Novgorod, Rússia

A Avó Viquingue da Mãe Rússia


A fortaleza e a catedral

Charrete passa junto à base da muralha da fortaleza de Novgorod, também abaixo da Catedral Ortodoxa de Santa Sofia.

Triunfo Negro

Silhueta do Monumento da Victória, erguido para celebrar o triunfo soviético sobre o invasor Nazi durante a 2ª Guerra Mundial.

De Novgorod a Novgorod

Ponte pedestre sobre o rio Volkhov, dourada pelo ocaso.

Pequeno ataque

Pai e filha aproximam-se da fortaleza de Novgorod, a mais antiga da Rússia.

Praia Verde

Família descontrai junto a uma porta baixa da fortaleza de Novgorod.

Pequeno Ataque II

Pai toma conta de um filho que se diverte sobre um tanque ligeiro T70 M, usado durante a 2ª Guerra Mundial

Pompa & Cerimónia pós-soviética

Cena de uma cerimónia de condecoração e homenagem de polícias da força especial anti-motim OMON, realizada em frente ao edifício soviético do Governo de Novgorod.

Trajes de outros tempos

Mulheres em trajes tradicionais participam na cerimónia de condecoração dos policiais OMON.

Boda marginal

Comitiva de um casamento caminha ao longo de uma margem do rio Volkhov.

Diferentes estilos

Transeunte carrega um caniche ao longo da ponte pedestre sobre o rio Volkhov.

Rosas anti-motim

Uma polícia da força especial  OMON congratulada por familiares.

O peso do casamento

Uma dolorosa tradição nupcial de Novgorod: noivo carrega noiva a todo o comprimento da ponte pedestre sobre o rio Volkhov.

Um ocaso com história

Sol põe-se por detrás da catedral de Santa Sofia, a mais antiga da Rússia.

Durante quase todo o século que passou, as autoridades da U.R.S.S. omitiram parte das origens do povo russo. Mas a história não deixa lugar para dúvidas. Muito antes da ascensão e supremacia dos czares e dos sovietes, os primeiros colonos escandinavos fundaram, em Novgorod, a sua poderosa nação.

Na margem oposta do rio Volkhov, vários torreões destacam-se acima de uma muralha vermelha sólida. Dela se projecta também um cacho de abóbadas que algum brilho lateral nos revela douradas. O sol sujeita-se às cruzes bizantinas e afunda-se por detrás. Por momentos, o seu aparente leito não passa de uma silhueta mas, mal a luz diurna cede ao lusco-fusco e à iluminação artificial, o templo ortodoxo e a fortaleza que o envolve reconquistam a imponência devida.

Novgorod vive dias agitados. Na manhã seguinte à nossa chegada, é Sábado. Despertamos com o sol já apontado ao zénite. Passamos pela grande praça Pobedy Sofiyskaya que é delimitada pelo edifício soviético governamental e pela entrada oeste da fortaleza. A essa hora, um bando de ciclistas, patinadores, skaters e outros desportistas exercita-se. Aproveitam a lisura do piso, até que um evento há muito programado lhes reclama o lugar.

Aos poucos, centenas de polícias em camuflados reúnem-se e formam perante uma ala de distintas autoridades da região: políticas, militares, civis e – não poderiam faltar – também os representantes da Igreja Ortodoxa. Reparamos na sigla OMOH nas costas dos seus uniformes e percebemos que não são uma força qualquer. Integram uma unidade especial da Guarda Nacional da Rússia criada em 1988 dentro da Soviet Militsiya e que, findos os conflitos gerados pelo colapso da U.R.S.S., é considerada a polícia anti-motim. Os seus oficiais recebem galardões das autoridades e, dos familiares e cônjuges, também beijos e ramos de flores. Uma vez findos os discursos, tocado e cantado o hino da nação, a cerimónia termina e a praça regressa ao modo lúdico original.

Na Pobedy Sofiyskaya, como em tantas outras partes de Novgorod, as várias “Rússias” parecem medir forças. A ocidente, a fachada do edifício do Governo da Região de Novgorod não podia ser mais soviética. Preenchem-na, quase na íntegra, um alinhamento de colunas de estilo helénico que sustentam um frontão. Este frontão, por sua vez, é tão amplo e aberto que admite uma enorme escultura de bronze recortada em redor do símbolo incontornável da época, a foice e o martelo. Do lado oposto da praça, encontramos o pórtico principal da fortaleza milenar e colossal erguida pela Rus de Kiev. Sem acesso ao edifício governamental, atravessamos o fosso pela ponte levadiça e passamos para o interior das velhas muralhas atijoladas dominado pelo verde do Parque Kremlyovskiy (do Kremlin) e por vários monumentos sumptuosos. O compositor Sergei Rachmaninoff nasceu na região. Tem na cidade uma estátua de bronze. A grande obra é, todavia, o Milénio da Rússia, um monumento igualmente de bronze, erguido em 1862, e que celebra, em distintos níveis, os eventos que definiram a Rússia, desde a chegada dos Varegues às margens do lago Ladoga e a Novgorod até à criação do Império Russo sob a liderança de Pedro, o Grande.

À parte da catedral de Santa Sofia, os edifícios religiosos quase rivalizam, em número, com as torres da fortaleza. Voltamos a deixá-la e reencontrarmos o Volkhov.

É Verão. O caudal recuou substancialmente e empresta um areal mais que conveniente a que outros desportistas e banhistas dão bom uso. Um torneio de vólei de praia decorre entre o rio e a muralha. Canoístas e nadadores sulcam a água doce e uma multidão de adoradores do sol fazem por se bronzear, uns esparramados na relva viçosa, outros, encostados contra a base do Kremlin que, de frente para o torreão Dvortsovaya Bashnya, nos revela, por fim, a sua elegante redondeza.

Rus de Kiev, o estado embrionário daquela que – considerado o território –   se tornou a maior nação do Planeta, começou a definir-se no século VIII.

Por essa altura, os varegues (viquingues) tinham-se habituado a zarpar da Escandinávia e a navegar pelo Mar Báltico e rios Dniepre, Volga, Dniestre abaixo. Durante essas epopeias embarcadas, consoante as oportunidades e os rivais com que se deparavam, entregavam-se ao comércio, à pirataria e a acções mercenárias. Também navegaram o Mar Cáspio e o Mar Negro. Cada vez mais afastados das suas Noruega e Suécia nativas, interagiam e comerciavam com os gregos e com os mais distintos povos muçulmanos, tão longe como em Bagdade.

Novgorod, em particular, prosperava a olhos vistos. Enriquecia-a um comércio cada vez mais intenso de tecidos, metais, vinho, âmbar e outros produtos ali chegados do sul mediterrânico que os varegues lá instalados trocavam por peles de arminho, de marta e de outros animais capturados na Escandinávia. Já então consideradas um luxo, estas peles fizeram de Novgorod um lugar apetecido.

Mas os varegues também traziam do cimo da Europa hábitos guerreiros. Diferentes clãs lutavam demasiadas vezes entre si ou com as tribos eslavas e finesas com que partilhavam a zona. Os habitantes de Novgorod fartaram-se desse caos. Para o sanarem, convidaram um príncipe varegue já poderoso a governá-los. Rúrik tomou conta de Novgorod até morrer em 879. Oleg, o cunhado a quem passou o poder por o seu filho ser demasiado novo, consolidou um vasto domínio que abrangeu as zonas das actuais São Petersburgo (200km para norte) e Kiev (1000 km para sudoeste).

Oleg e os descendentes da dinastia Rúrika não tardaram a cobrar tributo às tribos não varegues que acabaram por incorporar. Por fim, esta mescla improvável de varegues e de tribos eslavas e finesas deu origem ao estado Rus de Kiev. Novgorod beneficiou de forte autonomia dentro do novo estado. Estabeleceu um regime de eleição de chefes locais com tempos limitados de liderança. Este regime é considerado o primeiro governo democrático da Rússia.

Os Rus de Kiev mantiveram-se pagãos por mais algum tempo. Pelo menos numa circunstância, Oleg atacou a capital do Império Bizantino. Os Bizantinos tinham construído uma tal de fortaleza Sarkel que, em favor do povo Cazar, limitou o comércio dos Rus ao longo do rio Volga. Furioso, Oleg reuniu um exército, distribuiu-o por 200 embarcações, navegou até ao Bósforo e cercou a poderosa Constantinopla. Só retirou após pilhar os arredores da cidade e a ter deixado em pânico.

Afastamo-nos da fortaleza que, em tempos, acolheu os líderes Rus. Algumas centenas de metros rio abaixo, damos com a Colina de Catarina e com novo monumento, de visual bélico e épico, claro está. Um cavaleiro que monta um cavalo empinado, empunha uma espada na vertical e atropela uma suástica. Atrás de si, no cimo de uma torre altiva, a proa de um barco viquingue foi combinada com a lagarta de um tanque e com uma série de lanças apontadas ao céu.

O conjunto – mas em especial o cavaleiro – atrai uma horda de fotógrafos casuais ávidos por ali se eternizarem. Contempla-os com a benesse de o fazerem ainda junto a um tanque ligeiro T-70M que terá passado incólume pela 2a Guerra Mundial.

Regressamos à estradinha Sofiyskaya e, por ela, à ponte pedestre que cruza o Volkhov para a metade já não amuralhada da cidade. No tempo em que o fazemos, a comitiva de um casamento surge no sentido contrário. Na dianteira, um pequeno noivo, em óbvia dificuldade, carrega a noiva ao colo. A estreiteza da ponte e a curiosidade sobre o feito, fazem-nos dar-lhes passagem. Aproveitamos para meter conversa com uma senhora loura que segura um caniche cor-de-avelã ainda mais felpudo. Ela esclarece-nos. “Isto é costume cá da cidade. Atravessar a ponte toda com a noiva ao colo é visto como uma bênção para o casamento. Não há homem que não o tente fazer e vão ver que, mesmo aflito, aquele também vai conseguir!” De facto, o ritual foi cumprido, para júbilo dos convivas que o felicitaram com abraços e muito champagne.

Retomamos o passeio. Aproximamo-nos do “Na Korme” uma grande embarcação transformada em restaurante. Para desilusão dos visitantes da cidade mais interessados no seu passado, trata-se de uma fragata mercante oitocentista sem declarado contexto histórico em vez de um portentoso navio viquingue. Mas, História nunca faltaria em Novgorod. Nas imediações de uma tal de arcada Gostiny Dvor em que tínhamos apreciado o fim do dia anterior, uma série de novos templos ortodoxos e outros edifícios, levaram-nos a retomá-la.

Os anos passaram em Rus de Kiev. Apenas vinte antes da viragem para o século XI, e no seio de sérios eventos políticos que incluíram o assassínato de Oleg às mãos de um outro irmão, Vladimir viu-se obrigado a viajar à Escandinávia. Ali, com a ajuda do regente da Noruega seu parente, recrutou um exército. No regresso, não só reconquistou Novgorod e solidificou as fronteiras do reino contra as frequentes incursões de tribos búlgaras, bálticas e outras. Converteu-se ao Cristianismo e cristianizou Rus de Kiev.

A Crónica do eslavo Néstor descreve o quão criteriosa se revelou a sua decisão. Vladimir decidiu enviar emissários para apreciarem as distintas religiões dos estados poderosos que reclamavam que a Rus de Kiev adoptasse as suas fés. Quando os enviados lhe transmitiram as suas impressões, não tardou a rejeitar o judaísmo. Jerusalém tinha acabado se ser perdida para os muçulmanos. A seu ver, isso provava que Deus havia abandonado os Judeus. Sobre os Búlgaros muçulmanos, os emissários testemunharam ter sentido não existir felicidade, apenas desgosto. Bastante mais grave, ter-se-á revelado o facto de o Islão proibir a carne de porco e o álcool. Confrontado com este tabu, Vladimir terá observado “Beber é a alegria de todos os Rus. Não podemos existir sem esse prazer.”

Os enviados de Vladimir relatam ainda o que acharam da fé Cristã Latina e Germânica anterior ao Cisma. Nas igrejas do Ocidente, encontraram falta de beleza. Já quando se dedicaram a avaliar a crença cristã Ortodoxa do Oriente da Europa, presenciaram uma liturgia divina realizada na basílica de Hagia Sophia. A cerimónia deixou-os extasiados: “não sabíamos se estávamos no céu ou na Terra. Tal beleza, não a conseguimos descrever.” Vladimir mostrou-se agradado com esta derradeira narrativa dos seus homens. O facto da aliança com o Império Bizantino lhe assegurar grande vantagem política, tornou mais fácil a decisão. Hoje, os Russos preservam-se Cristãos Ortodoxos. Para o bem e para o mal, também são o povo europeu que mais álcool consome. Está no sangue da nação russa.

Durante muito tempo, as autoridades soviéticas tudo fizeram para mitigar a origem da nomenclatura “Rússia” e para que a população pensasse que era apenas e só eslava. Chegaram ao ponto de rejeitar apelidos que soassem a escandinavo ou germânico e a impingirem que Rúrik e a dinastia Rúrika nunca tinham existido. Quanto a isso, os novgorodienses não hesitam: o sangue demasiadas vezes alcoolizado dos russos também é viquingue. Foi bombeado para toda a nação por Novgorod e pelo estado de Rus de Kiev.

Rostov Veliky, Rússia

Sob as Cúpulas da Alma Russa

É uma das mais antigas e importantes cidades medievais, fundada durante as origens ainda pagãs da nação dos czares. No fim do século XV, incorporada no Grande Ducado de Moscovo, tornou-se um centro imponente da religiosidade ortodoxa. Hoje, só o esplendor do kremlin moscovita suplanta o da cidadela da tranquila e pitoresca Rostov Veliky.

Rússia

O Escritor que Não Resistiu ao Próprio Enredo

Alexander Pushkin é louvado por muitos como o maior poeta russo e o fundador da literatura russa moderna. Mas Pushkin também ditou um epílogo quase tragicómico da sua prolífica vida.

Suzdal, Rússia

Séculos de Devoção a um Monge Devoto

Eutímio foi um asceta russo do século XIV que se entregou a Deus de corpo e alma. A sua fé inspirou a religiosidade de Suzdal. Os crentes da cidade veneram-no como ao santo em que se tornou.

São Petersburgo, Rússia

A Rússia Vai Contra a Maré mas, Siga a Marinha.

A Rússia dedica o último Domingo de Julho às suas forças navais. Nesse dia, uma multidão visita grandes embarcações ancoradas no rio Neva enquanto marinheiros afogados em álcool se apoderam da cidade.

Suzdal, Rússia

Em Suzdal, é de Pequenino que se Celebra o Pepino

Com o Verão e o tempo quente, a cidade russa de Suzdal descontrai da sua ortodoxia religiosa milenar. A velha cidade também é famosa por ter os melhores pepinos da nação. Quando Julho chega, faz dos recém-colhidos um verdadeiro festival. 

Suzdal, Rússia

1000 Anos de Rússia à Moda Antiga

Foi uma capital pródiga quando Moscovo não passava de um lugarejo rural. Pelo caminho, perdeu relevância política mas acumulou a maior concentração de igrejas, mosteiros e conventos do país dos czares. Hoje, sob as suas incontáveis cúpulas, Suzdal é tão ortodoxa quanto monumental.

Ilhas Solovetsky, Rússia

A Ilha-Mãe do Arquipélago Gulag

Acolheu um dos domínios religiosos ortodoxos mais poderosos da Rússia mas Lenine e Estaline transformaram-na num gulag cruel. Com a queda da URSS, Solovestky recupera a paz e a sua espiritualidade.

São Petersburgo, Rússia

Na Pista de "Crime e Castigo"

Em São Peterburgo, não resistimos a investigar a inspiração para as personagens vis do romance mais famoso de Fiódor Dostoiévski: as suas próprias lástimas e as misérias de certos concidadãos.

Praia soleada
Arquitectura & Design

Miami Beach, E.U.A.

A Praia de Todas as Vaidades

Poucos litorais concentram, ao mesmo tempo, tanto calor e exibições de fama, de riqueza e de glória. Situada no extremo sudeste dos E.U.A., Miami Beach tem acesso por seis pontes que a ligam ao resto da Flórida. É manifestamente parco para o número de almas que a desejam.

Aterragem sobre o gelo
Aventura

Mount Cook, Nova Zelândia

A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.

Via Conflituosa
Cerimónias e Festividades

Jerusalém, Israel

Pelas Ruas Beliciosas da Via Dolorosa

Em Jerusalém, enquanto percorrem o caminho de Cristo para a cruz, os crentes mais sensíveis apercebem-se de como a paz do Senhor é difícil de alcançar nas ruelas mais disputadas à face da Terra.

Herança colonial
Cidades

Lençois da Bahia, Brasil

Nem os Diamantes São Eternos

No século XIX, Lençóis tornou-se na maior fornecedora mundial de diamantes. Mas o comércio das gemas não durou o que se esperava. Hoje, a arquitectura colonial que herdou é o seu bem mais precioso.

Orgulho
Comida

Vale de Fergana, Usbequistão

A Nação a Que Não Falta o Pão

Poucos países empregam os cereais como o Usbequistão. Nesta república da Ásia Central, o pão tem um papel vital e social. Os Usbeques produzem-no e consomem-no com devoção e em abundância.

Budas
Cultura

Nara, Japão

Budismo Hiperbólico

Nara deixou, há muito, de ser capital e o seu templo Todai-ji foi despromovido. Mas o Grande Salão mantém-se o maior edifício antigo de madeira do Mundo. E alberga o maior buda vairocana de bronze.

Radical 24h por dia
Desporto

Queenstown, Nova Zelândia

Digna de uma Raínha

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades extremas reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.

Ferry Nek Luong
Em Viagem

Ho Chi-Minh a Angkor, Camboja

O Tortuoso Caminho para Angkor

Do Vietname em diante, as estradas cambojanas desfeitas e os campos de minas remetem-nos para os anos do terror Khmer Vermelho. Sobrevivemos e somos recompensados com a visão do maior templo religioso

Febre vegetal
Étnico

Little India, Singapura

Singapura de Sari

São uns milhares de habitantes em vez dos 1.3 mil milhões da pátria-mãe mas não falta alma à Little India, um bairro da ínfima Singapura. Nem alma, nem cheiro a caril e música de Bollywood.

Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
A inevitável pesca
História

Florianópolis, Brasil

O Legado Açoriano do Atlântico Sul

Durante o século XVIII, milhares de ilhéus portugueses perseguiram vidas melhores nos confins meridionais do Brasil. Nas povoações que fundaram, abundam os vestígios de afinidade com as origens.

Praia Islandesa
Ilhas

Islândia

O Aconchego Geotérmico da Ilha do Gelo

A maior parte dos visitantes valoriza os cenários vulcânicos da Islândia pela sua beleza. Os islandeses também deles retiram calor e energia cruciais para a vida que levam às portas do Árctico.

Doca gelada
Inverno Branco

Ilha Hailuoto, Finlândia

Um Refúgio no Golfo de Bótnia

Durante o Inverno, Hailuoto está ligada à restante Finlândia pela maior estrada de gelo do país. A maior parte dos seus 986 habitantes estima, acima de tudo, o distanciamento que a ilha lhes concede.

Litoral de Upolu
Literatura

Upolu, Samoa Ocidental

A Ilha do Tesouro de Stevenson

Aos 30 anos, o escritor escocês começou a procurar um lugar que o salvasse do seu corpo amaldiçoado.Em Upolu e nos samoanos, encontrou um refúgio acolhedor a que entregou a sua vida de alma e coração

Um Apocalipse Televisionado
Natureza

La Palma, Espanha

O Mais Mediático dos Cataclismos por Acontecer

A BBC divulgou que o colapso de uma vertente vulcânica da ilha de La Palma podia gerar um mega-tsunami. Sempre que a actividade vulcânica da zona aumenta, os media aproveitam para apavorar o Mundo.

Filhos da Mãe-Arménia
Outono

Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.

Cores Argentinas
Parques Naturais

Perito Moreno, Argentina

O Glaciar Que Não se Rende

O aquecimento é supostamente global mas não chega a todo o lado. Na Patagónia, alguns rios de gelo resistem.De tempos a tempos, o avanço do Perito Moreno provoca derrocadas que fazem parar a Argentina

Abastecimento
Património Mundial Unesco

PN Serengeti, Tanzânia

A Grande Migração da Savana Sem Fim

Nestas pradarias que o povo Masai diz siringet (correrem para sempre), milhões de gnus e outros herbívoros perseguem as chuvas. Para os predadores, a sua chegada e a da monção são uma mesma salvação.

Curiosidade ursa
Personagens

Katmai, Alasca

Nos Passos do Grizzly Man

Timothy Treadwell conviveu Verões a fio com os ursos de Katmai. Em viagem pelo Alasca, seguimos alguns dos seus trilhos mas, ao contrário do protector tresloucado da espécie, nunca fomos longe demais.

Pura Vida em risco
Praia

Montezuma, Costa Rica

Um Recanto Abnegado da Costa Rica

A partir dos anos 80, Montezuma acolheu uma comunidade cosmopolita de artistas, ecologistas, pós-hippies, de adeptos da natureza e do famoso deleite costariquenho. Os nativos chamam-lhe Montefuma.

Rumo ao vale
Religião

Alaverdi, Arménia

Um Teleférico Chamado Ensejo

O cimo da garganta do rio Debed esconde os mosteiros arménios de Sanahin e Haghpat e blocos de apartamentos soviéticos em socalcos. O seu fundo abriga a mina e fundição de cobre que sustenta a cidade. A ligar estes dois mundos, está uma cabine suspensa providencial em que as gentes de Alaverdi contam viajar na companhia de Deus.

À pendura
Sobre carris

São Francisco, E.U.A.

Uma Vida aos Altos e Baixos

Um acidente macabro com uma carroça inspirou a saga dos cable cars de São Francisco. Hoje, estas relíquias funcionam como uma operação de charme da cidade do nevoeiro mas também têm os seus riscos.

Modelos de rua
Sociedade

Tóquio, Japão

À Moda de Tóquio

No ultra-populoso e hiper-codificado Japão, há sempre espaço para mais sofisticação e criatividade. Sejam nacionais ou importados, é na capital que começam por desfilar os novos visuais nipónicos.

Retorno na mesma moeda
Vida Quotidiana

Dawki, Índia

Dawki, Dawki, Bangladesh à Vista

Descemos das terras altas e montanhosas de Meghalaya para as planas a sul e abaixo. Ali, o caudal translúcido e verde do Dawki faz de fronteira entre a Índia e o Bangladesh. Sob um calor húmido que há muito não sentíamos, o rio também atrai centenas de indianos e bangladeshianos entregues a uma pitoresca evasão.

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Vida Selvagem

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Encaixado contra as montanhas Chugach, Prince William Sound abriga alguns dos cenários descomunais do 49º estado. Nem sismos poderosos nem uma maré negra devastadora afectaram o seu esplendor natural.

Pleno Dog Mushing
Voos Panorâmicos

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