeetna, Alasca

Vida à Moda do Alasca

Em tempos um mero entreposto mineiro, Talkeetna rejuvenesceu, em 1950, para servir os alpinistas do Monte McKinley. A povoação é, de longe, a mais alternativa e cativante entre Anchorage e Fairbanks.

Brincadeira ao ocaso
Vida Selvagem

PN Gorongosa, Moçambique

O Coração Selvagem de Moçambique dá Sinais de Vida

A Gorongosa abrigava um dos mais exuberantes ecossistemas de África mas, de 1980 a 1992, sucumbiu à Guerra Civil travada entre a FRELIMO e a RENAMO. Greg Carr, o inventor milionário do Voice Mail recebeu a mensagem do embaixador moçambicano na ONU a desafiá-lo a apoiar Moçambique. Para bem do país e da humanidade, Carr comprometeu-se a ressuscitar o parque nacional deslumbrante que o governo colonial português lá criara.

Aterragem sobre o gelo
Voos Panorâmicos

Mount Cook, Nova Zelândia

A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.