Juneau, Alasca

Na Capital Diminuta do Grande Norte


Caçada com Bolhas

Baleias-de-bossa levam a cabo atacam um cardume em grupo.

Braço de Mar

O canal alasquense de Gastineau em que se abrigou a capital do estado.

Red Dog Saloon

Clientes convivem no Red Dog Saloon, um bar-restaurante histórico e emblemático de Juneau.

Ponto de Encontro

Hidroavião desliza para a doca de Juneau, após amarar no canal Gastineau.

Passeio Apertado

Transeuntes cruzam-se numa rua comercial repleta de joalharias de Juneau.

Glaciar Mendenhall

Vista lateral do glaciar de Mendenhall, um dos originados pelo fluxo do campo de gelo de Juneau.

Das Montanhas ao Mar

Vista aérea do glaciar de Mendenhall, nas imediações da cidade.

Mount Roberts Tramway

Cabine de teleférico vence a encosta íngreme do Mount Roberts, já muito acima do Canal de Gastineau.

Trilho escavado

Montanhista percorrem uma fenda baixa sobre o glaciar de Mendenhall.

Lago & Glaciar Mendenhall

Vista do glaciar Mendenhall do lado de cá do lago homónimo a que dá origem.

Legado Ortodoxo

Capela ortodoxa comprova o passado russo do Alasca, também em Juneau.

Dentes de Gelo

Formas aguçadas da frente do glaciar de Mendenhall.

Profundezas azuladas

Montanhistas que exploram o Glaciar Mendenhall entram numa sua caverna de gelo.

Pouso mais à Mão

Leões-marinhos repousam sobre uma boia-farol à saida do Canal de Gastineau.

Ao Sabor do Tempo

Glaciar longo flui a partir do gigantesco campo de gelo de Juneau que se estende até à Columbia Britânica.

Juneau pelos Ares

Dois parapentes pairam na projecção da encosta do Monte Roberts.

Rápidos Sólidos

Pormenor das fendas originadas por um meandro num rio de gelo a norte de Juneau.

Montanhas Trovão

Cimo nevado das Thunder Mountains. Atrás dos seus cumes, escondem-se o campo de gelo de Juneau.

Submersão Pública

Baleia afunda perante uma embarcação repleta de entusiastas.

Voo sobre convés

Hidroavião voa junto a um enorme paquete ancorado na doca principal de Juneau.

Arte Glaciar

Formações de gelo caprichosas forçadas por uma rocha sob o glaciar de Mendenhall.

Fila Glaciar

Grupo de montanhistas percorrem a superfície frígida do glaciar de Mendenhall.

De Junho a Agosto, Juneau desaparece por detrás dos navios de cruzeiro que atracam na sua doca-marginal. Ainda assim, é nesta cidade ínfima que se decidem os destinos do 49º estado norte-americano.

Há sempre lugar para mais um barco no Sudeste do Alasca. Isolada entre o oceano Pacífico e a imensidão da Columbia Britânica, a região surge  fragmentada por incontáveis canais e fiordes a partir dos quais se elevam as Coast Mountains, uma cordilheira litoral junto à Tongass, uma das  maiores florestas dos Estados Unidos. Esta natureza rude inviabiliza a construção de vias e, com excepção de Skagway, Hyder e Haines, as povoações locais continuam desprovidas de uma ligação rodoviária ao exterior. A via de eleição é, desta forma, o Alasca Marine Highway, uma espécie de auto-estrada marítima que tem início no longínquo porto aleuta de Unalasca/Dutch Harbour e percorre a passagem interior do «cabo de frigideira» até Bellingham ou Prince Rupert, a norte de Vancouver.

Depressa nos tornamos seus passageiros frequentes. Numa de várias viagens marinhas, embarcamos em Skagway no M/V Malaspina, com destino à capital.

Durante o Inverno, praticamente não chegam turistas e Juneau vive uma vida genuína. Os legisladores do estado entretêm-se aqui com os seus lobbies e confrontos políticos. Encontram-se, diariamente para trabalhar no Capitólio e no City Hall. Depois, por falta de espaço e de oferta, confraternizam juntos nas escassas ruas, restaurantes e bares da cidade.

De 2006 a 2009, a protagonista deste círculo foi a governadora republicana Sarah Palin. Nascida no Idaho, mudou-se com a família para o Alasca ainda muito nova e não demorou a afeiçoar-se ao estado e a Juneau onde tem uma mansão à beira da estrada pouco protegida e quase nunca habita, em detrimento da original, em Wasilla.

Mas a Republicana não se afeiçoou tanto como era de esperar. Vinte e dois anos depois de ter ficado em terceiro lugar no concurso Miss Alasca, e apenas alguns dias após ter tomado posse, Palin irritou os habitantes de Juneau ao dizer aos seus commissioners que não tinham que se mudar para a capital. A verdade é que poucos são os políticos a quem agrada a perspectiva de ficarem sitiados na capital-miniatura, condenados por uma meteorologia lúgubre e horas a fio em frente ao televisor, mas a sinceridade da governadora pecou por excesso.

Em Agosto de 2008, Sarah Palin deixou a capital do estado para fortalecer a candidatura de John McCain à Casa Branca. O resultado não foi o esperado pelos Republicanos e o objectivo da eleição presidencial gorou-se. Desde então, interessada em voos mais altos, a senhora pouco se dedicou politicamente ao Alasca. 

Mas o Verão sempre trouxe mudanças ao município. «É isto??» perguntam vezes sem conta os recém-desembarcados dos cruzeiros estivais. Juneau tem o condão de deixar incrédulos muitos dos compatriotas do Lower 48, a quem a sua dimensão exígua parece brincadeira. Sobretudo quando várias companhias de navegação estão presentes com vários dos seus enormes cruzeiros parte da cidade fica «entalada» entre as embarcações monstruosas e as lojas na base do Monte Juneau. O aperto gera o mesmo estímulo consumista que rege Skagway, mas sufoca a cidade.

Os visitantes com vistas largas e carteiras recheadas monopolizam as poucas fugas possíveis. Dos confins da S Franklin Street, um teleférico ascende ao cume do Mount Roberts, de onde desvendamos, em formato panorâmico, o casario da cidade e os paquetes contíguos. Entre a floresta densa, vê-se também o longo canal de Gastineau, transformado numa pista de aviação concorrida, tal a quantidade de hidroaviões a descolar para sobrevoar outros cenários das redondezas: montanhas nevadas, lagos, o glaciar Mendenhall e o vasto campo de gelo de que desliza. Estes últimos destacam-se como as grandes atracções naturais da região e, durante o Verão, quase não têm descanso. Sempre que a meteorologia o permite, elevam-se do aeroporto da capital helicópteros atrás de helicópteros com destino ao domínio gelado do Juneau Ice Field.

Mas não é só na rota dos visitantes estivais que Juneau se encontra. Quando os meses mais quentes se aproximam, enormes colónias de baleias de bossa e de outras espécies migram de águas mais quentes como aquelas em redor do arquipélago havaiano. Em cerca de 30 dias, percorrem quase 5000 kms para atingirem o mar frígido e repleto de krill em redor de Juneau. Com outro menu marinho em mente, seguem-nas também centenas de orcas.

Como seria de esperar, o seu avistamento tornou-se numa das actividades mais populares da região e, ao contrário do que se passa noutros lugares tão ou mais remotos, é simples e quase garantido. Percorremos toda a margem o Canal de Gastineau, passamos o glaciar de Mendenhall e a baía em diante. Embarcamos numa marina movimentada nas imediações do Lago Auke e zarpamos para as águas já desafogadas da Auke Bay. Estamos absolutamente de rastos devido a repetidas viagens nocturnas desconfortáveis mas mal temos tempo para nos lamentarmos. 

Com poucos minutos de navegação, estamos lado a lado com um bando oportunista de orcas. Pouco depois, detectamos caudas de outros destes mamíferos a afundar-se lentamente e, quando já começamos a ficar mal habituados, somos prendados com o espectáculo mor. Um grupo de baleias-de-bossa posiciona-se num quase círculo. Num ápice, produzem em redor de si as enormes bolhas que desorientam e forçam um grande número de peixes do cardume alvo a emergir. Uma vez que os peixes se encontram próximo da superfície, são as próprias baleias que emergem com as enormes bocas escancaradas, ávidas por engolirem o maior número possível de peixes e acossadas por dezenas de gaivotas famintas e destemidas. Os passageiros, meio incrédulos, rejubilam com o imediatismo daquele fenómeno, na maior parte dos casos, só aflorado em documentários televisivos.

Com os clientes satisfeitos e o tempo programado a esgotar-se, a tripulação faz o barco regressar à doca. Dali, somos levados para um almoço-piquenique de confraternização internacional.

O salmão fresco e a root beer combinavam bem no fresco concedido pela floresta de encosta em que nos encontrávamos. Mas, não tarda a sentar-se a nossa mesa um casal norte-americano chauvinista que se apressa a provocar-nos alguma indisposição. “Portugueses? Não temos muitos lá no Texas. E já decidiram em que parte dos Estados Unidos é que vão querer ficar a viver?”, pergunta-nos o marido gordalhufo e avermelhado como se mais nada, no resto do mundo, pudesse alguma vez interessar.

Abreviamos a refeição e regressamos à marginal sempre ocupada de Juneau. Faz um calor incomum para estas latitudes e só nos agasalhamos após o pôr-do-sol. Nesse, dia, por essa hora, rendemo-nos à curiosidade. Mortos por uma cerveja Alaskan Amber que já não bebíamos desde Skagway, damos entrada no Red Dog Saloon, um bar, hoje, por muitos considerado de mau gosto mas famoso inaugurado nos tempos da febre do ouro alasquense. O estabelecimento aparentemente emblemático mantém a velha fórmula da música ao vivo, hoje actualizada por DJs entertainers que, ainda ao piano mas apetrechados de muita mais tecnologia e um enorme frasco com Viagra escrito para as gorjetas, levam os espectadores sempre interventivos ao êxtase.  

“Alguém daqui é de New Orleans?”, pergunta o músico branco e careca à multidão entregue a refeições caseiras mas nem por isso saudáveis. Vou tirar o boné e já vêm porque ganhei o concurso de sósias do Louis Armstrong. Agarra numa espécie língua da sogra carnavalesca, enrouquece a voz o mais que pode e dá início a uma espécie de recital eufórico de Blues.

Key West, E.U.A.

O Faroeste Tropical dos E.U.A.

Chegamos ao fim da Overseas Highway e ao derradeiro reduto das propagadas Florida Keys. Os Estados Unidos continentais entregam-se, aqui, a uma deslumbrante vastidão marinha esmeralda-turquesa. E a um devaneio meridional alentado por uma espécie de feitiço caribenho.

Ketchikan, Alasca

Aqui Começa o Alasca

A realidade passa despercebida a boa parte do mundo, mas existem dois Alascas. Em termos urbanos, o estado é inaugurado no sul do seu oculto cabo de frigideira, uma faixa de terra separada dos restantes E.U.A. pelo litoral oeste do Canadá. Ketchikan, é a mais meridional das cidades alasquenses, a sua Capital da Chuva e a Capital Mundial do Salmão.

Anchorage a Homer, E.U.A.

Viagem ao Fim da Estrada Alasquense

Se Anchorage se tornou a grande cidade do 49º estado dos E.U.A., Homer, a 350km, é a sua mais famosa estrada sem saída. Os veteranos destas paragens consideram esta estranha língua de terra solo sagrado. Também veneram o facto de, dali, não poderem continuar para lado nenhum. 

Maldivas

De Atol em Atol

Trazido de Fiji para navegar nas Maldivas, o Princess Yasawa adaptou-se bem aos novos mares. Por norma, bastam um ou dois dias de itinerário, para a genuinidade e o deleite da vida a bordo virem à tona.

Denali, Alasca

O Tecto Sagrado da América do Norte

Os indígenas Athabascan chamaram-no Denali, ou o Grande e reverenciam a sua altivez. Esta montanha deslumbrante suscitou a cobiça dos montanhistas e uma longa sucessão de ascensões recordistas.

Glaciares

Planeta Azul-Gelado

Formam-se nas grandes latitudes e/ou altitudes. No Alasca ou na Nova Zelândia, na Argentina ou no Chile, os rios de gelo são sempre visões impressionantes de uma Terra tão frígida quanto inóspita.

Sitka, Alasca

Memórias de Uma América que Já foi Russa

134 anos após o início da colonização, o czar Alexandre II teve que vender parte do actual 49º estado dos EUA. Em Sitka, encontramos heranças desses colonos e dos nativos que os combateram.

Talkeetna, Alasca

Vida à Moda do Alasca

Em tempos um mero entreposto mineiro, Talkeetna rejuvenesceu, em 1950, para servir os alpinistas do Monte McKinley. A povoação é, de longe, a mais alternativa e cativante entre Anchorage e Fairbanks.

Prince William Sound, Alasca

Alasca Colossal

Encaixado contra as montanhas Chugach, Prince William Sound abriga alguns dos cenários descomunais do 49º estado. Nem sismos poderosos nem uma maré negra devastadora afectaram o seu esplendor natural.

Katmai, Alasca

Nos Passos do Grizzly Man

Timothy Treadwell conviveu Verões a fio com os ursos de Katmai. Em viagem pelo Alasca, seguimos alguns dos seus trilhos mas, ao contrário do protector tresloucado da espécie, nunca fomos longe demais.

Valdez, Alasca

Na Rota do Ouro Negro

Em 1989, o petroleiro Exxon Valdez provocou um enorme desastre ambientai. A embarcação deixou de sulcar os mares mas a cidade vitimada que lhe deu o nome continua no rumo do crude do oceano Árctico.

Skagway, Alasca

Uma Variante da Corrida ao Ouro do Klondike

A última grande febre do ouro norte-americana passou há muito. Hoje em dia, centenas de cruzeiros despejam, todos os Verões, milhares de visitantes endinheirados nas ruas repletas de lojas de Skagway.

Seward, Alasca

O 4 de Julho Mais Longo

A independência dos E.U.A. é festejada, em Seward, de forma modesta. Para compensar, na cidade que honra o homem que prendou a nação com o seu maior estado, a data e a celebração parecem não ter fim.

Glaciar de Godwin, Alasca

Dog mushing estival

Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, os cães e os trenós não podem parar.

Filhos da Mãe-Arménia
Arquitectura & Design

Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.

Aurora fria II
Aventura
Circuito Anapurna: 3º- Upper Pisang, Nepal

Uma Inesperada Aurora Nevada

Aos primeiros laivos de luz, a visão do manto branco que cobrira a povoação durante a noite deslumbra-nos. Com uma das caminhadas mais duras pela frente, adiamos a partida tanto quanto possível. Contrariados, deixamos Upper Pisang rumo a Ngawal quando a derradeira neve se desvanecia.
Em louvor do vulcão
Cerimónias e Festividades

Lombok, Indonésia

Hinduísmo Balinês Numa Ilha do Islão

A fundação da Indonésia assentou na crença num Deus único. Este princípio ambíguo sempre gerou polémica entre nacionalistas e islamistas mas, em Lombok, os balineses levam a liberdade de culto a peito

Gang de 4
Cidades

Tombstone, E.U.A.

A Cidade Demasiado Dura para Morrer

Filões de prata descobertos no fim do século XIX fizeram de Tombstone um centro mineiro próspero e conflituoso na fronteira dos Estados Unidos com o México. Lawrence Kasdan, Kurt Russel, Kevin Costner e outros realizadores e actores hollywoodescos tornaram famosos os irmãos Earp e o duelo sanguinário de “O.K. Corral”. A Tombstone que, ao longo dos tempos tantas vidas reclamou, está para durar.

Orgulho
Comida

Vale de Fergana, Usbequistão

A Nação a Que Não Falta o Pão

Poucos países empregam os cereais como o Usbequistão. Nesta república da Ásia Central, o pão tem um papel vital e social. Os Usbeques produzem-no e consomem-no com devoção e em abundância.

Jingkieng Wahsurah
Cultura

Meghalaya, Índia

Pontes de Povos que Cria(ra)m Raízes

A imprevisibilidade dos rios na região mais chuvosa à face da Terra nunca demoveu os Khasi e os Jaintia. Confrontadas com a abundância de árvores ficus elastica nos seus vales, estas etnias habituaram-se a moldar-lhes os ramos e estirpes. Da sua tradição perdida no tempo, legaram centenas de pontes vegetais deslumbrantes às futuras gerações.

Radical 24h por dia
Desporto

Queenstown, Nova Zelândia

Digna de uma Raínha

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades extremas reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.

Via caribenha
Em Viagem

Overseas Highway, E.U.A. 

A Alpondra Caribenha dos E.U.A.

Os Estados Unidos continentais parecem encerrar-se, a sul, na sua caprichosa península da Flórida. Não se ficam por aí. Mais de cem ilhas de coral, areia e mangal formam uma excêntrica extensão tropical que há muito seduz os veraneantes norte-americanos.

Transbordo
Étnico

Efate, Vanuatu

A Ilha que Sobreviveu a “Survivor”

Grande parte de Vanuatu vive num abençoado estado pós-selvagem. Talvez por isso, reality shows em que competem aspirantes a Robinson Crusoes instalaram-se uns atrás dos outros na sua ilha mais acessível e notória. Já algo atordoada pelo fenómeno do turismo convencional, Efate também teve que lhes resistir.

Luminosidade caprichosa no Grand Canyon
Fotografia
Luz Natural (Parte 1)

E Fez-se Luz na Terra. Saiba usá-la.

O tema da luz na fotografia é inesgotável. Neste artigo, transmitimos-lhe algumas noções basilares sobre o seu comportamento, para começar, apenas e só face à geolocalização, a altura do dia e do ano.
Visitantes
História
Masada, Israel

O Último Baluarte Judaico

Em 73 d.C, após meses de cerco, uma legião romana constatou que os resistentes no topo de Masada se tinham suicidado. De novo judaica, esta fortaleza é agora o símbolo supremo da determinação sionista
Luzes VIP
Ilhas

Ilha Moyo, Indonésia

Uma Ilha Só Para Alguns

Poucas pessoas conhecem ou tiveram o privilégio de explorar a reserva natural de Moyo. Uma delas foi a princesa Diana que, em 1993, nela se refugiou da opressão mediática que a viria a vitimar.

Lenha
Inverno Branco

PN Oulanka, Finlândia

Um Lobo Pouco Solitário

Jukka “Era-Susi” Nordman criou uma das maiores matilhas de dog sledding do mundo. Tornou-se numa das personagens mais emblemáticas do país mas continua fiel ao seu cognome: Wilderness Wolf

Litoral de Upolu
Literatura

Upolu, Samoa Ocidental

A Ilha do Tesouro de Stevenson

Aos 30 anos, o escritor escocês começou a procurar um lugar que o salvasse do seu corpo amaldiçoado.Em Upolu e nos samoanos, encontrou um refúgio acolhedor a que entregou a sua vida de alma e coração

Contemplação
Natureza

El Chalten, Argentina

Um Apelo de Granito

Duas montanhas de pedra geraram uma disputa fronteiriça entre a Argentina e o Chile.Mas estes países não são os únicos pretendentes.Há muito que os cerros Fitz Roy e Torre atraem alpinistas obstinados

Aposentos dourados
Outono

Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Entusiasmo Vermelho
Parques Naturais

Lijiang e Yangshuo, China

Uma China Impressionante

Um dos mais conceituados realizadores asiáticos, Zhang Yimou dedicou-se às grandes produções ao ar livre e foi o co-autor das cerimónias mediáticas dos J.O. de Pequim. Mas Yimou também é responsável por “Impressions”, uma série de encenações não menos polémicas com palco em lugares emblemáticos. 

Recompensa Kukenam
Património Mundial Unesco

Monte Roraima, Venezuela

Uma Ilha no Tempo

Perduram no cimo do Mte. Roraima cenários extraterrestres que resistiram a milhões de anos de erosão. Conan Doyle criou, em "O Mundo Perdido", uma ficção inspirada no lugar mas nunca o chegou a pisar.

Cabana de Brando
Personagens

Apia, Samoa Ocidental

A Anfitriã do Pacífico do Sul

Vendeu burgers aos GI’s na 2ª Guerra Mundial e abriu um hotel que recebeu Marlon Brando e Gary Cooper. Aggie Grey faleceu em 1988 mas o seu legado de acolhimento perdura no Pacífico do Sul.

Dunas no meio do mar
Praia

Bazaruto, Moçambique

A Miragem Invertida de Moçambique

A apenas 30km da costa leste africana, um erg improvável mas imponente desponta do mar translúcido. Bazaruto abriga paisagens e gentes que há muito vivem à parte. Quem desembarca nesta ilha arenosa exuberante depressa se vê numa tempestade de espanto.

Himalaias urbanos
Religião

Gangtok, Índia

Uma Vida a Meia-Encosta

Gangtok é a capital de Sikkim, um antigo reino da secção himalaia da Rota da Seda tornado província indiana em 1975. A cidade surge equilibrada numa vertente, de frente para a Kanchenjunga, a terceira maior elevação do mundo que muitos nativos creem abrigar um Vale paradisíaco da Imortalidade. A sua íngreme e esforçada existência budista visa, ali, ou noutra parte, o alcançarem.

Assento do sono
Sobre carris

Tóquio, Japão

Os Hipno-Passageiros de Tóquio

O Japão é servido por milhões de executivos massacrados com ritmos de trabalho infernais e escassas férias. Cada minuto de tréguas a caminho do emprego ou de casa lhes serve para passarem pelas brasas

Travessia ao ocaso
Sociedade

Lago Taungthaman, Myanmar

O Crepúsculo da Ponte da Vida

Com 1.2 km, a ponte de madeira mais antiga e mais longa do mundo permite aos birmaneses de Amarapura viver o lago Taungthaman. Mas 160 anos após a sua construção, U Bein carece de cuidados especiais.

Dança dos cabelos
Vida Quotidiana

Longsheng, China

A aldeia chinesa dos maiores cabelos do mundo. Nutridos a arroz, claro

Numa região multiétnica coberta de arrozais socalcados, as mulheres de uma aldeia renderam-se a uma mesma obsessão capilar. Deixam crescer os seus cabelos anos a fio, até um comprimento médio de 170 a 200 cm que faz da aldeia recordista. Por estranho que pareça, para os manterem belos e lustrosos, usam apenas água e o cereal. 

Um rasto na madrugada
Vida Selvagem

Damaraland, Namíbia

Namíbia On the Rocks

Centenas de quilómetros para norte de Swakopmund, muitos mais das dunas emblemáticas de Sossuvlei, Damaraland acolhe desertos entrecortados por colinas de rochas avermelhadas, a maior montanha e a arte rupestre decana da jovem nação. Os colonos sul-africanos baptizaram esta região em função dos Damara, uma das suas etnias. Só estes e outros habitantes comprovam que fica na Terra.

Vale de Kalalau
Voos Panorâmicos

Napali Coast, Havai

As Rugas Deslumbrantes do Havai

Kauai é a ilha mais verde e chuvosa do arquipélago havaiano. Também é a mais antiga. Enquanto a exploramos por terra, mar e ar, espantamo-nos ao vermos como a passagem dos milénios só a favoreceu.