Longsheng, China

A aldeia chinesa dos maiores cabelos do mundo. Nutridos a arroz, claro


Dança dos cabelos

Mulheres de Huang Luo exibem os longos cabelos num espectáculo que exibem na sua aldeia.

A aldeia vizinha

A aldeia de Ping’ an, uma das mais fotogénicas dos terraços de arroz de Longsheng.

Matriarca

Uma das mulheres de Huang Luo, com o longo cabelo enrolado em jeito de turbante.

Arroz em fartura

Secção dos vastos terraços de arroz de Longsheng, na província chinesa de Guangxi.

China

Bandeira chinesa esvoaça acima do telhado de um mirante sobre Longsheng.

China

Malagueta cortada em pedaços muito pequenos, para depois ser usada nos pratos tradicionais da região.

Sino-Tempero

Outro momento do espectáculo das mulheres com longos cabelos de Huang Luo.

Em pleno show

Três mulheres em trajes tradicionais e com os seus longos cabelos arranjados sobre a cabeça.

Trio cabelão

Criança em plena choradeira à janela de uma casa tradicional de madeira de Ping' an.

Bébé mas pouco Chorão

Recanto dos vastos terraços de arroz de Longsheng, na província de Guang xi.

Terracinhos

Mulheres cantam a partir de janelas elevadas na sala em que exibem o seu espectáculo.

Numa região multiétnica coberta de arrozais socalcados, as mulheres de uma aldeia renderam-se a uma mesma obsessão capilar. Deixam crescer os seus cabelos anos a fio, até um comprimento médio de 170 a 200 cm que faz da aldeia recordista. Por estranho que pareça, para os manterem belos e lustrosos, usam apenas água e o cereal. 

Passamos quase cinco horas no pequeno autocarro em que nos tínhamos metido na estação de Yangshuo. Apesar de aquele ser um dos pontos de passagem incontornáveis do circuito chinês de mochileiros, só dois outros estrangeiros seguiam a bordo. Em boa parte do

tempo, dormitaram nos lugares de trás só por eles ocupados. Nós, acompanhámos os trejeitos do percurso: as escarpas de calcário durante algum tempo após a partida. Os arredores do típico caos urbano de Guilin, cidade do centro-sul, pequena, à

escala chinesa, com os seus quase 5 milhões de habitantes. Uma auto-estrada que dela nos afasta em direcção às montanhas e, logo, uma via secundária bem mais sinuosa que trepa para norte de uma primeira vertente e a percorre para leste.

Mais de trezentos quilómetros depois, o motorista faz-nos sinal a nós e à outra dupla de forasteiros. Em redor, só víamos mais e mais vertentes, convertidas em terraços de arroz verdejantes. Nem uma única povoação digna de registo. O motorista esboçou um apontar para fora do autocarro e para baixo. Ficámos sem perceber se se limitava a correr connosco para despachar o frete ou se nos indicava algum lugarejo escondido na cota da encosta inferior ao asfalto. Fosse como fosse, descemos. Atravessámos a via e espreitámos. À esquerda, disperso numa zona afundada da vertente, entre terraços e cedros, dispunha-se um casario tradicional de telhados pardos, entre o cinzento e o castanho, as estruturas abaixo, com dois ou três andares e varandas, tudo erguido em madeira escura e bambu. Lanternas chinesas emprestam-lhes algum vermelho festivo e auguram aos moradores vidas felizes e negócios prósperos.

Ping’ an, uma aldeia com mais de seiscentos anos, situa-se em plena crista principal dos terraços de arroz de Longsheng, nome que se deve traduzir como “da Coluna Vertebral do Dragão.” Está, portanto, não só nas imediações da estrada de acesso como sobre as costas do grande sáurio. E, tal como aconteceu nas principais cidades turísticas ocidentais, os moradores de várias povoações de Longsheng mas sobretudo de Ping’ an apressaram-se a adaptar os seus domicílios ou a construir adicionais para lucrar com os visitantes. Abundam agora, em Ping’ na, as pequenas pousadas e quartos para alugar, a maior parte, listados nos intermediários online do costume.

Não nos dirigimos logo para lá. Uma bandeira chinesa, tão escarlate e auspiciosa como as lanternas, esvoaça sobre um velho telhado terroso. Intrigados quanto ao que ali haveria, leves por termos trazido de Yangshuo apenas o essencial para um ou dois dias, metemo-nos por um trilho íngreme que não tarda a alargar. Passados dez minutos, o trilho desvenda-nos um terraço. E o terraço, uma incrível panorâmica sobre a vastidão verde-amarelada e listada a toda a volta.

Apenas Ping’ an, Huang Luo e um ou outro lugarejo quebravam a homogeneidade deste sinuoso padrão agrícola. Como só o turismo havia corrompido o modo de vida ancestral dos chineses de etnias e culturas Dong, Zhuang, Yao e Miao destas paragens. E estes são só os grupos primordiais. Em termos oficiais, as autoridades identificam treze grupos indígenas distintos na região. Um em particular, interessava-nos bem mais que os outros.  

Se é verdade que os forasteiros começaram a, ali, afluir pela beleza dos terraços de arroz e pelo prazer das longas caminhadas, a determinada altura, uma excentricidade cultural das mulheres Yao, em particular, passou a atrair tantos ou mais visitantes.

De acordo com várias fontes da imprensa chinesa, mesmo que os terraços de arroz de Longsheng contem com pouco mais de meio milénio, a tribo Yao terá em redor de dois mil anos. Ora, algures neste tempo, as mulheres Yao consolidaram uma crença comunal de que o cabelo era a sua posse mais sagrada e valorizada, uma espécie de amuleto de queratina que supostamente lhes garante longevidade, riqueza e boa sorte.

De acordo com a mesma crença, o cabelo de uma mulher Yao é cortado duas vezes na sua vida: aos cem dias, e aos dezoito anos, na última das ocasiões, como ritual de maturidade. O cabelo cortado é enrolado e mantido a preceito. Mais tarde, é oferecido ao futuro marido como presente. Após o casamento e o parto, este cabelo é usado em jeito de extensão enrolada do actual. Marca o estatuto e a diferenciação entre uma mulher casada e uma solteira.

Até há algum tempo, com excepção para o marido e os filhos, ninguém podia ver o cabelo solto de uma mulher. Dizem-nos, na aldeia, que se um homem visse o cabelo de uma mulher solteira, teria que passar três anos na família dessa mulher enquanto genro. No mínimo algo inconveniente, essa regra foi abandonada no final dos anos 80. Não terá sido a única tradição sacrificada.

A tribo Yao já era então formada por em redor de seiscentas pessoas agrupadas pelas quase oitenta famílias de hoje. Em Longsheng, formam apenas um pequeno clã dos 2.6 milhões de Yao disseminados por várias províncias chinesas. Outros descendentes de Yao existem também no Laos, na Tailândia, Vietname e, em pequenos números, pós-emigrados para o Canada, França e os E.U.A.  

Os Yao da região de Longsheng tornaram-se, ali mesmo, sedentários e rurais. Durante largo tempo, foram considerados pobres para os padrões destas partes relativamente férteis da China.

Quando os turistas chegaram para contemplar a beleza dos terraços de arroz, descobriram que as mulheres Yao tinham, aconchegados sobre a cabeça, cabelos muito maiores que as das restantes tribos. Esticadas, a maior parte das cabeleiras da tribo mede entre os 170 e os 200 cm. Ora, isto faz com que, no geral, Huang Luo seja a aldeia com os cabelos mais longos à face da Terra.

Em termos individuais, o mais comprido alguma vez registado entre os Yao mediu pouco mais de dois metros, mesmo assim, incomparável com o record pessoal de outra chinesa. Em 2004, Xie Qiuping, tinha um cabelo com 5.6 metros.

As mulheres Yao começaram a pedir dinheiro para que os turistas as fotografassem. Primeiro, só pelas fotos. Mais tarde, passaram a vender-lhes artesanato, postais e outras mercadorias.

Com o decorrer dos anos e o influxo de forasteiros, de secretos, os seus cabelos tornaram-se um espectáculo. Mesmo conscientes da sua pesada carga comercial aproveitámos e assistimos.

Durante a exibição, as mulheres trajadas de negro e vermelho, fazem rodopiar os cabelos. Deixam-nos cair e penteiam-nos. Juntam-nos e formam coreografias com movimentos graciosos em que manipulam ainda as cabeleiras umas das outras. Por fim, enrolam-nas no turbante capilar com que, por hábito, as vemos no dia-a-dia.

Mas também participam homens na exibição. De início, apenas locais, logo, são convidados turistas. A ambos, as mulheres aplicam um outro dos seus ritos Yao peculiares. Durante uma determinada dança, para provarem a sua simplicidade e interesse pelo outro beliscam-lhes os rabos. Nem todos os estrangeiros estariam avisados. Nenhum reclamou.

Após o espectáculo, apesar de os visitantes não falarem dialectos chineses e as nativas pouco ou nada saberem de inglês ou outras línguas, há um momento de convívio. Com os ingressos já pagos, os espectadores têm direito a fotografias gratuitas mas só com os cabelos das senhoras presos. Em troca, logo após, as mulheres Yao impingem-lhes trajes bordados tradicionais, malas, mochilas, cobertores e tantas outras das suas mercancias.

Um outro tema que fascina sobretudo as visitantes estrangeiras de Huang Luo é o que fazem as mulheres Yao para que os seus cabelos tão longos se mantenham saudáveis e lustrosos e, sem espécimes brancos até tão avançada idade, nalguns casos, até aos 80 anos. O segredo está no cenário extraordinário em redor, está no que há milénios as alimenta e que há milénios aproveitam para nutrir o cabelo: o arroz.

Desde há uma eternidade que a água fermentada após a lavagem do arroz foi usada no Oriente tanto pelas mulheres do campo como por imperatrizes para conseguirem cabelos exemplares. Com tanto arroz em redor, para as mulheres Yao, manter essa crença e costume não foi um capricho, foi praticamente uma falta de alternativas. Isoladas das cidades pelas montanhas e vales e pela mera distância, a penetração de champôs e até de sabões modernos terá sido um fenómeno bem tardio do século XX. Em simultâneo, se água de arroz lhes garantia cabelos imaculados com o vigor adicional de uma tradição, porquê deixar de usar o arroz?

Nos dias que correm, as mulheres juntam-se no rio que atravessa aldeia e, com frequência, lavam os cabelos de forma comunal. Misturam arroz glutinoso com a água e enxaguam suavemente as cabeleiras até as sentirem bem gelatinosas. De tempos a tempos, complementam esta lavagem com “tratamentos” especiais com água de arroz fermentada.

Um estudo realizado nos 80, no Japão – onde o cabelo das mulheres será semelhante – chegou à conclusão que “a água de arroz diminui a fricção na superfície capilar e melhora a elasticidade”. Margaret Trey, uma especialista em saúde, beleza e bem-estar do jornal “The Epoch Times” sublinha que “ligeiramente amarga, a água de arroz é rica em antioxidantes, minerais, vitamina E e uma outra substância que só a fermentação do arroz produz. Esta combinação faz mais do que trazer brilho aos cabelos. Torna-os mais suaves, fortes e, no geral, saudáveis.   

Acredite ou não, Huang Luo aparece desde há algum tempo em várias páginas e blogs especializados em conselhos de beleza com imagens da aldeia, das mulheres e, claro está, dos seus cabelos prodigiosos. Se melhor informadas sobre o mundo da publicidade, os cabelos das mulheres Yao poderiam render-lhes bem mais que as entradas dos turistas nos espectáculos diários, as vendas do seu artesanato e os postais. A questão está em que as grandes marcas de beleza querem continuar a vender os seus champôs, amaciadores e silicones, não arriscar que as mulheres ocidentais os comecem a substituir por uma qualquer água de arroz de fazer em casa.

Dali, China

A China Surrealista de Dali

Encaixada num cenário lacustre mágico, a antiga capital do povo Bai manteve-se, até há algum tempo, um refúgio da comunidade mochileira de viajantes. As mudanças sociais e económicas da China fomentaram a invasão de chineses à descoberta do recanto sudoeste da nação.

Bingling Si, China

O Desfiladeiro dos Mil Budas

Durante mais de um milénio e, pelo menos sete dinastias, devotos chineses exaltaram a sua crença religiosa com o legado de esculturas num estreito remoto do rio Amarelo. Quem lá desembarca, pode não achar todas as esculturas mas encontra um santuário budista deslumbrante. Durante mais de um milénio e, pelo menos sete dinastias, devotos chineses exaltaram a sua crença religiosa com o legado de esculturas num estreito remoto do rio Amarelo. Quem lá desembarca, pode não achar todas as esculturas mas encontra um santuário budista deslumbrante. 

Dunhuang, China

Um Oásis na China das Areias

A milhares de quilómetros para oeste de Pequim, a Grande Muralha tem o seu extremo ocidental e a China é outra. Um inesperado salpicado de verde vegetal quebra a vastidão árida em redor. Anuncia Dunhuang, antigo entreposto crucial da Rota da Seda, hoje, uma cidade intrigante na base das maiores dunas da Ásia.

Lijiang, China

Uma Cidade Cinzenta mas Pouco

Visto ao longe, o seu casario vasto é lúgubre mas as calçadas e canais seculares de Lijiang revelam-se mais folclóricos que nunca. Em tempos, esta cidade resplandeceu como a capital grandiosa do povo Naxi. Hoje, tomam-na de assalto enchentes de visitantes chineses que disputam o quase parque temático em que se tornou.

Lijiang e Yangshuo, China

Uma China Impressionante

Um dos mais conceituados realizadores asiáticos, Zhang Yimou dedicou-se às grandes produções ao ar livre e foi o co-autor das cerimónias mediáticas dos J.O. de Pequim. Mas Yimou também é responsável por “Impressions”, uma série de encenações não menos polémicas com palco em lugares emblemáticos. 

Lhasa, Tibete

A Sino-Demolição do Tecto do Mundo

Qualquer debate sobre soberania é acessório e uma perda de tempo. Quem quiser deslumbrar-se com a pureza, a afabilidade e o exotismo da cultura tibetana deve visitar o território o quanto antes. A ganância civilizacional Han que move a China não tardará a soterrar o milenar Tibete. 

Dali, China

Flash Mob à Moda Chinesa

A hora está marcada e o lugar é conhecido. Quando a música começa a tocar, uma multidão segue a coreografia de forma harmoniosa até que o tempo se esgota e todos regressam às suas vidas.

Viti Levu, Fiji

Velhos Passatempos de Fiji: Canibalismo e Cabelo

Durante 2500 anos, a antropofagia fez parte do quotidiano de Fiji. Nos séculos mais recentes, a prática foi adornada por um fascinante culto capilar. Por sorte, só subsistem vestígios da última moda.

Huang Shan, China

A Montanha dos Picos Flutuantes

Os picos graníticos de Huang Shan, de que brotam pinheiros acrobatas, surgem em ilustrações artísticas sem conta. O cenário real, além de remoto, permanece mais de 200 dias escondido acima das nuvens.

Pequim, China

O Coração do Grande Dragão

É o centro histórico incoerente da ideologia maoista-comunista e quase todos os chineses aspiram a visitá-la mas a Praça Tianamen será sempre recordada como um epitáfio macabro das aspirações da nação

Badaling, China

Uma Invasão Chinesa da Muralha da China

Com a chegada dos dias quentes, hordas de visitantes Han apoderam-se da maior estrutura criada pelo homem, recuam à era das dinastias imperiais e celebram o protagonismo recém-conquistado pela nação.

Tóquio, Japão

Fotografia Tipo-Passe à Japonesa

No fim da década de 80, duas multinacionais nipónicas já viam as fotocabines convencionais como peças de museu. Transformaram-nas em máquinas revolucionárias e o Japão rendeu-se ao fenómeno Purikura.

Wilkommen in Africa
Arquitectura & Design

Lüderitz, Namibia

Wilkommen in Afrika

O chanceler Bismarck sempre desdenhou as possessões ultramarinas. Contra a sua vontade e todas as probabilidades, em plena Corrida a África, o mercador Adolf Lüderitz forçou a Alemanha assumir um recanto inóspito do continente. A cidade homónima prosperou e preserva uma das heranças mais excêntricas do império germânico.

Aterragem sobre o gelo
Aventura

Mount Cook, Nova Zelândia

A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.

Verificação da correspondência
Cerimónias e Festividades

Rovaniemi, Finlândia

Árctico Natalício

Fartos de esperar pela descida do velhote de barbas pela chaminé, invertemos a história. Aproveitamos uma viagem à Lapónia Finlandesa e passamos pelo seu furtivo lar. 

Pela sombra
Cidades

Miami, E.U.A.

Uma Obra-Prima da Reabilitação Urbana

Na viragem para o século XXI, o bairro de Wynwood mantinha-se repleto de fábricas e armazéns abandonados e grafitados. Tony Goldman, um investidor imobiliário astuto, comprou mais de 25 propriedades e fundou um parque mural. Muito mais que ali homenagear o grafiti, Goldman fundou o grande bastião da criatividade de Miami.

Comodidade até na Natureza
Comida

Tóquio, Japão

O Império das Máquinas de Bebidas

São mais de 5 milhões as caixas luminosas ultra-tecnológicas espalhadas pelo país e muitas mais latas e garrafas exuberantes de bebidas apelativas. Há muito que os japoneses deixaram de lhes resistir.

Tribal
Cultura

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Soam os Tambores, Resistem os Índios

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Bola de volta
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Apesar de praticado desde 1841, o AFL Rules football só conquistou parte da grande ilha. A internacionalização nunca passou do papel, travada pela concorrência do râguebi e do futebol clássico.

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Por razões de segurança, o planeta Tatooine de "O Despertar da Força" foi filmado em Abu Dhabi. Recuamos no calendário cósmico e revisitamos alguns dos lugares tunisinos com mais impacto na saga.

 

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Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
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James Cook baptizou assim a longínqua Nova Caledónia porque o fez lembrar a Escócia do seu pai, já os colonos franceses foram menos românticos. Prendados com uma das maiores reservas de níquel do mundo, chamaram Le Caillou à ilha-mãe do arquipélago. Nem a sua mineração obsta a que seja um dos mais deslumbrantes retalhos de Terra da Oceânia.

Antes da chuva
Ilhas

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Com mais de vinte cones acima dos 100 metros, a abrupta e luxuriante, Camiguin tem a maior concentração de vulcões que qualquer outra das 7641 ilhas filipinas ou do planeta. Mas, nos últimos tempos, nem o facto de um destes vulcões estar activo tem perturbado a paz da sua vida rural, piscatória e, para gáudio dos forasteiros, fortemente balnear.

Recta Final
Inverno Branco

Inari, Lapónia, Finlândia

A Corrida Mais Louca do Topo do Mundo

Há séculos que os lapões da Finlândia competem a reboque das suas renas. Na final Kings Cup, confrontam-se a grande velocidade, bem acima do Círculo Polar Ártico e muito abaixo de zero.

Suspeitos
Literatura

São Petersburgo, Rússia

Na Pista de “Crime e Castigo”

Em São Peterburgo, não resistimos a investigar a inspiração para as personagens vis do romance mais famoso de Fiódor Dostoiévski: as suas próprias lástimas e as misérias de certos concidadãos.

Vale de Kalalau
Natureza

Napali Coast, Havai

As Rugas Deslumbrantes do Havai

Kauai é a ilha mais verde e chuvosa do arquipélago havaiano. Também é a mais antiga. Enquanto a exploramos por terra, mar e ar, espantamo-nos ao vermos como a passagem dos milénios só a favoreceu.

Filhos da Mãe-Arménia
Outono

Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.

Victoria falls
Parques Naturais

Victoria Falls, Zimbabwe

O Presente Trovejante de Livingstone

O explorador procurava uma rota para o Índico quando nativos o conduziram a um salto do rio Zambeze. As quedas d'água que encontrou eram tão majestosas que decidiu baptizá-las em honra da sua raínha

Recanto histórico
Património Mundial Unesco

Tasmânia, Austrália

À Descoberta de Tassie

Há muito a vítima predilecta das anedotas australianas, a Tasmânia nunca perdeu o orgulho no jeito mais rude que aussie de ser e mantém-se envolta em mistério no seu recanto meridional dos antípodas.

Palestra
Personagens

Christchurch, Nova Zelândia

O Feiticeiro Amaldiçoado

Apesar da sua notoriedade nos antípodas, Ian Channell o bruxo da Nova Zelândia não conseguiu prever ou evitar vários sismos que assolaram Christchurch. O último obrigou-o a mudar-se para casa da mãe.

Aulas de surf
Praia

Waikiki, Havai

A Invasão Nipónica do Havai

Décadas após o ataque a Pearl Harbour e da capitulação na 2ª Guerra Mundial, os japoneses voltaram ao Havai armados com milhões de dólares. Waikiki, o seu alvo predilecto, faz questão de se render.

Cansaço religioso
Religião

Chiapas e Iucatão, México

Uma Estafeta de Fé

Equivalente católica da Nª Sra. de Fátima, a Virgem de Guadalupe move e comove o México. Os seus fiéis cruzam-se nas estradas do país, determinados em levar a prova da sua fé à patrona das Américas.

Colosso Ferroviário
Sobre carris

Cairns-Kuranda, Austrália

Comboio para o Meio da Selva

Construído a partir de Cairns para salvar da fome mineiros isolados na floresta tropical por inundações, com o tempo, o Kuranda Railway tornou-se no ganha-pão de centenas de aussies alternativos.

Encarregado da iluminação
Sociedade

Barragem Itaipu, Brasil

A Febre do Watt

Em 1974, milhares de brasileiros e paraguaios confluíram para a zona de construção da então maior barragem do Mundo. 30 anos após a conclusão, Itaipu gera 90% da energia paraguaia e 20% da do Brasil.

Um
Vida Quotidiana

Talisay City, Filipinas

Monumento a um Amor Luso-Filipino

No final do século XIX, Mariano Lacson, um fazendeiro filipino e Maria Braga, uma portuguesa de Macau, apaixonaram-se e casaram. Durante a gravidez do que seria o seu 11º filho, Maria sucumbiu a uma queda. Destroçado, Mariano ergueu uma mansão em sua honra. Em plena 2ª Guerra Mundial, a mansão foi incendiada mas as ruínas elegantes que resistiram eternizam a sua trágica relação.

Vida Selvagem

Cape Cross, Namíbia

A Mais Tumultuosa das Colónias Africanas

Diogo Cão desembarcou neste cabo de África em 1486, instalou um padrão e fez meia-volta. O litoral imediato a norte e a sul, foi alemão, sul-africano e, por fim, namibiano. Indiferente às sucessivas transferências de nacionalidade, uma das maiores colónias de focas do mundo manteve ali o seu domínio e anima-o com latidos marinhos ensurdecedores e intermináveis embirrações.

Pleno Dog Mushing
Voos Panorâmicos

Glaciar de Godwin, Alasca

Dog mushing estival

Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, os cães e os trenós não podem parar.