Novgorod, Rússia

A Avó Viquingue da Mãe Rússia


A fortaleza e a catedral

Charrete passa junto à base da muralha da fortaleza de Novgorod, também abaixo da Catedral Ortodoxa de Santa Sofia.

Triunfo Negro

Silhueta do Monumento da Victória, erguido para celebrar o triunfo soviético sobre o invasor Nazi durante a 2ª Guerra Mundial.

De Novgorod a Novgorod

Ponte pedestre sobre o rio Volkhov, dourada pelo ocaso.

Pequeno ataque

Pai e filha aproximam-se da fortaleza de Novgorod, a mais antiga da Rússia.

Praia Verde

Família descontrai junto a uma porta baixa da fortaleza de Novgorod.

Pequeno Ataque II

Pai toma conta de um filho que se diverte sobre um tanque ligeiro T70 M, usado durante a 2ª Guerra Mundial

Pompa & Cerimónia pós-soviética

Cena de uma cerimónia de condecoração e homenagem de polícias da força especial anti-motim OMON, realizada em frente ao edifício soviético do Governo de Novgorod.

Trajes de outros tempos

Mulheres em trajes tradicionais participam na cerimónia de condecoração dos policiais OMON.

Boda marginal

Comitiva de um casamento caminha ao longo de uma margem do rio Volkhov.

Diferentes estilos

Transeunte carrega um caniche ao longo da ponte pedestre sobre o rio Volkhov.

Rosas anti-motim

Uma polícia da força especial  OMON congratulada por familiares.

O peso do casamento

Uma dolorosa tradição nupcial de Novgorod: noivo carrega noiva a todo o comprimento da ponte pedestre sobre o rio Volkhov.

Um ocaso com história

Sol põe-se por detrás da catedral de Santa Sofia, a mais antiga da Rússia.

Durante quase todo o século que passou, as autoridades da U.R.S.S. omitiram parte das origens do povo russo. Mas a história não deixa lugar para dúvidas. Muito antes da ascensão e supremacia dos czares e dos sovietes, os primeiros colonos escandinavos fundaram, em Novgorod, a sua poderosa nação.

Na margem oposta do rio Volkhov, vários torreões destacam-se acima de uma muralha vermelha sólida. Dela se projecta também um cacho de abóbadas que algum brilho lateral nos revela douradas. O sol sujeita-se às cruzes bizantinas e afunda-se por detrás. Por momentos, o seu aparente leito não passa de uma silhueta mas, mal a luz diurna cede ao lusco-fusco e à iluminação artificial, o templo ortodoxo e a fortaleza que o envolve reconquistam a imponência devida.

Novgorod vive dias agitados. Na manhã seguinte à nossa chegada, é Sábado. Despertamos com o sol já apontado ao zénite. Passamos pela grande praça Pobedy Sofiyskaya que é delimitada pelo edifício soviético governamental e pela entrada oeste da fortaleza. A essa hora, um bando de ciclistas, patinadores, skaters e outros desportistas exercita-se. Aproveitam a lisura do piso, até que um evento há muito programado lhes reclama o lugar.

Aos poucos, centenas de polícias em camuflados reúnem-se e formam perante uma ala de distintas autoridades da região: políticas, militares, civis e – não poderiam faltar – também os representantes da Igreja Ortodoxa. Reparamos na sigla OMOH nas costas dos seus uniformes e percebemos que não são uma força qualquer. Integram uma unidade especial da Guarda Nacional da Rússia criada em 1988 dentro da Soviet Militsiya e que, findos os conflitos gerados pelo colapso da U.R.S.S., é considerada a polícia anti-motim. Os seus oficiais recebem galardões das autoridades e, dos familiares e cônjuges, também beijos e ramos de flores. Uma vez findos os discursos, tocado e cantado o hino da nação, a cerimónia termina e a praça regressa ao modo lúdico original.

Na Pobedy Sofiyskaya, como em tantas outras partes de Novgorod, as várias “Rússias” parecem medir forças. A ocidente, a fachada do edifício do Governo da Região de Novgorod não podia ser mais soviética. Preenchem-na, quase na íntegra, um alinhamento de colunas de estilo helénico que sustentam um frontão. Este frontão, por sua vez, é tão amplo e aberto que admite uma enorme escultura de bronze recortada em redor do símbolo incontornável da época, a foice e o martelo. Do lado oposto da praça, encontramos o pórtico principal da fortaleza milenar e colossal erguida pela Rus de Kiev. Sem acesso ao edifício governamental, atravessamos o fosso pela ponte levadiça e passamos para o interior das velhas muralhas atijoladas dominado pelo verde do Parque Kremlyovskiy (do Kremlin) e por vários monumentos sumptuosos. O compositor Sergei Rachmaninoff nasceu na região. Tem na cidade uma estátua de bronze. A grande obra é, todavia, o Milénio da Rússia, um monumento igualmente de bronze, erguido em 1862, e que celebra, em distintos níveis, os eventos que definiram a Rússia, desde a chegada dos Varegues às margens do lago Ladoga e a Novgorod até à criação do Império Russo sob a liderança de Pedro, o Grande.

À parte da catedral de Santa Sofia, os edifícios religiosos quase rivalizam, em número, com as torres da fortaleza. Voltamos a deixá-la e reencontrarmos o Volkhov.

É Verão. O caudal recuou substancialmente e empresta um areal mais que conveniente a que outros desportistas e banhistas dão bom uso. Um torneio de vólei de praia decorre entre o rio e a muralha. Canoístas e nadadores sulcam a água doce e uma multidão de adoradores do sol fazem por se bronzear, uns esparramados na relva viçosa, outros, encostados contra a base do Kremlin que, de frente para o torreão Dvortsovaya Bashnya, nos revela, por fim, a sua elegante redondeza.

Rus de Kiev, o estado embrionário daquela que – considerado o território –   se tornou a maior nação do Planeta, começou a definir-se no século VIII.

Por essa altura, os varegues (viquingues) tinham-se habituado a zarpar da Escandinávia e a navegar pelo Mar Báltico e rios Dniepre, Volga, Dniestre abaixo. Durante essas epopeias embarcadas, consoante as oportunidades e os rivais com que se deparavam, entregavam-se ao comércio, à pirataria e a acções mercenárias. Também navegaram o Mar Cáspio e o Mar Negro. Cada vez mais afastados das suas Noruega e Suécia nativas, interagiam e comerciavam com os gregos e com os mais distintos povos muçulmanos, tão longe como em Bagdade.

Novgorod, em particular, prosperava a olhos vistos. Enriquecia-a um comércio cada vez mais intenso de tecidos, metais, vinho, âmbar e outros produtos ali chegados do sul mediterrânico que os varegues lá instalados trocavam por peles de arminho, de marta e de outros animais capturados na Escandinávia. Já então consideradas um luxo, estas peles fizeram de Novgorod um lugar apetecido.

Mas os varegues também traziam do cimo da Europa hábitos guerreiros. Diferentes clãs lutavam demasiadas vezes entre si ou com as tribos eslavas e finesas com que partilhavam a zona. Os habitantes de Novgorod fartaram-se desse caos. Para o sanarem, convidaram um príncipe varegue já poderoso a governá-los. Rúrik tomou conta de Novgorod até morrer em 879. Oleg, o cunhado a quem passou o poder por o seu filho ser demasiado novo, consolidou um vasto domínio que abrangeu as zonas das actuais São Petersburgo (200km para norte) e Kiev (1000 km para sudoeste).

Oleg e os descendentes da dinastia Rúrika não tardaram a cobrar tributo às tribos não varegues que acabaram por incorporar. Por fim, esta mescla improvável de varegues e de tribos eslavas e finesas deu origem ao estado Rus de Kiev. Novgorod beneficiou de forte autonomia dentro do novo estado. Estabeleceu um regime de eleição de chefes locais com tempos limitados de liderança. Este regime é considerado o primeiro governo democrático da Rússia.

Os Rus de Kiev mantiveram-se pagãos por mais algum tempo. Pelo menos numa circunstância, Oleg atacou a capital do Império Bizantino. Os Bizantinos tinham construído uma tal de fortaleza Sarkel que, em favor do povo Cazar, limitou o comércio dos Rus ao longo do rio Volga. Furioso, Oleg reuniu um exército, distribuiu-o por 200 embarcações, navegou até ao Bósforo e cercou a poderosa Constantinopla. Só retirou após pilhar os arredores da cidade e a ter deixado em pânico.

Afastamo-nos da fortaleza que, em tempos, acolheu os líderes Rus. Algumas centenas de metros rio abaixo, damos com a Colina de Catarina e com novo monumento, de visual bélico e épico, claro está. Um cavaleiro que monta um cavalo empinado, empunha uma espada na vertical e atropela uma suástica. Atrás de si, no cimo de uma torre altiva, a proa de um barco viquingue foi combinada com a lagarta de um tanque e com uma série de lanças apontadas ao céu.

O conjunto – mas em especial o cavaleiro – atrai uma horda de fotógrafos casuais ávidos por ali se eternizarem. Contempla-os com a benesse de o fazerem ainda junto a um tanque ligeiro T-70M que terá passado incólume pela 2a Guerra Mundial.

Regressamos à estradinha Sofiyskaya e, por ela, à ponte pedestre que cruza o Volkhov para a metade já não amuralhada da cidade. No tempo em que o fazemos, a comitiva de um casamento surge no sentido contrário. Na dianteira, um pequeno noivo, em óbvia dificuldade, carrega a noiva ao colo. A estreiteza da ponte e a curiosidade sobre o feito, fazem-nos dar-lhes passagem. Aproveitamos para meter conversa com uma senhora loura que segura um caniche cor-de-avelã ainda mais felpudo. Ela esclarece-nos. “Isto é costume cá da cidade. Atravessar a ponte toda com a noiva ao colo é visto como uma bênção para o casamento. Não há homem que não o tente fazer e vão ver que, mesmo aflito, aquele também vai conseguir!” De facto, o ritual foi cumprido, para júbilo dos convivas que o felicitaram com abraços e muito champagne.

Retomamos o passeio. Aproximamo-nos do “Na Korme” uma grande embarcação transformada em restaurante. Para desilusão dos visitantes da cidade mais interessados no seu passado, trata-se de uma fragata mercante oitocentista sem declarado contexto histórico em vez de um portentoso navio viquingue. Mas, História nunca faltaria em Novgorod. Nas imediações de uma tal de arcada Gostiny Dvor em que tínhamos apreciado o fim do dia anterior, uma série de novos templos ortodoxos e outros edifícios, levaram-nos a retomá-la.

Os anos passaram em Rus de Kiev. Apenas vinte antes da viragem para o século XI, e no seio de sérios eventos políticos que incluíram o assassínato de Oleg às mãos de um outro irmão, Vladimir viu-se obrigado a viajar à Escandinávia. Ali, com a ajuda do regente da Noruega seu parente, recrutou um exército. No regresso, não só reconquistou Novgorod e solidificou as fronteiras do reino contra as frequentes incursões de tribos búlgaras, bálticas e outras. Converteu-se ao Cristianismo e cristianizou Rus de Kiev.

A Crónica do eslavo Néstor descreve o quão criteriosa se revelou a sua decisão. Vladimir decidiu enviar emissários para apreciarem as distintas religiões dos estados poderosos que reclamavam que a Rus de Kiev adoptasse as suas fés. Quando os enviados lhe transmitiram as suas impressões, não tardou a rejeitar o judaísmo. Jerusalém tinha acabado se ser perdida para os muçulmanos. A seu ver, isso provava que Deus havia abandonado os Judeus. Sobre os Búlgaros muçulmanos, os emissários testemunharam ter sentido não existir felicidade, apenas desgosto. Bastante mais grave, ter-se-á revelado o facto de o Islão proibir a carne de porco e o álcool. Confrontado com este tabu, Vladimir terá observado “Beber é a alegria de todos os Rus. Não podemos existir sem esse prazer.”

Os enviados de Vladimir relatam ainda o que acharam da fé Cristã Latina e Germânica anterior ao Cisma. Nas igrejas do Ocidente, encontraram falta de beleza. Já quando se dedicaram a avaliar a crença cristã Ortodoxa do Oriente da Europa, presenciaram uma liturgia divina realizada na basílica de Hagia Sophia. A cerimónia deixou-os extasiados: “não sabíamos se estávamos no céu ou na Terra. Tal beleza, não a conseguimos descrever.” Vladimir mostrou-se agradado com esta derradeira narrativa dos seus homens. O facto da aliança com o Império Bizantino lhe assegurar grande vantagem política, tornou mais fácil a decisão. Hoje, os Russos preservam-se Cristãos Ortodoxos. Para o bem e para o mal, também são o povo europeu que mais álcool consome. Está no sangue da nação russa.

Durante muito tempo, as autoridades soviéticas tudo fizeram para mitigar a origem da nomenclatura “Rússia” e para que a população pensasse que era apenas e só eslava. Chegaram ao ponto de rejeitar apelidos que soassem a escandinavo ou germânico e a impingirem que Rúrik e a dinastia Rúrika nunca tinham existido. Quanto a isso, os novgorodienses não hesitam: o sangue demasiadas vezes alcoolizado dos russos também é viquingue. Foi bombeado para toda a nação por Novgorod e pelo estado de Rus de Kiev.

Rostov Veliky, Rússia

Sob as Cúpulas da Alma Russa

É uma das mais antigas e importantes cidades medievais, fundada durante as origens ainda pagãs da nação dos czares. No fim do século XV, incorporada no Grande Ducado de Moscovo, tornou-se um centro imponente da religiosidade ortodoxa. Hoje, só o esplendor do kremlin moscovita suplanta o da cidadela da tranquila e pitoresca Rostov Veliky.

Rússia

O Escritor que Não Resistiu ao Próprio Enredo

Alexander Pushkin é louvado por muitos como o maior poeta russo e o fundador da literatura russa moderna. Mas Pushkin também ditou um epílogo quase tragicómico da sua prolífica vida.

Suzdal, Rússia

Séculos de Devoção a um Monge Devoto

Eutímio foi um asceta russo do século XIV que se entregou a Deus de corpo e alma. A sua fé inspirou a religiosidade de Suzdal. Os crentes da cidade veneram-no como ao santo em que se tornou.

São Petersburgo, Rússia

A Rússia Vai Contra a Maré mas, Siga a Marinha.

A Rússia dedica o último Domingo de Julho às suas forças navais. Nesse dia, uma multidão visita grandes embarcações ancoradas no rio Neva enquanto marinheiros afogados em álcool se apoderam da cidade.

Suzdal, Rússia

Em Suzdal, é de Pequenino que se Celebra o Pepino

Com o Verão e o tempo quente, a cidade russa de Suzdal descontrai da sua ortodoxia religiosa milenar. A velha cidade também é famosa por ter os melhores pepinos da nação. Quando Julho chega, faz dos recém-colhidos um verdadeiro festival. 

Suzdal, Rússia

1000 Anos de Rússia à Moda Antiga

Foi uma capital pródiga quando Moscovo não passava de um lugarejo rural. Pelo caminho, perdeu relevância política mas acumulou a maior concentração de igrejas, mosteiros e conventos do país dos czares. Hoje, sob as suas incontáveis cúpulas, Suzdal é tão ortodoxa quanto monumental.

Ilhas Solovetsky, Rússia

A Ilha-Mãe do Arquipélago Gulag

Acolheu um dos domínios religiosos ortodoxos mais poderosos da Rússia mas Lenine e Estaline transformaram-na num gulag cruel. Com a queda da URSS, Solovestky recupera a paz e a sua espiritualidade.

São Petersburgo, Rússia

Na Pista de "Crime e Castigo"

Em São Peterburgo, não resistimos a investigar a inspiração para as personagens vis do romance mais famoso de Fiódor Dostoiévski: as suas próprias lástimas e as misérias de certos concidadãos.

Um
Arquitectura & Design

Talisay City, Filipinas

Monumento a um Amor Luso-Filipino

No final do século XIX, Mariano Lacson, um fazendeiro filipino e Maria Braga, uma portuguesa de Macau, apaixonaram-se e casaram. Durante a gravidez do que seria o seu 11º filho, Maria sucumbiu a uma queda. Destroçado, Mariano ergueu uma mansão em sua honra. Em plena 2ª Guerra Mundial, a mansão foi incendiada mas as ruínas elegantes que resistiram eternizam a sua trágica relação.

Pleno Dog Mushing
Aventura

Glaciar de Godwin, Alasca

Dog mushing estival

Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, os cães e os trenós não podem parar.

Tempo de MassKara
Cerimónias e Festividades

Bacolod, Filipinas

Um Festival para Rir da Tragédia

Por volta de 1980, o valor do açúcar, uma importante fonte de riqueza da ilha filipina de Negros caia a pique e o ferry “Don Juan” que a servia afundou e tirou a vida a mais de 176 passageiros, grande parte negrenses. A comunidade local resolveu reagir à depressão gerada por estes dramas. Assim surgiu o MassKara, uma festa apostada em recuperar os sorrisos da população.

De novo na ribalta
Cidades

Manaus, Brasil

Os Saltos e Sobressaltos da ex-Capital Mundial da Borracha

De 1879 a 1912, só a bacia do rio Amazonas gerava o latex de que, de um momento para o outro, o mundo precisou e, do nada, Manaus tornou-se uma das cidades mais avançadas à face da Terra. Mas um explorador inglês levou a árvore para o sudeste asiático e arruinou a produção pioneira. Manaus voltou a provar a sua elasticidade. É a maior cidade da Amazónia e a sétima do Brasil.

Comida
Comida do Mundo

Gastronomia Sem Fronteiras nem Preconceitos

Cada povo, suas receitas e iguarias. Em certos casos, as mesmas que deliciam nações inteiras repugnam muitas outras. Para quem viaja pelo mundo, o ingrediente mais importante é uma mente bem aberta.
Cultura
Mercados

Uma Economia de Mercado

A lei da oferta e da procura dita a sua proliferação. Genéricos ou específicos, cobertos ou a céu aberto, estes espaços dedicados à compra, à venda e à troca são expressões de vida e saúde financeira.
Fogo-de-artifício branco
Desporto

Seward, Alasca

O 4 de Julho Mais Longo

A independência dos E.U.A. é festejada, em Seward, de forma modesta. Para compensar, na cidade que honra o homem que prendou a nação com o seu maior estado, a data e a celebração parecem não ter fim.

Eternal Spring Shrine
Em Viagem

Garganta de Taroko, Taiwan

Nas Profundezas de Taiwan

Em 1956, taiwaneses cépticos duvidavam que os 20km iniciais da Central Cross-Island Hwy fossem possíveis. O desfiladeiro de mármore que a desafiou é, hoje, o cenário natural mais notável da Formosa.

A ver a vida passar
Étnico

Dali, China

A China Surrealista de Dali

Encaixada num cenário lacustre mágico, a antiga capital do povo Bai manteve-se, até há algum tempo, um refúgio da comunidade mochileira de viajantes. As mudanças sociais e económicas da China fomentaram a invasão de chineses à descoberta do recanto sudoeste da nação.

Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
Danças na Catedral
História

Antigua, Guatemala

Guatemala à Moda Antigua

Em 1743, vários sismos arrasaram uma das cidades coloniais pioneiras mais encantadora das Américas. Antigua regenerou-se mas preserva a religiosidade e o dramatismo do seu passado épico-trágico.

Passagem
Ilhas

Tanna, Vanuatu

Daqui se Fez Vanuatu ao Ocidente

O programa de TV “Meet the Natives” levou representantes tribais de Tanna a conhecer a Grã-Bretanha e os E.U.A. De visita à sua ilha, percebemos porque nada os entusiasmou mais que o regresso a casa.

Aurora fria II
Inverno Branco
Circuito Anapurna: 3º- Upper Pisang, Nepal

Uma Inesperada Aurora Nevada

Aos primeiros laivos de luz, a visão do manto branco que cobrira a povoação durante a noite deslumbra-nos. Com uma das caminhadas mais duras pela frente, adiamos a partida tanto quanto possível. Contrariados, deixamos Upper Pisang rumo a Ngawal quando a derradeira neve se desvanecia.
Trio das alturas
Literatura

PN Manyara, Tanzânia

Na África Favorita de Hemingway

Situado no limiar ocidental do vale do Rift, o parque nacional lago Manyara é um dos mais diminutos mas encantadores e ricos em vida selvagem da Tanzânia. Em 1933, entre caça e discussões literárias, Ernest Hemingway dedicou-lhe um mês da sua vida atribulada. Narrou esses dias aventureiros de safari em “As Verdes Colinas de África”.

Vale de socalcos
Natureza

Batad, Filipinas

Os Socalcos que Sustentam as Filipinas

Há mais de 2000 anos, inspirado pelo seu deus do arroz, o povo Ifugao esquartejou as encostas de Luzon. O cereal que os indígenas ali cultivam ainda nutre parte significativa do país.

Aposentos dourados
Outono

Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Lagoas fumarentas
Parques Naturais

Tongariro, Nova Zelândia

Os Vulcões de Todas as Discórdias

No final do século XIX, um chefe indígena cedeu os vulcões de Tongariro à coroa britânica. Hoje, parte significativa do povo maori continua a reclamar aos colonos europeus as suas montanhas de fogo.

Doces crocantes
Património Mundial Unesco

São João de Acre, Israel

A Fortaleza que Resistiu a Tudo

Foi alvo frequente das Cruzadas e tomada e retomada vezes sem conta. Hoje, israelita, Acre é partilhada por árabes e judeus. Vive tempos bem mais pacíficos e estáveis que aqueles por que passou.

Curiosidade ursa
Personagens

Katmai, Alasca

Nos Passos do Grizzly Man

Timothy Treadwell conviveu Verões a fio com os ursos de Katmai. Em viagem pelo Alasca, seguimos alguns dos seus trilhos mas, ao contrário do protector tresloucado da espécie, nunca fomos longe demais.

Insólito Balnear
Praia

Sul do Belize

A Estranha Vida ao Sol do Caribe Negro

A caminho da Guatemala, constatamos como a existência proscrita do povo garifuna, descendente de escravos africanos e de índios arawaks, contrasta com a de vários redutos balneares bem mais airosos.

Religião
Lhasa, Tibete

Quando o Budismo se Cansa da Meditação

Nem só com silêncio e retiro espiritual se procura o Nirvana. No Mosteiro de Sera, os jovens monges aperfeiçoam o seu saber budista com acesos confrontos dialécticos e bateres de palmas crepitantes.
A todo o vapor
Sobre carris

Ushuaia, Argentina

O Derradeiro Comboio Austral

Até 1947, o Tren del Fin del Mundo fez incontáveis viagens para que os condenados do presídio de Ushuaia cortassem lenha. Hoje, os passageiros são outros mas nenhuma outra composição passa mais a Sul

Uma espécie de portal
Sociedade

Little Havana, E.U.A.

A Pequena Havana dos Inconformados

Ao longo das décadas e até aos dias de hoje, milhares de cubanos cruzaram o estreito da Flórida em busca da terra da liberdade e da oportunidade. Com os E.U.A. ali a meros 145 km, muitos não foram mais longe. A sua Little Havana de Miami é, hoje, o bairro mais emblemático da diáspora cubana.

O projeccionista
Vida Quotidiana

Sainte-Luce, Martinica

Um Projeccionista Saudoso

De 1954 a 1983, Gérard Pierre projectou muitos dos filmes famosos que chegavam à Martinica. 30 anos após o fecho da sala em que trabalhava, ainda custava a este nativo nostálgico mudar de bobine.

Perigo de praia
Vida Selvagem

Santa Lucia, África do Sul

Uma África Tão Selvagem Quanto Zulu

Na eminência do litoral de Moçambique, a província de KwaZulu-Natal abriga uma inesperada África do Sul. Praias desertas repletas de dunas, vastos pântanos estuarinos e colinas cobertas de nevoeiro preenchem esta terra selvagem também banhada pelo oceano Índico. Partilham-na os súbditos da sempre orgulhosa nação zulu e uma das faunas mais prolíficas e diversificadas do continente africano.

Radical 24h por dia
Voos Panorâmicos

Queenstown, Nova Zelândia

Digna de uma Raínha

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades extremas reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.